“La cavalcata del Morto” ritorna, per i tipi della torinese Little Nemo.
Edizione di lusso in formato tavola originale, tiratura limitata a soli 250 esemplari cartonati numerati, con copertina inedita di Fabio Civitelli, e introduzione di Mauro Boselli, Fabio Civitelli e Guido Andruetto, il libro verrà presentato ufficialmente venerdì 11 ottobre a Wow Spazio Fumetto, Milano, al prezzo di Euro 150.00.
Il blog portoghese di Tex ha il privilegio di presentare l’apposita copertina del libro, nonché, in esclusiva anteprima mondiale, la presentazione firmata da Mauro Boselli.
Copertina inedita di Fabio Civitelli
UN TEX “NOIR” PER IL MAESTRO DEL CHIAROSCURO
Quando si scrive un Texone, bisogna sempre cercare di escogitare qualcosa di speciale, sia per l’occasione rara del grande formato, sia per tenere alto il prestigio di una collezione fortemente voluta da Sergio Bonelli, sia, soprattutto, perché si ha la certezza di collaborare con un artista del fumetto. Quindi, oltre a lasciare briglia sciolta alla fantasia, è giusto trovare un’idea che valorizzi il particolare stile e i talenti del disegnatore di turno.
Avendo a disposizione il leggendario Fabio Civitelli, che, nel corso di una trentennale carriera al servizio del nostro ranger, ha affinato sempre più la sua tecnica straordinaria, rammento di non avere avuto tante esitazioni nella scelta del soggetto. Che cosa avrebbe potuto esaltare le caratteristiche di Fabio: l’attenzione al dettaglio, la sua visione fotografica, le immagini che quasi bucano la pagina, l’iperrealismo “trompe l’oeil”, ma anche lo sfumato, la nebbia, la tenebra di china, il puntinato che espande all’infinito gli orizzonti, gli effetti “flou” e le vampate di luce?… Precisione unita ad atmosfera, ecco in sintesi quello che mi comunica il disegno di Civitelli.
Il contraltare letterario di questa sintesi poteva solo essere una storia magica, del tipo che le avventure bonelliane con Mefisto o El Morisco hanno fatto diventare una delle caratteristiche inconfondibili, un vero sottogenere, della saga di Tex. E il fantastico, in Tex, data la praticità dell’eroe (e del suo creatore Gianluigi Bonelli) non è un arrendersi all’irrazionale sfrenato, bensì una specie di sogno fatto alla luce della ragione. El Morisco stesso, il curandero messicano amico di Tex e dei suoi pards, è uno scienziato che affronta il mistero con erudizione, saggezza e una giusta dose di buonsenso. Questo genere di fantastico “controllato”, con le sue luci e le sue ombre, i suoi deserti abbacinanti e le sue nebbie notturne, non avrebbe potuto, sotto l’azione del pennello di Fabio, che sprigionare tutto il suo inquietante fascino. Una vera leggenda del Sudovest, con quattro rangers e un comanchero realmente esistiti, quella dell’Hombre Muerto, il cavaliere senza testa, di cui ancora si parla a cavallo del confine col Messico, ha offerto lo spunto adatto. E da lì, la nostra cavalcata è andata di pari passo con quella dell’Uomo Morto Arturo Videla, in una storia che volutamente dosa il ragionamento e la paura, l’indagine e la superstizione, l’azione western e l’orrore, in stile texiano DOC. Una formula semplice, quasi chimica, a cui mi sono attenuto, sapendo che l’arte, quella vera, sarebbe scaturita dall’interpretazione grafica di Fabio Civitelli. Lo sceneggiatore deve sapersi mettere al servizio del disegnatore e le tavole di questo Texone stanno lì a dimostrare se ho avuto ragione oppure no…
Mauro Boselli
“La cavalacata del morto“, Edizione di lusso
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O prestigiado actor Giuliano Gemma, que interpretou Tex no cinema, faleceu ontem, dia 1 de Outubro, depois de um trágico acidente de viação com o seu carro a ter um choque frontal nas proximidades de Cerveteri, na província de Roma. Na outra viatura viajavam um pai e filho que sofreram apenas ferimentos ligeiros. O acidente ocorreu por volta das 20 horas desta noite: Gemma ainda foi internado com prognóstico reservado, acabando por falecer no hospital de Civitavecchia tornando inúteis todas as tentativas de reanimação. Tinha 75 anos.
Giuliano “Tex” Gemma
(02-09-1938/01-10-2013)
Se Gregory Peck, Randolph Scott, Robert Mitchum, George Montgomery, foram astros inspiradores, nos vários decénios, de Tex Willer, Giuliano Gemma por sua vez, deu-lhe o corpo e o rosto no cinema com o filme “Tex e il signore degli abissi” (“Tex, o pistoleiro“, em Portugal) ao interpretar em 1985, o cowboy da banda desenhada da editora Bonelli.
Um dos actores mais indeléveis, populares e fascinantes do panorama cinematográfico italiano, mas sobretudo um dos intérpretes que, mais e melhor do que qualquer outro, soube encarnar, no imaginário colectivo dos anos 60 e não só, os heróis que animam desde sempre a nossa fantasia. Um físico que parece ter sido esculpido no bronze dourado, um olhar sempre vivo como o fogo e um sorriso trocista mas seguro, tornaram-no um dos homens mais desejados pelo género feminino e mais invejados daquele masculino.
Nascido a 2 de Setembro de 1938, o blogue do Tex envia os mais sentidos pêsames a todos os seus familiares, amigos e admiradores.
Entrevista conduzida por José Carlos Francisco, com a colaboração de Giampiero Belardinelli e Mário João Marques na formulação das perguntas, de Júlio Schneider (tradutor de Tex para o Brasil) e de Gianni Petino na tradução e revisão e de Bira Dantas na caricatura.
Caros Gianluca e Raul, bem-vindos ao blogue português de Tex. Podemos começar com uma apresentação de vocês e do vosso caminho profissional? Gianluca & Raul Cestaro:Somos dois irmãos gémeos que desde pequenos receberam uma espécie de intuição pelo desenho e pela linguagem dos quadradinhos em geral. Para nós, desenhar e encher uma folha branca foi uma coisa muito natural desde a infância, passou a ser uma coisa instintiva a necessidade de cobrir com traços de caneta, de lápis, de hidrocor, qualquer superfície branca que aparecesse. O desenho foi uma espécie de fogo sagrado, uma paixão autêntica muito fácil de seguir. Para nós, os dias inteiros em casa a desenhar foram fundamentais para adquirir aquela bagagem de prática, de exercícios, de conhecimento inicial do trabalho que são imprescindíveis para quem quer começar a pensar em transformar a paixão em um trabalho. Nesse ritmo, chegamos à idade de quinze anos e descobrimos que na nossa cidade morava um grande e muito estimado autor de BD, um dos mais representativos da então recente BD italiana, o gigante e saudoso Attilio Micheluzzi. Conseguimos arrancar dele a promessa de nos instruir naqueles que deveriam ser os nossos primeiros passos nesse mundo. Infelizmente os nossos encontros com ele foram muito poucos, em razão da sua morte repentina. Mas a nossa paixão pelos quadradinhos e a determinação em conseguir um dia fazer esse trabalho permaneceram sempre firmes, e, com determinação e de forma paralela aos nossos estudos, começamos a frequentar as nossas primeiras mostras de BD, aqui na Itália, e a mostrar os nossos primeiros trabalhos a editores e outros profissionais do sector. A nossa primeira publicação saiu em um projecto de uma Editora de Nápoles, a nossa cidade, era uma revista de ficção científica. Em seguida aconteceu a nossa verdadeira estreia profissional numa história feita para celebrar os cem anos da BD, numa colaboração com Giancarlo Alessandrini, em 1996, para a Editora Lo Scarabeo de Turim. Quase ao mesmo tempo começou a nossa colaboração com a Editora Bonelli, na série Zona X. Depois do encerramento desse título, começamos a trabalhar com Nick Raider, a BD policial criada por Claudio Nizzi. Depois de fazer duas histórias, a Editora nos apresentou a proposta de fazer páginas de teste para Tex, e o resultado foi bom. Com isso, há vários anos desenhamos as aventuras do famosíssimo Ranger, e há pouco começou a nossa experiência com Dylan Dog, outra prestigiosa personagem da Sergio Bonelli Editore.
O que a BD representou na infância de vocês, principalmente a da Bonelli? Gianluca & Raul Cestaro:Na nossa infância a BD Bonelli esteve presente somente com Tex Willer, que entrou em nossa casa desde o início, visto que o nosso pai sempre foi um leitor assíduo e pontual do Ranger. Na nossa infância nós líamos sobretudo as revistas Disney, em razão da pouca idade. Foi só na adolescência que realmente descobrimos Tex e outras personagens da Editora Bonelli, como Dylan Dog, Martin Mystère e muitos outros.
Quando começaram a pensar na BD como uma possível profissão? Gianluca & Raul Cestaro:De um modo geral nós sempre pensamos em fazer um trabalho no campo dos quadradinhos ou mesmo da animação. De um modo mais específico, creio que pensamos na BD como nosso trabalho por volta dos 13 ou 14 anos, justamente quando, depois das primeiras leituras Disney, aos poucos descobrimos o material bonelliano, e iniciamos a aprofundar o conhecimento de personagens como Tex e Dylan Dog, bem como descobrimos a BD italiana em geral, a comprar muitas revistas que continham séries variadas que na época ainda saíam nos quiosques e que apresentavam, com muita variedade, o melhor da BD italiana e internacional. Foi nesse período, cheio de descobertas e de vontade de aprender as técnicas do desenho de quadradinhos, que iniciamos a pensar de modo sério num futuro profissional nesse mundo.
Quais são os desenhadores que vocês admiram e quais foram os vossos ídolos? Gianluca & Raul Cestaro:Na fase de descoberta – ainda um pouco infantil mas cheia de entusiasmo – desse mundo, tivemos verdadeiros ídolos entre os desenhadores que marcaram a nossa primeira formação. No início do percurso, a nossa paixão e o nosso entusiasmo eram muito fortes, e por isso muitos desenhadores – que, na verdade, eram e são pessoas normais – aos nossos olhos eram ídolos, nomes como Giorgio Cavazzano e Massimo De Vita, os dois inigualáveis mestres Disney, até os desenhadores de estilo mais realista ou naturalista como Villa, Milazzo, Casertano, Ambrosini, até chegar à descoberta dos mais afirmados autores italianos como Pratt, Manara, Micheluzzi, Giardino, Serpieri, ladeados por autores estrangeiros, o primeiro e mais prestigioso dos quais tem o nome de Moebius. De um modo geral, os desenhadores que admiramos são muitos e de linhas as mais diversas, dos mestres sul-americanos aos óptimos desenhadores europeus e americanos. E agora, na era da Internet, sempre descobrimos muitos novos talentos que também nos estimulam no nosso trabalho. Por isso tudo, se tivéssemos que fazer uma lista, seria infinita.
A estreia profissional de vocês coincidiu com uma prestigiosa colaboração com Giancarlo Alessandrini: como foi aquela experiência e que emoções sentiram ao ver o vosso trabalho publicado? Gianluca & Raul Cestaro:Trabalhar nesse projecto foi um bom motivo de satisfação, primeiro porque representava o nosso primeiro trabalho remunerado, e depois porque tivemos a bela oportunidade de actuar com um grande nome da BD italiana como Giancarlo Alessandrini e ainda tivemos o prazer de fazer a capa. E mais, foi um trabalho publicado aquando dos cem anos da BD, em 1996, na Feira dos Quadradinhos de Lucca, um dos salões de BD mais importantes do mundo. Por isso tudo, tivemos muita satisfação.
Em 1996 também começou o trabalho de vocês com a Sergio Bonelli Editore: como entraram em contacto com a Editora milanesa? Gianluca & Raul Cestaro:No início de 1996 nós começamos a fazer umas páginas de teste para personagens da SBE, como Dylan Dog, Nathan Never, Nick Raider e Brendon, depois telefonamos para a Editora para marcar um encontro na sede em Milão com um dos editores, Antonio Serra, um dos criadores de Nathan Never. Nós apresentamos os nossos trabalhos a Serra, que ficou impressionado com a qualidade. Poucos meses depois recebemos uma ligação da Editora e fomos informados que o nosso trabalho havia sido apresentado em uma reunião e que o Editor havia gostado. Com isso, entramos para a equipa de Robinson Hart, uma das várias séries da colecção Zona X.
Durante esse vosso primeiro trabalho com Robinson Hart (de Luigi Mignacco), quais eram as referências gráficas de vocês? Quais desenhadores mais os influenciavam? Gianluca & Raul Cestaro:Especificamente sobre aquele período, as nossas influências gráficas eram bem diferentes das que contribuíram para formar o nosso estilo actual. Na época ficávamos fascinados pelo traço da chamada linha clara francesa, em particular pelos autores italianos que seguiam uma escola claramente francesa. Assim, dentre os autores que mais olhávamos e que na época caracterizaram no nosso traço em Robinson Hart, estavam grandes desenhadores como Manara, Giardino, Piero Dall’Agnol, Marco Nizzoli e outros. Em suma, todos aqueles autores que tinham no traço limpo e refinado uma característica precisa. E, sobre o desenho em geral e algumas sugestões gráficas, para nós eram de grande inspiração os trabalhos de Villa e de Casertano.
Em 2000 começou uma curta colaboração com Nick Raider. Nas duas histórias do policial nova-iorquino o traço de vocês mostra uma qualidade apreciável, embora com um estilo que se baseia claramente nas lições de Claudio Villa. Vocês já pensavam que poderiam chegar a Tex ou basear-se no estilo de Villa foi apenas uma admiração pelo artista texiano? Gianluca & Raul Cestaro:Nick Raider foi uma bela ocasião para tentarmos amadurecer como desenhadores. Depois das primeiras experiências caracterizadas pela linha clara muito limpa, rebuscada e refinada, Nick Raider representou o desafio para conseguirmos modificar o nosso estilo e tentar mostrar do modo mais eficaz possível as atmosferas policiais e noir de uma série ambientada em Nova York. Por isso tivemos que alterar o nosso traço para nos adaptarmos a cenários bem diferentes daqueles que havíamos feito até então. Na época Villa – desenhador sempre muito sólido e clássico – continuava a ser uma das nossas referências, sobretudo na criação de áreas escuras e de sombra, factores com os quais até pouco antes jamais havíamos trabalhado. A verdade é que, no período em que fazíamos as histórias de Nick Raider, jamais imaginávamos que pouco depois chegaríamos a uma personagem tão importante como Tex.
Começar a carreira texiana no sulco do estilo de Villa: como essa escolha foi recebida na redacção bonelliana? E o que disse Claudio Nizzi, autor da primeira história de vocês? Gianluca & Raul Cestaro:Como dissemos, mesmo quando desenhávamos com um estilo limpo, Villa foi uma das nossas referências desde o início. Assim, quando, de surpresa, chegou o pedido da Editora para trabalharmos com Tex, foi bastante natural olhar também para o trabalho dele, junto com o de outros desenhadores. Nizzi foi autor de histórias memoráveis de Tex, junto com Villa, e por isso, dá para pensar que ele avaliava positivamente o facto de tomarmos por base também o trabalho de Villa, que há tempos já era o capista do Ranger e, de algum modo, o autor do rosto oficial de Tex.
Em seguida vocês abandonaram o estilo de Villa e chegaram a um traço mais sujo. Como amadureceu esse novo percurso artístico? Gianluca & Raul Cestaro:Esse amadurecimento simplesmente foi filho do nosso percurso artístico natural, um percurso também caracterizado pelas nossas novas descobertas como leitores: no período em que acabamos de fazer a nossa primeira história de Tex, descobrimos, também graças aos conselhos de alguns colegas, as magistrais obras de artistas como D’Antonio e Calegari, os dois prestigiosos autores da História do Oeste, e também crescia em nós a influência de autores que buscavam representar um Oeste mais realista, grandes narradores do Oeste como Serpieri, Ticci, Milazzo, desenhadores que apreciávamos desde sempre mas que, naquele momento, começamos a observar com mais atenção. No mesmo período, a descoberta de artistas argentinos como Alberto e Enrique Breccia, Mandrafina, Bernet, Seijas, Zaffino, modificou a nossa percepção do trabalho e nos levou cada vez mais para um destacado – e às vezes violento – contraste de branco e preto. Em síntese, o que nos fez abandonar a influência do estilo de Villa em favor de um estilo cada vez mais pessoal e reconhecível, foi a grande lição do preto e branco dos mestres argentinos unida à descoberta das obras dos grandes mestres italianos citados.
Quais foram as maiores dificuldades, se houve, em trabalhar com uma personagem de fama internacional como Tex? Gianluca & Raul Cestaro:Não tivemos dificuldades particulares. Como dissemos, Tex sempre fez parte da nossa vida, desde pequenos, por isso já o conhecíamos há muitos anos e começar a desenhar as suas aventuras não foi difícil. Foi como reencontrar um velho amigo. Claro que, de um modo geral, desenhar Tex não é simples, deve-se buscar uma documentação cuidadosa, conhecer bem os cavalos para poder desenhá-los de modo verossímil. É uma personagem cujas páginas não podem ser feitas às pressas, os leitores – justamente exigentes – são muito atentos ao modo como as armas são feitas, por exemplo, e devemos ser bastante cuidadosos nesses detalhes. Apesar disso, não tivemos dificuldades.
Tex representa o faroeste, um faroeste puro e duro, mas nele há um conjunto de valores como a amizade, a honra, a justiça, a luta por ideais. Como foi a abordagem de vocês a isso tudo? Gianluca & Raul Cestaro:Tex encarna em tudo e por tudo o herói com bons sentimentos, então esses factores positivos são pontos fixos da personagem e da dinâmica de suas histórias. Tex é o justiceiro que todos nós gostaríamos de ter como amigo e como irmão mais velho, ele representa a coragem das próprias acções, em busca da vitória da justiça e sempre em nome dela. Antes de começarmos o trabalho, a nossa tarefa era entender plenamente o carácter da personagem, a essência dos valores positivos que ela quer transmitir.
Nas páginas de vocês respira-se o Oeste, é possível sentir um gosto, um prazer em desenhar aqueles ambientes. Isso seria devido a um gosto pessoal de vocês, à personagem, à ambientação, ao puro prazer que têm ao desenhar, ou a uma mistura disso tudo? Gianluca & Raul Cestaro:É, dá para dizer que é uma mistura de todas essas coisas. Deve-se ao nosso gosto pessoal, à técnica que buscamos aperfeiçoar cada vez mais, e também ao prazer de elaborar cenários e paisagens que sempre tiveram um grande apelo no cinema, na pintura e, obviamente, nos quadradinhos, mas também em todas as representações visuais em geral.
Os leitores sentem um certo fascínio por vocês. Será que é pelo facto de que são irmãos e trabalham juntos sem que se percebam diferenças entre os dois? Gianluca & Raul Cestaro:Bem, obrigado por essas palavras. Sim, também pode ser por essa motivação, mas de um modo geral nós esperamos que seja devido à busca que fazemos para conseguir atingir uma certa qualidade no nosso trabalho. Uma qualidade que, nas nossas intenções e esperanças, pretendemos seja alta, com o objectivo de satisfazer o mais possível o leitor, que é cada vez mais exigente, e com razão.
Como vocês administram o trabalho? Alternam a realização do lápis e da arte-final? Gianluca & Raul Cestaro:Não, não usamos esse método, mas sabemos que é muito usado em duplas de desenhadores, e é algo comum no mercado da BD americana, por exemplo. Nós temos outro método. Cada um de nós tem ciúmes das próprias páginas e, de algum modo, gostamos de ser os únicos autores. Ambos preferimos fazer as páginas completas, lápis e arte-final, por isso um de nós faz as páginas ímpares e o outro as páginas pares. Sabemos que é um método pouco usual, mas até hoje nos demos bem com ele.
Qual é o ritmo de trabalho habitual de vocês? E quais os materiais que preferem usar para desenhar? Gianluca & Raul Cestaro:Nós dedicamos muitas horas diárias ao trabalho, mas somos desenhadores bastante lentos, uma página não fica pronta antes de dois dias. Os instrumentos que usamos são borracha e lápis, um grafite 2H para os esboços e, para a arte-final, usamos hidrocores calibradas com pontas de várias espessuras (01, 02, 03, 05, 08, etc.) Para as áreas de preto, usamos um pincel de pêlo de marta número 1 e uma garrafinha normal de nanquim preto.
Para vocês, o que significa serem desenhadores de uma lenda dos quadradinhos como Tex? Gianluca & Raul Cestaro:É ao mesmo tempo uma honra e uma responsabilidade. Ficamos muito honrados por desenhar uma das personagens mais longevas e de sucesso na história da BD mundial, e sentimos a responsabilidade de não poder decepcionar os numerosos leitores de Tex, aficionados e exigentes, mas também a responsabilidade ligada à consciência de desenhar a mesma personagem que foi ilustrada por grandes mestres da BD italiana e internacional, com o lógico temor de não estar à altura deles… mas isso, ao mesmo tempo, também é um estímulo para melhorar sempre.
Tex foi uma escolha ou uma imposição? Gianluca & Raul Cestaro:Nem uma, nem outra. Foi sobretudo uma proposta. No período em que estávamos a desenhar a segunda história de Nick Raider recebemos a proposta de desenhar Tex, que aceitamos com entusiasmo. Mesmo porque para nós, começar a desenhar Tex foi quase como reencontrar um velho amigo que já conhecíamos bem, como dissemos antes.
O que vocês acham que Tex pode representar no mundo globalizado de hoje? Gianluca & Raul Cestaro:Uma ocasião para dar mais importância a valores indiscutíveis como a amizade, a honestidade, a coragem a lealdade, a fraternidade, a defesa dos mais fracos, todos valores positivos que caracterizam Tex e que só fariam bem ao mundo actual.
O que lhes agrada mais e agrada menos em Tex? Gianluca & Raul Cestaro:Tex encarna todas as melhores virtudes que um homem poderia ter, e que são justamente as que citamos antes. O que agrada menos, talvez seja uma certa impulsividade que o leva, sobretudo nas histórias do passado, a agredir fisicamente o coitado da vez sem que fosse estritamente necessário. Mas no fundo esse aspecto fanfarrão é que nos faz simpatizar com ele, e sabemos que se Tex age assim, tem uma boa razão para isso.
Se vocês pudessem sugerir mudanças narrativas, o que gostariam que fosse contado na saga de Tex? Gianluca & Raul Cestaro:Gostaríamos que fossem contadas com mais frequência tramas que tragam à luz a Épica, aquela autêntica, ou que envolvam Tex de forma mais emotiva e directa no profundo, tipo histórias como Patagónia (Tex Gigante n° 23) ou A Prova de Fogo (Tex italiano n° 598/599, no Brasil Almanaque Tex n° 42), para citar só duas. Em resumo, histórias que falem de homens em luta pela própria liberdade, pela própria dignidade, pela própria vida… ou para vingar a vida perdida injustamente de quem mais amavam.
Em nível gráfico, nos próximos anos poderemos encontrar novos Cestaro? Gianluca & Raul Cestaro:Novos talvez não, quem sabe diferentes. Sempre que começamos a desenhar uma nova história, há a vontade de produzir algo graficamente diverso do que fizemos antes, e isso deriva do facto de não estarmos totalmente satisfeitos com o resultado e pretendermos melhorar. Por isso, é possível que o estilo não pare aqui e que continue a sua evolução, que pode levar a algo de novo e, esperamos, melhor.
Vocês trabalharam com Nizzi e Faraci: como é o método de trabalho de cada um desses roteiristas? Gianluca & Raul Cestaro:Os métodos dos dois não diferem muito, ambos são roteiristas detalhistas e atentos a fornecer dados e documentação suficientes para deixar a situação clara ao desenhador e evitar incongruências gráficas ou narrativas. Mas deixam-nos uma certa liberdade de decisão sobre enquadramentos que consideramos mais adequados às várias cenas.
Qual é o vosso sonho em âmbito texiano? Quem sabe desenhar um Tex Gigante? E fora de Tex, ou até mesmo da SBE, o que vocês gostariam de tentar? Gianluca & Raul Cestaro:Sim, um sonho certamente seria desenhar um Tex Gigante, que para nós seria uma verdadeira honra, à luz de todos os mestres italianos e estrangeiros que, cada um com a sua arte, valorizaram essa série prestigiosa. Fora de Tex já tivemos a honra de trabalhar com outro monstro sagrado da Bonelli e da BD italiana: Dylan Dog, de quem, depois da recente prova na edição colorida Dylan Dog Color Fest, agora estamos a desenhar uma história que deverá sair na série mensal da personagem. Não poderíamos pretender coisa melhor. Fora da BD italiana, nós gostaríamos de tentar, se houvesse tempo, um trabalho para o mercado francês, quem sabe colorido, ou para o americano, com um género mais voltado ao noir e menos de super-herói. Mas por não termos muito tempo livre, também seria interessante trabalhar com as capas de uma série, italiana ou americana que seja.
Em que projectos texianos vocês estão a trabalhar? Gianluca & Raul Cestaro:Por ora nenhum, visto que actualmente estamos a trabalhar com Dylan Dog. Quando estiver concluído, voltaremos a falar de Tex.
Além dos ganhos profissionais, o que Tex lhes deu? Gianluca & Raul Cestaro:Talvez um pouco mais de notoriedade, mas creio que nos deu sobretudo a possibilidade de crescer artisticamente. É uma série que todos julgam difícil de desenhar e, por isso, é um estímulo, diríamos até um dever, para melhorar cada vez mais como desenhadores.
A BD bonelliana é principalmente em preto e branco: vocês gostariam de tentar alguma coisa colorida? Gianluca & Raul Cestaro:Sim, temos essa vontade. Quando éramos mais jovens até tentamos, ao fazer algumas páginas ou ilustrações coloridas. Infelizmente o tempo é sempre tirano, mas uma das raras experiências recentes nesse sentido foi uma pequena ilustração, justamente de Tex, que fizemos para a capa do número 84 de Fumetto, revista sobre BD editada pela Associação Nacional Amigos da BD e da Ilustração.
A propósito de cores, como foi a experiência com a capa da edição Dylan Dog Color Fest n° 7? E que técnicas vocês usaram? Gianluca & Raul Cestaro:Para essa capa as cores foram feitas pela óptima colorista Barbara Ciardo, enquanto o desenho nós fizemos a lápis, sem usar nanquim, mas com muitos meios-tons de cinza, de modo que interagisse com as cores para criar um efeito mais tridimensional e pictórico.
Como foi desenhar Dylan Dog? E, mais, vocês acham que fazer as capas pode ter uma sequência profissional? Gianluca & Raul Cestaro:Desenhar Dylan Dog foi, acima de tudo, a realização de um pequeno sonho, visto que foi justamente a paixão por essa personagem que nos deu a convicção, no início da adolescência, de nos dedicarmos a desenhar quadradinhos de género realístico. Em segundo lugar, representou para nós uma nova discussão sobre a nossa capacidade e os nossos limites, visto que, depois de tantas páginas de Tex, não estávamos mais habituados a trabalhar com personagens e ambientes mais complexos como os da época actual. Não sabemos dizer se, depois da experiência com essa capa, podem nascer outras, mas reiteramos que gostaríamos de fazer isso de novo.
Além de BD, vocês lêem livros? E quais são as vossas preferências no cinema e na música? Gianluca & Raul Cestaro:As preferências são várias, mas apaixona-nos de modo particular o género noir, tanto na literatura quanto no cinema, e aqui também temos um fraco pelo género thriller. Quanto à música, os nossos gostos também são variados, das composições italianas ao pop, do rock ao britpop ou a um certo tipo de jazz.
E chegamos ao fim. Gostariam de acrescentar alguma coisa? Gianluca & Raul Cestaro:Queremos agradecer pela consideração e por sempre nos informarem sobre as novidades interessantes do blogue, e pela atenção e carinho que sempre demonstram pelo nosso trabalho. Agradecemos também a todos os leitores do blogue português e… longa vida a Tex!
Caríssimos Gianluca e Raul, em nome do blogue português de Tex, nós é que agradecemos imenso pela entrevista que gentilmente nos concederam.
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Intervista condotta da José Carlos Francisco, con la collaborazione di Giampiero Belardinelli e Mário João Marques per la formulazione delle domande, di Júlio Schneider (traduttore di Tex per il Brasile) e di Gianni Petino per le traduzioni e le revisioni e di Bira Dantas per la caricatura.
Ciao carissimi Gianluca e Raul, e benvenuti sul blog portoghese di Tex. Cominciamo con una piccola presentazione di voi e del vostro cammino professionale? Gianluca & Raul Cestaro:Grazie dell’ospitalità. Siamo due fratelli gemelli che fin da piccoli hanno avuto una sorta di folgorazione per il disegno e per il linguaggio del fumetto in generale. Per noi disegnare e riempire n foglio bianco è stata una cosa molto naturale fin dall’infanzia, il nostro è stato un bisogno davvero viscerale, di riempire con qualche segno di penna, di matita, di pennarello, qualsiasi superficie bianca trovassimo disponibile. Quella per il disegno è stata insomma una sorta di vero sacro fuoco, una passione autentica che ci è risultato facilissimo assecondare fin da subito. Le intere giornate passate in casa a disegnare sono perciò state fondamentali per noi per acquisire quel bagaglio di pratica, di esercitazione, di conoscenza iniziale del disegno, che è fondamentale per chi voglia iniziare a pensare di trasformare la propria passione in un lavoro. Continuando di questo passo siamo arrivati all’età di 15 anni a scoprire che nella nostra città risiedeva un grande e stimatissimo autore di fumetti, uno dei più rappresentativi autori dell’allora recente fumetto italiano, il cui nome rispondeva al grandissimo e compianto Attilio Micheluzzi. Riuscimmo così a strappargli la promessa di erudirci in quelli che volevano essere i primi nostri passi all’interno di questo mondo. Purtroppo in nostri incontri con lui si rivelarono pochissimi data l’infausta notizia della sua morte improvvisa. La nostra passione per il fumetto e la determinazione nel voler un giorno riuscire a fare questo lavoro, rimanevano però sempre grandi, per cui con una certa intraprendenza iniziammo, parallelamente con i nostri studi, a frequentare le nostre prime fiere di fumetto, qui in Italia, e a mostrare i nostri primi lavori ad editor di case editrici ed addetti ai lavori. La nostra primissima pubblicazione avvenne tramite un progetto partito da una casa editrice di Napoli, la nostra città, si trattava di un fumetto di genere fantascientifico, dopodichè il nostro successivo incarico, che rappresenta in realtà il nostro vero esordio professionale, fu un fumetto realizzato in occasione dei cento anni del fumetto, in collaborazione con Giancarlo Alessandrini, nel 1996, per la casa editrice “Lo Scarabeo” di Torino. Nel frattempo, quasi contemporaneamente, cominciò la nostra collaborazione con la Bonelli Editore, dapprima per la testata Zona X. Dopo la chiusura di questa testata iniziammo a lavorare per Nick Raider, il fumetto di genere poliziesco creato da Claudio Nizzi. Dopo averne realizzate due storie, ci fu proposto direttamente dalla casa editrice, di realizzare delle tavole di prova per Tex. Prove che son andate bene. Perciò da ormai diversi anni disegniamo le avventure di questo famosissimo ranger, al quale si è affiancata da poco anche la recente esperienza su Dylan Dog, altro prestigioso character della Sergio Bonelli Editore.
Che posto ha tenuto il fumetto nella vostra infanzia, soprattutto il Bonelli? Gianluca & Raul Cestaro:Il fumetto Bonelli nella nostra infanzia è stato rappresentato unicamente dal personaggio di Tex Willer, dato che questa era ed è la testata Bonelli che è entrata in casa nostra fin dall’inizio, dato che nostro padre è da sempre un accanito e puntale lettore del Ranger. Quando eravamo piccoli leggevamo soprattutto fumetti della Disney, data anche la nostra età molto giovane. E’ solo con l’adolescenza che abbiamo davvero scoperto Tex e altri personaggi della casa editrice Bonelli, come Dylan Dog, Martin Mystère e tanti altri.
Quando avete cominciato a pensare al fumetto come un possibile sbocco professionale? Gianluca & Raul Cestaro:In linea generale abbiamo da sempre avuto in testa l’idea di fare un lavoro nel campo del fumetto o anche dell’animazione. Ma in linea definitiva pensiamo che abbiamo iniziato a pensare al fumetto come nostro lavoro, penso intorno ai 13 anni, 14 anni, proprio quando, dopo le nostre prime letture Disney, abbiamo a poco a poco scoperto il fumetto bonelliano, approfondendo la conoscenza di personaggi come Tex e Dylan Dog, e abbiamo scoperto il fumetto italiano in generale, acquistando le varie riviste contenitore che ancora uscivano in edicola, e che presentavano di volta in volta, in modo molto variegato, il meglio del fumetto italiano ed internazionale. E’ in questo periodo, periodo pieno di scoperte e di voglia di imparare le tecniche del disegno fumettistico, che abbiamo seriamente iniziato a pensare ad un futuro professionale all’interno del mondo del fumetto.
Quali sono i disegnatori che ammirate e quali sono stati i vostri idoli? Gianluca & Raul Cestaro:In quella che era una fase di scoperta, se vogliamo anche un po’ infantile, ma comunque di grande entusiasmo, di questo mondo, ci sono stati sicuramente dei veri e propri idoli tra i disegnatori che hanno segnato la nostra prima formazione. All’inizio del nostro percorso, la nostra passione ed il nostro entusiasmo erano molto forti, per cui diversi disegnatori, che in realtà erano e sono delle persone normalissime, ai nostri occhi rappresentavano dei veri e propri idoli, e all’epoca rispondevano ai nomi di Giorgio Cavazzano e Massimo De Vita, i due inarrivabili maestri Disney, fino ai disegnatori dallo stile più realistico o naturalistico, come Villa, Milazzo, Casertano, Ambrosini, per arrivare alla scoperta dei più affermati autori italiani come Pratt, Manara, Micheluzzi, Giardino, Serpieri, affiancati da autori anche stranieri, il primo e più prestigioso dei quali risponde sicuramente al nome di Moebius. Ma in generale i disegnatori che ammiriamo sono davvero tanti e appartenenti anche a indirizzi fumettistici molto diversi, dai maestri sudamericani, ai bravissimi disegnatori europei e americani. In più con l’era di internet ci troviamo a scoprire davvero moltissimi nuovi talenti, che ci stimolano molto anche per il nostro lavoro. Per cui se dovessimo stilare una lista sarebbe davvero infinita.
Il vostro esordio professionale è coinciso con una prestigiosa collaborazione con Giancarlo Alessandrini: cosa ricordate di quell’esperienza e quali emozioni vi ha suscitato vedere il proprio lavoro pubblicato? Gianluca & Raul Cestaro:Lavorare a questo progetto è stato per noi un bon motivo di soddisfazione, in primo luogo perché rappresentava il nostro primo lavoro remunerato, in secondo luogo abbiamo avuto la bella possibilità di collaborare con un grande nome del fumetto italiano come Giancarlo Alessandrini e abbiamo avuto anche il piacere di realizzarne la copertina. Infine, non ultima soddisfazione, era un lavoro pubblicato in occasione dei 100 anni del fumetto, nel 1996, ed uscito in occasione della fiera del fumetto di Lucca, uno dei saloni del fumetto più importanti al mondo. Per tutti questi motivi, la soddisfazione all’epoca fu tanta.
Nel 1996 inizia la vostra collaborazione con la Sergio Bonelli Editore: come siete entrati in contatto con la Casa Editrice milanese? Gianluca & Raul Cestaro:Erano i primi mesi del 1996, abbiamo iniziato a produrre delle tavole di prova per alcuni personaggi della casa editrice, come Dylan Dog, Nathan Never, Nick Raider e Brendon, dopodichè abbiamo telefonato agli uffici della Bonelli Editore per chiedere un appuntamento direttamente in redazione a Milano, con uno degli editor della Bonelli, di preciso Antonio Serra, uno dei creatori di Nathan Never. Una volta arrivati a Milano presentammo i nostri lavori all’interno dell’ufficio di Serra, che si mostrò subito colpito favorevolmente dalla qualità del nostro lavoro. Di li in poi passarono pochi mesi e un giorno ricevemmo una telefonata dalla casa editrice in cui ci dicevano che dopo una riunione con l’editore, in cui erano stati presentati i nostri lavori, questi erano piaciuti, per cui eravamo entrati a far parte dello staff di Robinson Hart, una delle numerose serie all’interno della testata Zona X.
Quindi il vostro primo lavoro bonelliano è stato Robinson Hart di Luigi Mignacco: in quel periodo quali erano i vostri riferimenti grafici? Verso quali disegnatori vi sentite più debitori? Gianluca & Raul Cestaro:Parlando esclusivamente di quel periodo, le nostre influenze grafiche erano sicuramente molto diverse da quelle che hanno contribuito a formare il nostro stile attuale. All’epoca eravamo molto affascinati dal tratto della cosiddetta linea chiara francese, ed in particolare da quegli autori italiani che si rifacevano abbondantemente ad una scuola di derivazione prettamente francese. Per cui, gli autori che più guardavamo e che all’epoca hanno caratterizzato il nostro tratto su Robinson Hart sono stati bravissimi disegnatori come Manara, Giardino, Piero Dall’Agnol, Marco Nizzoli… Insomma, tutti quegli autori che facevano del tratto pulito e raffinato una loro precisa caratteristica. In più, per quanto riguarda il disegno in generale ed alcune suggestioni grafiche, tenevamo al tempo stesso di grande ispirazione i lavori di Villa e di Casertano.
Nel 2000 inizia una pur breve collaborazione su Nick Raider; nei due episodi del poliziotto newyorkese, il vostro segno mostra un’apprezzabile qualità, anche se lo stile risente in maniera netta della lezione di Claudio Villa. Pensavate già di poter arrivare a Tex oppure il vostro richiamo stilistico a Villa era dettato solo da ammirazione per l’artista texiano? Gianluca & Raul Cestaro:Nick Raider ha rappresentato una bella occasione per tentare di maturare come disegnatori. Dopo le prime esperienze caratterizzate da questa linea chiara molto pulita, leziosa e raffinata, Nick Raider ha rappresentato per noi la sfida di riuscire a modificare il nostro stile per tentare di rappresentare nel modo più efficace possibile le atmosfere poliziesche e noir di una serie ambientata a New York, di conseguenza abbiamo in qualche modo dovuto stravolgere il nostro tratto per adattarci ad atmosfere diversissime da quelle che avevamo trattato sino a quel momento. Villa all’epoca, in quanto disegnatore da sempre molto solido e classico, continuava certamente ad essere uno dei nostri punti di riferimento, soprattutto nella creazione di neri ed ombre, fattori con i quali fino a poco prima non avevamo mai avuto a che fare, per cui ha rappresentato certamente uno dei nostri punti di riferimento in quel periodo. Quello che è certo è che nel periodo in cui realizzavamo le storie di Nick Raider mai avremmo sospettato di poter in breve tempo arrivare ad un personaggio così importante come Tex.
Come accennato, avete cominciato la vostra carriera texiana sul solco dello stile di Claudio Villa: com’è stata accolta la vostra scelta dalla redazione bonelliana? E cosa vi ha detto Claudio Nizzi, autore della vostra prima storia? Gianluca & Raul Cestaro:Come già detto, Villa, anche quando disegnavamo con uno stile pulito, è stato dall’inizio uno dei nostri riferimenti, per cui quando è arrivato, a sorpresa, la richiesta dalla casa editrice di cimentarci con Tex, è stato piuttosto naturale guardare, tra gli altri disegnatori, anche al suo lavoro. Nizzi è stato autore di memorabili storie di Tex insieme a Villa. Per cui abbiamo ragione di pensare che avallasse con piacere questo nostro guardare anche al lavoro di Villa, che tra l’altro era già da tempo l’autore delle copertine di Tex, quindi in qualche modo l’autore del viso ufficiale del Ranger.
In seguito avete abbandonato lo stile di Villa e siete approdato a un segno più sporco: com’è maturato questo nuovo percorso artistico? Gianluca & Raul Cestaro:Questa maturazione è stata semplicemente figlia del nostro naturale percorso artistico, un percorso caratterizzato anche da quelle che erano, nel frattempo, le nostre nuove scoperte come lettori: proprio nel periodo in cui avevamo finito la realizzazione della nostra prima storia di Tex, scoprimmo, anche grazie ai consigli di qualche collega, le magistrali opere di artisti come D’Antonio e Calegari, i due prestigiosi autori della Storia del West, in più si faceva prepotente in noi l’influenza di autori che si spingevano a rappresentare un west quanto più veritiero: parliamo di grandi cantori del West come Serpieri, Ticci, Milazzo. Disegnatori che apprezzavamo da sempre, ma che in quel momento iniziavamo a guardare molto di più. In più, sempre in quel periodo, la visione e la scoperta di artisti argentini e ispanici come Alberto e Enrique Breccia, Mandrafina, Bernet, Seijas, Zaffino, hanno modificato la nostra percezione del lavoro indirizzandoci sempre più verso uno spiccato e a tratti violento contrasto di bianchi e neri. Ecco, in particolare la grande lezione del bianco e nero dei maestri argentini unita alla scoperta delle opere dei grandi maestri italiani del West, citati poco sopra, è stata la molla che ci ha fatto abbandonare l’influenza dello stile di Villa, in favore, si spera, di uno stile via via sempre più personale e riconoscibile.
Quali sono state le difficoltà maggiori – ammesso ce ne siano state – nel dover affrontare un personaggio di fama internazionale come Tex? Gianluca & Raul Cestaro:Dobbiamo dire che difficoltà particolari non ce ne sono state. Come detto, Tex ha da sempre fatto parte della nostra vita, dato che nostro padre è un suo assiduo lettore fin dalla nascita del personaggio, per cui gli albi di Tex hanno sempre circolato in casa nostra fin da quando eravamo bambini. Per cui Tex e il suo mondo lo conoscevamo bene già da molti anni, e iniziarne a tratteggiare le avventure non è stato affatto difficile. E’ stato come ritrovare un nostro vecchio amico. Certo, disegnare Tex in generale non è una passeggiata, bisogna avere a che fare con una scrupolosa documentazione e con una buona conoscenza dei cavalli, per poterli disegnare in modo verosimile. Sicuramente è un personaggio le cui tavole non si realizzano troppo in fretta. I lettori, giustamente esigenti, sono per esempio molto attenti alla rappresentazione delle armi, per cui in queste cose dobbiamo essere abbastanza scrupolosi. Detto ciò, ripetiamo, anche all’inizio, non abbiamo avuto particolari difficoltà.
Tex rappresenta il western, un western puro e duro, ma su cui ricade un insieme di valori come l’amicizia, l’onore, la giustizia, la lotta per degli ideali. Com’è stato il vostro approccio a tutto ciò? Gianluca & Raul Cestaro:Tex incarna in tutto e per tutto l’eroe dei buoni sentimenti, per cui questi fattori positivi sono certamente dei punti fermi del suo personaggio e della dinamica delle sue storie. Tex è il raddrizzatore di torti che penso tutti noi vorremmo avere come amico o come fratello maggiore. Tex rappresenta il coraggio delle proprie azioni, alla ricerca e all’insegna della vittoria della giustizia. Il nostro compito, prima di metterci al lavoro, è quello di capire a pieno il carattere del personaggio, capirne il più possibile le sue sfaccettature, per riuscire a rappresentare al meglio con sincerità ed efficacia l’essenza del personaggio, l’essenza dei valori positivi che vuole trasmettere.
Le vostre tavole respirano il West, si avverte un gusto, un piacere in disegnare proprio quell’ambiente. Secondo voi è dovuto al vostro gusto personale, al personaggio, alle ambientazioni, al puro piacere che avete nel disegnare, oppure a un misto di tutto ciò? Gianluca & Raul Cestaro:Sì, si potrebbe dire che sia un misto di tutte queste cose. Pensiamo sia dovuto semplicemente a quello che è il nostro gusto personale, alla tecnica che abbiamo cercato di perfezionare sempre di più, ed anche al piacere fisico di rendere scenari e paesaggi che hanno sempre avuto in generale un grosso appeal, sia nel cinema che nella pittura e anche ovviamente nel fumetto e in generale in tutte le rappresentazioni visive.
Esiste un certo fascino dei lettori verso di voi. Secondo voi è per il fatto di essere fratelli e lavorare insieme senza che si notino grandi differenze fra i due? Gianluca & Raul Cestaro:Innanzitutto ringraziamo, se dite ciò. Si, potrebbe anche essere dovuto a queste motivazioni, ma in generale ci auguriamo che ciò sia dovuto alla ricerca che personalmente facciamo per riuscire a raggiungere una certa qualità nel nostro lavoro. Una qualità che nelle nostre intenzioni e nelle nostre speranze vuole essere alta, nell’intento di soddisfare il più possibile il lettore, che diventa giustamente sempre più esigente.
Come gestite il vostro lavoro: vi alternate a realizzare matite e chine? Gianluca & Raul Cestaro:No, non usiamo questo metodo, che sappiamo essere molto in voga tra le coppie di disegnatori, oltre ad essere un modus operandi ordinario nel mercato del fumetto americano, ad esempio. Noi invece adottiamo un altro metodo. Siamo abbastanza gelosi delle rispettive tavole, o almeno in qualche modo ci piace esserne gli unici autori. Entrambi preferiamo realizzare le nostre tavole sia nella fase a matita che nella fase dell’inchiostrazione, per cui ci organizziamo in modo che uno di noi realizza le tavole con la numerazione dispari della storia e l’altro di noi realizza le tavole con la numerazione pari. Per cui se tocca ad uno dei due realizzare la tavola 1 della storia, si occuperà di realizzare anche tavola 3, tavola 5, tavola 7, e così via. L’atro fratello si occuperà invece di realizzare tavola 2, tavola 4, tavola 6 e così via. E’ questo un metodo che sappiamo essere poco usuale, ma con il quale finora ci troviamo bene.
Qual è il vostro ritmo di lavoro abituale? E quali sono i materiali con cui vi trovate meglio nel realizzare le vostre tavole? Gianluca & Raul Cestaro:Siamo dei disegnatori piuttosto lenti, le ore giornaliere che dedichiamo al lavoro sono comunque tante, ad ogni modo riusciamo a realizzare una tavola in non meno di due giorni. Gli strumenti con cui realizziamo le tavole sono gomma e matita, una mina 2H per la realizzazione delle matite, mentre per quanto riguarda l’inchiostrazione usiamo del pennarelli calibrati con le punte di vari spessori (01, 02, 03, 05, 08…). E per la stesura dei neri utilizziamo un pennello di martora numero 1, e una normale boccetta di inchiostro di china nera.
Cosa significa per voi essere disegnatori di una leggenda dei fumetti come Tex? Gianluca & Raul Cestaro:Per noi è insieme un onore e una responsabilità. Siamo onorati di disegnare uno dei personaggi più longevi e di successo nella storia del fumetto mondiale, e sentiamo la responsabilità di non dover deludere i numerosi lettori di Tex affezionati ed esigenti, ma anche la responsabilità legata alla consapevolezza di disegnare lo stesso personaggio che è stato tratteggiato da grandi maestri del fumetto italiano e internazionale, con il logico timore di non esser alla loro altezza… Ma questo è al contempo anche uno stimolo a migliorarsi continuamente.
Tex è stata una scelta o un imposizione? Gianluca & Raul Cestaro:Tex non è stata né una scelta né un imposizione. Più che altro è stata una proposta: nel periodo in cui stavamo disegnando la seconda storia per Nick Raider ci arrivò la proposta di disegnare Tex, che noi accettammo con entusiasmo. Anche perché per noi iniziare a disegnare Tex è stato quasi quasi come ritrovare un vecchio amico… lo conoscevamo bene, dal momento che, come abbiamo già detto, nostro padre è da sempre un lettore fedelissimo del nostro ranger. Per cui fin da adolescenti abbiamo iniziato ad avvicinarci al disegno realistico ricopiando sui fogli proprio i disegni degli illustratori di Tex che più ci colpivano allora.
Cosa pensate possa rappresentare Tex nel mondo globalizzato di oggi? Gianluca & Raul Cestaro:Un’occasione per dare più importanza a valori indiscutibili come l’amicizia, l’onestà, il coraggio, la lealtà, la fratellanza, la difesa e la tutela dei più deboli… tutti valori positivi che caratterizzano Tex e che farebbero solo bene al mondo di oggi.
Cosa vi piace di più e di meno in Tex? Gianluca & Raul Cestaro:Tex incarna tutte le virtù migliori che potrebbe avere un uomo, che sono proprio quelle che ci piacciono citate pocanzi. Potrebbe forse piacere meno una certa sua impulsività che lo portava, specie nelle storie del passato, ad aggredire fisicamente il malcapitato di turno senza che fosse del tutto necessario… ma in fondo questo aspetto spaccone ce lo rende invece simpatico, e poi sappiamo che se Tex agisce così, ha una buona ragione per farlo.
Se potreste proporre dei cambiamenti narrativi, cosa vi piacerebbe venisse raccontato nella saga di Tex? Gianluca & Raul Cestaro:Ci piacerebbe venissero raccontate più spesso vicende che riportino in luce l’Epica, quella autentica, o che coinvolgano Tex anche più emotivamente e direttamente nel profondo; pensiamo a storie come “Patagonia” o “Un ranger per nemico” solo per citarne due. In definitiva storie che raccontino di uomini in lotta per la propria libertà, la propria dignità, la propria vita… o per vendicare la vita persa ingiustamente di chi più amavano.
A livello grafico, nei prossimi anni potremmo trovare dei Cestaro del tutto nuovi? Gianluca & Raul Cestaro:Del tutto nuovi non sapremmo, magari diversi. Ogni volta che iniziamo a disegnare una nuova storia, c’è sempre la voglia di produrre graficamente qualcosa di diverso da quanto fatto in precedenza; ciò deriva anche dal non esser mai del tutto soddisfatti della prova precedente, e dalla voglia di migliorarsi. E’ quindi possibile che lo stile non si fermi qui ma che continui la sua evoluzione, che potrebbe portar qualcosa di nuovo e si spera di migliore.
Avete lavorato con Nizzi e Faraci: quali sono i metodi di lavoro dei due sceneggiatori? Gianluca & Raul Cestaro:I metodi di lavoro di Nizzi e Faraci non si differiscono molto, in quanto pur essendo entrambi sceneggiatori scrupolosi e attenti nel fornire sufficiente documentazione e dettagli per rendere chiara la situazione al disegnatore ed evitare incongruenze grafiche o narrative, ci lasciano comunque entrambi una certa libertà di decisione sulle inquadrature che riteniamo più adatte alle varie scene.
Qual è il vostro sogno nel cassetto in ambito texiano? Forse disegnare un Texone? E al di fuori di Tex – o anche della SBE – cosa vi piacerebbe sperimentare? Gianluca & Raul Cestaro:Sì, un sogno nel cassetto potrebbe essere sicuramente disegnare un Texone, cosa che per noi sarebbe un vero onore, alla luce di tutti i maestri italiani e stranieri che con la loro arte hanno impreziosito questa prestigiosa collana. Al di fuori di Tex abbiamo già avuto l’onore di cimentarci con l’altro caposaldo della Bonelli e del fumetto italiano, Dylan Dog, di cui, dopo la recente prova sul Dylan Dog Color Fest, adesso stiamo disegnando una storia destinata probabilmente alla serie regolare del personaggio. Per cui non potremmo chieder di meglio. Al di fuori del fumetto italiano ci piacerebbe sperimentare, se ce ne fosse il tempo, un lavoro per il mercato francese, magari a colori, oppure per quello americano, magari su un genere più “noir” e meno “supereroistico”. Ma non avendo molto tempo a disposizione sarebbe interessante anche cimentarsi con le copertine di una serie, che sia italiana o americana.
Quali sono i vostri progetti texiani a cui state lavorando? Gianluca & Raul Cestaro:Ora non ce ne sono in quanto attualmente siamo al lavoro su Dylan Dog, se ne parlerà appena avremo terminato questo impegno.
Cosa vi ha dato Tex, oltre ai guadagni professionali? Gianluca & Raul Cestaro:Tex ci ha dato forse un po’ di notorietà in più, ma penso che ci abbia dato soprattutto la possibilità di crescere artisticamente; si tratta di una serie giudicata da tutti non facile da disegnare, per cui affrontarla è anche uno stimolo, direi anche un dovere, a migliorarsi sempre di più come disegnatori.
Il fumetto bonelliano è soprattutto bianco e nero: avreste voglia di provare con il colore? Gianluca & Raul Cestaro:Sì, la voglia di cimentarsi col colore ci sarebbe, e in epoca giovanile ci abbiamo anche provato, realizzando qualche tavola o illustrazione a colori. Purtroppo il tempo è sempre tiranno, comunque uno dei pochissimi esperimenti recenti in tal senso è una piccola illustrazione a colori raffigurante proprio Tex, che abbiamo realizzato per la copertina del numero 84 di “Fumetto”, rivista di comics a cura della Associazione Nazionale Amici del Fumetto e dell’Illustrazione.
A proposito di colori: com’è stata l’esperienza con la copertina del Dylan Dog Color Fest n. 7? E quali tecniche avete utilizzato? Gianluca & Raul Cestaro:Per la copertina del Dylan Dog Color Fest n. 7 ci siamo affidati ai colori della bravissima colorista Barbara Ciardo, mentre il disegno l’abbiamo realizzato con la matita evitando di inchiostrarlo a china, ma creando molti mezzi toni di grigio in modo che interagissero con il colore al fine di creare un effetto più tridimensionale e pittorico.
Confrontarsi con Dylan Dog com’è stato? Pensate, inoltre, che realizzare le copertine possa avere un seguito professionale? Gianluca & Raul Cestaro:Confrontarsi con Dylan Dog è stata prima di tutto la realizzazione di un piccolo sogno, essendo stata proprio la passione per questo personaggio a darci la convinzione, nel primo periodo dell’adolescenza, di dedicarci al disegno del fumetto di genere realistico. In secondo luogo, ha rappresentato per noi anche una nuova messa in discussione delle nostre capacità e dei nostri limiti, non essendo ormai più abituati, dopo tante pagine di Tex, a confrontarci con personaggi ed ambienti più complessi come quelli dell’epoca odierna. Non possiamo dire se dall’esperienza con questa copertina potrebbero scaturirne altre simili, ma, come detto prima, è un’esperienza che ci piacerebbe ripetere.
Oltre al fumetto, quali libri leggete ? E quali sono le vostre preferenze nel cinema e nella musica? Gianluca & Raul Cestaro:Le preferenze sono diverse, ma forse ci appassiona in particolar modo il genere “Noir”, sia per quanto riguarda la letteratura come anche nel Cinema, dove abbiamo un debole per il genere Thriller. Per quanto concerne la musica, i nostri gusti possono essere anche vari, possiamo spaziare dal cosiddetto “cantautorato italiano” al “Pop”, dal “Rock” al “Brit-Pop”, o a certo Jazz.
Le domande sono finite: volete aggiungere qualcosa prima di terminare l’intervista? Gianluca & Raul Cestaro:Vorremmo ringraziarvi per la considerazione e la puntualità con cui ci aggiornate sulle novità interessanti del vostro Blog, e per l’attenzione e l’apprezzamento che sempre dimostrate per il nostro lavoro. Grazie anche a tutti i lettori del Blog Portoghese… e lunga vita a Tex!
A nome del blog portoghese di Tex vi ringraziamo moltissimo per l’intervista che ci avete gentilmente concesso.
(Cliccare sulle immagini per vederle a grandezza naturale )
Há 5 anos atrás recebi de meu amigo Marko Ajdaric uma mensagem do português José Carlos Francisco – vulgo Zeca. Ele era um dos responsáveis pelo Blogue especializado na personagem TEX, revista publicada no Brasil desde 1971.
Nessa época, eu havia feito uma caricatura do Ranger do Texas mais popular do mundo, para comemorar os seus 60 anos de publicação na Itália. Eu tinha pensado em enviá-la para a editora Mythos (que, para nossa alegria, publica o TEX no Brasil), pintei apenas o fundo e deixei o resto em branco, já que as revistas eram em preto & branco. Enviei para o amigo Franco de Rosa, apreciador de Western de longa data e conhecedor de todo o mundo no meio. Ele disse-me que aquele meu desenho talvez desencadeasse uma série de homenagens ao texano.
Esta caricatura foi o estopim de outro convite do Zeca: que eu caricaturasse os autores de TEX, entrevistados pelo Blogue.
TEX ENCURTA DISTÂNCIAS
O famoso Ranger completa 65 anos de publicação ininterrupta na Itália. Nesses 5 anos pude homenagear com os meus traços argumentistas e desenhadores de uma editora que passei a respeitar: a italiana Bonelli. Tive o prazer de conhecer o Júlio Schneider (tradutor de TEX no Brasil), Nilson Farinha e Berardi no FIQ-BH e ainda publicar um cartum no livro do G. G. Carsan.
Além de homenagear os seus criadores Galleppini e Giovanni Luigi Bonelli, pude desenhar o filho de Bonelli: Sergio, além de assumir a liderança da editora, quando o seu pai se foi, também foi argumentista do Ranger do Texas. Assim, fui retratando grandes nomes dos Quadradinhos Mundiais: Ernesto Garcia Seijas, Gianfranco Manfredi, Moreno Burattini, Mauro Boselli, Rafaelle Della Monica, Pasquale Frisenda, Michelle Medda, Marco Torricelli, Mario Milano, Corrado Mastantuono, Alessandro Bocci, Fabio Civitelli, Alfonso Font, Giancarlo Malagutti, Giovanni Bruzzo, Leomacs, Pasquale Ruju, Roberto De Angelis, Guglielmo Letteri, Raul e Gianluca Cestaro, Alessandro Baggi, Victor De La Fuente, Erio Nicolò, Claudio Nizzi, Luigi Siniscalchi, Roberto Diso, Gianluca Acciarino, Alfredo Castelli, Roberto Zaghi, Graziano Romani, Alessandro Baggi, Andrea Venturi, entre tantos outros. Recebi elogios de muitos deles, incluindo do simpaticíssimo Sergio Bonelli, muitos publicaram as minhas caricaturas em entrevistas que deram para a imprensa especializada em BD.
Conhecer Civitelli, Diso e Burattini, além do Liberatore e Dorival (Mythos) na Gibicon de Curitiba foi o ápice disso, como se pode ver no vídeo que pode ser visualizado clicando AQUI! O Ranxerox que o Dorival me presenteou com o autógrafo do Liberatore está no alto da minha estante. Sinto-me muito honrado e feliz (agora só falta conhecer o Zeca)!
VALEU!
Por isso, resolvi repintar esse cartum do TEX. Por isso, resolvi escrever este texto, 5 anos depois.
Foi assim que começou esta aventura TEXiana, a me aproximar da Bonelli e de seus artistas das letras e traços. Obrigado, Zeca.
Obrigado Marko!
Tex e os seus 65 anos, por Bira Dantas
(Para aproveitar a extensão completa do desenho, clique no mesmo)