A criação do “CLUBE TEX PORTUGAL“ ocorreu aquando da presença de Andrea Venturi no 18º Salão Internacional de Banda Desenhada de Viseu, em Portugal, mais precisamente durante a Tertúlia Texiana realizada ao final do dia 10 de Agosto de 2013 num restaurante situado no interior da Feira de São Mateus e que contou, obviamente, com a presença do próprio Andrea Venturi, autor de Tex convidado pela organização do evento e que desse modo se tornou padrinho do Clube.
Como já por diversas vezes foi referido, trata-se de uma iniciativa destinadas aosfãs e coleccionadores de Tex Willer residentes em Portugal, excepção feita aos sócios honorários, e que visa um maior convívio não somente entre os admiradores do Ranger, mas também, entre outras coisas, proporcionar a vinda a Portugal e consequente convívio com autores de Tex que se mostrem disponíveis para se deslocarem ao nosso país e também uma publicação periódica autorizada pela Sergio Bonelli Editore e destinada em exclusivo aos sócios do oficial CLUBE TEX PORTUGAL.
Publicação essa dirigida por Mário João Marques, o director da revista e que ainda este mês irá para a gráfica, já que se encontra a ser paginada pelo sócio Jorge Machado-Dias, autor e editor de banda desenhada, para além de ser também o director do BDJornal. Trata-se de uma edição feita por sócios do Clube Tex Portugal e destinada em exclusivo aos sócios, já que cada sócio do Clube (com as quotas em dia, excepção feita aos sócios honorários) terá direito a um exemplar totalmente grátis e de modo a tornar a revista mais cobiçada e valiosa pelos amantes do Ranger cada sócio só poderá comprar um segundo exemplar. Os sócios menores, isentos do pagamento de quotas, somente poderão adquirir um exemplar, a preço de custo, tendo em conta que não pagam quotas.
A revista do Clube Tex Portugal, devidamente autorizada pela Sergio Bonelli Editore, e cuja periodicidade está ainda a ser estudada, já que pode ser anual ou semestral, terá um formato A4, conterá 32 páginas a cores, não invalidando que tenha imagens a preto e branco, como é apanágio numa série como Tex e será agrafada, à semelhança do que acontece com as revistas “Les Amis d’Hergé” ou “Les Amis de Jacobs” e neste primeiro número terá uma CAPA INÉDITAeEXCLUSIVA feita PROPOSITADAMENTE porANDREA VENTURI.
Apesar do blogue português do Tex já ter a ilustração, colorida manualmente pelo próprio desenhador italiano, a Sergio Bonelli Editore pediu para não a divulgarmos ainda já que a própria SBE quer fazer muito brevemente a divulgação na página oficial de Tex no Facebook, dando-a a conhecer em estreia mundial, o que demonstra bem a importância que a própria editora de Tex dá a este projecto editorial do Clube Tex Portugal.
Para finalizar recordamos que as inscrições para sócio do CLUBE TEX PORTUGAL podem ser efectuadas via e-mail para José Carlos Francisco, com o pagamento de uma jóia de inscrição (que será de € 5,00) acrescido do pagamento da quota (€ 2,00 é o valor da quota mensal) desse mesmo mês. Menores de 18 anos estão isentos do pagamento de quotas e todos os associados terão um cartão oficial do CLUBE TEX PORTUGAL devidamente numerado e personalizado assim como um pin exclusivo do Clube!
Para tomar conhecimento de todos os sócios do Clube e tomar conhecimento dos Estatutos, clique AQUI!
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Tex apresenta Especial Sergio Bonelli Guido Nolitta (argumento) Aurelio Galleppini (desenho em Tex: El Muerto) Roberto Diso (desenho em Mister No: Uma Nova Vida) Gallieno Ferri (desenho em Zagor: A Porta do Medo) Fabio Celoni (desenho em Mister BO) Mythos Editora
Brasil, Agosto de 2013
160 x 210 mm, 340 p., pb/cor, brochada
R$ 39,90 / 17,00 €
Está finalmente disponível nas bancas portuguesas este Tex apresenta: Especial Sergio Bonelli apesar de inicialmente ter sido anunciado para Junho último. As razões para tão grande atraso, como diria Panoramix, só são transmitidas da boca da distribuidora para o ouvido da distribuidora – ou talvez nem sequer assim…
Independentemente disso, os portugueses podem finalmente conhecer a edição com que a Mythos Editora decidiu homenagear Sergio Bonelli, ano e meio após a sua morte, e esta é uma oportunidade rara – talvez única? – para encontrar num só volume histórias de três dos mais representativos heróis que o grande argumentista (sob pseudónimo de Guido Nolitta)/editor italiano criou – Zagor e Mister No – ou para os quais escreveu argumentos – Tex.
Tex apresenta: Especial Sergio Bonelli inclui as histórias Tex: El Muerto, Mister No: Uma Nova Vida e Zagor: A Porta do Medo. Vou saltar a primeira – datada de 1976, para muitos a melhor história de Tex já contada – porque já em tempos escrevi sobre ela e passar directamente a Mister No.
Americano, ex-aviador durante a II Guerra Mundial, Mister No – aliás Jerry Drake –em 1950 abandonou ou Estados Unidos, país em mudança acelerada rumo à perda de individualidade, para se mudar para Manaus, no Brasil, próximo da Amazónia, onde as pessoas mantinham a sua simplicidade e a natureza as suas características originais.
Amigo de cerveja, uísque e belas mulheres, construiu uma reputação nem sempre abonatória, e com ele o seu criador, Sergio Bonelli, pôde dar largas à sua paixão por aquela região brasileira que visitou por diversas vezes e onde muitas vezes esboçou os seus argumentos.
Uma Nova Vida (2006) – última aventura de Mister No, até agora inédita em português, que encerrou a série em Itália, ao fim de 379 volumes – apresenta o aviador em 1970, no seu último dia em Manaus, de novo de partida em busca do mesmo que o levou para lá e que já não consegue encontrar. Feita de deambulações por alguns lugares marcantes e de reencontros com personagens que o acompanharam ao longo da série, é um longo adeus, balizado pelas características mais intimistas da série.
Quanto a A Porta do Medo (1966), surge algo datada na estrutura e ritmo narrativo, embora seja uma oportunidade para descobrir um Zagor dos primeiros anos, equilibrado entre o mistério, a acção e o humor, tendo por base temáticas então em voga como as civilizações perdidas e os confrontos entre tribos.
Acreditando que Sergio Bonelli preferiria (re)ver as suas histórias no preto e branco original – e a cor surge algo penalizadora na história de Zagor – percebo a opção pela edição (semi-) colorida – Mister No é publicado a preto e branco – em especial pela possibilidade oferecida aos fãs de descobrirem El Muerto a cores.
Especial Sergio Bonelli apresenta ainda as 8 pranchas cómicas de Mister Bo – uma paródia que Sergio Bonelli fez de si mesmo – uma entrevista com Gianmaria Contro, que o acompanhou em diversas viagens e dois textos de apoio.
Uma edição destas, que sairia enriquecida se tivesse incluído uma biobibliografia de Sergio Bonelli e indicasse a data de publicação original de todas as histórias, é (mais) um bom exemplo da diferença que faz a opção pelo formato original italiano, mais a mais bem impressa e com óptimo papel.
*Pedro Cleto, Porto, Portugal, 1964; engenheiro químico de formação, leitor, crítico, divulgador (também no Jornal de Notícias), coleccionador (de figuras) de BD por vocação e também autor do blogue As Leituras do Pedro.
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Deslumbrante ilustração nocturna realizada por Claudio Villa onde vemos, num bosque situado nas vizinhanças de Winnipeg, no Canadá, Tex Willer e Kit Carson, montados nos seus cavalos, observando o gigantesco incêndio ocorrido na Hospedaria do francês Jean Morisse, que acabou sendo morto por Caudill e Stuart, dois pistoleiros a serviço de um ministro canadiano…
DesenhoINÉDITO no Brasil e inspirado na história “Morte sul fiume”, de C. Nizzi e F. Fusco (Tex italiano #343 a #346).
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Entrevista conduzida por Daniel Ianegitz Vieira, com a colaboração de Bira Dantas na caricatura.
Mike Deodato Jr. caricaturado por Bira Dantas, numa ilustração de Giovanni Romanini
Caro Mike Deodato Jr., bem-vindo ao blogue português de Tex. Para começar, gostaríamos de conhecer um pouco sobre a sua vida pessoal e a sua carreira. Mike Deodato Jr.: Olá. Eu nasci em Campina Grande, Paraíba, em 1963. Sou filho de desenhador, Deodato Borges (1934-2014), o criador da primeira personagem aos quadradinhos do nordeste brasileiro (As Aventuras do Flama). Eu lia as revistas do meu pai desde pequeno, sendo grande fã.
Comecei a aventurar-me nos desenhos quando tinha cerca de 12 anos, fazendo e vendendo fanzines. O meu primeiro trabalho profissional foi A História da Paraíba em banda desenhada, em 1985. Tentei viver de quadradinhos no Brasil nos anos 80, mas não foi possível.
No começo dos anos 90 passei a trabalhar para o mercado americano, o qual trabalho até hoje, e a partir desse momento já foi possível viver como desenhador de histórias de banda desenhada.
Tenho contrato de exclusividade com a Marvel desde 1995. O único período que eu não fui exclusivo da Marvel foi entre 1998 e 2000, apenas 2 anos. O meu contrato actual vence em 2016.
Quais eram as suas histórias de banda desenhada preferidas na infância? Mike Deodato Jr.:Capitão América e Defensores, na época que era feito por Steve Englehart e Sal Buscema, e Superman por volta de 1974 e 1975. Eram histórias bem simples, mas na época era o que eu mais apreciava, embora lesse de tudo, pois o meu pai comprava muitas revistas.
Já o meu pai gostava dos clássicos como Spirit, de Will Eisner, histórias da sua época, dos anos 50. Assim como acontece comigo. Se eu pudesse eu gostaria de redesenhar os clássicos dos Defensores. Eu sempre me vi desenhando histórias de Super-Herói.
Como foi o seu começo no mercado de trabalho de banda desenhada? Mike Deodato Jr.:Foi muito difícil, eu tive que aprender a falar inglês, a comunicação era muito precária, telefonar era caro e não existiam outras possibilidades. Hoje em dia, com internet, e-mail, tudo está mais fácil, e com isso a concorrência aumentou bastante. Actualmente o mercado encolheu, aumentou o número de profissionais e é necessário ser muito competente para conseguir se destacar.
Dos seus trabalhos, quais os que você mais se orgulha de ter realizado? Mike Deodato Jr.:A série recente Original Sin, Hulk número 70, com Bruce Jones, e a série que eu estou fazendo no meu blogue, chamada Quadros. Ela é somente digital no momento, mas quando reunir mais material eu tenho intenção de publicá-la fisicamente.
Com um contrato de exclusividade, você é quem decide em quais títulos trabalhar? Mike Deodato Jr.: Quanto aos títulos eu fico à disposição da editora. Eu sou exclusivo da Marvel e, por decisão deles, eu fico sempre em um mesmo título, para identificação do público. Estive muito tempo em Vingadores, fazendo entre outros, Vingadores Secretos, Vingadores Sombrios e Novos Vingadores.
Acabando o Original Sin eu pedi para a editora um título de personagem solo, já que em uma revista de equipa o tempo de dedicação é maior para realizar um trabalho com qualidade, devido à quantidade de personagens, mas devido à identificação dos leitores, eu voltei para os Vingadores, no número 39. Eu pessoalmente, gosto de variar. Caso pudesse fazer um projecto diferente a cada 6 meses, para mim seria muito interessante.
Seu estúdio é em sua própria casa? Mike Deodato Jr.: Sim. Se ele fosse em outro local eu praticamente não veria a minha família. Por ser um ambiente familiar eu não possuo mais assistentes, visto que isso altera a rotina da minha casa e da minha família.
Quais as suas metas profissionais para o futuro? Mike Deodato Jr.:Eu tenho um sonho de realização profissional e satisfação pessoal que é publicar um álbum europeu de personagens que admiro, diferente de super-heróis, algo relacionado talvez a faroeste, que é um género que eu admiro muito. Eu gostaria também de publicar trabalhos autorais. Mas para isso é necessário tempo para dedicação, além do contrato de exclusividade que tenho actualmente com o mercado americano.
Quanto tempo você leva para desenhar uma página? Cumpre horários? Como é o seu dia padrão, entre trabalho, busca de informações, ócio, vida familiar? Mike Deodato Jr.: O comum no mercado americano é um profissional fazer o desenho e outro fazer a arte-final. No meu caso eu faço ambos. Eu gostaria de fazer também as cores, mas não teria tempo hábil de entregar uma revista mensal de 22 páginas caso realizasse também a colorização.
Actualmente, o máximo que eu consigo é uma página por dia, deixando de fazer alguns afazeres, como ir à academia.
A minha rotina mudou depois que nasceu a minha filha. Antes eu acordava por volta das 7 horas, agora acordo antes das 5 da manhã para brincar com ela. Por volta das 6 horas deixo ela com a mãe, desço para fazer o café e começo trabalhar por volta das 7 horas. Trabalho directo até a hora do almoço. Por volta das 2 horas tiro uma soneca de cerca de meia hora e trabalho até umas 9 ou 10 horas da noite. Trabalho cerca de 12 horas por dia.
O resto da noite assisto a séries. As que mais gosto são Boardwalk Empire, The Good Wife, Breaking Bad, Ray Donovan, tantas séries que não saberia nomear. A qualidade que as séries atingiram superou e muito o cinema, em minha opinião. As séries antigas que eram consideradas boas hoje se você compara com as actuais percebe-se que eram muito simples.
Quando não está desenhando, quais actividades você gosta de realizar? Mike Deodato Jr.:Quadradinhos além de ser o meu trabalho também é o meu hobby. Eu realmente gosto de desenhar e criar, mesmo em meu tempo livre. Eu sempre me sinto muito bem desenhando, é onde me sinto melhor.
Quando faço uma pausa, para render melhor, eu faço Karaté, vou à academia fazer musculação, assisto a muitas séries de TV, brinco com a minha filha que está agora com 5 meses, vou ao cinema quando tem alguma coisa muito boa, gostaria de ir mais à praia, mas praticamente não tenho tempo de ir, e saio algumas vezes para almoçar ou jantar com a família.
Você frequenta convenções e eventos relacionados a histórias aos quadradinhos? Mike Deodato Jr.:Frequento, sim. Ainda este ano participarei da Brasil ComicCon, e estarei em Lucca, Itália, onde espero poder conhecer os editores e criadores da mais autêntica personagem de faroeste já feita.
Você já afirmou em muitas entrevistas que é fã de Ken Parker e já citou Tex em algumas oportunidades. O que você tem a dizer sobre Tex e Ken Parker? Mike Deodato Jr.:Eu sou fã total de Ken Parker, acho maravilhoso, a criação máxima. Seria um sonho desenhar, principalmente com textos do seu criador, Berardi.
Tex eu também gosto bastante e já li muitas edições, um amigo meu é fã e coleccionador e emprestava-me as edições. Eu fiquei muito impressionado quando li a edição desenhada por Joe Kubert (Tex Gigante #9 – O Cavaleiro Solitário). Joe Kubert fez layouts com mudanças de ângulo, closes, quadros grandes, coisas que eu não encontrava na série regular de Tex. Eu achei tudo espectacular. Sou um grande fã do género de faroeste, e Tex é o principal representante do género, com todos os elementos clássicos.
Os fãs brasileiros sempre tivemos o sonho de ter um desenhador brasileiro trabalhando em Tex. O que você pensa sobre isso? Mike Deodato Jr.:Seria muito bom, esse é um sonho que eu compartilho com os brasileiros, visto que sou fã da publicação e do género.
Eu já recebi um convite do próprio Sergio Bonelli, mas como estava com contrato de exclusividade com a Marvel tive que recusar. Quem sabe no futuro não exista a possibilidade.
Agradecemos a sua entrevista e gentileza de compartilhar connosco um pouco da sua trajectória pessoal e profissional. Gostaria de acrescentar algo à entrevista ou deixar uma mensagem aos fãs e leitores de Tex? Mike Deodato Jr.: Agradeço a oportunidade e deixo um abraço a todos os fãs de Tex e Ken Parker, acrescentando que também sou fã e leitor.
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