As Leituras do Pedro: Tex Ouro #67: Ópio!

As Leituras do Pedro*

Tex Ouro #67: Ópio!
Claudio Nizzi
(argumento)
Andrea Venturi (desenho)
Mythos Editora
Brasil, Julho de 2013
135 x 175 mm, 160 p., pb, brochado
R$ 16,40 / 8,00 €

Depois de J. Kendall #104: Sem remorsos volto (ainda) mais uma vez, fortuitamente, sem o ter agendado, à questão da construção das histórias.

Desta vez, para responder à pergunta que, possivelmente, muitos leitores de BD já (se) colocaram: quando inicia o seu trabalho, o argumentista sabe como vai conduzir a narrativa até ao final em que pensou?

A resposta – uma das respostas possíveis – já a seguir.

Frequentemente leio entrevistas em que os autores afirmam que durante o processo criativo foram introduzindo alterações – por vezes significativas – em relação à ideia original.
Isso, possivelmente, será mais frequente quando quem escreve o faz para mais de um desenhador em simultâneo ou quando o tempo expectável entre o início do desenho da história e o seu término é longo. É o caso das edições da casa Bonelli, cujas aventuras de mais de uma centena de pranchas levam vários meses a ser desenhadas.

Nalguns casos – atrevo-me a escrever quase sempre – raramente os desenhadores recebem de uma só vez o argumento. Dessa forma, apesar de haver uma ideia base definida, o argumentista, ao escrever o relato, poderá introduzir inflexões, novos desenvolvimentos e/ou personagens.
Mas – escrevo convictamente – poucas vezes tal terá sido tão notório (para mim, pelo menos) como no caso deste Ópio!, neste momento à venda em Portugal.


A trama é fácil de introduzir: um casal de actores ambulantes, responsável pela distribuição de ópio de cidade em cidade, mata o Ranger que os investiga, provocando a entrada em cena de Tex Willer e Kit Carson.
Em fuga, chegam a Montrose, onde apresentam o seu relatório ao chefe dos traficantes, um chinês sanguinário que tem contas a ajustar com a dupla de Rangers e que de imediato prepara uma armadilha para os fazer desaparecer. O confronto parece inevitável e a própria capa (anterior à conclusão da história?) aponta claramente para isso.

Só que entra então em cena (literalmente…) a mudança em relação à ideia original: um acontecimento inesperado tem lugar em palco durante a apresentação da companhia ambulante, o que leva a completa alteração dos planos. De Nizzi, do mandante da armadilha, dos responsáveis pelo tráfico.
O que faz com que a história, que ao western tradicional adiciona o envolvimento romântico de alguns dos protagonistas e um tom dramático adequado ao meio teatral em que maioritariamente decorre, prossiga por rumo claramente diverso.
Coerente e credível, face aos pressupostos iniciais? Sem dúvida.
Melhor ou pior do que o que estava inicialmente traçado? Nunca o saberemos.


*Pedro Cleto, Porto, Portugal, 1964; engenheiro químico de formação, leitor, crítico, divulgador (também no Jornal de Notícias), coleccionador (de figuras) de BD por vocação e também autor do blogue As Leituras do Pedro.

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A Páscoa de Ken Parker, por Silvio Raimundo

Por José Carlos Francisco

O blogue português do Tex, deseja a todos os bonellianos que nos honram com a sua visita, uma Santa e Feliz Páscoa, publicando uma página INÉDITA de Ken Parker realizada (no formato A3) em exclusivo para o blogue do Tex, por Silvio Raimundo, para homenagear nesta Páscoa os criadores de Ken Parker: Giancarlo Berardi e Ivo Milazzo e com especial dedicatória para os Kenparkerianos João Guilherme, Lucas Pimenta e Júlio Schneider.

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Sexta-Feira Santa (e Texiana)

Por José Carlos Francisco

Manuel Ventura de Pinho Costa, Sócio nº 37 do Clube Tex Portugal

Nesta Sexta-Feira Santa, 18 de Abril, Feriado Nacional e Sexta-Feira antes do Domingo de Páscoa, data em que os cristãos lembram o julgamento, paixão, crucificação, morte e sepultura de Jesus Cristo, através de diversos ritos religiosos, foi um dia bem Texiano para mim, que tive o enorme prazer e o grande privilégio de conhecer pessoalmente, mais um grande fã e coleccionador português de Tex Willer, o pard Manuel Ventura de Pinho Costa, Sócio nº 37 do Clube Tex Portugal, que se deslocou de Oliveira de Azeméis, cidade localizada no concelho homónimo da Área Metropolitana do Porto, até à região da Bairrada, mais precisamente à localidade chamada Malaposta, cujo nome provém de “Antiga diligência do correio; Carruagem para transporte de pessoas e correio”,  um  meio  de transporte que Tex e seus  pards usaram  e continuam usando em algumas aventuras, para me conhecer pessoalmente assim como conhecer o verdadeiro Santuário Texiano em que habito e onde se encontra uma das maiores colecções mundiais dedicadas a Tex Willer.


O encontro ocorreu então na minha residência para deleite deste Texiano de Oliveira de Azeméis, camionista de profissão (percorre inclusive as estradas europeias em busca de exemplares de Tex oriundos dos diversos países onde é ou foi publicado) e durante as cerca de duas (agradáveis)  horas de estadia de Manuel Costa na Malaposta, falamos do nosso Águia da Noite e das nossas colecções assim como de muitas novidades sobre Tex que o futuro nos trará, ficando já prometida a presença de Manuel Costa na primeira exposição dedicada a Tex a realizar pelo Clube Tex Portugal na cidade de Anadia, capital da Bairrada, nos dias 15, 16 e 17 de Agosto deste ano e que contará com a presença do consagrado desenhador italiano Pasquale Del Vecchio!


Foi enfim, mais um dia fantástico na minha vida de coleccionador de Tex, onde a amizade predominou e que só foi possível devido ao Ranger, ser uma personagem (de papel) tão especial e publicamente, agradeço ao Manuel Costa, por estes maravilhosos momentos (poucos mas bons) vividos em minha casa, pois é sempre um tremendo prazer falar sobre o nosso Tex, ainda mais entre Amigos com a mesma paixão e que no fundo são como família!


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Tex Willer desenhado por Alexander Vachkov-Sash

Por José Carlos Francisco

Apesar de Tex Willer não ser publicado na Bulgária, Alexander Vachkov-Sash, um conceituado desenhador búlgaro, é um grande fã e coleccionador de Tex Willer e tem como um dos maiores sonhos desenhar o nosso intrépido herói para a Sergio Bonelli Editore.

Alexander Vachkov-Sash, frequentador assíduo do blogue português do Tex, tem 45 anos e muita qualidade, inclusive para desenhar Tex como se comprova de seguida através da sequência em três partes de um magnífico desenho do Ranger que teve a gentileza de nos enviar e que espera que sejam apreciados pelos nossos leitores, mas também pelos responsáveis da Sergio Bonelli Editore que assiduamente visitam o nosso blogue.

Esboço de Tex a cavalo por Alexander Vachkov-Sash

Desenho a lápis de Tex a cavalo por Alexander Vachkov-Sash

Desenho finalizado de Tex a cavalo por Alexander Vachkov-Sash

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