
Portugal – Edições da Mythos Editora à venda em Junho
Relação das revistas da Mythos Editora, distribuídas em Portugal, pela VASP – Distribuidora de Publicações Lda, para o mês de JUNHO de 2014:
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TEX 497
Encontro em Deadwood
Texto: Mauro Boselli – Desenhos: Alfonso Font
História originalmente publicada em Tex italiano 595
Tex, Carson e Kit estão implicados numa misteriosa história de crimes aparentemente ligados ao homicídio de Wild Bill Hickok, ocorrido anos antes em Deadwood. Em Phoenix, durante uma peça teatral de Buffalo Bill Cody, um dos actores, Deadwood Dick, é assassinado em cena. Enquanto isso, Carson frustra o ataque a um pequeno rancho e recolhe a confissão de um moribundo. Ao se lançarem na pista de Luke Harrigan, cúmplice da emboscada a Deadwood Dick, os três parceiros começam a perceber que uma estranha personagem segue a mesma trilha que eles e, chegando sempre na frente, está eliminando os malfeitores e deixando como marca registada uma carta de baralho. Enquanto não identificam esse justiceiro, eles se dirigem a Deadwood, onde todos os sobreviventes vão se encontrar e todas as perguntas serão, finalmente, respondidas.
3,40€
TEX COLEÇÃO 289
Um Contra Todos
Texto: G. Nolitta – Desenhos: E. Nicolò
História originalmente publicada em Tex italiano 237
Investigando em Elk City o desaparecimento de um colega Ranger, Tex, sob o falso nome de Ted Hawkins, localiza e destrói o bando dos irmãos Alan e Max Rigbi, que roubavam os carregamentos de prata da Mineradora Central. Mas ele vai continuar na cidade para descobrir quem são os traficantes de bebida que viciam os índios da região com seu veneno…
3,40€
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TEX EDIÇÃO HISTÓRICA 85
O Ídolo de Esmeralda
Texto: G. L. Bonelli – Desenhos: F. Fusco
História originalmente publicada em Tex italiano 168 e 169
Tex e Jack Tigre descobrem que o feiticeiro de uma tribo hualpai sacrifica jovens mulheres indígenas em rituais macabros. Enquanto Tigre volta à reserva navajo para trazer mais guerreiros para ajudá-los, Tex penetra na aldeia hualpai e liberta algumas prisioneiras. Porém, o sanguinário feiticeiro descobre-os no alto de um penhasco e a vida de nosso herói fica por um fio. E mais: entrevista com Gianfranco Manfredi e matéria inédita de Júlio Schneider.
8,00€
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TEX ANUAL 14
A Lei de Starker
Texto: Tito Faraci – Desenhos: Miguel Angel Repetto
História originalmente publicada em Maxi Tex italiano 16
Os cidadãos de Blackfalls respeitam e temem o xerife Starker. Ele aplica a Lei… a sua Lei. Um laço que pende dia e noite de uma trave na rua principal lembra o que acontece com quem ousa quebrar as regras. Mas quando Tex chega à cidade, nos rastos de um bandido, logo sente cheiro de queimado. Assim, nosso herói começa a perguntar e investigar, mesmo contra a vontade de todos os cidadãos, até o acerto de contas final, quando surgirá uma verdade surpreendente e amarga. Uma trepidante aventura com 324 páginas.
10,00€
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TEX EDIÇÃO ESPECIAL COLORIDA 2
Os Bandidos da Neblina
Texto: Pasquale Ruju – Desenhos: Ugolino Cossu
História originalmente publicada em Color Tex italiano 2
Com a ajuda de Gros-Jean, Tex e Carson prendem o astuto contrabandista Samuel Chance, em território canadense, e pretendem escoltá-lo até os Estados Unidos, para que seja julgado. Para isso, deverão atravessar o lago Okanagan, na Colúmbia Britânica, a cerca de cento e sessenta quilómetros da fronteira. E é naquele lugar que os dois parceiros terão de enfrentar uma lenda obscura que aterroriza os caçadores índios, além da ferocidade muito mais concreta de um homem chamado Uncle Bear, ou seja, Tio Urso.
10,00€
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TEX APRESENTA: ESPECIAL SERGIO BONELLI 1
El Muerto (Tex), Uma Nova Vida (Mister No) e A Porta do Medo (Zagor)
Textos: Guido Nolitta – Desenhos: Aurelio Galleppini, Roberto Diso e G. Ferri
História originalmente publicada em Almanacco Speciale Sergio Bonelli
Duas histórias completas de Tex e Zagor A CORES, e uma história inédita de Mister No escrita por Sergio Bonelli, com a despedida do herói amazónico antes de se aposentar. Além de matérias com electrizantes revelações sobre o grande editor Sergio Bonelli durante as suas viagens pelo mundo. E mais: conheça as divertidas histórias de Mister Bo, a personagem criada por Sergio Bonelli durante suas visitas à Amazónia. Uma edição maravilhosa, formato grande, papel especial e a cores. Sem dúvida, a mais bela edição Bonelli já feita no mundo. Não se atreva a perder!
17,00€
ZAGOR 150 (AGORA COM 192 PÁGINAS)
Mistério Intrincado. Texto: Burattini. Desenhos: Prisco
Gisele, a bela aventureira amiga de Zagor foi condenada à forca pela morte de um jogador num quarto de hotel. O Espírito da Machadinha, certo da inocência da jovem, sai à procura de provas para salvar o seu pescoço.
Corrida Contra o Carrasco. Texto: Burattini. Desenhos: Prisco
Zagor corre contra o tempo para deter a execução de Gisele, tentando levantar as provas de sua inocência enquanto aposta uma verdadeira corrida contra o carrasco. Em uma nova aventura, o major Wolf, comandante do Forte Fulton, pede ajuda ao Espírito da Machadinha para encontrar dois jovens brancos raptados pelos comanches.
Histórias originalmente publicadas em Zagor italiano 529 e 530
8,00€
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ZAGOR EXTRA 114 (AGORA COM 192 PÁGINAS)
Aventura no Peru e Perseguição em Cusco
Texto: Burattini. Desenhos: Prisco
Na estrada que vai de Callao a Lima, Zagor e Chico são atacados por um grupo de bandidos. Ao procurar um refúgio depois da emboscada, eles cruzam com Barranco, o aventureiro sem escrúpulos que pretende chegar a uma cidade sagrada dos incas escondida nos picos andinos. Para encontrá-la, o patife sequestra a bela Soledad, filha da curandeira Mama Jacinta. Enquanto isso, Dexter Green e Yambo descobrem informações importantes num antigo códice do Século 16, partem para Cusco. E é para lá que Zagor também vai, seguindo os rastos de Barranco.
Histórias originalmente publicadas em Zagor italiano 563 e 564
8,00€
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AVENTURAS DE UMA CRIMINÓLOGA 106 (AGORA COM 260 PÁGINAS)
Férias Forçadas. Texto: G. Berardi e Alberto Ghè. Desenhos: V. Piccioni
Três detentos aplicam um golpe excepcional. Após fugir durante a noite, com a cumplicidade de um dos guardas, eles limpam o cofre de um supermercado e depois voltam para as suas celas. Qual é sua motivação? Qual é o verdadeiro objectivo dos ladrões? Isso é algo que só a aguçada mente de Júlia pode descobrir.
A Tormenta. Texto: G. Berardi e L. Calza. Desenhos: Roberto Zaghi
Júlia envolve-se com o caso de Mark Fairbairn. Réu confesso do homicídio da esposa e do filho, Mark está sendo levado ao tribunal durante uma terrível tempestade de neve. E a natureza violenta oferece-lhe a ocasião de tomar nove pessoas como reféns, incluindo a criminóloga de Garden City.
Histórias originalmente publicadas em Júlia italiana 106 e 107
9,00€
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EXCLUSIVO MUNDIAL: As capas das LUXUOSAS edições de TEX EDIÇÃO GIGANTE EM CORES nº 2 e nº 3
Por José Carlos Francisco
Após termos divulgado a semana passada, em RIGOROSO EXCLUSIVO MUNDIAL, aqui mesmo no blogue português do Tex, a capa da LUXUOSA edição de TEX EDIÇÃO GIGANTE EM CORES nº 1, série que republicará, na mesma ordem em que saíram na Itália, as magníficas aventuras desta colecção interpretada por grandes Mestres da 9ª Arte, agora totalmente a cores, com 240 páginas, formato grande e CAPA DURA, onde para além de um novo texto, cada edição vai trazer também matérias inéditas, hoje damos a conhecer, também em NOVO EXCLUSIVO MUNDIAL, as capas das edições nº 2 e nº 3, edições previstas para Setembro e Novembro deste ano e cujas artes são da autoria de Alberto Giolitti (volume 2) e Aurelio Galleppini (volume3).
O segundo volume desta magnífica colecção trará a fabulosa história “Terra sem lei“, com argumento e roteiro de Claudio Nizzi. Com o título original Terra senza legge, a história foi publicada originalmente em Itália no Tex Albo Speciale nº 2, em 1989, e no Brasil pela Mythos Editora em 1999.
Terra sem lei é um western clássico, caracterizado por um argumento despretensioso, sem outro objectivo que uma bela homenagem ao velho oeste: Tex e os seus companheiros têm por missão acabar com a actividade de um conjunto de malfeitores que dominam, a seu bel prazer, uma cidade.
Na 4ª capa deste segundo volume, a Mythos Editora publica o seguinte texto: “Um clássico! Assim deve ser definida a história TERRA SEM LEI. O roteirista Claudio Nizzi criou uma trama em que Tex tem que usar toda sua astúcia e ousadia para combater o patife de colarinho branco Paul Morrison e sua bela amante mexicana, Lola Chavez, que dominam a cidade de Safford, no Arizona, e fazem dela sua base para praticar assaltos em toda a região, com a ajuda de um bando de apaches. E não por acaso a arte é assinada por Alberto Giolitti, que faz o Tex mais durão, mais intenso e mais cinematográfico que já foi desenhado.
Por isso, seja você um veterano texiano ou um recém-chegado ao maravilhoso mundo de aventuras de Tex, você jamais esquecerá os quadrinhos esplêndidos desta obra-prima, nos quais a aventura é contada por meio do movimento dos homens e dos cavalos, da água no terreno que reflete a cena, ou ainda da terra levantada pelas patas dos cavalos. Tudo tão real que você vai pensar que está vendo tudo da sacada de um hotel de terceira categoria no escaldante Velho Oeste.“
Já o terceiro volume trará a aventura “A marca da serpente“. Com o título original Il segno del serpente, a história foi publicada em Itália no Tex Albo Speciale nº 3 em 1990 e no Brasil pela Editora Globo em 1993 e 1998, para mais tarde, mais precisamente em Abril de 2008, a Mythos Editora a publicar também, no nº 21 da série Tex Gigante.
Aquando de uma missão de patrulhamento numa zona fronteiriça com o México, um grupo de soldados depara-se com um estranho desenho – uma serpente de duas cabeças – e decide ir investigar, descobrindo as ruínas de uma antiga fortaleza. Ao regressarem ao forte para comunicarem a estranha ocorrência, deparam-se com um número infindável de serpentes, sendo todo o grupo morto, com excepção do soldado Morrison que consegue escapar, vindo a morrer mais tarde, não sem antes conseguir contar a ocorrência. A juntar aos recentes roubos que têm ocorrido em minas de cobre, o Coronel solicita a Tex e Carson que investiguem o que se passa, levando os Rangers a uma aventura que mistura alquimia, bruxaria, subterrâneos, monges, mexicanos, índios e a busca da célebre pedra filosofal, com a sempre prestimosa ajuda do já célebre Bruxo Mouro.
Você, caro leitor do blogue do Tex, não pode perder este maravilhosos lançamentos, pois trata-se de uma colecção luxuosa e sofisticada, em papel especial. A tiragem será reduzida, mas em número suficiente para ser distribuída nas principais bancas do Brasil, mas de modo a poder atender todos os interessados, inclusive de Portugal, a Mythos Editora disponibilizará no seu sítio Internet, esta magnífica colecção! Um tesouro que não pode faltar em nenhuma bibliotex.
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Tex “Il prigioniero di Yuma” (“O Prisioneiro de Yuma”): Entrevistas exclusivas com os autores Mauro BOSELLI & Alfonso FONT
ALERTA: As entrevistas que se seguem com Mauro BOSELLI & Alfonso FONT revelam algumas surpresas da história “Il prigioniero di Yuma” (Tex italiano nº 640, 641 e 642, de Fevereiro, Março e Abril de 2014), e a sua lida antes da publicação da revista no Brasil e Portugal pode tirar toda a graça, emoção e suspense que se cria com relação à aventura.
Entrevistas conduzidas por José Carlos Francisco, com a colaboração de Raffaele De Falco e Sandro Palma na formulação das perguntas, de Bira Dantas nas caricaturas e de Júlio Schneider (tradutor de Tex para o Brasil) e de Gianni Petino nas traduções e revisões.
MAURO BOSELLI
A vingança familiar é um tema recorrente na literatura aventurosa. De onde surgiu a ideia de abordar tal tema nesta aventura de Tex? Porque decidiu transformar em protagonista uma personagem que você havia inserido como coadjuvante numa BD de mais de cinco anos atrás? E quando surgiu a ideia de criar uma nova história centrada na família Rainey? Em suma, como nasceu a história O Prisioneiro de Yuma?
Mauro Boselli: Que diacho de pergunta, hein? 😉 Como se sabe, eu sempre escrevo mais de uma dúzia de histórias ao mesmo tempo, e não consigo recordar onde pesquei a ideia de todas elas! Geralmente elas me vêm da Sexta Dimensão! Em todo caso, há tempos eu pensava no retorno de Durango e do Kid, mas sinceramente não me recordo de quando eu soube que os dois eram irmãos! Eu deveria suspeitar, porque eles tinham alguma coisa em comum. Deve-se ter em mente uma coisa importante: é verdade que Durango estava ausente há pouco tempo, mas Kid Rodelo fazia parte da quadrilha de Jack Thunder, tinha e tem um carisma superior, e o seu retorno certamente era esperado. E ele ainda não nos deixou… vai ressurgir de modo inesperado!
A bela novidade desta história é que, pela primeira vez na série, assistimos ao retorno de duas personagens (Kid Rodelo estreou no Verão de 1999, o irmão Durango naquele de 2008) dos quais descobrimos uma insuspeitável relação familiar com um terceiro, a bela Molly Rainey, aliás, Dallas, que é uma criação nova. No futuro poderemos ver surgir novos irmãos ou irmãs que, com sua presença, garantam uma cativante espécie de continuidade de outras histórias do passado?
Mauro Boselli: Novos irmãos e irmãs? Eu diria que não. Esses são suficientes.
Sobre a caracterização dos três irmãos que compõem um triângulo emotivo e caracterial, quanto foi difícil administrar essa família com equilíbrio, evitando a predominância de um sobre os outros?
Mauro Boselli: Técnica narrativa serve como resposta?
Para a caracterização dos três irmãos, você inspirou-se em alguém, em particular?
Mauro Boselli: Não, é tudo fruto da fantasia.
A grande quantidade de chumbo que voa nos confrontos não poderia fazer a tensão do momento desviar para uma situação menos realística de ligeiro exagero?
Mauro Boselli: É Tex, não é a realidade! Por isso, há chumbo de monte, DEVE haver.
Numa história tão rica de situações e tons dramáticos, porque esse final com um Kid Rodelo (criminoso e assassino convicto) por demais conformado com a sua condição de invalidez e que mostra até uma veia humorística? Não é meio forçado?
Mauro Boselli: Tudo bem que foi percebido um tom mais leve, mas na minha visão foram só dois quadradinhos irónicos. Deve-se ter em mente que Kid é um durão e não podia começar a chorar. Na próxima história a sua incapacidade de administrar essa condição assumirá tons dramáticos. Mas aqui ele devia comportar-se de modo cool, como dizem os americanos, e nós também devíamos chegar logo ao inesperado final sem arrastar muito a narrativa.
A personagem de Molly, forçada a se desdobrar entre dois irmãos pistoleiros, não é uma santa, mas jamais transmite a ideia de ser uma maçã podre – e você sua até o fim para impedir que isso aconteça. Durante a leitura surge a impressão de que, dos três, é a única sacrificável e, no fim, ela é a que ainda tem nas mãos algumas cartas para jogar. A esta altura, fazer previsões sobre o que acontecerá em seguida, sem muita surpresa, é quase impossível, não?
Mauro Boselli: Eu gosto de Dallas, é uma personagem que recorda um pouco Dawn, outra mulher forte e esperta. Quem sabe, talvez elas se tornem amigas.
É evidente que há uma espera trepidante pelas duas continuações previstas para 2016. Porque você não passou a trilogia da família Rainey a um único desenhador? Font é bastante rápido e Bruzzo tem um estilo completamente diferente.
Mauro Boselli: A próxima história está realmente a ser desenhada pelo próprio Font e haverá uma ENORME surpresa, totalmente top secret. Quanto à segunda continuação, é só uma história vagamente ligada às outras, fala de outra coisa e será ambientada no PROFUNDÍSSIMO Grande Norte, onde Tex nunca esteve!
ALFONSO FONT
O roteiro de Mauro Boselli foi recebido na Itália com um consenso unânime. Estamos curiosos para saber das suas impressões sobre essa última história que, para nós, é quase uma obra-prima.
Alfonso Font: Mauro Boselli é um óptimo roteirista, realmente grande. É um homem inteligente e muito responsável em seu trabalho. Eu tive muita sorte quando o nosso querido Sergio Bonelli decidiu me juntar ao Mauro para que trabalhássemos juntos.
Você já havia desenhado o jovem Rodelo na história Tornado!, também escrita por Boselli. O que você sentiu ao voltar a desenhar uma personagem depois de mais de cinco anos, e vê-la passar de coadjuvante a protagonista?
Alfonso Font: É difícil de explicar. Eu gosto das minhas personagens, ainda que sejam vilões. Na história Tornado!, o jovem pistoleiro é Durango, e a sua aparência física – o rosto, o modo de se vestir, a personalidade – deu-me algumas horas de trabalho, até que cheguei a pensar “sim, este é Durango“. Reencontrá-lo depois de tanto tempo foi como reencontrar um velho conhecido. E, ainda que seja um assassino brutal, é difícil vê-lo morrer definitivamente.
Nas suas páginas as personagens movem-se alternando poses clássicas com outras modernas e elaboradas. É um estudo propositado na elaboração da página ou é um dom instintivo e natural?
Alfonso Font: Para desenhar um simples quadradinho eu preciso antes vê-lo na mente, fecho os olhos, imagino uma cena de filme. Desse modo, tudo depende do filme que se tem na cabeça naquele dia.
Nas histórias que escreve para você, Mauro Boselli sempre insere personagens femininas que, na série de Tex, costumam ser usadas com parcimónia. Certamente o mérito está no facto de que você é mestre em caracterizá-las graficamente. Como nasceu, desta vez, a graciosa Molly Rainey?
Alfonso Font: Mauro disse-me: “Desta vez deve ser uma mulher bonita, não como aquelas que você sempre fez. Entendeu?“. Mauro é durão.
Nesta história se vêem cenas de vários tipos: emboscadas, duelos, assaltos. Que cenários você mais gosta de desenhar, quais situações mais o divertem?
Alfonso Font: Eu não tenho preferências específicas. Quem sabe, eu poderia mencionar grandes paisagens, as montanhas cobertas de neve, as cidades com todas as casas de madeira, coisas assim. Eu sinto-me mais à vontade.
Os seus desenhos detalhados e seus exteriores nocturnos são fantásticos porque, além de nos fazer ver o escuro, também nos fazem sentir a atmosfera. Como você consegue? Qual é o truque?
Alfonso Font: O truque? Que truque, que nada! Não há truque algum. A única coisa que entra é o trabalho. Realmente eu gostaria de ter uma varinha mágica, mas…
Actualmente você está a trabalhar na sequência desta aventura, que terá uma ambientação nórdica. Quantas páginas você já fez e quando pensa em terminá-la?
Alfonso Font: Estamos quase a concluir a história completa. Isso se Mauro permitir, porque às vezes ele me surpreende com reviravoltas inesperadas.
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Tex “Il prigioniero di Yuma”: Interviste esclusive con gli autori Mauro BOSELLI e Alfonso FONT
Interviste condotte da José Carlos Francisco, con la collaborazione di Raffaele De Falco e Sandro Palmas per la formulazione delle domande , di Bira Dantas per la caricatura e di Júlio Schneider (traduttore di Tex per il Brasile) e Gianni Petino per le traduzioni e le revisioni.
MAURO BOSELLI
La vendetta familiare è un tema ricorrente nella letteratura avventurosa. Cosa ti ha spinto o ispirato nell’idea di affrontare il tema in questa avventura di Tex, e soprattutto come hai deciso di far diventare protagonista un personaggio che avevi inserito di supporto in una storia di oltre 5 anni fa? Insomma, come è nata la storia de Il prigioniero di Yuma e quando ti è venuta l’idea di creare una nuova storia tutta incentrata sulla famiglia Rainey?
Mauro Boselli: Che diavolo di domande, eh? 😉 Come si sa scrivo sempre più di una dozzina di storie contemporaneamente e non riesco a ricordarmi di tutte dove ho pescato l’idea! Di solito mi arriva dalla Sesta Dimensione! In ogni caso, da tempo pensavo al ritorno di Durango e del Kid, ma sinceramente non ricordo quando sono venuto a sapere che i due erano fratelli! Avrei dovuto sospettarlo, perché avevano qualcosa in comune… Dovete rammentare una cosa importante: è vero che Durango mancava da appena una manciata di anni, ma Kid Rodelo faceva parte della banda di Jack Thunder, aveva e ha un carisma superiore e il suo ritorno era sicuramente atteso. Inoltre, ancora non ci ha lasciato… Riapparirà col botto!
La bella novità di questa storia è che per la prima volta nella serie assistiamo al ritorno di ben due personaggi (Kid Rodelo è apparso per la prima volta nell’estate 1999, il fratello Durango nell’estate 2008) di cui scopriamo un’insospettabile relazione familiare con un terzo, la bella Molly Rainey, alias Dallas, che è nuova creazione. Possiamo aspettarci di veder comparire in futuro nuovi fratelli o sorelle che con la loro presenza assicurino una senz’altro avvincente forma di continuity con altre storie del passato?
Mauro Boselli: Nuovi fratelli e sorelle? Direi di no. Bastano questi.
Circa la caratterizzazione dei tre fratelli che compongono un triangolo emotivo e caratteriale, quanto è stato difficile gestirlo con equilibrio evitando la predominanza di uno sugli altri?
Mauro Boselli: Tecnica narrativa?
Per la caratterizzazione dei tre fratelli ti sei ispirato a qualcuno in particolare?
Mauro Boselli: No, solo fantasia.
La grande quantità di piombo che si vede volare negli scontri non potrebbe far scivolare il pathos del momento in una situazione meno realistica di leggera esagerazione?
Mauro Boselli: E’ Tex! Non la realtà. E quindi il piombo si spreca, si DEVE sprecare.
In una storia così ricca di situazioni e toni drammatici, perché questo finale con un Kid Rodelo (criminale e assassino convinto) fin troppo arrendevole verso la sua condizione di handicap e che sfoggia persino una vena umoristica? Non è un po’ forzato?
Mauro Boselli: Prendo atto che avete notato questo tono leggero, che per me è solo in due ironiche vignette. Ricordatevi che il Kid è un duro e non poteva certo mettersi a piangere. Nella storia seguente la sua incapacità a gestire la sua condizione assumerà toni drammatici. Ma qui doveva comportarsi in modo cool, come dicono gli americani, e poi dovevamo andare spediti verso l’inaspettato finale senza farla troppo lunga.
Il personaggio di Molly, costretta ad arrabattarsi tra due fratelli pistoleri, non è una santa, ma non dà mai l’idea di essere una mela marcia, difatti fatichi fino alla fine per impedire che lo diventi. Dei tre, nel corso della lettura, ci sembrava l’unica sacrificabile e invece alla fine è lei quella con delle carte in mano ancora da giocare. A questo punto, fare previsioni sullo sviluppo della storia, senza rimanerne spiazzati, è quasi impossibile, concordi?
Mauro Boselli: Dallas è un personaggio che mi piace, un po’ mi ricorda Dawn, altro character di donna forte e in gamba. Chissà, forse diventeranno amiche…
Sui due sequel, previsti entrambi per il 2016, c’è ovviamente una palpitante attesa. Perché non hai affidato la trilogia della famiglia Rainey a un unico disegnatore? Font, tra l’altro, è molto veloce e Bruzzo ha uno stile completamente diverso.
Mauro Boselli: La storia seguente infatti la sta disegnando lo stesso Font e ci sarà una GROSSA sorpresa, assolutamente Top Secret. Invece il cosiddetto secondo seguito è solo una storia collegata vagamente alle altre, parla di tutt’altro e si svolgerà nel PROFONDISSIMO Grande Nord, dove Tex finora non è mai stato!
ALFONSO FONT
La sceneggiatura di Mauro Boselli è stata salutata in Italia da unanimi consensi. Siamo curiosi di conoscere le sue personali impressioni su quest’ultima storia che rasenta per noi il capolavoro.
Alfonso Font: Mauro Boselli è un bravo sceneggiatore, davvero un grande sceneggiatore. È un uomo intelligente e molto responsabile nel suo lavoro. Io ho avuto una grande fortuna quando il nostro caro Sergio Bonelli ha deciso di riunire io e Mauro per lavorare insieme.
Lei aveva già disegnato il giovane Rodelo nella storia Tornado!, sempre scritta da Boselli. Cosa si prova a ridisegnare un personaggio dopo più di 5 anni e, da comparsa, ritrovarselo protagonista?
Alfonso Font: È difficile da spiegare. I miei personaggi, anche se sono dei cattivi, sono cari per me. Il giovane pistolero nella storia Tornado! è Durango, e il suo aspetto fisico – la faccia, il modo di vestire, la personalità – mi ha dato qualche ore di lavoro, finché pensai: “eccolo, questo è Durango“. Ritrovarlo di nuovo dopo tanto tempo è come ritrovare una vecchia conoscenza. E benché sia un bruto assassino, è duro vederlo morire definitivamente.
Nelle sue tavole i personaggi si muovono alternando pose classiche con altre moderne e ricercate. È uno studio fatto apposta nella costruzione della tavola o è una sua istintiva dote naturale?
Alfonso Font: Per disegnare una vignetta ho bisogno di vederla prima in mente, chiudendo gli occhi, immaginando una scena di un film. Così, spesso dipende dal cinema che hai nella testa quel giorno.
Mauro Boselli inserisce da sempre nelle storie che sceneggia per lei dei personaggi femminili che, nella serie di Tex, sono generalmente usati con parsimonia. Il merito sta sicuramente nel fatto che lei è maestro nel caratterizzarli graficamente. Come è nata, stavolta, la graziosa Molly Rainey?
Alfonso Font: Mauro mi ha detto: “questa volta deve essere una bella ragazza, non come quelle che fai sempre. Capito?“. È un duro, Mauro.
In questa storia si susseguono scene tra le più varie: agguati, duelli, rapine… quali scenari le piace di più disegnare, quali sono le situazioni che la divertono di più?
Alfonso Font: Non ho delle preferenze specifiche. Chissà, potrei dire quei grandi paesaggi, le montagne nevicate, le nuvole, le città con tutte le case in legno… Mi sento più a mio agio.
I suoi disegni particolareggiati e i suoi esterni notturni sono fantastici perché, oltre a farci vedere il buio, ci fanno anche sentire le atmosfere. Come ci riesce? Quale è il trucco?
Alfonso Font: Il trucco? Ma che trucco! Non c’è nessun trucco. L’unico che ci si può trovare è molto lavoro. Davvero mi piacerebbe avere una bacchetta magica, ma…
Lei è adesso al lavoro sul sequel di quest’avventura, che avrà un’ambientazione nordica. Può dirci quante tavole ha finora realizzato e quando conta di terminarla?
Alfonso Font: Ci troviamo prossimi a finire la storia completa. Questo se avremmo il permesso di Mauro, perché a volte mi sorprende con delle rivoluzioni inaspettate.
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