Nesta nova ilustração da autoria de Claudio Villa, vemos Kit Carson, Tex Willer e o Casaca Vermelha Wilding, sob ataque dos índios Pés-Pretos comandados por Lontra Amarela, nas proximidades do Rio das Almas, Canadá, ataque esse que feriu o sargento canadiano do Forte Mac Leod, mas para sua sorte, Tex apressa-se a tirar do seu corpo a flecha que o tinha atingido.
DesenhoINÉDITO no Brasil e inspirado na história “Morte sul fiume”, de C. Nizzi e F. Fusco (Tex italiano #343 a #346).
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Colecção Histórica (de Tex) a Cores recomeça com o número 240
Após os trinta volumes de Tex Gold, a Colecção Histórica a Cores dedicada ao Ranger recomeçou, em Itália, nesta quinta-feira, precisamente de onde se tinha interrompido anteriormente a primeira e histórica colecção agregada ao quotidiano “La Repubblica” e ao semanário “L’espresso”.
Moreno Burattini e a Collezione Storica a Colori nº 240
Nesta quinta-feira, dia 2 de Outubro e após três anos (e depois das colecções paralelas “Tex Speciale” e “Tex Gold”, esta última concluída a semana passada), a verdadeira “Collezione Storica” recomeçou a sua corrida com o ducentésimo quadragésimo volume (“Caccia ai disertori” com um preço de venda de 6,90 Euros, mais o preço do quotidiano), apresentando – através das páginas de um total de 17 volumes, disponíveis como habitualmente numa cadência semanal – as mais recentes histórias de Águia da Noite e dos seus pards. Uma corrida que, como aquela do herói criado por Gianluigi Bonelli e Aurelio Galleppini, parece não ter fim!
Collezione Storica a Colori nº 240
Trata-se de uma proposta semanal iniciada no longínquo mês de Fevereiro de 2007 e que obteve um sucesso entusiasmante que permitiu aos leitores italianos desfrutar, no espaço de apenas quatro anos e meio, de toda a carreira do Ranger mais famoso e mais duradouro do mundo da banda desenhada, pela primeira vez a cores numa longa maratona interrompida no o ducentésimo trigésimo nono volume publicado a 25 de Agosto de 2011.
Era suposto ser apenas um “experiência” limitada a 50 números e que, em vez disso, motivada por um sucesso tão extraordinário quanto imprevisível, tornou-se um “encontro semanal” mais ou menos obrigatório para dezenas de milhares de leitores…
A colecção que reeditou todas as histórias da série principal de Tex marcou a introdução triunfal da cor no universo do nosso Ranger, uma “entrada” que, em doses assim maciças, nunca se tinha visto antes. Não foi fácil, para muitos leitores conseguirem completar com sucesso a série inteira, fosse pelo compromisso financeiro que a empreitada requereu, fosse para a obrigação de encontrar na própria habitação, um espaço suficiente para acolher uma espécie de “montanha de papel”. Mas, a oportunidade era realmente imperdível – mesmo única – e, profissionalmente, a Sergio Bonelli Editore não podia deixá-la fugir tal como os números finais (e oficiais) o provaram.
A Colecção Histórica (de Tex) a Cores prossegue por mais 17 volumes
A “Collezione Storica a Colori” ao longo dos seus 239 volumes vendeu um total astronómico de27 MILHÕES de exemplares, o que deu uma média incrível de pouco menos de 113 MIL cópias vendidas a cada semana (a um custo unitário de 6,90€) e um facturamento incrível de 186 MILHÕES e 300 MIL EUROS.
Perante estes números elevados compreende-se hoje porque a colecção prossegue novamente a partir do número 240, com a habitual capa inédita de Claudio Villa, republicando a série regular do Ranger até à publicação de Tex nº 644 lançada em Junho de 2014 e que traz a conclusão da aventura “L’indomabile” da dupla Mauro Boselli e José Ortiz.
Tex retorna a cores na Itália com a edição nº 240
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Por José Carlos Francisco (texto e fotos) e Orlando Santos Silva (fotos)
Pasquale Del Vecchio e José Carlos Francisco tendo por trás a Câmara Municipal de Anadia
A Bairrada é uma região situada na Beira Litoral, em Portugal, que compreende os concelhos de Mealhada, Anadia, Cantanhede, Águeda e Oliveira do Bairro, caracterizando-se essencialmente pela forte produção vitivinícola, sob a denominação Bairrada e sendo também considerada Região Demarcada, bem como pelo afamado Leitão Assado à Bairrada.
Pasquale Del Vecchio, Andreia Sofia e José Carlos Francisco na Praça Visconde de Seabra em Anadia
E foram pelos caminhos da Bairrada que o afamado desenhador italiano de Tex, Pasquale Del Vecchio de seu nome, passeou nos passados dias 15 e 16 de Agosto de 2014 na companhia dos seus pards José Carlos Francisco e Orlando Santos Silva (ambos acompanhados das suas esposas e filhas do primeiro), antes da inauguração oficial da 1ª Mostra do Clube Tex Portugal.
Pasquale Del Vecchio e José Carlos Francisco na Praça Visconde de Seabra em Anadia
A oportunidade de dar a conhecer um pouco da região Bairradina a Pasquale Del Vecchio prendeu-se com o facto do desenhador italiano ter ficado hospedado na Malaposta, QG de Tex em Portugal. O passeio começou precisamente pela capital da Bairrada, Anadia, uma cidade portuguesa pertencente ao Distrito de Aveiro, região Centro e sub-região do Baixo Vouga, com cerca de 3.034 habitantes. A cidade de Anadia está inserida na freguesia de Arcos. Lugares desta freguesia: Anadia, Arcos, Famalicão e Malaposta. Anadia é ainda sede de um município com 216,64 km² de área e 31 422 habitantes.
Pasquale Del Vecchio no Museu do Vinho Bairrada
Tradição ou lenda refere que o seu topónimo proviria de Ana Dias, proprietária de extensa vinha na periferia da povoação. O vinho produzido, de óptima qualidade, era por ela vendido junto da estrada de Coimbra, o que lhe granjeara tal fama, que o seu nome ficaria ligado a esta terra para sempre: Ana Dias, Ana Dia, Anadia.
Ana Beatriz, Nazaré Pereira, Pasquale Del vecchio e José Carlos Francisco no Museu benfiquista de Nazaré Pereira
Aproveitando a presença de Pasquale Del Vecchio em Anadia, a visita ao Museu Benfiquista da mãe de José Carlos Francisco, a dona Maria Nazaré Pereira era ponto de paragem obrigatório. Toda a família é benfiquista, mas o fervor e a paixão de Nazaré Pereira pelo Benfica, Clube único de entre os demais, nobre na fundação, percurso e filosofia, aberto a todas as almas, indiferente à pobreza ou à riqueza é tão grande, grande demais para caber apenas no seu coração que ao longo dos anos foi juntando uma panóplia dos mais diversificados adereços benfiquistas a ponto de hoje em dia ter um verdadeiro Museu Benfiquista na Bairrada.
Pasquale Del Vecchio e Andreia Sofia na Cruz Alta
Seguiu-se uma visita ao Miradouro da Cruz Alta, o ponto mais alto da Serra do Buçaco, onde a montanha atinge uma altitude de 547 metros, a partir da qual se inicia a inclinada vertente para o Luso. É pois um local priviligiado para apreciar a paisagem do Buçaco. As vistas a partir deste local são deslumbrantes, como bem atestou Pasquale Del Vecchio, avistando-se desde o Oceano Atlântico (a Oeste) à Serra da Estrela (Sudeste), passando pela Serra do Caramulo (Nordeste).
Pasquale Del Vecchio e José Carlos Francisco no Miradouro da Cruz Alta
E logo ao pé, do Miradouro da Cruz Alta, o manto verde da Mata Nacional do Buçaco, também foi visita obrigatória, sobretudo ao fantástico Palace Hotel do Bussaco, situado precisamente no interior da Mata Nacional do Bussaco, um hotel de 5 estrelas que é considerado como o último legado dos reis de Portugal constituido por um conjunto arquitectónico, botânico e paisagístico único na Europa e categorizado inclusive como um dos mais belos e históricos hotéis do mundo.
Pasquale Del Vecchio e José Carlos Francisco com o majestoso Palace Hotel do Bussaco ao fundo
A afamada Estância Termal da Curia (a Curia deve a sua existência às propriedades curativas das suas famosas águas. Já no tempo dos Romanos a qualidade da água da Curia era conhecida e, para eles, a Curia era Aquae Curiva – água que cura), localizada em pleno coração da Bairrada vitivinícola, também foi alvo de um passeio nocturno que muito agradou o autor italiano.
Pasquale Del Vecchio, Ana Beatriz e José Carlos Francisco nos deslumbrantes jardins do Palace Hotel do Bussaco
“AQUAE CURIVA” era o nome conhecido ao tempo da ocupação da Península pelos romanos, que conheciam as nascentes e as exploravam. Do topónimo “CURIVA” adveio o nome da actual povoação, a CURIA, uma das mais antigas e afamadas estâncias hidrológicas portuguesas. Durante séculos, as termas viveram no esquecimento, até que em 1900 foi fundada a Sociedade das Águas da Curia, por iniciativa de Albano Coutinho.
Pasquale Del Vecchio e o magnífico Palace Hotel do Bussaco
As termas da Curia, hoje em dia, oferecem ao Aquista a tradição termal unida ao conforto e à tecnologia moderna, usada no novo edifício termal, que ficou concluído em 1993. Assim, as Termas da Curia satisfazem as exigências do aquista durante todo o ano, tanto para uma cura termal como para férias relaxantes.
Pasquale Del Vecchio e a fachada do Palace Hotel do Bussaco
A Curia é então hoje uma moderna estância de saúde que oferece ao aquista um avançado complexo termal com tratamentos especializados para combater doenças metabólico-endócrinas, cálculos renais e infecções urinárias, hipertensão arterial, doenças reumáticas e músculo-esqueléticas, programas de recuperação de forma física, reabilitação, fisioterapia correctiva e dietas de emagrecimento.
Pasquale Del Vecchio, Fátima, Ana Beatriz, Andreia Sofia, Filipa e José Carlos Francisco num passeio nocturno pela Curia
Com génese nas águas termais descobertas então há muito pelos Romanos, a Curia é constituída de uma verdadeira mancha verde ímpar, propõe-nos um despertar para os verdadeiros sentidos da vida: regressamos ao nostálgico ambiente dos dourados anos 20 e mergulhamos na arquitectura “Belle Époque” e “Arte Nova”.
Orlando Santos Silva, Pasquale Del Vecchio e José Carlos Francisco numa pausa nocturna na Curia
Apreciamos os gigantescos plátanos, respiramos o ar perfumado por calmas tileiras, passeamos pelos belos jardins e pelo frondoso Parque das Termas e deixamo-nos deambular pelos pitorescos caminhos por entre vinhedos, mas, acima de tudo, sentimos o raro prazer de viver um sentimento de liberdade e de espaço onde os únicos limites são a imensidão do verde das árvores e infinito azul do céu.
Pasquale Del Vecchio na Curia ladeado pelas suas fãs portuguesas
Local paradisíaco onde Tex seria muito bem vindo e certamente ficaria agradado com este passeio na companhia de Del Vecchio. Caminhos curiosamente percorridos já anteriormente por Fabio Civitelli, Andrea Venturi e inclusive pelo editor Dorival Vitor Lopes aquando das respectivas passagens pela portuguesa Região Bairradina…
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Hoje no blogue português do Tex propomo-vos ouvir Os Monarcas, um conjunto de música regionalista gaúcha, dono de uma das carreiras de maior longevidade da música regional do Estado do Rio Grande do Sul, no Brasil, com a sua famosa melodia “Canção para um peão solito” numa vídeo-montagem com belíssimas imagens do grande sucesso dos fumetti italianos Tex Willer, numa iniciativa levada a cabo pelo pard Celso Zamarchi Cenci, num tributo aos texianos portugueses como se poderá ver na parte final do vídeo que apresentamos então de seguida:
Finalizamos este post deixando a letra da melodia:
Canção para um peão solito Os Monarcas
O vento forte vem trazer recados
Nos alambrados ressonando anseios
Onde mateio a minha saudade
E a longa idade me afrouxa os arreios
O tempo corre ao redor do rancho
Pelos verões me assoleando a vida
Vou revelando meus cabelos brancos
E sigo aos trancos refazendo lidas
(Um dia eu sei vou mudar de rumo
E o rancho velho vai virar tapera
Quem sabe um dia voltarei no vento
Ou nas manhãs de alguma primavera
Um dia eu sei vou mudar de rumo
E o rancho velho vai virar tapera
Quem sabe um dia voltarei no vento
Ou nas manhãs de alguma primavera)
Não tive amores que me dessem frutos
O tempo curto mal dava pras lidas
Vi o piazedo na ilusão dos mates
Só eram sonhos pra enfeitar a vida
Não tive netos prá escutar meus causos
Não fiz pandorgas nem laços de imbira
A noite vira retrechando o tempo
São meus lamentos que a morte não tira
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