Portugal – Edições de Tex à venda em Abril

Relação das revistas da Mythos Editora, distribuídas em Portugal, pela VASP – Distribuidora de Publicações Lda, para o mês de ABRIL de 2013:

TEX 485
Os Dois Espiões
Texto: Mauro Boselli – Desenhos: Corrado Mastantuono

História originalmente publicada em Tex italiano 583

A cidadezinha de Glendale, Missouri, é atacada por um bando de foras-da-lei que assaltam o banco e matam o velho prefeito. Stacy Robbins, o dono do mercado, reconheceu dois dos assassinos: Jude West e Rhett Corrigan, ex-guerrilheiros que durante a Guerra Civil combateram em frentes opostas… Stacy chama Tex em auxílio e, enquanto cavalgam rumo ao Missouri, o ranger conta ao filho Kit a história de quando ele e o amigo Dick Furacão alistaram-se como batedores na Companhia J do Sétimo Regimento de Cavalaria do Kansas, composto por famigerados “jayhawkers”, fanáticos nortistas abolicionistas que odeiam todos os missourianos, aliados da União, mas acusados de simpatizar com o Sul… Tex e Dick têm uma missão secreta: cuidar para que o capitão Jude West e seus soldados não pratiquem violência contra a população civil…
2,90€

TEX COLEÇÃO 277
Matar ou Morrer
Texto: G. L. Bonelli – Desenhos: Aurelio Galleppini

História originalmente publicada em Tex italiano 225

No esconderijo dos mercenários de Navarrete, os pards identificam seu alvo: um arsenal invencível! Só a astúcia poderá salvar a missão: disfarçado como um campeão de póquer, Tex é recebido na casa de Navarrete, também um jogador incorrigível. Tex sequestra-o, mas uma forte explosão encerra para sempre os sonhos de conquista de Dom Navarrete… Porém, no Rio Bravo, um bando de Rurales vingativos é varrido pelos Apaches do Negrito…
2,90€

TEX OURO 56
Caçadores de Lobos
Texto: Guido Nolitta – Desenhos: Giolitti e Ticci

História originalmente publicada em Tex italiano 431 a 433

Na fronteira do território de Montana com o Canadá, uma aldeia de índios é massacrada por caçadores de lobos conhecidos como wolfers. Tex e seus pards recebem do governo americano a incumbência de liquidar a quadrilha dos wolfers que, chefiada por Jason Ducaux ergueu uma verdadeira fortaleza em solo canadiano, o Forte Whoop-Up. Uma super-aventura em duas partes.
9,00€
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TEX OURO 57
Do Outro Lado da Lei
Texto: Guido Nolitta – Desenhos: Giolitti e Ticci

História originalmente publicada em Tex italiano 433 a 435

Segunda e última parte da supera-aventura escrita por Nolitta, com as primorosas artes de Giolitti e Ticci. Na fronteira do território de Montana com o Canadá, uma aldeia de índios é massacrada por caçadores de lobos conhecidos como wolfers. Tex e seus pards recebem do governo americano a incumbência de liquidar a quadrilha dos wolfers que, chefiada por Jason Ducaux ergueu uma verdadeira fortaleza em solo canadiano, o Forte Whoop-Up.
9,00€

ALMANAQUE TEX 44
As Histórias Curtas de Tex

Esta edição de Almanaque Tex é especial, pois traz todas as seis histórias curtas de Tex já feitas. Embora elas já tenham sido publicadas na extinta colecção Tex e os Aventureiros, esta é a primeira vez que essas interessantes aventuras de “tiro curto” são publicadas juntas. Como sabemos que muitos texianos não compraram as edições de Tex e os Aventureiros, para milhares de fãs do nosso ranger esse material é inédito. Além disso, todas as aventuras são precedidas de um texto explicando onde, quando, por quem e por que foram feitas, além de muitas outras curiosidades.
4,00€

FIM do blogue português do Tex foi mentira do 1 de Abril

Mentiras, boatos e enganos. A 1 de Abril, a frase “nem tudo o que parece, é” tem um significado bem literal. Notícias, anúncios e comunicados falsos marcam o primeiro dia deste mês e nem o blogue português do Tex foi excepção.

Por José Carlos Francisco

Blogue português do Tex comemorou o dia 1 de Abril

Não há certezas sobre a origem desta tradição e uma das teorias mais populares é a de que surgiu com uma decisão tomada pelo Papa Gregório XIII em 1582. A partir desse ano, por decisão do Sumo Pontífice, adoptou-se o calendário Gregoriano, que definia que o ano tinha início a 1 de Janeiro, em detrimento do calendário Juliano, que definia Abril como o início do ano. Nem todos adoptaram logo a mudança. E aqueles que ficaram para trás passaram a ser gozados com mentiras.

Na Internet inclusive os gigantes da tecnologia (Google, YouTube, Twitter, Gmail, etc.) têm tradição nas brincadeiras de 1 de Abril e este ano não foi excepção. Desde sábado que começaram a surgir notícias com lançamentos, encerramentos e mudanças em serviços de referência que quase não dão para acreditar. E percebe-se porquê, são mentiras.

Em Portugal a imprensa portuguesa também “comemorou” a data, pois desde novas medidas impostas pela troika, a cortes de salários no Parlamento Português, passando pela poupança nas instalações da Presidência da República, o Dia das Mentiras foi mais uma vez celebrado pelos principais periódicos portugueses com… mentiras.

O blogue português do Tex continuará sempre na vanguarda da informação texiana

O  Blogue Português do Tex este ano também alinhou na brincadeira e esmerou-se na mentira não deixando o primeiro de Abril passar em branco. Manda a tradição que as pessoas contem mentiras e que surpreendam os outros com factos ou actos inesperados. Para fazer com que as pessoas acreditem na sua história do Dia das Mentiras, deve-se contar algo que possa acontecer com naturalidade. Desta forma, conseguir-se-á facilmente que os outros acreditem naquilo que conta e ser levado a sério. Foi neste pressuposto que o fim do blogue português do Tex foi anunciado, pois é algo que eventualmente no futuro poderá acontecer e por isso pode gerar dúvidas e incertezas e foi precisamente isso que foi conseguido.

E se bem que o final do post que eu escrevi já indiciava aos leitores mais atentos que o blogue voltaria em breve (e esse breve era o espaço de 24 horas), a verdade é que houve muitos leitores que acreditaram na mentira, embora houvesse também outros que de pronto associaram o comunicado à data mentirosa, mas a dúvida seguramente permaneceria até o desmentido oficial que acontece com este texto.

Como muitos de pronto intuíram, o encerramento do blogue português do Tex nunca poderia acontecer, porque o Ranger é uma das grandes paixões (família à parte como bem frisou o Jorge Magalhães) da minha vida (a outra é o Glorioso Benfica) e para o Tex e para o Benfica eu sempre conseguirei tempo e disponibilidade, nem que tenha que me desdobrar, por isso prezados leitores, podem ficar descansados que o blogue português do Tex nunca se encerrará no que depender de toda a equipa e se por algum motivo de força maior eu tiver que me afastar, alguém chegar-se-à à frente e o prestigiado blogue do Tex continuará consolidando-se cada vez mais e mesmo assim se por algum motivo ainda maior o blogue tiver que parar, o seu conteúdo estará sempre disponível para todos porque o blogue do Tex já atingiu o estatuto de ser de todos nós e tem que estar sempre à disposição de todos os fãs e coleccionadores de Tex espalhados pelo mundo!

O fim do blogue do Tex foi “apenas” uma partida de 1 de Abril

Antes de finalizar aproveito para agradecer as dezenas e dezenas de mensagens e comentários de muitos de vós preocupados com o que foi anunciado e disponibilizando-se para ajudar no que fosse possível, inclusive a nível financeiro para que o blogue português do Tex não fosse encerrado, mensagens e comentários, inclusive alguns vindos do estrangeiro, que uma vez mais mostraram a grande importância do blogue do Tex hoje em dia na vida de muitos e muitos leitores de banda desenhada em geral e de Tex Willer em particular. A todos, o meu muito obrigado pelas vossas preocupações e gestos de solidariedade e termino deixando o meu pedido de desculpas a quem se sentiu de algum modo melindrado ou indignado com esta brincadeira (que apenas quis fazer jus à data), prometendo eu que nos próximos anos tal não voltará a acontecer!


O FIM do blogue português do Tex

Por José Carlos Francisco


Prezados leitores do blogue português do Tex, este é o último post do Tex Willer Blog, o Blogue Português do Tex. Escrevo depois de semanas de reflexão e com a alma arrasada:

É com enorme tristeza, mas também com uma agradável sensação de dever cumprido que anuncio que este conceituado (e quem o diz são tantos e tantos leitores assíduos assim como vários órgãos de informação relacionados com a banda desenhada, inclusive internacionais) blogue dedicado à mítica personagem criada por G. L. Bonelli na Itália em Setembro de 1948,  chega ao fim, depois de quase 2500 posts e cerca de 8.300 comentários. Não foi uma decisão fácil, mas foi a única possível, dadas as circunstâncias da minha vida actual onde a disponibilidade temporal é cada vez menor.

Considero que esta jornada, da qual vocês são parte extremamente importante, foi de grande sucesso. O blogue português do Tex mostrou que é possível falar do mundo de Tex Willer,  dos seus autores e também leitores com uma qualidade ímpar sem enganar ou subestimar os leitores e que a cada dia, de 28 de Setembro de 2006, data da sua criação, até hoje, se tornou num dos mais comentados do mundo bonelliano e que se pode resumir em três adjectivos: informação, credibilidade e paixão.

O blogue português do Tex também se orgulha de ter instituído uma espécie de “padrão de qualidade” – não é que eu acredito que os leitores nunca pensaram nisso, mas a questão da exigência de qualidade ficou mais presente no dia a dia. Mais além, este blogue também demonstrou que é possível tratar de temas “úteis” dentro de um espaço “fútil”. É possível tratar os leitores como inteligentes e pensantes: escrever com qualidade, rigor e credibilidade sobre Tex Willer e o seu mundo não apenas é possível, como traz dos leitores a maior participação, os melhores comentários.

Assim, o encerramento deste blogue dá-se coroando uma história sim de sucesso, tantas e tantas foram as participações, colaborações, opiniões de “simples” leitores até aos míticos editores de Tex na Itália e Brasil, Sergio Bonelli e Dorival Vitor Lopes respectivamente, passando por inúmeros dos mais consagrados autores da Casa Bonelli e também dos coleccionadores do Ranger, sobretudo nas grandes e numerosas entrevistas que fomos publicando ao longo dos anos.

Agradeço a participação e a presença de todos vocês, nestes anos. Sem dúvida, vocês é que são responsáveis pelo estrondoso e inigualável sucesso do blogue português do Tex. Um blogue que realmente fez parte da minha vida nos últimos anos.

O meu obrigado a todos vocês e se Deus quiser, e com certeza Ele quererá, ATÉ BREVE porque acredito que já não conseguirei viver sem todos vocês, tal como Tex também não conseguiria sobreviver sem todos nós, seus fieis seguidores (de várias gerações) por mais de 6 décadas!


Tex e demais personagens da SBE impressos em papel ecológico

As mais célebres personagens da banda desenhada italiana tornam-se ecologistas..

Esta é a mais recente novidade no que diz respeito às diversas séries publicadas pela Sergio Bonelli Editore em Itália.

Por José Carlos Francisco

Aqueles que amam os quadradinhos da Sergio Bonelli Editore têm agora mais um motivo para comprá-los, porque Tex, Dylan Dog, Zagor, Martin Mystère  e demais personagens da editora italiana serão impressos muito em breve em papel certificado PEFC, tornando-se assim verdadeiros paladinos do ambiente.

O PEFC (“Programme for the Endorsement of Forest Certification schemes”) é um esquema de certificação que pretende assegurar aos compradores de madeira e papel que estão a comprar produtos de gestão florestal sustentável, assente nos pilares social, ambiental e económico.

No caso da editora da Via Buonarroti, as florestas certificadas serão de origem sueca e estónia. “O nosso papel PEFC – explica Davide Bonelli, director geral da SBE – não contribui assim para a desflorestação das áreas tropicais, mais ricas de preciosas biodiversidades, já que provirá de florestas correctamente geridas do norte da Europa“. Anualmente a SBE utiliza 3.250 toneladas de papel e aderem a esta iniciativa todos os seus mais de 30 títulos.

Graças então à iniciativa serão replantados com árvores 324 hectares de floresta, o equivalente a 463 campos de futebol com as dimensões do mítico Estádio da Luz, casa do Sport Lisboa e Benfica, sendo absorvidos 16.208 toneladas de CO2, um peso igual ao de 3.241 elefantes machos africanos (peso médio: 5 toneladas).

Em outras palavras, os quadradinhos da Sergio Bonelli Editore vão passar a ser impressos em papel “eco friendly” e terão assim uma espécie de “aspecto” ecologista no que diz respeito aos principais protagonistas tão amados pelo público leitor.

Este novo “processo” terá início dentro de poucos dias porque a data de estreia oficial das revistas da Sergio Bonelli Editore impressas em papel certificado PEFC foi fixada para acontecer a partir de Abril de 2013, portanto os novos números das séries de Tex, Dylan Dog, Zagor e Martin Mystère à venda no próximo mês em todos os quiosques italianos serão já compostos de papel amigo do ambiente.


Assim as aventuras de Tex Willer já ambientadas muitas vezes em ambientes verdes e imersas na natureza, sobretudo quando o herói bonelliano se aventura nas florestas do Canadá ou do norte dos Estados Unidos, serão sempre mais acentuadas no que diz respeito ao meio ambiente.

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TEX SEM FRONTEIRAS: As diferenças entre coleccionadores novos e antigos

Por G. G. Carsan*.

A história humana costuma dividir, separar, limitar e estudar o homem, as coisas, os ciclos e tudo o mais em fases, épocas e eras, para um melhor entendimento e assim facilitar o estudo e tornar menos cansativas as pesquisas e mais fascinantes as narrativas. E o homem tem a sua trajectória dividida em fases representadas por idades: bebé, criança, adolescente, adulto, idoso. E se entre uma e outra subsequente não tem muita diferença, entre indivíduos da fase adolescente e idoso, ou ainda de quem entra na adolescência e de quem sai da adulta, as diferenças são muitas e causam o que vamos trabalhar a seguir.

A grande maioria dos coleccionadores brasileiros de Tex está na faixa adulta avançada, aquela que já beira a fase idosa. Esta faixa contém os coleccionadores que viram o Brasil dos golpes militares e viveram a Ditadura, que conviveram com o desenvolvimento das regiões através das grandes rodovias e com o rock ‘n roll, que assistiram a chegada do computador e posteriormente a massificação da internet e dos telefones celulares.

Essa mesma geração aplaudiu os Trapalhões e o Chacrinha, enlouqueceu com o Tri-Campeonato de Futebol e jogou muita pelada nos campos de várzea, foi a loucura com Nelson Piquet e Airton Senna, moveu-se com as Diretas Já, não perdeu um capítulo de Gabriela e de O Bem Amado, riu muito com A Praça é Nossa e acompanhou Domingo no Parque e Qual é a Música, do Sílvio Santos. Essa geração queimou muitas calorias indo e vindo até uma banca de revistas em busca das suas revistas preferidas.

E hoje assiste no máximo ao noticiário e ao futebol – adora criticar a tudo e a todos -, não quer ouvir falar de BBB ou Faustão, os filmes são enfadonhos e repetitivos, Silvio Santos é a mesma coisa há décadas. Não tem quem aguente ouvir uma música de pagode ou de forró electrónico. Ficaram apenas as revistas de Tex, que muitos já deixaram ou estão a deixar. E por que?

É verdade que todos nós vamos cansando das coisas que já temos e com a maciça quantidade de ofertas diárias e o desejo de possuir o ‘novo’, perdemos totalmente o interesse pelas coisas do passado. Passamos a só ver o que está diante de nós e o novo precisa de espaço.

Esquecemos o que já fomos e do que gostamos, e pior, passamos a criticar tudo que é passado e também o que é novidade e não condiz com nossa faixa etária, e também àqueles que estão vivendo o seu momento. Em suma, tornamo-nos ‘velhos’. Somos conservadores de um lado, quando queremos impor as nossas convicções e intolerantes quando nos sentimos ameaçados por simples opiniões vindas de jovens sonhadores, como um dia fomos também.

Estes jovens sonhadores representam o novo em tudo, representam os senhores do amanhã, aqueles que ditarão as regras logo mais ali na próxima curva, e vão tentando impor-se com fervor – como fizemos tempos atrás – e com muitos sonhos lindos e visionários – muitos dos quais ruirão antes mesmo de tomarem forma, e querem a seu modo vivenciar as mesmas sensações que já vivemos nós ao nosso tempo de descobertas e de aventuras tão fantásticas quanto as do nosso grande herói de papel.

Assim, deparamo-nos com dois mundos bem distintos de coleccionadores texianos que convergem por linhas distintas para o mesmo objectivo, que é coleccionar e ter as formidáveis aventuras western por intermináveis anos. Assim, encontramos dois tipos de coleccionadores em que os mais antigos reclamam da qualidade das aventuras e os mais jovens reclamam do formato das revistas, os mais antigos são conservadores ao ponto de pedir a continuação do preto-e-branco e os mais jovens querem o colorido. Também ocorre dos mais antigos, acostumados a toda sorte de problemas, não se importarem com um atraso ou com algum problema técnico na edição, enquanto que os mais jovens enchem as redes sociais de reclamações. Percebe-se, ainda, a resignação dos mais antigos, antes tão presentes e que agora pouco participa dos debates que proliferaram com a internet.

Talvez a overdose de Tex – diversas colecções sendo publicadas – na última década tenha saturado estes bravos e longevos coleccionadores, talvez tenham compreendido que chegou o momento de parar. Talvez! Mas convém lembrar que o homem, enquanto vivo, precisa dar continuidade ao que sempre gostou para não sucumbir diante das neuras da idade, das lembranças do passado, das involuções corporais do passar dos anos. Precisamos nos manter firmes e fortes em nosso hobby, que tanto representou e ainda representa alegria, energia, vida e boas gargalhadas, além de amizades, viagens e novos conhecimentos. Enfim, a interacção  mantém-nos acesos.

Os coleccionadores antigos reclamam das diversas colecções publicadas. Bem, são colecções contendo repetecos direccionados para os novos leitores que vão surgindo, apaixonam-se pela personagem, tomam conhecimento de centenas de aventuras formidáveis anteriores e não teriam condições de conseguir, por exemplo, as mais de 500 revistas  da colecção Tex. As velhas gerações não necessitam de comprar aventuras que já tem noutras colecções. Portanto, não há o que reclamar. Se a Editora não publica essas aventuras antigas, perde os novos leitores. Eles precisam de incentivo, de subsídios e isso é feito até na Itália, onde a personagem é produzida.

Apesar de nem sempre concordar com tudo o que os jovens dizem e aprontam nos fóruns, percebo claramente que agora é a vez deles. Estão a descobrir um novo mundo com Tex, estão a opinar e sugerir o que querem comprar. Percebo que estão ávidos por boas surpresas e situações de adrenalina, e mais estudados e preparados do que nós em nosso mesmo período anterior, têm uma visão mais depurada de alguns conceitos e mais desfocadas de outros, mas é preciso que vivam o momento, exalem suas convicções e desejos, que errem e acertem, vivenciando uma existência e experiências tão próprias como quisemos e executamos para nós mesmos.

Felizmente, durante os encontros ocorridos em vários estados do Brasil, os texianos da nova e da velha-guarda misturam-se, interagem, tornam-se todos da mesma faixa etária. Portanto, é sempre importante que os antigos vejam os jovens como espelhos deles mesmos – e do que foram no passado, e os jovens tolerem os fios de cabelos brancos que espelham experiências que estão a viver, e, sobretudo, que ambos só têm a ganhar trocando ideias e costurando amizades. Aliás, G. L. Bonelli concebeu Tex para atender a todos, com Falcão Pequeno representando a juventude, Tex e Jack espelhando os adultos e Carson na vez dos idosos, ou quase.

Agora, por favor, um momento. Apaguem tudo o que foi escrito e lido acima. Esqueçam as teorias, as viagens na maionese, os subterfúgios. Abra uma revista Tex, antiga ou nova, e leia concentradamente, atenha-se ao enredo e aos quadradinhos, aprecie os desenhos. Verá que não importa a idade dos seus olhos e mente. Tex continua o mesmo, sem fronteiras e prazer/lazer garantidos.

* G.G.Carsan, 48 anos, paraibano, fã, coleccionador e divulgador, começou aos 7 anos a ler Tex e nunca mais parou. Realizou 6 exposições em João Pessoa, escreveu várias aventuras para Tex (algumas publicadas na Internet), palestras em vários Estados e platéias e dois livros sobre a personagem no Brasil.

(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)