Vídeo: Palestra sobre Tex, em Timbaúba, com G. G. Carsan

Por José Carlos Francisco

Realizou-se, nos dias 29 e 30 de Março, em Timbaúba, cidade brasileira a 100 km do Recife, a capital do Estado de Pernambuco, a 2ª. Convenção de Quadrinhos de Timbaúba. Nesta segunda edição, tivemos a presença de Tex Willer (na pessoa de G. G. Carsan, coleccionador e divulgador de Tex, escritor de dois livros sobre a mítica personagem italiana).

G. G. Carsan realizou uma palestra no domingo com o tema: Tex no Brasil fazendo justiça a qualquer preço, onde falou da personagem criada em 1948 por G. L. Bonelli e Aurelio Galleppini, das colecções, dos coleccionadores e das novidades relativas ao Ranger.

Palestra essa que damos a conhecer hoje aos leitores do blogue português do Tex através de um vídeo, com quase 40 minutos, gravado no evento, onde podemos então observador a abordagem à história de Tex e o seu amor por esta grande personagem da banda desenhada italiana:

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Entrevista exclusiva: MASSIMO ROTUNDO

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco, com a colaboração de Giampiero Belardinelli na formulação das perguntas, de Júlio Schneider (tradutor de Tex para o Brasil) e de Gianni Petino na tradução e revisão e de Bira Dantas na caricatura.

Olá, Massimo. Bem-vindo ao blogue português de Tex. Comecemos com uma rápida apresentação aos nossos leitores.
Massimo Rotundo: Sou ilustrador e desenhador desde os distantes anos 80, e também escrevi muitos roteiros, o que talvez qualifique-me como autor. A minha característica que mais se destaca, segundo o pessoal do meio, é a de ser ecléctico. Quanto à cronologia da minha carreira, o mais recomendável é dar uma olhada na Wikipedia ou visitar o sítio www.massimorotundo.com.

A sua carreira teve início no distante 1978, com trabalhos para revistas prestigiosas. O que restou daquela experiência?
Massimo Rotundo: As revistas deram-me a possibilidade de ser publicado no exterior. Poder trabalhar com revistas de meio mundo foi muito útil na minha formação, principalmente pela possibilidade de fazer experiências. O limite das revistas era representado pelos altos custos, e esperar um mês inteiro para ler o capítulo seguinte pode ser fatal, com o passar do tempo.

Como e quando você conheceu Rinaldo Traini?
Massimo Rotundo: Eu conheci Rinaldo há muitos anos, numa das primeiras edições de Lucca Comics. Tenho boas recordações dele, da Editora Comic Art e do pessoal que trabalhava lá. Eu sou do tipo que não esquece, e tenho um grande sentimento de gratidão e afecto em relação a ele.

Quanto o seu trabalho com a Eura Editoriale teve de carácter formador no seu percurso profissional?
Massimo Rotundo: Foi fundamental, foi ali que adquiri experiência a aprender o ofício de banda desenhista, coisa necessária para quem deseja tornar-se um artista ou ser um alternativo.

Você fez trabalhos para revistas eróticas de qualidade, como Diva e Glamour. O que se recorda daquele período artístico?
Massimo Rotundo: Aquelas revistas com capas brilhantes, nascidas do entusiasmo de alguns aficionados, foram uma vitrina para o meu período com Liberty e com Ex Libris Eroticis.

Depois de vários trabalhos, inclusive como professor na Escola Romana de BD, você entrou em contacto com a Sergio Bonelli Editore: como foi a sua aproximação com a Editora milanesa?
Massimo Rotundo: Na verdade, eu já havia trabalhado com a Sergio Bonelli Editore nas revistas da série Oriente Express, e depois, ao encontrar Sergio Bonelli com frequência nas várias mostras ou jantares do pessoal do ramo, falávamos de um possível trabalho para novas séries como Dylan Dog e Nathan Never. Mas na época eu tinha um contrato com a Glenat e com Albin Michel, e não conseguia fazer mais nada. Alguns anos depois, quando acabei de desenhar o livro sobre Pasolini (que também foi publicado em Portugal), eu pude aceitar as propostas para desenhar Brendon. O profissionalismo da Sergio Bonelli Editore é inatacável, comigo foram todos gentis sob muitos pontos de vista, e eu pude dar vazão a uma das minhas paixões: a aventura desenhada.

Que lembranças você tem de Sergio Bonelli?
Massimo Rotundo: Eu tenho muitas belas recordações de Sergio, que a mim fazem parecer que os tempos idos eram melhores que os actuais (estou a envelhecer). O seu carisma faz falta a todos, e eu gostaria muito de receber opiniões e conselhos dele, agora que estou a desenhar Tex.

As histórias de Brendon têm um destacado fundo melancólico, de coisas perdidas. Você se sentia apto a tratar desse tipo de atmosfera?
Massimo Rotundo: A minha alma melancólica entrou em sintonia imediata com as histórias de Cláudio Chiaverotti, e eu creio que, com meus desenhos, contribuí para criar o mundo neomedieval da série.

Como se desenvolveu a ideia de fazer as capas de Brendon (a partir do nº 45, N.d.R.)?
Massimo Rotundo: Eu sucedi a Corrado Roi (um desenhador que estimo), que havia ilustrado as primeiras. Nas capas eu sou inquieto, sinto uma tensão emotiva que me leva a querer cada vez mais, a buscar novos estímulos com novas técnicas. É uma bela actividade de experimentação, a do desenhador.

Em seguida você entrou em contacto com Gianfranco Manfredi para fazer Volto Nascosto (Face Oculta). Como foi a sua abordagem a essa série historicamente realística, completamente diferente de Brendon?
Massimo Rotundo: Eu senti firmeza de imediato. Era escrita com sentimento e, como eu já havia desenhado tramas históricas para o mercado francês, senti-me à vontade, e ainda fui ajudado pela abundante documentação de Manfredi. Com relação à parte gráfica, eu pensei em adaptar o meu desenho, sem mudar o estilo pessoal, e fazer alguma coisa com pincel grosso e uma arte-final mais suave.

Nessa nova série você também aplicou a sua experiência de capista de Brendon. Como foi a sua abordagem para as capas de Face Oculta?
Massimo Rotundo: Nas capas de Face Oculta nós buscamos uma inspiração nos cartazes de cinema, com uma operação meio vintage. Todas pintadas à mão com tinta acrílica, não sei se o público as apreciou, mas a venda dos originais foi boa.

Depois dessa experiência, Manfredi o convidou para actuar na mini-série Shangai Devil. Como foi trabalhar com o roteirista?
Massimo Rotundo: Eu sempre tive uma boa sintonia profissional com todos os roteiristas com quem trabalhei, porque tenho um respeito profundo pelo trabalho dos outros e sempre dou o máximo das minhas possibilidades do momento.

Passemos agora ao Ranger que dá nome a este blogue. Como você entrou para a equipe dos desenhadores de Tex?
Massimo Rotundo: Eu fui convidado por Mauro Marcheselli, a quem agradeço pela confiança.

Como você se sente a ilustrar o Ranger?
Massimo Rotundo: Como um leitor que tem o privilégio de lhe dar a própria interpretação.

Ao desenhar Tex, houve alguma dificuldade?
Massimo Rotundo: Ainda não focalizei com precisão as dificuldades de encarar uma nova personagem e um género com o qual não me envolvi muito, mas parece-me um pouco mais difícil que as histórias que eu desenhei até então. Para a tipologia da série eu limitei o mais possível a síntese gráfica, a buscar um desenho mais realista.

Você teve que modificar o seu estilo costumeiro?
Massimo Rotundo: É difícil alterar o próprio estilo, que no máximo pode ser modelado às exigências da história e da personagem. Eu busco adaptar o meu estilo à história que estou a fazer. Por exemplo, para a arte-final de Shangai Devil eu inspirei-me nos traços orientais, com pinceladas suaves, especialmente no primeiro capítulo, quando eu tinha mais tempo. Para Tex, por eu ser um leitor de suas aventuras, decidi desenhá-lo por instinto, como eu o sentia, eu deixei-me levar pelas sensações. Tentei não ser muito racional, sabe-se lá se fiz bem… a intenção era a de não fazer um desenho muito frio.

Como você definiria graficamente o seu Tex?
Massimo Rotundo: É um Tex clássico e vitoriano, simples e cinematográfico… eu não consigo dar um juízo, porque o resultado final só será visto depois de impresso.

Você usou modelos de referência particulares?
Massimo Rotundo: A arte-final dinâmica de Ticci, e também Blueberry, além de E Tudo o Vento Levou (n.t.: no Brasil, E o Vento Levou) e os filmes de Sergio Leone.

O que pode nos dizer sobre a história de Tex em que está a trabalhar?
Massimo Rotundo: Posso dizer que é uma história muito coerente e bem desenvolvida, com mudanças de cenários, especialmente povoados, e uma ideia de base muito divertida. Para mim, Pasquale Ruju fez um óptimo trabalho.

 

Vinheta INÉDITA do Tex Gigante que está a ser desenhado por Massimo Rotundo

Nos últimos tempos vários desenhadores fizeram uma breve aparição nas séries de Tex e depois voltaram a trabalhar com outras personagens. Para você, o compromisso com Tex será algo duradouro, ao menos na sua intenção?

Massimo Rotundo: Não depende de mim, mas sim do impacto do trabalho, das exigências da Editora. Veremos.

Página INÉDITA do Tex Gigante que está a ser desenhado por Massimo Rotundo

Quem ou o que é Tex, na sua opinião? O que lhe agrada mais e lhe agrada menos no Ranger?
Massimo Rotundo: Eu gosto da falta de moralismos inúteis das personagens, especialmente de Tex. São personagens positivas mas vão directo ao ponto, não perdem tempo a conversar com certos marginais. Os diálogos de Tex são espectaculares, têm ritmo e são inconfundíveis. Tex é uma personagem que agrada pessoas de várias correntes, amado pela direita e pela esquerda; certos valores não têm posição política. E ele sempre esteve nas mãos de grandes profissionais, tanto nos roteiros quanto nos desenhos. A minha preferência é pelas histórias mais cinematográficas e menos televisivas.

Para concluir o tema, como você vê o futuro do Ranger?
Massimo Rotundo: O surpreendente é a possibilidade de poder revitalizar a personagem a cada história, ainda que o género faroeste tenha passado um pouco de moda. Isso mostra a força da personagem.

Como é trabalhar na Sergio Bonelli Editore?
Massimo Rotundo: Trabalhar numa Editora que garante a continuidade e novas propostas é fundamental.

O que é para você a BD, como linguagem e como experiência profissional?
Massimo Rotundo: É a síntese de dois mundos de que eu gosto muito: o cinema e o desenho.

Sem contar Tex, com quem está a trabalhar, qual personagem gostaria de ilustrar?
Massimo Rotundo: Eu sempre pensei que poderia desenhar Corto Maltese. A maior frustração é que não pude desenhar uma história do Sconosciuto. Eu já tinha a documentação, a ideia de base e a ambientação pensada por Magnus, mas infelizmente não foi possível. Eu gostaria de propor à Bonelli uma personagem no estilo 007… se arrumasse um tempo.

Quanto tempo você leva para desenhar uma página? Segue horários? Como é o seu dia típico, entre trabalho, leituras, informações do dia a dia, ócio, vida familiar?
Massimo Rotundo: Por ter uma família grande, estou sempre a trabalhar, a levar os filhos à escola, a cuidar dos cachorros, dos quadradinhos, e por aí vai. Só consigo arrumar tempo para umas partidas de futebol de salão, para alguns filmes e um pouco de pintura.

Qual é a sua técnica de trabalho?
Massimo Rotundo: Já na primeira leitura do roteiro eu busco informações e faço anotações. Depois eu desenho um layout da página muito detalhado, faço dois ao mesmo tempo, com base na numeração das páginas, para deixar a composição das pares e ímpares (que ficam uma ao lado da outra) mais equilibrada. Em seguida, eu apago os traços excedentes e faço a passagem de tinta com pincel fino e pincel grosso. Eu preciso arrumar um tempo para aprender a trabalhar com computador, é o futuro.

Sobre os seus projectos imediatos, pode nos antecipar alguma coisa?
Massimo Rotundo: O meu projecto é concluir o Tex Gigante. Neste momento não consigo pensar em outra coisa. Também estou a pintar, com muita calma, quadros de madeira em relevo.

Que tipo de BD você lê actualmente, com quais mais identifica-se?
Massimo Rotundo: Actualmente estou a ler o último livro aos quadradinhos de Gipi, e da Bonelli Orfani (Órfãos), Le Storie (As Histórias) e todos os Tex que saem. Estou a acompanhar pouco os mercados francês e americano, mas espero recuperar tudo em pouco tempo. Neste momento agrada-me o trabalho de Roberto Recchioni (n.t.: Dylan Dog e Órfãos), eu admiro a sua vivacidade. Como autores, intrigam-me Alan Moore e Paco Roca. Do passado eu tenho uma lista de nomes que compreende dezenas de autores, de Moebius a Hugo Pratt, de Pazienza a Manara, de De Luca a Breccia, e muitos outros que acrescentaram um galho à árvore da Nona Arte.

Além de BD, que tipo de livros você lê? E quais são suas preferências no cinema e na música?
Massimo Rotundo: Eu li muitos clássicos da literatura, e com os audiolivros consegui ler até aqueles mais difíceis, tipo Jerusalém Libertada, de Torquato Tasso. É típico que as coisas que o entediam na juventude, com a maturidade você passa a apreciar. Recentemente eu li os livros de Jotanhan Franzen, Liberdade e As Correcções. Falar de cinema é meio complexo, eu acho que vi de tudo, inclusive os filmes B. O que me agradou recentemente foram os filmes de Terrence Malick. Com relação à música, eu sou um daqueles a quem os Beatles mudaram a vida, mas não é um modo de dizer, é a pura verdade. E dali eu cheguei ao jazz. A música sempre acompanhou a minha vida: embora eu seja desafinado, todas as mais fortes emoções que eu vivi tiveram uma trilha sonora. Meu pai é aficionado por música lírica, eu nasci com o som das obras maravilhosas de Puccini.

Para encerrar, você gostaria de dizer mais alguma coisa? Algo que não foi perguntado e que você gostaria que os leitores soubessem?
Massimo Rotundo: Eu viajei bastante, mas não sei porque nunca consegui ir a Portugal. Acho que a minha próxima meta será Lisboa. Até à vista.

Caro Massimo, em nome do blogue português de Tex, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.

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Intervista esclusiva: MASSIMO ROTUNDO

Intervista condotta da José Carlos Francisco, con la collaborazione di Giampiero Belardinelli per la formulazione delle domande, di Júlio Schneider (traduttore di Tex per il Brasile) e di Gianni Petino per le traduzioni e le revisioni e di Bira Dantas per la caricatura.

Ciao Massimo, e benvenuto sul blog portoghese di Tex! Per cominciare, una breve presentazione per i nostri utenti.
Massimo Rotundo: Sono un disegnatore ed illustratore dai lontani anni 80, ho scritto anche diverse sceneggiature, questo forse mi da la qualifica di autore. Il mio carattere distintivo, a sentire gli addetti ai lavori, è l’eclettismo. Beh, per avere la cronologia della mia carriera, la cosa migliore è guardare Wikipedia o il sito www.massimorotundo.com.

La tua carriera inizia nel lontano 1978 con la collaborazione a prestigiose riviste: cosa ti è rimasto di quell’esperienza?
Massimo Rotundo: Le riviste mi hanno dato l’opportunità di pubblicare all’estero, la fortuna di collaborare con le riviste di mezzo mondo è stato per me molto formativo, specialmente per la possibilità di sperimentare. Il limite delle riviste erano i costi alti, e aspettare un mese intero per leggere la puntata successiva, alla lunga è stato fatale.

Come e quando hai conosciuto Rinaldo Traini?
Massimo Rotundo: Ho conosciuto Rinaldo molti anni fa, in una delle prime edizione di Lucca Comics. Ho un buon ricordo di lui, della Comic Art e di chi ci lavorava. Sono uno di quelli che non dimentica e ho un sentimento di gratitudine e affetto nei suoi riguardi.

La tua collaborazione con la Eura Editoriale quanto è stata formativa per il tuo percorso professionale?
Massimo Rotundo: Fondamentale. È li che mi sono fatto le ossa, imparando il mestiere del fumettista. Per quanto si voglia essere artisti o alternativi, il mestiere è indispensabile.

Hai realizzato lavori per riviste dell’erotismo di qualità come Diva e Glamour: cosa ricordi di quel periodo artistico?
Massimo Rotundo: Queste riviste patinate, create dall’entusiasmo di alcuni appassionati, sono state una vetrina per il mio periodo Liberty e per gli Ex Libris Eroticis.

Dopo vari lavori, anche in qualità di docente presso la Scuola Romana del Fumetto, entri in contatto con la Sergio Bonelli Editore: com’è stato il tuo approccio con la Casa editrice milanese?
Massimo Rotundo: Veramente avevo già collaborato con la Sergio Bonelli Editore, tramite gli albi di Orient Express. Poi, incontrando spesso Sergio Bonelli, nelle varie manifestazioni o cene di settore, si era parlato di una possibile collaborazione (stavano per uscire Dylan Dog e Nathan Never). All’epoca, però, avevo un contratto con la Glénat e con Albin Michel, e non avevo la possibilità di fare nient’altro. Qualche hanno dopo, appena finito di disegnare il libro su Pasolini (ne è uscita un’edizione anche in Portogallo), ho potuto accettare le proposte di lavoro per disegnare Brendon. La professionalità della Sergio Bonelli Editore è ineccepibile, con me sono stati squisiti sotto molti punti di vista. Ed ho potuto sfogare una delle mie passioni: l ‘avventura disegnata.

Che ricordo hai di Sergio Bonelli?
Massimo Rotundo: Ho molti ricordi belli di Sergio, che mi fanno sembrare i tempi andati migliori di questi (sto invecchiando). Manca a tutti il suo carisma, mi sarebbe piaciuto avere un confronto e dei consigli, adesso che sto disegnando Tex.

Gli episodi di Brendon hanno un marcato sottofondo malinconico, di cose perdute: sentivi queste atmosfere nelle tue corde?
Massimo Rotundo: Il mio animo crepuscolare si è subito sintonizzato sulle corde delle storie di Claudio Chiaverotti, credo di aver contribuito con i miei disegni a ricreare il mondo neo medievale della serie.

Com’è maturata l’idea di realizzare le copertine di Brendon (dal n. 45, N.d.R.)?
Massimo Rotundo: Ho sostituito Corrado Roi (disegnatore che stimo) che aveva illustrato le prime cinquanta. Sulle copertine sono inquieto, ho una tensione emotiva che mi porta a pretendere di più ogni volta, cercando nuovi stimoli da nuove tecniche. È una bella ricerca quella dell’illustratore.

In seguito, sei entrato in contatto con Gianfranco Manfredi per Volto Nascosto: com’è stato il tuo approccio a questa serie storicamente realistica, del tutto diversa rispetto a Brendon?
Massimo Rotundo: La serie l’ho sentita subito, era scritta con sentimento e avendo già disegnato diverse storie di matrice storica per il mercato francese mi sono trovato a mio agio, poi sono stato aiutato dalla copiosa documentazione di Manfredi. Per quanto riguarda la parte grafica, ho pensato di adattare il mio disegno, senza cambiare lo stile personale, introducendo un po’ di pennello e morbidezza nell’inchiostrazione.

Anche qui, hai messo a disposizione la tua esperienza di copertinista su Brendon: quale approccio hai messo in atto nel realizzare le copertine di Volto Nascosto?
Massimo Rotundo: Nelle copertine di Volto Nascosto abbiamo tentato di ispirarci ai manifesti del cinema, con una operazione un po’ vintage, sono tutte dipinte a mano con l’acrilico. Non so se il pubblico le ha apprezzate, ma la vendita degli originali è andata bene.

Dopo questa esperienza, Manfredi ti ha voluto con sé per la sua miniserie Shangai Devil: come ti sei trovato a lavorare con lo sceneggiatore?
Massimo Rotundo: Ho sempre trovato una sintonia professionale con tutti gli sceneggiatori con cui ho lavorato, perché ho un profondo rispetto del lavoro degli altri e do sempre il massimo per le mie possibilità del momento.

Passiamo adesso al Ranger che dà nome a questo blog: vuoi raccontarci com’è avvenuto il tuo arruolamento nello staff dei disegnatori di Tex?
Massimo Rotundo: Mi ha chiamato Mauro Marcheselli, che ringrazio per la fiducia.

Come ti senti a misurarti con il Ranger?
Massimo Rotundo: Come un lettore che ha il privilegio di dare la sua interpretazione.

Nel disegnare Tex che tipo di difficoltà hai incontrato, se ne hai incontrate?
Massimo Rotundo: Le difficoltà di affrontare un nuovo personaggio e un genere che non ho frequentato molto. Ancora non ho focalizzato il motivo preciso, ma mi sembra un po’ più difficile delle storie che ho disegnato finora. Per la tipologia della serie ho limitato il più possibile la sintesi grafica, cercando un disegno più realistico.

Hai dovuto modificare il tuo solito stile, oppure no?
Massimo Rotundo: Lo stile è difficile cambiarlo, semmai si modifica, modellandolo alle esigenze della storia e del personaggio. Io cerco di adattare il mio stile alla storia che sto realizzando. Per esempio, per Shanghai Devil ho usato l’inchiostro ispirandomi al segno orientale con pennellate morbide, specialmente nella prima puntata dove avevo più tempo. Per Tex, essendo un suo lettore, ho deciso di disegnarlo di pancia, come me la sentivo, quindi senza programmare niente a tavolino, l’ho inchiostrato facendomi guidare dalle mie sensazioni. Ho cercato di non essere troppo razionale, chissà se ho fatto bene… il fine era quello di non fare un disegno troppo “freddo”.

Come definisci graficamente il tuo Tex?
Massimo Rotundo: Classico e vittoriano, andante e cinematografico… non so dare un giudizio, perché il risultato finale si vede solo dopo la stampa.

Hai preso dei modelli di riferimento particolari?
Massimo Rotundo: L’inchiostrazione dinamica di Ticci, Blueberry, Via col vento e i films di Sergio Leone.

Cosa ci puoi dire della storia di Tex alla quale stai lavorando?
Massimo Rotundo: Posso dire che è una storia molto articolata, con cambi di ambienti (specialmente cittadini) e una idea di base molto divertente, per me. Pasquale Ruju ha fatto un ottimo lavoro.

 

Negli ultimi tempi diversi disegnatori hanno fatto solo una veloce comparsata su Tex e poi sono tornati a lavorare su altri personaggi. Quello su Tex è per te un impegno duraturo, almeno nelle tue intenzioni?

Massimo Rotundo: Non dipende da me, dipende dall’impatto del lavoro, dalle esigenze della Casa Editrice… vedremo.

Chi o cosa è Tex secondo te? Cosa ti piace di più nel Ranger e cosa di meno?
Massimo Rotundo: Mi piace la mancanza di moralismi inutili dei personaggi, specialmente di Tex. Pur essendo dei personaggi positivi badano al sodo, con certi manigoldi non ci si perde in chiacchiere. I dialoghi di Tex sono spettacolari, hanno ritmo e sono inconfondibili. Tex è un personaggio trasversale, amato dalla destra e dalla sinistra, certi valori non hanno colore. Poi è sempre stato curato, affidato a grandi professionisti, sia nelle sceneggiature che nei disegni. La mia preferenza è per le storie più cinematografiche e meno televisive.

Per concludere il tema, come vedi il futuro del Ranger?
Massimo Rotundo: La cosa sorprendente è la possibilità di poterlo rivitalizzare ogni volta. Anche se il genere western è un po’ passato di moda, questo dimostra la forza del personaggio.

Com’è lavorare nella Sergio Bonelli Editore?
Massimo Rotundo: Lavorare con una Casa Editrice che ti assicura la continuità e sempre nuove proposte è ottimale.

Cosa è per te il fumetto? Sia come linguaggio che come esperienza professionale.
Massimo Rotundo: È la sintesi di due mondi, che amo molto: il cinema e il disegno.

Eccetto Tex, a cui stai lavorando, con quale personaggio ti piacerebbe cimentarti?
Massimo Rotundo: Ho sempre pensato di poter disegnare bene Corto Maltese. Il più grosso rimpianto è non aver potuto disegnare una storia dello Sconosciuto, avevo già la documentazione, un plot e l’ambientazione pensata da Magnus… purtroppo non è stato possibile. Mi piacerebbe proporre alla Bonelli un personaggio alla 007… se trovassi il tempo.

Quanto tempo impieghi per disegnare una tavola? Hai degli orari? Come si articola una tua giornata tipo fra lavoro, letture, tenerti informato, ozio, vita familiare?
Massimo Rotundo: Avendo una famiglia numerosa, sto sempre a lavorare; la scuola, la casa, la cura dei cani, i fumetti e così via. Trovo solo il tempo per qualche partita a calcetto, qualche film e un po’ di pittura.

Puoi esporci la tua tecnica di lavoro?
Massimo Rotundo: Mi documento già nella prima lettura della sceneggiatura, prendendo appunti, poi disegno dei lay out molto precisi, ne faccio due contemporaneamente in base all’impaginazione, per rendere la composizione delle pagine che s’interfacciano più equilibrate, di seguito faccio il clean up e inchiostro con pennino e pennello. Devo trovare il tempo per imparare a lavorare in digitale, è il futuro.

Quali sono i tuoi progetti immediati? Puoi già anticiparci qualcosa?
Massimo Rotundo: Il mio progetto è finire il Texone, in questo momento non riesco a pensare ad altro. Sto anche dipingendo, con molta calma, delle icone di legno.

Quali fumetti leggi attualmente, ovvero con quali ti identifichi maggiormente?
Massimo Rotundo: Attualmente sto leggendo l’ultimo libro a fumetti di Gipi, e anche Orfani, Le Storie, e tutti i Tex che escono. Sto seguendo poco il mercato francese e quello americano, ma spero di rifarmi presto. In questo momento mi piace il lavoro di Roberto Recchioni, ammiro la sua vivacità. Come autori, m’intrigano Alan Moore e Paco Roca. Nel passato ho un sfilza di nomi che comprendono decine d’autori, da Moebius a Hugo Pratt, da Pazienza a Manara, da De Luca a Breccia e così tanti altri che hanno aggiunto un rametto all’albero della nona arte.

Oltre ai fumetti, quale tipo di libri leggi? E quali le tue preferenze nel campo del cinema e della musica?
Massimo Rotundo: Ho letto molti dei classici della letteratura, con gli audio libri sono riuscito a leggere anche quelli più ostici, tipo La Gerusalemme liberata di Torquato Tasso. È tipico che le cose che in gioventù ti annoiano con la maturità le apprezzi. Attualmente ho letto i libri di Jonathan Franzen: Freedom e Le correzioni. Parlare del cinema è troppo complesso, credo di averli visti tutti, compresi i B-movie. Ultimamente sono ipnotizzato dai film di Terrence Malick. Per quanto riguarda la musica sono uno di quelli a cui i Beatles hanno cambiato la vita, ma non è un modo di dire, è proprio vero… da lì, sono arrivato al jazz. La musica ha accompagnato la mia vita: pur essendo stonato, tutte le più forti emozioni che ho vissuto hanno una colonna sonora. Mio padre è un appassionato di musica lirica, sono nato con il suono nelle orecchie delle opere meravigliose di Puccini.

Bene, noi avremmo finito. C’è ancora qualcosa che vorresti dire? Qualcosa che non ti è stato chiesto e che avresti assolutamente voluto far sapere ai nostri lettori?
Massimo Rotundo: Ho viaggiato parecchio, ma non so perché non sono mai riuscito a venire in Portogallo. Credo che la mia prossima metà sarà Lisbona. Até à vista!

Caro Massimo, a nome del blog portoghese di Tex ti ringraziamo moltissimo per l’intervista che ci hai così gentilmente concesso.

(Cliccare sulle immagini per vederle a grandezza naturale)

Portugal – Edições da Mythos Editora à venda em Abril

Relação das revistas da Mythos Editora, distribuídas em Portugal, pela VASP – Distribuidora de Publicações Lda, para o mês de ABRIL de 2014:

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TEX 495
A Mão do Morto
Texto: Mauro Boselli – Desenhos: Alfonso Font

História originalmente publicada em Tex italiano 593

Enquanto Kit Carson defende um pequeno rancho do ataque de um bando de matadores de aluguer, sem conseguir salvar o proprietário, Tex e Kit, em Phoenix, assistem um misterioso e espectacular delito, no qual é ferido gravemente o seu amigo xerife Patterson. Os dois eventos sangrentos parecem não ter nada em comum, excepto uma cidade no passado das duas vítimas: Deadwood. Na pista dos assassinos, os três pards estão para enfrentar uma intriga obscura cujas partes estão divididas em cinco cartas de jogo: dois ases, dois oitos e um valete de ouros…
3,40€

TEX COLEÇÃO 287
Flechas Flamejantes

Texto: G. L. Bonelli – Desenhos: Giovanni Ticci

História originalmente publicada em Tex italiano 235

Cão Amarelo não desiste de seu propósito de exterminar os navajos e tirar o escalpe de Águia da Noite, mas depois de ficar sem as armas e sem os cavalos após ataques de Tex e seus parceiros, os utes e os hualpais rebeldes se vêem caçados pela Cavalaria e terão que rever os seus planos. Os caçadores viram caça, e terão que lutar muito para manter o escalpe.
2,90€
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TEX OURO 67
Ópio
!
Texto: Claudio Nizzi – Desenhos: Andrea Venturi

História originalmente publicada em Tex italiano 451 e 452

Jones é um Ranger que se encontra a investigar um caso de tráfico de ópio. Quando estava bem perto de descobrir uma pista concreta, acaba por ser assassinado por Rick Duvall, actor numa companhia de teatro itinerante. Rick e Eva Morgan, aproveitam-se do facto da companhia viajar de cidade em cidade para traficarem o ópio. Mas depois da morte de Jones, a companhia abandona o local apressadamente e sem realizar o seu último espectáculo, levantando suspeitas. Tex e Carson vão investigar a morte do colega.
8,00€

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TEX EM CORES 14
À Beira do Inferno
Texto: G. L. Bonelli – Desenhos: Aurelio Galleppini

ELE VOLTOU!
Tex em Cores está de volta após um ano!
A mais bela edição de Tex já feita em todo o mundo está de volta aos quiosques portugueses para delírio dos texianos. Com o mesmo número de páginas, mesmo preço e papel melhor. Agora os nossos amados leitores só precisam fazer a sua parte e correr para o jornaleiro para reservar o seu exemplar.
15,00€
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ZAGOR 148
Os Piratas da Lagoa
Texto: Jacopo Rauch – Desenhos: Raffaele Della Monica

História originalmente publicada em Zagor italiano 527

No comando de um grupo de homens desesperados, isolado no meio do território dos índios rebeldes e caçado pelos mercenários de Le Loup, Zagor parece mesmo ter chegado ao fim.
4,00€

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ZAGOR EXTRA 112
Capitão Missão
Texto: Jacopo Rauch – Desenhos: De Vito

História originalmente publicada em Zagor italiano 561

Zagor, Chico e o fugitivo Samuel chegam ao covil secreto do Capitão Missão, onde vive a comunidade de homens livres que escaparam da escravidão. Mas o Capitão parece guardar um segredo inacreditável, aquele do tesouro da Isla de Coco, pouco mais que um recife no oceano Pacífico, ao largo da Cidade do Panamá, onde foi escondido o ouro roubado das igrejas de Lima. Os vigilantes da Isthmian Guard, que são os soldados do governador, e mais os homens do escravista Mendoza e até os índios guaymis tornam-se os actores de um drama e os combatentes de uma sangrenta batalha nas ruínas da velha Cidade do Panamá.
4,00€

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AVENTURAS DE UMA CRIMINÓLOGA 104
Sem Remorso
Texto: Giancarlo Berardi  e M. Mantero– Desenhos: Mario Jani

História originalmente publicada em Júlia italiana 104

Bruce Mead é o que se pode definir um homem de bem. Tem uma família tranquila, uma bela casa, uma pequena empresa. Mas no seu passado existe uma mancha, algo a esconder e que agora parece vir à tona…
4,50€

(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)