Vídeo: O último adeus a Giuliano Gemma na Piazza del Popolo, em Roma

Funeral de Giuliano Gemma

Despediu-se esta segunda-feira, em Roma, após o seu falecimento no passado dia 1 deste mês, Giuliano Gemma inesquecível intérprete dos ”western-spaghetti’, no papel de ‘Ringo’, e Tex Willer.

O funeral realizou-se na Igreja de Santa Maria dos Milagres, na Piazza del Popolo, em Roma na presença de centenas de pessoas que se quiseram despedir do seu ídolo. Entre as presenças mais conhecidas, destaque para entre outras, da segunda esposa Baba Richerme, das filhas Giuliana e Vera, dos amigos Nino Davoli a Franco Nero passando por Bud Spencer e Fabrizio Frizzi, para além do ex-pugilista Nino Benvenuti e da famosa Ursula Andress. Presentes, também, os antigos presidentes municipais de Roma, Francesco Rutelli e Walter Veltroni, além da actual vereadora da Cultura da capital italiana, Flavia Barca.

“Hoje recordamos um homem simples, de bem e generoso, que nunca se considerou uma estrela e que manifestou sempre grande respeito pelos outro“, disse na homilia Don Walter Insero. “O meu pai ficaria feliz de ver toda esta gente,  ele deu-nos uma lição de humildade e de coragem. Que Deus o proteja e que nos proteja a todos nós“, afirmou comovida a sua filha Vera no final da celebração. “Para mim foi um exemplo, um grande pai e agradeço-lhe para sempre“, acrescentou a sua outra filha Giuliana. Por sua vez a sua esposa Baba leu uma breve poesia escrita pelo próprio Gemma.

A carregar o féretro para fora da igreja, ao som das notas musicais do filme ‘Una pistola per Ringo‘ (“Uma Pistola para Ringo”), estiveram quatro bombeiros para recordar que o actor cumpriu o serviço militar no corpo de bombeiros.

Após um longo e caloroso aplauso da parte de todos os presentes (muitos tiveram que seguir o rito fúnebre fora da igreja, através de dois alto-falantes gigantes porque era impossível entrar mais gente no templo) tomou a palavra o antigo presidente municipal Rutelli que pronunciou: “O sucesso muitas vezes torna arrogantes mas ele, Giuliano, mostrou-nos uma grande firmeza mental.

Foi um ícone do cinema italiano que trabalhou com directores do calibre de Visconti, Comencini e Monicelli. Nele sobressaía a sua humildade  e tudo o que fazia queria fazê-lo bem porque era uma pessoa de bem“. “Tinha uma grande capacidade de ser irónico, uma discrição, uma elegância e um senso comum verdadeiramente exemplares“, afirmou por sua vez Veltroni sublinhando que “é justo que a família peça que sejam apuradas as circunstâncias em que Giuliano foi morto“.

“Na foto do melhor cinema italiano e das melhores pessoas deste país a partir de agora falta um retrato: Giuliano“, concluiu Veltroni. Após uma recordação afectuosa da parte de Nino Benvenuti, que cumpriu o serviço militar com Gemma no coro de bombeiros, o caixão foi transportado de carro acompanhado por um último longo e intenso aplauso.


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Para finalizar, disponibiliza-se várias vídeo-reportagens do funeral do eterno Giuliano Gemma:

As Leituras do Fernando Dordio: O Regresso do Tigre Negro (Tex Ouro nº 63)

Por Fernando Dordio [1]

Continuando na leitura de compilações Tex de Ouro, “O Retorno do Tigre Negro” foi o título Tex que se seguiu nas minhas leituras.

Com argumento de Claudio Nizzi e desenhos de Fabio Civitelli, trata-se de uma narrativa longa, muito bem construída ao longo de cerca de 300 páginas. Sendo uma narrativa extensa, o argumento consegue prender rapidamente, como é normal na escrita de Nizzi – o build up da história é exemplar, a maneira como se sucedem os eventos está muito bem construída.
No entanto, cumprindo perfeitamente em termos técnicos, existe uma falta de rasgo e a história acaba por ter um desenlace previsível, sem grandes surpresas.

Sendo o argumento banal, neste livro a arte acaba por tomar um lugar de destaque. Civitelli utiliza técnicas de pontilhado para conseguir várias tonalidades de cinza e consegue criar imagens de grande impacto, sendo ainda um excelente storyteller.

Um aspecto que me pareceu muito interessante, foi toda a informação que o editor do livro colocou para nos contextualizar com a personagem do Tigre Negro. Sendo informação, sobre a continuidade das revistas do Tex, faz-nos saber que esta é apenas uma história com este vilão e existem outras anteriores e posteriores que parecem desenvolver a relação de Tex e o vilão Tigre Negro.

Gostei bastante da leitura que este livro me proporcionou, mas fiquei desapontado quando coloquei a história toda em perspectiva.

[1] (Texto publicado originalmente no Blogue “Concerto em O Menor para Harpa e Nitroglicerina“, em 18 de Setembro de 2013)

Entrevista com o fã e coleccionador: Igor Lacet

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco.

Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente?
Igor Lacet: O meu nome é Igor Lacet, sou de Recife, Pernambuco – Brasil, e, actualmente, trabalho no Tribunal de Justiça de Pernambuco.

Quando nasceu o seu interesse pela Banda Desenhada?
Igor Lacet: Sempre gostei muito da banda desenhada, desde criança, mas Tex com certeza é o meu herói favorito.

Quando descobriu Tex?
Igor Lacet: O meu interesse por Tex nasceu em um dia normal, quando tinha uns 13 anos (não me lembro bem), sem nada para fazer, quando notei duas revistas antigas (números 1 e 2) do nosso querido Ranger e comecei a lê-las. Gostei muitos das histórias e do enredo. Posteriormente, fui a casa do meu avô e pude perceber que ele tinha a colecção (quase completa) de toda a Edição Histórica do Ranger. Após isso, comecei a fazer a minha própria colecção e não parei mais de ler.

Porquê esta paixão por Tex?
Igor Lacet: As histórias de Tex são simplesmente fantásticas, um enredo muito bom, com uma qualidade incomparável nos desenhos. Não há como não gostar do Ranger e seus pards, uma vez que eles fazem você viajar pelo país norte americano no velho faroeste em momentos regados a muita aventura, chumbo, emoção e, às vezes, até um pouco de romance (basta só lembrar-nos do “Homem sem passado”).

O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos?
Igor Lacet: Acredito que Tex possui um senso de justiça próprio, buscando sempre proteger aqueles necessitados e que são incapazes de se defender contra tiranos ou “grandes proprietários” que desejam infernizar a vida dessas pessoas (muitas vezes pelo lucro). Isso faz a história ficar mais emocionante. Além do mais, apesar de ser raro, nosso herói erra e, na minha opinião, isso é mais atraente, pois vemos que ele também é humano, sem contar que acrescenta um quê de suspense e surpresa nos enredos.

Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção? E qual a mais importante para si?
Igor Lacet: Eu tenho a colecção (lançada aqui no Brasil) quase que completa. Possuo quase todas as Edições Históricas, Ouro, Coleção, Normal, Almanaque, Gigante, Especiais, Férias e Anuais. Sou realmente um fã de carteirinha. Faltam apenas umas cinco revistas (três da edição Gigante e duas da edição Normal) para completar a minha colecção. A mais importante certamente é O Totem Misterioso/A Mão Vermelha, pois foi a primeira que tive.

Colecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem italiana?
Igor Lacet: Geralmente colecciono somente as revistas de Tex, mas tenho também dois livros do nosso herói.

Qual o objecto Tex que mais gostava de possuir?
Igor Lacet: Já possuo, pois os meus objectos favoritos de Tex são as minhas Edições Históricas 1 e 2, pois foram as primeiras da minha colecção.

Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista?
Igor Lacet: A história favorita? Essa é uma pergunta difícil, pois poderia fazer uma lista com as melhores histórias de Tex. Mas tudo bem, vou apontar somente umas cinco, ok? (…risos…).
1- Os Justiceiros de Vegas (a melhor de todas – Tex 501 e 502); 2 – A Mão do Morto (Tex 495 a 497); 3- A Grande Invasão (Tex  412 a 414); 4- Assassinatos em Família (Tex 379 a 381); 5- A Dama do Colorado (Tex 444 e 445). O melhor texto, sem dúvida, é de Claudio Nizzi e o melhor desenhador é Fabio Civitelli.

O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos?
Igor Lacet: O que mais me agrada no Ranger, sem dúvida alguma, são as histórias com suspense que prendem a atenção do leitor. Dúvida em quem seja o vilão torna geralmente a história muito boa. Gosto muito também da participação do velho Carson, principalmente quando é ele quem pratica as condutas mais difíceis na história, salvando Tex ou provando que, em raras situações, o Ranger estava equivocado. Acho isso importante, pois mostra que Tex (sendo um Ranger de alto calibre) também tem pards que lhe auxiliam de forma indispensável, mostrando que juntos eles são fortes e quase imbatíveis. Não gosto das histórias que mostram um sobrenatural exagerado, sem explicar o porquê dos acontecimentos (salvo as histórias com Mefisto), pois fica, na minha opinião, faltando algo na história (a exemplo de “O Vale da Lua“).

Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é?
Igor Lacet: Sem dúvida alguma, a sua coragem, determinação, senso de justiça, habilidade com o Colt e inteligência. Além da participação dos seus pards é claro, principalmente Kit Carson que o acompanha na maioria das histórias.

Costuma encontrar-se com outros coleccionadores?
Igor Lacet: Infelizmente, não.

Para concluir, como vê o futuro do Ranger?
Igor Lacet: Espero, de coração, que Tex ainda tenha um futuro brilhante pela frente, com o lançamento (principalmente em Tex normal) de histórias inéditas do Ranger, com a qualidade que lhe é peculiar. Continuo comprando mensalmente as revistas e espero que a qualidade nunca venha a baixar.

Prezado pard Igor Lacet, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.

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Revista Mundo dos Super-Heróis #47 homenageia Sergio Bonelli com Mister No

No 2º. aniversário de morte do grande Sergio Bonelli, a revista MUNDO DOS SUPER-HERÓIS homenageia o mítico editor italiano, dedicando a secção Mundo Bonelli à personagem mais querida dele: Mister No.

Por Ezequiel Guimarães

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Tex Willer desenhado por Alexander Vachkov-Sash

Por José Carlos Francisco

Apesar de Tex Willer não ser publicado na Bulgária, Alexander Vachkov-Sash, um conceituado desenhador búlgaro, é um grande fã e coleccionador de Tex Willer e tem como um dos maiores sonhos desenhar o nosso intrépido herói para a Sergio Bonelli Editore.

Alexander Vachkov-Sash, frequentador assíduo do blogue português do Tex, tem 45 anos e muita qualidade, inclusive para desenhar Tex como se comprova de seguida através de alguns desenhos do Ranger que teve a gentileza de nos enviar e que espera que sejam apreciados pelos nossos leitores, mas também pelos responsáveis da Sergio Bonelli Editore que assiduamente visitam o nosso blogue.


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Finalizamos o post mostrando uma arte de Alexander Vachkov-Sash que está exposta num evento quadrinhístico que decorre em Sófia, capital da Bulgária desde o dia 10 de Setembro:

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