Prestigiada revista italiana “Scuola di Fumetto” dá NOVAMENTE grande destaque ao blogue português do Tex, desta vez a propósito da entrevista exclusiva com Fabio Civitelli!

Por José Carlos Francisco

A prestigiada revista italiana “Scuola di fumetto“,  uma das mais conceituadas revistas, senão mesmo a mais importante, sobre informações e críticas relativamente à banda desenhada, de periodicidade bimestral e totalmente a cores, no seu número 80 (que dedica um amplo espaço a Sergio Bonelli numa grandiosa homenagem ao “homem dos fumettirecentemente falecido, a começar logo pela capa numa fantástica ilustração de Bruno Brindisi), de Novembro e Dezembro de 2011, deu NOVAMENTE um amplo destaque ao blogue português do Tex, na sua rubrica “Da cliccare – Link, indirizzi e connessioni per orientarsi nel web”, a propósito da entrevista exclusiva com o desenhador Fabio Civitelli, indicando-a da seguinte forma através de um texto assinado pelo seu redactor Andrea Leggeri:

FABIO CIVITELLI

É novamente o blogue português inteiramente dedicado a Tex e à banda desenhada bonelliana administrado pelos apaixonados e competentíssimos José Carlos Pereira Francisco e Mário João Marques, a oferecer-nos a oportunidade de ler on line uma interessante entrevista a um nosso Mestre italiano. Trata-se de Fabio Civitelli, um dos pilares da publicação mensal dedicada ao célebre Ranger do Texas que desenha desde o longínquo 1984. Antes disso colaborou com a Dardo, Edifumetto e Universo, algumas entre as principais realidades da banda desenhada italiana. Chegou à Bonelli em 1978 para desenhar Mister No, para depois ser absorvido quase a tempo integral pelo trabalho com Tex. Civitelli marcou a mais importante saga western da banda desenhada italiana com o seu estilo realístico caracterizado por uma pessoalíssima linha clara e de um extremo cuidado no detalhe. Na entrevista conta a sua relação com Tex Willer mas sobretudo fala do seu método de trabalho e da sua técnica gráfica, transmitindo-nos a sua genuína paixão pela banda desenhada. A versão integral pode ser lida em https://texwillerblog.com/?p=30431

Você já pensou em usar a informática e, como alguns desenhadores, mirar a novas técnicas, ou este é um método que não lhe agrada? Em caso positivo, porque?
Eu sou absolutamente contra o uso do computador no desenho, mas isso é um ponto de vista estritamente pessoal. Eu gosto do carácter artesanal da BD, eu gosto de ver as páginas originais desenhadas à mão, e não impressões laser, eu gosto da leve imperfeição dos contrastes desenhados a pincel ou feitos com pontinhos, e também gosto que exista um mercado de desenhos originais que premeia o trabalho manual e artesanal (e, digamos, artístico).

Gostaríamos da saber algo mais sobre a sua técnica de desenho (belíssima, em nossa opinião): quando começa uma história, imaginamos que você deva documentar-se sobre os cenários, as armas, etc. Certo? As figuras humanas que desenha são totalmente criadas por si ou usa modelos como auxílio para certas posições do corpo, expressões ou outros detalhes?
Na verdade a minha técnica é bastante tradicional, tanto que eu uso quase exclusivamente o pincel e o nanquim para a arte-final, e deixo as hidrocores apenas para os pontinhos. Claramente tudo começa com a documentação, hoje bastante fácil com a internet, depois eu desenho a página a lápis – e recorro, para as poses mais difíceis, a fotografias e fotogramas de filmes western que capturo de DVDs com o PC. Também tenho álbuns nos quais colecciono as fotos para certos assuntos, como atirar com o revólver, com a espingarda, cavalgar, ou primeiros planos com belas sombras. Também busco não repetir as mesmas poses ou os mesmos sombreados, então sempre busco novas imagens para recortar. Mas também é importante não se deixar condicionar pelas fotografias, e sim usá-las apenas como ponto de partida.

Eis o texto assinado pelo redactor Andrea Leggeri, na forma original:

É mais uma prova de que as nossas entrevistas são sempre cheias de conteúdo e apreciadas por todos que seguem o nosso Tex, inclusive os profissionais da imprensa italiana e é uma ulterior prova da grande importância das nossas entrevistas, o que só é possível com a colaboração de todos os que colaboram nas grandes entrevistas com os autores bonellianos e que espero se revejam no meu nome e no nome do Mário Marques, pois foi um grande pecado a revista italiana não incluir o nome de todos os que colaboraram nesta entrevista com Fabio Civitelli: Jorge Machado-Dias, Jorge Magalhães, Pedro Cleto, Bira Dantas, Júlio Schneider e Gianni Petino.

Este novo destaque também mostra que estamos no caminho certo e há que prosseguir com estas grandes entrevistas que tornam o blogue português do Tex como o local em todo o mundo onde se podem encontrar as maiores e melhores entrevistas dadas por muitos autores da editora Bonelli como vários deles já nos confidenciaram e como dizia o próprio Sergio Bonelli que antes de falecer tinha  escrito dizendo que um dia destes (que infelizmente nunca chegará) iria dedicar um editorial numa revista de Tex ao blogue português do Tex como se pode comprovar neste trecho:

(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)

Um comentário

  1. Belíssima revista, se fosse publicada no Brasil iriam por o Batman ou Capitão América na capa, como sempre tem sido feito nas publicações sobre Tex e personagens Bonelli. Basta reparar também a folha de chamada do site da Mythos, com várias edições, porém o exemplar do Tex aparece escondido, no meio de outras publicações.

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