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2ª Mostra do Clube Tex Portugal, realiza-se a 9 e 10 de Maio, em Anadia, e contará com a presença de DOIS autores de Tex!
Por José Carlos Francisco
*O neófito Clube Tex Portugal (foi criado em 10 de Agosto de 2013, por ocasião do 18º Salão Internacional de Banda Desenhada de Viseu, na presença de Andrea Venturi), único Clube em Portugal dedicado exclusivamente a um herói da BD, e o primeiro Clube oficial de Tex no mundo, trará DOIS conceituados desenhadores italianos a Portugal..
*O evento, a realizar, em Maio, em plena capital da Bairrada, para além da presença dos consagrados desenhadores contará também com DUAS mostras pessoais dos próprios autores com a exposição de várias pranchas das suas histórias em produção..
Depois do ESTRONDOSO sucesso ocorrido com a 1ª Mostra do Clube Tex Portugal, realizada nos dias 15, 16 e 17 de Agosto do ano passado, no luxuoso Museu do Vinho Bairrada, precisamente na capital bairradina, Anadia e que contou com a presença do consagrado desenhador italiano Pasquale Del Vecchio, a direcção do Clube, dá a conhecer a todos os sócios, mas também aos fãs e coleccionadores da personagem Tex, assim como aos amantes da banda desenhada e ao público em geral que a 2ª Mostra do Clube Tex Portugal, irá realizar-se novamente na cidade de Anadia, no próximo mês de Maio, mais precisamente no fim de semana de 9 e 10 de Maio, de modo a coincidir com o encerramento oficial do núcleo de exposições temporárias actualmente patente no Museu do Vinho Bairrada.
Pelo segundo ano consecutivo a Mostra vai realizar-se em Anadia, devido ao interesse e apoio da autarquia bairradina, na pessoa da excelentíssima senhora presidente da Câmara Municipal de Anadia, Maria Teresa Belém Correia Cardoso, do excelentíssimo senhor vice-presidente Jorge Sampaio e do director do Museu do Vinho Bairrada, o excelentíssimo senhor doutor Pedro Dias, disponibilizando o luxuoso e mui nobre Museu para a realização da exposição texiana.
E para gáudio dos sócios do Clube, mas também dos apreciadores da Nona Arte, a Mostra deste ano contará com a presença de DOIS consagrados desenhadores do staff oficial de Tex, enriquecendo ainda mais este evento que voltará novamente a ficar na história de Tex e da própria banda desenhada em Portugal.
A divulgação dos dois autores será anunciada muito em breve, mas caso algum dos nossos leitores queira tentar adivinhar quem serão os desenhadores, pode fazê-lo na forma de comentário a este post e se algum leitor acertar nos dois nomes, mesmo não sendo sócio do Clube Tex Portugal, receberá um desenho devidamente autografado de cada um dos dois autores, aquando da sua presença em Anadia, prémio esse que será enviado pelo correio, caso o vencedor não possa comparecer ao evento. Como forma de ajuda, dizemos que será a primeira vez que ambos os autores estarão em Portugal!

José Carlos Francisco e Hernâni Portovedo, dois dos maiores coleccionadores de Tex no mundo (um feito do Município de Anadia) com Pasquale Del Vecchio e com o Vice-Presidente Jorge Sampaio, na 1ª Mostra do Clube, em 2014
Cada um dos autores italianos, como forma de agradecimento por este convite português fará uma magnífica ilustração de Tex exclusiva para o evento de Anadia. Os texianos presentes nos dias 9 e 10 de Maio, na capital bairradina, receberão uma cópia de alta qualidade (em formato A4) destes magníficos desenhos que comprovarão esta nova passagem de Tex por Anadia, devidamente autografado por cada um dos desenhadores, já que a Direcção do Clube Tex Portugal deseja oferecer uma recordação especial a quem prestigiar o evento marcando presença na bela cidade capital do leitão assado e do espumante, tal como aconteceu o ano passado com a ilustração de Pasquale Del Vecchio com o Tex em Anadia, mais precisamente em frente à Câmara Municipal.
Mas os Sócios do Clube, mesmo aqueles que não se poderão deslocar a este segundo evento do Clube, receberão igualmente uma ilustração de cada um dos dois autores, devidamente dedicada e autografada, um brinde que a Direcção do Clube pretende oferecer novamente a TODOS os Sócios como forma de gratidão por se terem associado no Clube Tex Portugal.
Para fazer parte do Clube Tex Portugal – cujos estatutos podem ser vistos aqui – e poder usufruir de todos os brindes e regalias do Clube, onde se incluem as revistas do Clube, é necessário pagar uma jóia de inscrição de 5,00 € e uma quota mensal de 2,00 €.
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Tex Willer na arte de João Serejo
Por José Carlos Francisco
Tendo recentemente recebido, pela primeira vez, a visita no meu apartamento da minha querida prima Isabel Serejo, que veio propositadamente da Amadora, passar um fim de semana com a minha família, esta prima sabendo da minha enorme paixão pelo Ranger Tex Willer, resolveu surpreender-me trazendo um desenho original de Tex, oferecendo-o para enriquecer ainda mais a minha galeria de desenhos originais de Tex.
Foi um presente muito especial e próprio, porque foi precisamente Tex Willer que nos “juntou” ao fim de mais de 40 anos de vida, já que tendo nascidos ambos em Moçambique, eu e a Isabel perdemos o contacto em 1971, após a festa do meu 4º aniversário, para nos reencontrarmos, somente, em 2014 com a ajuda de Tex Willer, já que foi precisamente o Tex a palavra-chave que permitiu o nosso reencontro (e de demais familiares, entre eles o meu irmão Sérgio Francisco) após muita procura pela Internet…
Mas voltando ao desenho recebido, ele ainda é mais especial porque foi realizado pelo marido da Isabel, o meu primo João Serejo, engenheiro aeronáutico de profissão, com jeito para o desenho e que desafiado pela esposa, sem nunca antes ter sequer visto o Tex, brindou-me com a arte que mostro de seguida e que muito me sensibilizou, até porque foi feita num tempo record:
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PRANCHAS INÉDITAS de Fabio Civitelli a Alfonso Font passando por Laura Zuccheri, Piccinelli, Leomacs, Dotti, Andreucci, Simeoni, Ginosatis, Del Vecchio, Vannini…
Hoje no blogue do Tex vamos dar, uma vez mais, conhecimento aos nossos leitores de inúmeras páginas INÉDITAS de Tex que estão sendo desenhadas por alguns dos grandes nomes do staff de Tex, de Civitelli a Font passando por Laura Zuccheri, Piccinelli, Leomacs, Dotti, Andreucci, Simeoni, Ginosatis, Del Vecchio, Vannini…

Página inédita de Laura Zuccheri, primeira mulher a desenhar Tex e obviamente a primeira a realizar um Tex Gigante

Pasquale Del Vecchio com uma página da história de Tex que está a desenhar para o Color Tex, escrita por Roberto Recchioni
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As críticas do Marinho: “O posto da infâmia” (Tex Anual #16)
Por Mário João Marques
Um grupo de soldados, chefiado pelo capitão Spencer, assassina a sangue frio alguns dos próprios colegas quando juntos escoltavam um carro blindado que transportava os salários do exército. Para não deixar pistas, o grupo refugia-se durante uns dias num velho forte abandonado situado em pleno território dos índios Utes. Contactados pelo exército, Tex e Jack Tigre partem em busca dos desertores assassinos, mas deparam-se com uma tribo de Utes em pé de guerra, uma situação que se torna ainda mais explosiva quando cresce a fome e a ansiedade junto do grupo de soldados, chefiado por um oficial atormentado pelo peso do seu passado.
Esta aventura marca o regresso da dupla Pasquale Ruju e Roberto Diso, autores que já tinham trabalhado juntos em Nella terra dei Klamath, publicada no Almanacco del West 2004. Marca ainda a estreia de Ruju num Maxi Tex e também é a primeira vez que o autor escreve uma aventura onde intervêm os quatro pards, se bem que Kit Carson e Kit Willer intervenham apenas na segunda parte da história e não desempenhem um papel essencial na acção. A sua presença poderá ter sido apenas uma forma de Ruju, de algum modo, começar a preparar futuras participações em conjunto dos pards, sabendo quanto difícil é coordenar o seu papel na mesma aventura.
A história traz elementos clássicos com índios em pé de guerra, colonos, o exército e soldados desertores, resultando daqui uma aventura honesta, mas pouco entusiasmante, por força da ausência de algumas das características mais identificativas de Ruju, mas sobretudo pelo desenho de Diso, muito longe da tradição gráfica da série.
Ao contrário do que Ruju nos tem vindo a habituar nos seus últimos trabalhos, desta vez a aventura não contrapõe Tex a um adversário bem definido e caracterizado que seja capaz de o enfrentar com sucesso. Em Furia comanche Ruju foi capaz de confrontar o ranger com Wasape, um índio fanático, visto pelos seus seguidores como um guerreiro imortal, tal como em L’orda del tramonto apresentou Vladar, uma personagem inquietante com capacidade para ver na escuridão. Em O posto da infâmia, tanto Zampa d’Orso como o capitão Spencer surgem como meros opositores a Tex, guiados pelas circunstâncias da acção. O índio é um guerreiro que se alimenta do ódio ao branco e aos navajos para chegar ao poder da sua tribo, enquanto Spencer vive constantemente atormentado pelo seu passado sangrento, que teima em não o abandonar, alternando momentos de lucidez com outros de absoluta paranóia, que o vão impedir de liderar o seu grupo de modo eficaz. O argumento mantém a habitual capacidade de alternância da acção que carateriza Ruju, mas sem que tal signifique crescendo dramático, acabando a aventura por se arrastar demasiado em função das suas mais de trezentas páginas.
O veterano Roberto Diso, que teve a sua época de glória quando prestou grandes e leais serviços a Mister No, nunca conseguiu entrar em Tex, sendo esta aventura mais um caso perfeitamente ilustrativo de um desenhador que sempre manifestou dificuldade em embrenhar-se na personagem e nos ambientes da série. Não deixamos aqui qualquer crítica ao seu traço, que já carrega algum peso da idade, certamente, mas onde, por exemplo, sobressai a elevada qualidade com que consegue desenhar os cavalos e os seus movimentos. Em Diso faltará sintonia com Tex, uma certa química que passa do desenhador para o papel, para a personagem e para os ambientes. Diso não consegue interpretar a contento a atmosfera do velho Oeste, transmitir ao leitor a aura, o cheiro da pólvora, o crepitar das balas, as cavalgadas, os intensos “ruídos nocturnos” do western. A sua construção de Tex nunca é conseguida, encontrando-se o herói longe da personagem imponente, dura e sarcástica tão apreciada pelos leitores, longe da tradição gráfica a que a série sempre obedeceu. Diso afirmou a certa altura que nunca adaptou o seu traço a Tex, tendo antes forçado Tex ao seu traço. Nada mais verdade, nada mais evidente nas páginas da aventura, o que não invalida deixarmos aqui a nossa elevada consideração e respeito por um autor com tão relevante carreira no panorama da banda desenhada italiana das últimas décadas.
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