Tex presente no Dicionário Universal da Banda Desenhada

Por Jorge Machado-Dias e José Carlos Francisco

Foi lançado no dia 6 de Novembro passado, no decurso do AmadoraBD 2010 (o 21º Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora), o Dicionário Universal da Banda Desenhada – pequeno léxico disléxico, da autoria do investigador Leonardo De Sá e editado pela Pedranocharco Publicações. A apresentação da obra foi feita pelo jornalista do jornal Público, Carlos Pessoa, que é também o prefaciador do livro.

O Dicionário Universal da Banda Desenhada – pequeno léxico disléxico é um glossário enciclopédico que ajuda a compreender os termos e expressões empregues em vários países, assim como os assuntos e detalhes relacionados com a banda desenhada a nível internacional. Trata-se de um livro essencial para conhecermos melhor o mundo dos quadradinhos, nos seus significados e na sua história, com a abordagem também de muitos outros temas próximos da BD – como a caricatura, o cartoon, as colecções de cromos ou as fotonovelas.

O Dicionário Universal da Banda Desenhada – pequeno léxico disléxico foi publicado parcialmente no BDjornal, entre os números 14 (Junho de 2006) e 25 (Maio de 2010). Os leitores do BDjornal sabem de que tipo de obra exaustiva se trata, mesmo tendo o conjunto sido inteiramente revisto para a publicação em livro. Para o público em geral, convém talvez fazer uma pequena apresentação.

Como diz o próprio autor na Introdução: “O presente glossário enciclopédico comporta várias centenas de termos internacionais comentados e, quando relevante, colocados no seu contexto histórico, relativos aos quadradinhos e processos ou géneros afins — o que já tinha efectuado anteriormente com o investigador António Dias de Deus para o livro Os Comics em Portugal: Uma História da Banda Desenhada (1997), mas então de forma substancialmente mais simples. Mantive o estilo que adoptámos nessa primeira versão — entre a brincadeira, o duplo sentido e a seriedade enfadonha que caracteriza a maior parte dos dicionários —, porque me parece coadunar-se mais perfeitamente com a matéria estudada…

Para além das locuções portuguesas e estrangeiras próprias da BD, acrescentei muitas outras que têm com ela estreitas relações, a nível literário, gráfico, editorial, mediático ou outro — mas deixei, no entanto, de fora os vocábulos técnicos do desenho e aqueles que são de utilização demasiado limitada, por me parecerem de interesse mais restrito para a matéria em análise (…)”

Trata-se portanto de um léxico que ajuda a perceber do que falamos, quando referimos determinados assuntos relacionados com banda desenhada, quer se chame bande dessinée, comics, histórias aos quadradinhos, histórias em quadrinhos, fumetti, tebeos, mangás, manhwas, etc… Mais ainda, trata-se de um dicionário enciclopédico sobre a matéria – e por isso mesmo, de certa forma, um léxico disléxico: Leonardo De Sá explica em detalhe, ao longo das 202 páginas e das 378 entradas – com a ajuda de 123 ilustrações – do Dicionário Universal da Banda Desenhada – pequeno léxico disléxico, o significado das palavras e expressões, recorrendo à sua história e evolução. Daí também o seu grande interesse.

Vejamos também o que diz o jornalista do Público, Carlos Pessoa, no Prefácio ao livro: “Falta responder a uma questão prática: para que serve este livro? Basta desfolhá-lo para constatar que não é, obviamente, uma obra destinada a leitura corrida – como o seria uma sequência de textos de análise sobre autores, heróis, publicações ou escolas gráficas, por exemplo. Todavia, não se limita a ser uma mera fixação conceptual de termos e expressões – isso também lá está, obviamente – que dão sentido ao título. Leonardo De Sá foi mais longe, proporcionando informação substancial e detalhada sobre aspectos relevantes da própria banda desenhada, em termos históricos, estéticos ou outros (…) o que merece ser realçado é o contributo que a obra dá para sabermos do que falamos quando falamos de histórias aos quadradinhos (…)

Tudo o que ficou dito realça a singularidade do trabalho de Leonardo De Sá e ajuda a compreender o que distingue este livro de outras tentativas de fixar a “linguagem” específica deste meio de expressão. Este Dicionário é uma obra de consulta que deve figurar em qualquer biblioteca básica sobre banda desenhada. Seja qual for o uso que dele se faça, é garantido que trará ao conhecimento dos seus leitores mais do que uma surpresa (…)”

Numa obra deste quilate e que é imprescindível na colecção de todo e qualquer admirador da 9ª Arte, obviamente que uma personagem como o consagrado Ranger criado por G. L. Bonelli e Aurelio Galleppini, Tex Willer, tinha que estar presente e tal realmente acontece, inclusive com a divulgação da famosíssima capa  da Collana del Tex nº 1, de Setembro de 1948, como podemos constatar na página mostrada aqui ao lado.

Finalizamos dizendo que o Dicionário Universal da Banda Desenhada – pequeno léxico disléxico, de Leonardo De Sá, Formato 16 x 23 cm, 202 págs. + capas, p&b c/ capa a cores e com um custo de € 16,00, pode ser encomendado através do e-mail bdjornal@gmail.com

No blogue do Kuentro, no topo da coluna da direita existe o link para a página COMPRAS POR EMAIL DO BDJORNAL e DICIONÁRIO UNIVERSAL DA BANDA DESENHADA onde constam os preços do BDj e do Dicionário, tanto para Portugal como para a Europa e Resto do Mundo, onde os interessados, nomeadamente os pards brasileiros, se podem informar dos custos.

(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)

2 Comentários

  1. Devo corrigir a questão do preço do Dicionário… – tal como consta na página (cujo link, o Zé Carlos Francisco acrescentou aqui, quase no final deste post – para compras via internet, com pedido para o email indicado, é de € 15,00. Está bem, é só menos 1 Euro, mas 1 Euro, sempre é 1 Euro, não é?

  2. Excelente dar espaço a esse tipo de publicação e não ficar só nas hqs. Parabéns, continuem assim, isso é cultura.

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