Cassidy & Demian em formato italiano

* MAXI-SÉRIE EM 18 CAPÍTULOS – 228 PÁGINAS DE ADRENALINA – NAS BANCAS BRASILEIRAS A PARTIR DE FEVEREIRO

Depois da saga épica de Mágico Vento, a Mythos Editora orgulhosamente apresenta (no formato italiano – 16 X 21 cm – e ao preço de 24,90 Reais) uma nova série vibrante, saída da Fábrica Italiana dos Sonhos de Papel, a Sergio Bonelli Editore. Ou melhor, duas séries de uma só vez, dividindo espaço em uma colecção  única que vai marcar época. Nos roteiros, Pasquale Ruju, um autor que já mostrou suas qualidades em histórias emocionantes de Tex, e nos desenhos, grandes nomes dos quadradinhos europeus, em aventuras enigmáticas de um herói misterioso que não dá folga para a bandidagem da cidade de Marselha (França) dos dias actuais e nas desventuras fascinantes de um ladrão que renasce para os seus últimos meses de vida a partir do dia em que Elvis Presley morreu.

Os nomes dos protagonistas que viverão suas aventuras em dezoito capítulos são Cassidy & Demian.


“Tex e os Heróis do Oeste” – VÍDEO OFICIAL do 1º Festival de Banda Desenhada de Piacenza

Por José Carlos Francisco

Tex e os Heróis do Oeste no 1º Festival de BD de Piacenza

Hoje no blogue português do Tex vamos dar a conhecer o VÍDEO OFICIAL do 1º Festival de Banda Desenhada de Piacenza, onde Águia da Noite, Zagor e Mágico Vento foram os protagonistas principais deste Festival italiano de BD que se realizou em Piacenza de 7  a 15 de Dezembro, cujo programa incluiu uma exposição (“Tex e os Heróis do Oeste”) de desenhos originais dos heróis bonellianos, um encontro com os renomados autores Bisi, Dotti, Frisenda, Freghieri e Genzianella para além de outras iniciativas versando o… western!

Frisenda, Freghieri, Dotti, Genzianella e Bisi, as estrelas do 1º Festival de BD de Piacenza

Um facto inusitado deste primeiro Festival de Piacenza é que o mesmo decorreu numa basílica proporcionando ver-se algo muito raro como por exemplo uma imagem gigante de Tex ou mesmo páginas originais do Ranger expostas num altar. Tal ocorreu porque o evento aconteceu no espaço sagrado da igreja de S.S. Vergine del Carmelo, onde durante sete dias heróis e personagens de ficção foram os habitantes da famosa basílica italiana.

Tex, a estrela principal do 1º Festival de BD de Piacenza

Na ocasião estiveram expostas cerca de 200 peças de colecção devidamente apreciadas por imensos jovens e menos jovens com diversos mestres da banda desenhada empenhados em desenhar a sua arte colocando-a à disposição dos visitantes, assim como para responder a perguntas e falar da história da banda desenhada italiana, desde as suas origens até aos nossos dias.

O mundo de Tex exposto em Piacenza

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Entrevista com o fã e coleccionador: Genildo Firmino Santana

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco.

Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente?
Genildo Firmino Santana: O meu nome é Genildo Firmino Santana e nasci no dia 1 de Setembro de 1972 no Sitio Cachoeira Grande, município de Tabira, no Estado de Pernambuco, em Brasil. Sou professor de História e Filosofia na Rede Particular de Ensino de Tabira. Ministro palestras sobre cultura popular. Sou poeta, cordelista com sete títulos de cordel, escritor com cinco livros publicados, radialista, além de declamador de poesia popular.

Quando nasceu o seu interesse pela Banda Desenhada?
Genildo Firmino Santana: Lá pelos meus oito anos de idade. A minha irmã trabalhava em uma Biblioteca Municipal e me trazia livros infantis junto com revistas de Akim, Fantasma, Zagor e Tex. Com todos, afirmo que aprendi a ler lendo Tex.

Quando descobriu Tex?
Genildo Firmino Santana: Foi em dois momentos: como disse anteriormente, a minha irmã trazia da biblioteca. O primeiro exemplar que li foi “A Fabulosa Cidade do Ouro”, Tex #36 da editora Vecchi. Veio da leitura um encantamento com aquele universo. Ainda hoje tenho esse exemplar que considero fundamental na minha biblioteca. Isso foi na infância e adolescência. Depois de anos estudando na Paraíba, redescobri Tex, com a mesma emoção de quando criança e senti que não podia mais largá-lo. Foi quando comecei a coleccionar.

Porquê esta paixão por Tex?
Genildo Firmino Santana: Eu sempre gostei do género Western. Quando li Tex foi amor à primeira vista. Começou como entretenimento, depois como fonte de conhecimento e, principalmente, como aquisição dos valores morais que a personagem transmite. Tex tem uma carga axiológica enorme. Há em Tex valores morais e éticos que podem ser assimilados pelos leitores. O senso de justiça, a amizade, tudo é motivo para se admirar Tex Willer e seu Universo. Quando leio Tex, eu viajo, relaxo, aprendo.

O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos?
Genildo Firmino Santana: Tex tem bons argumentos, belos desenhos, uma sequência espectacular. Tex não tem poderes, só habilidades. Habilidades e inteligência acima da média do seu tempo. E há um compromisso dos seus escritores com a Geografia e com a História. Dá para usar a revista de Tex como suporte pedagógico. Eu mesmo já fiz isso no tocante à Guerra da Secessão Americana e nos aspectos culturais de dominação dos povos indígenas.

Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção? E qual a mais importante para si?
Genildo Firmino Santana: Antes devo dizer o seguinte: por muitos anos eu lia, mas não coleccionava. As dificuldades financeiras e o preconceito com revistas de banda desenhada eram enormes. Só passei a realmente coleccionar quando conheci o G. G. Carsan na 2ª Expo-Tex de João Pessoa, em 2006. Tanto que em 2007 fiz a 1ª Expo-Tex de Tabira. Hoje tenho uma média de quase 680 revistas. Na minha cidade não chega Tex, então só adquiro a revista quando viajo. A mais importante foi a primeira que li: A Fabulosa Cidade do Ouro.

Colecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem italiana?
Genildo Firmino Santana: Além das revistas, tenho livros sobre Tex, pósters, 20 quadros na parede, “o Precioso”,(banner com as 400 capas no Brasil), duas canecas, duas camisas de Exposições, um prato com foto, o filme “Tex e o Senhor dos Abismos”, duas revistas Italianas doadas por G. G. Carsan e outra trazida da Itália por um amigo.

De todos estes, qual o objecto Tex que mais gosta de possuir?
Genildo Firmino Santana: “O Precioso”.

Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista?
Genildo Firmino Santana: “O Passado de Kit Carson” e “El Muerto”. Gosto dos desenhos de Civitelli e de Ticci. Como argumentista, Gian Luigi Bonelli e Claudio Nizzi.

O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos?
Genildo Firmino Santana: Agrada-me mais a sua disponibilidade em ajudar aos amigos que precisam. Também o facto de Tex não ter preconceitos de géneros e etnias. Embora seja um universo que tenha uma simbologia violenta (revólveres, brigas, tiros, mortes), Tex transmite uma mensagem de paz, de solidariedade, de união. Por aqui, dizemos sempre que quem lê Tex não é um mau sujeito, porque não é este o ensinamento de Tex. Às vezes penso que, entre os quatro amigos, Tex é quem tem a solução para tudo, é quem tem todos os planos. Raras vezes, são os outros a terem iniciativas. E isso é ruim para o grupo. Outro facto que não agrada é que põem Tex quase como sobre-humano, que não se engana, infalível nos julgamentos humanos, inclusive desprovido de certa humanidade ( Tex não chora, não apresenta desejos sexuais).

Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é?
Genildo Firmino Santana: Os argumentos e os desenhos, o cuidado dos criadores e dos coleccionadores. Além disso, existe em Tex uma espécie de mística que contagia e por ser algo místico é difícil de ser explicado. Tex remete-nos a um outro mundo. E isso na nossa psicologia é imprescindível. Penso que todo o texiano sonha com as galopadas nas pradarias, com um acampamento no deserto, com cavalgadas ao ar livre. Nesta óptica, Tex “vive” o que nós queremos viver e não podemos. Então, nós projectamos nele o Ser que não somos. Aí vem a identificação e o amor pela personagem.

Costuma encontrar-se com outros coleccionadores?
Genildo Firmino Santana: Sim. Sempre que vou a João Pessoa, visito o G. G. Carsan, vejo o Gilson Galvão. Quando em Afogados da Ingazeira, em Pernambuco, vejo o Lucílio Valério, o Jesus e outros. Inclusive, ajudei o Lucílio na sua 1ª Expo-Tex de Afogados da Ingazeira em 2008. Aqui em Tabira, sempre encontro amigos que gostam de Tex, mas não coleccionam. Tento convencê-los (ou sensibilizá-los) para que façam suas colecções. Quando os encontro, busco saber das novidades, das notícias sobre as revistas, sobre a Mythos, etc.

Para concluir, como vê o futuro do Ranger?
Genildo Firmino Santana: Vejo um futuro promissor. O advento tecnológico não suprimiu o prazer pela leitura. E a leitura de banda desenhada assumiu contornos impressionantes. Antes, havia o mito de que as crianças não podiam ler revistas aos quadradinhos porque “ler banda desenhada fazia mal”. Hoje, as escolas estão criando as gibitecas (bedetecas em Portugal), como forma de incentivo à leitura. No caso do Brasil, acredito que, com o trabalho que a Mythos Editora vem fazendo, Tex vai longe. As Expo-Tex que são realizadas não permitem que Tex caia no esquecimento e atraem os leitores da velha guarda e os novos. Por isso não temo pelo fim da personagem. Tex ultrapassa fronteiras e gerações.

Prezado pard Genildo Firmino Santana, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.

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Tex, inspirado em G. G. Carsan, por Marino Silverio Felipetto

Por José Carlos Francisco

Marino Silverio Felipetto (que tem um pequeno negócio, onde é desenhador gráfico e trabalha com a comunicação visual) é um gaúcho de Esteio no Rio Grande do Sul, no Brasil, que lê as edições brasileiras de Tex desde 1973 e cujo primeiro exemplar do Ranger que leu foi “O Corcel Sagrado” (Editora Vecchi), conforme se pode constatar lendo a entrevista exclusiva que concedeu em Agosto de 2012 ao nosso blogue e que pode ser lida clicando AQUI, sempre gostou de rabiscar, sobretudo o género faroeste, e para mostrar uma vez mais o seu dom a todos os nossos leitores, enviou ao blogue português do Tex um desenho de Tex que tem a particularidade de ter sido inspirado no Tex brasileiro de carne e osso, o famoso G. G. Carsan, como pode ser constatado de seguida:


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