Entrevista com o fã e coleccionador: Mariano Bícego

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco.

Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente?
Mariano Bícego: Meu nome é Mariano Bícego, nasci no interior de Minas Gerais, na cidade de São Sebastião do Paraíso, em 1 de Setembro de 1962, onde resido até hoje. Sou historiador por formação, hoje atuo como agente de turismo, organizo grupos de brasileiros para conhecerem o mundo, em especial Europa e Estados Unidos, particularmente Portugal. Me especializei em turismo bélico, meus roteiros incluem campos de batalha, memoriais e museus relacionados à História Militar. Tenho também um canal no YouTube (youtube.com/viagemnahistoria) onde falo de Historia Militar e assuntos relacionados.

Quando nasceu o seu interesse pela banda desenhada?
Mariano Bícego: Desde pequeno me interessei pelas revistas de banda desenhada, minha leitura se desenvolveu a partir daí. Meu primeiro herói foi o Lone Ranger (Zorro no Brasil), daí não parei mais de ler e colecionar.

Quando descobriu Tex?
Mariano Bícego: Quando foi lançado no Brasil pela Editora Vecchi em meados dos anos 1971.

Porquê esta paixão por Tex?
Mariano Bícego: Gostei do personagem desde o início, os roteiros se aproximavam das histórias dos filmes de faroeste que assistia, o Tex era valente, corajoso, íntegro e por vezes divertido, me cativou desde sempre. Os desenhos eram realistas e capturavam a paisagem do velho Oeste.

O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos?
Mariano Bícego: Suas histórias são mais profundas, sempre relacionadas a fatos históricos, nota-se a pesquisa do escritor e a impressão visual é bem realista, os desenhistas nos colocam dentro do ambiente das histórias, enfim, algo raro de se encontrar.

Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção? E qual a mais importante para si?
Mariano Bícego: Tenho umas duas mil revistas do Tex, especificamente, tanto brasileiras quanto importadas, inclusive portuguesas. As minhas preferidas são “Ao Sul de Nogales”, “Flechas Pretas Assassinas”, “A Noite dos Assassinos”, “Patagônia”, “Nas Trilhas do Oeste” e a minha número 1 é “O Cavaleiro Solitário”, sou muito fã do Joe Kubert! Estou gostando também da série Tex Willer.

Colecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem italiana?
Mariano Bícego: Tudo relacionado ao Tex, tento adquirir.

Qual o objecto Tex que mais gostaria de possuir?
Mariano Bícego: Uma estatueta em tamanho maior.

Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista?
Mariano Bícego: Como disse acima a minha favorita é “O Cavaleiro Solitário”, única história desenhada pelo Joe Kubert. Dos desenhistas mais regulares gosto do José Ortiz e do Giovanni Ticci, e dos mais novos, Corrado Mastantuono. Já os argumentos gosto do Mauro Boselli e do Claudio Nizzi.

O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos?
Mariano Bícego: A ambientação das histórias e o caráter do personagem me agradam muito. Não gosto de histórias muito sobrenaturais…

Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é?
Mariano Bícego: A qualidade do produto é o que faz ele durar no mercado, então Tex veio evoluindo e se adaptando, alcançando novos leitores, sem perder sua identidade, algo difícil em tempos pós-modernos e mediáticos. Virou lenda!

Costuma encontrar-se com outros coleccionadores?
Mariano Bícego: Só virtualmente, a internet é benéfica para nós, colecionadores.

Para concluir, como vê o futuro do Ranger?
Mariano Bícego: Apesar das previsões negativas, o mercado para revistas impressas ainda é grande para o Tex, no Brasil. Penso que ainda vai longe. Cabe até produtos derivados, como um filme ou série. Tex nunca foi tão grande!

Prezado pard Mariano Bícego, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.

(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)

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