NOVO exclusivo MUNDIAL: DUAS páginas INÉDITAS da história (em produção) do regresso de YAMA

Por José Carlos Francisco

Depois de há apenas 24 horas o blogue português do Tex ter publicado, em rigoroso exclusivo mundial, os primeiros estudos de Yama, realizados por Fabio Civitelli, para a história escrita por Mauro Boselli e que trará o retorno do maquiavélico filho de Mefisto, hoje temos o grande privilégio e a enorme honra de em NOVO EXCLUSIVO MUNDIAL, publicarmos duas fantásticas páginas dessa tão aguardada história, páginas essas que são obviamente inéditas já que a história, cujo título será precisamente “Yama”, está actualmente a ser produzida (para a série mensal do Ranger) pela dupla Boselli & Civitelli.

Página inédita realizada por Fabio Civitelli para a história do regresso de Yama

A publicação destas duas páginas mostra a cada vez maior importância, prestígio e reconhecimento do blogue português do Tex junto da Sergio Bonelli Editore e dos autores do Ranger, pois foram, obviamente, autorizadas a serem divulgadas, em mais um grande feito que certamente causará furor junto de todos os fãs e coleccionadores de Tex espalhados pelo mundo e que diariamente nos visitam.

Página inédita realizada por Fabio Civitelli para a história do regresso de Yama

Trata-se das páginas 12 (com destaque para a presença da cartomante Myrian) e 20 e nelas poderemos ver a fantástica arte (cada vez melhor) do desenhador aretino, nesta que será seguramente uma verdadeira história de terror onde poderemos ver se a profecia de Mefisto se irá finalmente concretizar e desse modo Yama conseguirá vingar o pai: “Não haverá desejo que tu não possas realizar! Terás tudo que um homem pode querer, mas deverás antes de tudo empunhar a chama vermelha da vingança!”.

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EXCLUSIVO MUNDIAL: Os primeiros estudos de Yama realizados por Fabio CIVITELLI

Por José Carlos Francisco

Da cartomante Myrian, Steve Dickart, aliás Mefisto, teve um filho de nome Blacky.
Através de uma esfera de cristal da mãe, este consegue falar com o pai, que está para morrer sepultado vivo num subterrâneo, e aceita em herança os enormes poderes que o velho necromante lhe transmite, em troca da promessa de vingá-lo.
A partir daquele momento, Blacky adopta o nome de Yama e inicia a perseguição a Tex Willer e seus pards, ora recorrendo à ajuda dos adeptos do voodoo, ora aliando-se com os descendentes dos Aztecas e dos Maias.

Não obstante o apoio das potências infernais, Yama não consegue levar a termo a sua missão, traindo as expectativas do fanático Mefisto. Repudiado pelo seu próprio pai, Blacky torna a viver com a mãe e juntos retomam a sua melancólica vida de saltimbancos.

Mas esse modo de viver está para mudar, pois Yama está prestes a retornar, mais forte do que nunca (verdadeiramente maléfico) e pronto para dar muito trabalho ao nosso Ranger, pois a história do retorno de Yama já está a ser escrita por Mauro Boselli e inclusive desenhada por Fabio Civitelli, história essa que está a ser delineada segundo os cânones clássicos deste tipo de histórias, com Tex e pards que deverão enfrentar diversos desafios no caminho que os portará ao covil de Yama, que deverá encontrar-se num local inacessível e pitoresco, com servos de alguma forma isóticos.

Estudos de Yama realizados por Fabio CIVITELLI em Novembro de 2013

E prova desse tão aguardado retorno do filho de Mefisto, o blogue português do Tex divulga em rigoroso EXCLUSIVO MUNDIAL, os primeiros estudos de Yama realizados, em Novembro e Dezembro de 2013, por Fabio CIVITELLI, estudos esses que foram de imediato alvo de grande admiração e elogios por parte de Mauro Boselli, actual responsável-mor por Tex na Itália, que já está inclusive a pensar numa futura história com o regresso de Mefisto e que deseja que seja também desenhada por Fabio Civitelli!

Estudos de Yama realizados por Fabio CIVITELLI em Dezembro de 2013

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As críticas do Marinho: “Tex Gigante 28 – Os Pioneiros”

Por Mário João Marques

O que é para cada um de nós uma boa aventura? Quais os critérios que utilizamos para caracterizar uma boa aventura? Naturalmente subjectivos, dependendo da sensibilidade de cada leitor e certamente com importância e graus diferentes. Mesmo assim, estou certo que a grande maioria dos leitores dará relevo e privilegiará um argumento que prenda permanentemente a atenção (mesmo que a ideia não seja original), uma história plena, rica de personagens, capacidade dramática, servida por um desenho detalhado e dinâmico, que nos detenha nos enquadramentos, que nos deixe sem fôlego perante determinadas sequências e que mantenha o mesmo nível ao longo de todas as páginas. Enfim, uma história que nos fique na memória e possa ser recordada pelas melhores razões. Pois bem, a ser assim, Os Pioneiros, assinado por Boselli e Venturi, cumpre com os requisitos.
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Se dúvidas houvesse sobre a real capacidade de Boselli em conferir uma espessura dramática às aventuras texianas, esta aventura vem colocar mais uma pedra no edifício grandioso de aventuras que o autor tem vindo a assinar para o Ranger. Não me canso de dizer, Boselli não é o autor bonelliano puro, mas é o autor que soube modernizar a personagem sem a desvirtuar, conferindo uma intensidade nos enredos, plenos de situações ímpares e de personagens plenas..


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Em perseguição de um grupo de traficantes, que vendem armas aos Piutes de Corvo Vermelho, Tex e os seus pards descobrem que uma caravana de pioneiros encontra-se pelas mesmas paragens e que está ameaçada por um eminente ataque desta tribo de índios. Guiada por um velho amigo de Tex, na caravana segue anonimamente um grupo de assaltantes que leva consigo dinheiro de um recente roubo. O que exalta a cobiça de Randy Lockhart que, aliado aos Piutes, pretende apoderar-se deste dinheiro. Estão reunidas as condições para um eminente ataque à caravana, cenário onde Tex e os seus pards se vão juntar, num verdadeiro hino à coragem em luta contra a feroz determinação dos Piutes e do bando de Lockhart.
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Os Pioneiros apresenta um oeste dramático, mas um oeste verídico, um oeste onde uns, em busca de melhores oportunidades, e outros para dar outro sentido às suas vidas, partiam rumo a paragens distantes, percorrendo caminhos inóspitos, enfrentando a força da natureza, mas sobretudo arriscando permanentemente a sua vida e dos seus familiares. Um oeste que Boselli capta na sua essência, na sua espessura dramática, não se coibindo de sublinhar as grandes linhas da série. Terreno fértil para o autor fazer aquilo que melhor sabe, diálogos ricos, personagens dramáticas, várias tramas que se interligam na perfeição, capazes de desenvolver a grande nível uma aventura que explora uma faceta romântica e clássica do velho oeste. Uma aventura onde um grupo de homens, em busca de um novo início, agarra-se a uma esperança que, apesar de presente, teima em ser alcançada.
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Depois de Galep, Ticci e mais recentemente Civitelli, Andrea Venturi é outro nome do staff texiano convidado para desenhar um Gigante. Já por aqui passaram nomes grandes da banda desenhada, alguns fora do contexto normal da série (Kubert, Magnus, Buzelli, Wilson), outros aqui chegados rumaram directamente para o staff de desenhadores texianos, em virtude das boas provas prestadas (Mastantuono, Ortiz, Frisenda, Filippucci), mas a tendência dos últimos tempos parece ser esta, a de aproveitar a prata da casa para compor uma obra que, pelas suas mais de duzentas páginas, requer muito tempo e dedicação.
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E este parece ser um dos adjectivos mais adequados e que melhor caracteriza o trabalho de Venturi nesta aventura, porque se nota em cada página a grande capacidade artística do autor de Bolonha, o pormenor e o detalhe conferido, sobretudo um cuidado que revela a humildade própria da sua personalidade e que recentemente tivemos ocasião de testemunhar numa visita do autor a Portugal. A prestação de Venturi revela o respeito e a honra com que assumiu este empreendimento, que o autor fez questão de sublinhar, ao afirmar sentir um enorme prestígio em ter sido convidado para este trabalho. Venturi desenhou com amor e paixão, para Sergio, para Boselli, para todos os leitores. Por isso o resultado é grandioso e se o estado de espírito contribui e influencia de sobremaneira um trabalho, I Pionieri (título italiano) reflecte o melhor que o autor quis transmitir.
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Venturi assume a sua influência ticciana, não somente pela construção do seu Tex, a sua fisionomia e as suas expressões faciais, mas também e talvez mesmo sobretudo na atitude que confere à personagem. Este Tex de Venturi, como o Tex de Ticci, é um cow-boy imponente e maduro, na plenitude dos seus recursos, altivo, capaz de captar a atenção de todos os que o rodeiam com um simples olhar, com uma simples expressão corporal. O Tex de Venturi está na plenitude dos seus recursos, que a maturidade de anos de luta e combate pela justiça foram conferindo.
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Por isso, o sucesso desta aventura vem muito do desenhador, um artista que, perante os leitores, tem vindo a ultrapassar com distinção todos os desafios propostos. Estreando-se em Dylan Dog com a aventura Johnny Freak, Venturi ficou desde logo na retina dos leitores, compondo aquela que é considerada como uma das maiores aventuras do detective do oculto, passando depois a capista de Mágico Vento, com tantas e boas provas dadas, até chegar a Tex e convencer logo nos primeiros traços.
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