KIT WILLER, a série que nunca foi publicada

Por José Carlos Francisco*

O seu nome é Kit, Kit Willer. É apenas um rapaz, mas no momento da necessidade, sabe defender-se com a astúcia e habilidade dos mais experimentados “frontier-men”. De resto, como se diz, filho de peixe sabe nadar…
Porque Kit – que os índios chamam de Pequeno Falcão – é o digno filho de Tex, nascido do (infelizmente brevíssimo) matrimónio de Tex Willer com uma índia navajo, de nome Lilyth.

Desde a sua primeira aparição, a 22 de Maio de 1951, nas páginas 6 e 7 do número 1 da terceira série da Collana del Tex, nas vestes de um pequeno arqueiro (acertando em cheio no chapéu do “padrinho” Carson, de quem herda o nome) faz-se notar pela sua vivacidade e inteligência. Crescido entre os índios e tendo Tex e Jack Tigre como professores, Kit Willer torna-se um óptimo atirador, grande lançador do laço e do punhal, experiente seguidor de rastos, cavaleiro hábil (portentosas as suas acrobacias na sela do seu mustang Diablo) e discreto lutador.

Graficamente, como o conhecemos, Kit nasce a 8 de Janeiro de 1952, período em que na Itália estava em voga e faziam furor “os heróis jovens” (Capitão Miki, O Pequeno Xerife, Sciuscià, só para citar os nomes mais conhecidos) e por isso GianLuigi Bonelli pensa em enriquecer o contexto das histórias de Tex, também com fantásticas aventuras que narrassem as proezas heróicas de um rapaz prodígio.

Desse modo, crescia cada vez mais a importância do jovem Kit, tanto que seis anos depois, em 1958, o editor pensa em lançar uma nova série dedicada ao filho de Tex.

O próprio GianLuigi Bonelli escreveu os argumentos (para a arte de Francesco Gamba) dos primeiros quatro álbuns (no habitual formato striscia da época), que porém jamais foram publicados, porque a “moda” dos heróis jovens começou a enfraquecer e a própria figura de Kit passou a ser cada vez menos usada, aparecendo amiúde.

Mas conforme mostramos neste texto, a série dedicada a Kit Willer esteve mesmo para se tornar uma realidade, como facilmente o comprovam alguns storyboards, feitos com o punho de GianLuigi Bonelli, que reproduzimos aqui e que mostram, entre outras coisas, uma coincidência deveras interessante… o primeiro título da série de Kit Willer seria precisamente o mesmo do primeiro volume da actual e mais popular colecção italiana de Tex: “La mano rossa”…

Storyboards de G. L. Bonelli para a série Kit Willer que nunca foi publicada

* Texto de José Carlos Francisco publicado originalmente na Revista nº 14 do Clube Tex Portugal, de Junho de 2021.

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Espetacular composição de Águia da Noite a preto e branco, da autoria de Lucio Filippucci

Espetacular composição de Águia da Noite a preto e branco, da autoria de Lucio Filippucci

Belíssima ilustração, de Lucio Filippucci, a preto e branco que representa Tex Willer (na mão direita segura uma longa pena sagrada, enquanto com o braço esquerdo apoia a sua espingarda Winchester) na sua identidade como Águia da Noite (Aquila della Notte), o chefe honorário e agente indígena dos Navajos. À sua frente sobressai a figura imponente de um urso-cinzento em pleno rugido, reforçando a ligação com a fauna americana. Acima da sua cabeça voa uma águia de asas abertas sob a lua cheia. Em segundo plano, à esquerda e à direita, observam-se guerreiros nativos em posição de vigília.

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Em Tex nada é deixado ao acaso! Com ou sem chapéu (por Stefano Andreucci em Speciale Tex Willer #2: Un uomo tranquillo)

Speciale Tex Willer #2: Un uomo tranquillo
Antes e depois.

Stefano Andreuccinão tinha pensado em colocar chapéus na cabeça dos jovens que de outra forma teriam pelo menos contraído uma insolação, então Mauro Boselli fez-lhe essa observação… e Andreucci corrigiu de pronto.
Em Tex nada é deixado ao acaso.

Inicialmente, no roteiro, não estava previsto o uso de chapéus pelos jovens.
Logicamente, sendo o Texas uma “região” bastante ensolarada, o chapéu era um acessório indispensável.
Não tínhamos pensado nisso, nem eu (Stefano Andreucci) nem o escritor desta bela história (Roberto Recchioni).
A atenção aos detalhes de Mauro Boselli não deixa nada ao acaso e faz com que tudo seja decididamente credível.

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O famoso ranger Tex Willer na Arte de Pasquale Del Vecchio

O famoso ranger Tex Willer na Arte de Pasquale Del Vecchio

Esta bela ilustração, acima, da autoria de Pasquale Del Vecchio, mostra o famoso ranger Tex Willer, acompanhado pelo seu fiel cavalo, Dinamite, que traja a sua inconfundível camisa amarela, o lenço preto atado ao pescoço, calças de ganga e o chapéu de cowboy, com um plano de fundo árido que reflete na perfeição as paisagens desérticas do Velho Oeste americano, onde decorrem a maioria das suas aventuras

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Alguns dos desenhos feitos, neste fim de semana, por Lucio Filippucci no Modena Nerd

Lucio Filippucci esteve no Modena Nerd

Lucio Filippucci no Modena Nerd

O renomado desenhador italiano de Martin Mystère e Tex (da Sergio Bonelli Editore) participou na edição do Modena Nerd realizada neste fim de semana de 5 e 6 de Setembro de 2026

Filippucci foi o responsável pela criação do manifesto oficial do evento. Durante a convenção, ele esteve presente no stand da Dada Editore para conviver com o público, assinar obras e disponibilizar uma litografia oficial e limitada do cartaz do evento.

O Modena Nerd é um dos festivais mais populares de cultura pop, banda desenhada (comics), videojogos e cosplay de Itália. O evento é organizado anualmente pela BolognaFiere e realiza-se no centro de exposições ModenaFiere, na cidade de Modena, reunindo centenas de autores, ilustradores e argumentistas italianos e internacionais.

É o local onde os fãs podem interagir diretamente com os criadores de grandes obras (como os universos da Marvel, DC Comics e a italiana Sergio Bonelli Editore), pedir autógrafos, comprar esboços originais e participar em workshops criativos e são precisamente alguns dos desenhos, devidamente autografados, que Lucio Filippucci fez neste fim de semana, que damos a conhecer de seguida:

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