Stefano Biglia estará em Anadia nos dias 9 e 10 de Maio
Nasce em Génova, em 3 de Março de 1969 e a sua paixão pelo desenho leva-o, duas décadas mais tarde, a ingressar na Scuola Chiavarese del Fumetto. Aqui conhece Renzo Calegari, seu primeiro mestre, entrando para o seu estúdio em 1990. Com este autor realiza duas histórias de ambiente negro que serão publicadas no Ken Parker Magazine e diversas histórias de western e aventura, algumas escritas por Gino D’Antonio, para Il Giornalino. Em 1994 entra para a Sergio Bonelli Editore, desenhando La ballata di Zeke Colter, uma aventura de Tex escrita por Claudio Nizzi, com esboços a lápis seus e de Luigi Copelo e a arte final de Renzo Calegari. Depois desta curta experiência com o Ranger, Biglia ingressa na equipa de Nick Raider, desenhando três aventuras. Mais tarde, em 1999, torna-se desenhador de Mágico Vento com a aventura La maschera del dio cannibale, escrita por Gianfranco Manfredi, permanecendo na série até 2010, quando começa a desenhar para a mini série Shanghai Devil ainda de Manfredi. Entre os seus mais recentes trabalhos, destaque-se ainda Atlantide Experiment e Lost Atlantide para a editora francesa Soleil.
Stefano Biglia e a revista do Clube Tex Portugal #1
Após ter concluído a sua participação em Shanghai Devil, Biglia manifesta ao editor Mauro Boselli, a sua vontade em desenhar Tex, mas este, depois de reunido com Mauro Marcheselli vai informar o desenhador que a candidatura não tinha sido aceite. A conversa decorreu ao telefone, mas tratou-se apenas de uma brincadeira, já que quando Boselli disse a Biglia que não era mesmo possível ele desenhar Tex, fez-se silêncio do outro lado da linha, após o que veio a excelente novidade. Afinal, a candidatura de Biglia a Tex tinha sido aceite e dali a pouco tempo iria ser contactado para desenhar uma história curta escrita por Gianfranco Manfredi. L’ultimo della lista, que acabou por ser publicada em 2014 no Color Tex 4, marca assim o regresso de Biglia a Tex. Biglia já tinha trabalhado com Manfredi em Mágico Vento e Shanghai Devil, já havia um conhecimento do trabalho e do estilo do autor, na precisão e na descrição que empresta aos seus argumentos, simplificando deste modo a tarefa do desenhador. Biglia tem liberdade para construir e compõe um Tex magnífico e fisicamente imponente. Daí até à série regular do ranger foi um passo.
Tex em Anadia da esplendorosa arte de Stefano Biglia
Curioso que o percurso de Biglia em Tex tem vindo a ser gradual, já que se tudo começou a três mãos com La ballata di Zeke Colter, posteriormente Biglia assume sozinho o desenho da curta aventura L’ultimo della lista, até finalmente chegar a uma aventura de maior fôlego, em três partes, escrita por Mauro Boselli, com o título provisório de Bad Hand, aventura criada a partir de uma sugestão de Sergio Bonelli, e centrada na histórica figura de Ranald Slidell MacKenzie, um general da cavalaria dos Estados Unidos, com muitas cenas de batalhas e guerras índias, com lançamento previsto para o Verão de 2016 e da qual temos o privilégio de expor uma dezena de páginas em ante-estreia mundial nesta 2ª Mostra do Clube Tex Portugal.
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O Clube TEX Portugal atingiu no dia 18 de Abril de 2015 a mítica marca dos 100 sócios (marca entretanto já superada) após o advento da abertura do Clube a sócios de todo o mundo neste mês de Abril. E o sócio número 100 do Clube é uma verdadeira personalidade italiana, mais precisamente um dos mais conceituados críticos italianos de arte, amigo pessoal de Ferdinando Fusco, Roberto Diso e Fabio Civitelli (todos os três desenhadores de Tex, verdadeiros artistas também) e que mesmo sem ser adepto das novas tecnologias ao saber que o Clube Tex Portugal tinha passado a admitir sócios de todo o mundo fez questão de se associar e assim ser, por coincidência, o mítico sócio 100! O seu nome? Marucci Italo, de Roma, com 78 anos de idade e grande apaixonado por tudo que diga respeito a Tex, que na foto que se segue está acompanhado por Fabio Civitelli e Roberto Diso, no aeroporto de Fiumicino:
Fabio Civitelli, Italo Marucci (sócio 100 do Clube Tex Portugal) e Roberto Diso no aeroporto de Fiumicino
Um pouco à semelhança dos conhecidos clubes Les Amis de Hergé (Bélgica) e Les Amis de Jacobs (França), o Clube Tex Portugal é um clube dedicado, não a um autor, mas a uma personagem da banda desenhada. O clube, que reúne fãs de Tex Willer foi fundado durante o 18º Salão de BD de Viseu, durante uma Tertúlia Texiana, realizada em 10 de Agosto de 2013 aproveitando a presença de Andrea Venturi, ilustrador italiano da série Tex e é o único clube português dedicado a um herói de BD e o primeiro clube de Tex no mundo a ter sido reconhecido oficialmente pela Sergio Bonelli Editore.
Roberto Diso e Marucci Italo em 2015 no seu estúdio em Ronciglione
Para fazer parte do Clube Tex Portugal – cujos estatutos podem ser consultados em https://texwillerblog.com/?page_id=47999 – e usufruir de todos os brindes e regalias, entre os quais se inclui a revista do Clube, é necessário pagar uma jóia de inscrição de € 5,00 e uma quota mensal de € 2,00 (€ 2,50 para sócios não residentes em Portugal).
Marucci Italo, Roberto Diso e Francesco Micoli na Taberna da Canonica em Ronciglione
Entretanto os sócios não residentes em Portugal que se associaram ao clube já neste mês de Abril, começaram a receber os símbolos do Clube Tex Portugal, mais precisamente o cartão (provisório) de sócio, o pin oficial do clube e a mítica revista nº. 1 que está praticamente esgotada, revista essa que continua a receber os maiores elogios, como o comprovam as palavras do nosso sócio italiano Francesco Micoli, que afirmou: “A revista é muito bonita. Irei aprender o português para que possa lê-la sem perder nada.
O que mais me agradou foi o artigo “Como eu encontrei Tex Willer em Barcelona”, as fotografias de Jesús Blasco são muito raras. Um grande artista talvez um pouco esquecido, pelo menos aqui em Itália.
Parabéns! Trata-de de uma revista muito rica em conteúdos, mas sobretudo em fotos e desenhos!“.
Francesco Micoli exibe orgulhosamente a revista nº 1 do Clube Tex Portugal, assim como o cartão de sócio e pin oficial do clube
E Francesco Micoli, um dos maiores fãs e coleccionadores italianos de Tex, amigo também de autores como Fabio Civitelli, Fernando Fusco e Pasquale Del Vecchio, fez inclusive questão de se fazer fotografar com a revista do clube, assim como com o cartão de sócio e o pin oficial, como o comprovam estas duas fotografias tiradas na sua bibliotex e que ilustram a parte final deste texto.
Francesco Micoli exibe orgulhosamente os símbolos do Clube Tex Portugal
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Relação das NOVAS revistas da Mythos Editora, distribuídas em Portugal, pela VASP – Distribuidora de Publicações Lda, neste mês de ABRIL de 2015:
TEX 508 No covil do profeta Texto: Mauro Boselli – Desenhos: Yannis Ginosatis
História originalmente publicada em Tex italiano 608
Dois diferentes grupos desceram ao sul da fronteira com o México para enfrentar Revekti, o profeta líder de um exército de guerreiros de várias tribos: o primeiro é formado por Tex, Tigre, Laredo e os batedores de Forte Apache; o segundo, guiado pelo fazendeiro Miles Cunningham, é composto por seus cobóis e alguns aventureiros sem escrúpulos. Quanto mais os nossos heróis entram nas terras de Revekti, mais percebem que será muito difícil sair dali com vida, pois os fanáticos seguidores do falso profeta são muito mais terríveis do que eles imaginavam. Além disso, o fazendeiro Cunningham é capturado por Revekti e condenado à morte. 3,40€
TEX COLEÇÃO 300 (A CORES) Forte Apache Texto: G. L. Bonelli – Desenhos: Aurelio Galleppini
História originalmente publicada em Tex italiano 100
Edição comemorativa a CORES. Os sanguinários assassinos apaches de Matias que aterrorizam a região de fronteira do México com o Arizona, contando com o apoio de vários brancos renegados, vão enfrentar um obstáculo difícil de superar. O feiticeiro Yaqui avisou Matias: os sete falcões que voavam em círculos sobre a aldeia eram um mau presságio! Os sete titãs convocados pelo Exército para restabelecer a ordem na região são Tex, Kit Willer, Kit Carson, Jack Tigre, Jim Brandon, Gros-Jean e Pat Mac Ryan! O rebelde Matias não deveria considerar certos presságios como parvoíces do feiticeiro. E mais:UM LINDO PÓSTER DUPLO (42 x 56 cm) com ilustrações de Fabio Civitelli e Claudio Villa. 5,00€
TEX EDIÇÃO HISTÓRICA 90 Assalto ao trem Texto: G. L. Bonelli – Desenhos: G. Ticci
História originalmente publicada em Tex italiano 179 e 180
Um audacioso assalto a um trem pagador rende ao bando Runyon a incrível quantia de oitenta mil dólares. Mas a quadrilha não vai desfrutar do seu butim, pois Tex Willer e Kit Carson saem no seu encalço conseguindo encurralá-los junto a uma caverna. Mas estes conseguem iludir tudo e todos e chegar a Wilcox. Porém, o ouro parece ter desaparecido e ninguém sabe onde foi parar. 9,00€
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AVENTURAS DE UMA CRIMINÓLOGA 112 Sonhos mortais Texto: G. Berardi e M. Mantero. Desenhos: Laura Zuccheri Na Universidade Hollyhock, Aaron Efremov faz pesquisas para desvendar o mundo dos sonhos e das alucinações. Mas quando alguns membros da sua equipa começam a morrer em circunstâncias pouco claras, o professor pede ajuda a Júlia, que decide submeter-se ao tratamento experimental, descobrindo que só sairá daquela experiência louca ou morta.
O homem que lia Texto: G. Berardi e M. Mantero. Desenhos: Enio
Um estranho senhor, que frequentava a mesma livraria que Júlia e que ficava lendo os livros expostos, desapareceu! Júlia segue as pistas do homem e acaba encontrando o seu cadáver horrivelmente desfigurado. E, pouco depois, são encontrados outros corpos com os mesmos sinais de violência, levando-a a acreditar estar diante de delitos cometidos por um assassino em série. Histórias originalmente publicadas em Júlia italiana 118 e 119 10,00€
História originalmente publicada em Cico Speciale italiano 14
Todos os heróis dos quadradinhos estão sujeitos a tornar-se vítimas de um erro judiciário, e Chico não é excepção. Graças a um plano diabólico do governador Rascal, o nosso herói é preso e condenado a trabalhos forçados. Só que, quando o jogo fica duro, os durões começam a jogar, e o nosso Chico entra no jogo.
Puerto Juárez Texto: G. Nolitta – Desenhos: Franco Donatelli
História originalmente publicada em Zagor italiano 99
Zagor e Chico estão em Puerto Juárez, no México. Enquanto passeiam pelo local, os dois amigos conhecem uma bela jovem que deve levar equipamentos ao avô arqueólogo, e oferecem-se para ajudar. Mas os nossos heróis acabam descobrindo que nem tudo é o que parece. 10,00€
JUIZ DREDD MEGAZINE 9
Formato Magazine 20,5 x 27,5 cm – 68 Páginas
A Mythos lança no nosso país Juiz Dredd Megazine nº 9 e continua a resgatar o melhor da banda desenhada britânica.
Possessão Macabra! E ainda: Sláine;
Área Cinzenta;
Nicolai Dante;
Choques Futuristas. 5,00€
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Francesco Micoli e Pasquale Del Vecchio no estúdio do desenhador, em Milão
Milão, 16 de Abril de 2015 Está um belíssimo e quente dia primaveril, perfeito para um encontro tão importante para mim e penso que também para todos os fãs de Tex. Estou no centro de Milão, a dois passos do Arco da Paz (Arco Della Pace), no Corso Sempione, nas proximidades da sede da Sergio Bonelli Editore. A pessoa que estou prestes a encontrar é Pasquale Del Vecchio, há quase oito anos desenhador do nosso Ranger e hoje em dia faz parte do staff oficial de Tex. A última vez que tinha visto Pasquale foi há cerca de mês e meio em Varese por ocasião de uma quermesse na livraria Crazy Comics.
Pasquale Del Vecchio nasceu na Manfredonia, província de Foggia, mais precisamente em Puglia tal como eu, a 17 de Março de 1965. Laureado em Arquitectura, grande apaixonado pelo western o seu sonho é desenhar Tex, o que consegue após o encerramento de Napoleone passando de imediato a desenhar o nosso Ranger. A sua primeira história foi publicada no Verão de 2007. São três as histórias de Tex desenhadas até hoje por Pasquale. Espero-o na rua em frente ao seu estúdio, ele chega na sua scooter, reconhecendo-o somente quando ele retira o capacete, uma saudação afectuosa e entramos.
Carlo Ambrosini e Francesco Micoli
O estúdio, que divide com outros desenhadores, está em obras havendo por isso um pouco de confusão, mas isso não importa nada. Encontro também Carlo Ambrosini um outro desenhador histórico da SBE, que entre muitas outras obras desenhou o Texone nº. 19, em 2005 “Il prezzo della Vendetta” (O preço da vingança), escrito por Claudio Nizzi. Entramos no estúdio de Pasquale, começamos a falar e faz-me ver os seus últimos trabalhos. Acabou de terminar e de ter entregue a sua última história de Tex, um “pacote” de 160 páginas: “Ore di piombo”, que verá a luz do dia no próximo mês de Julho no nº 7 da série semestral a cores Color Tex. A história foi escrita por Roberto Recchioni que depois da história curta do ano passado, cimenta-se agora com uma história longa, novamente a cores, deixando momentaneamente Dylan Dog.
Páginas de Tex da autoria de Pasquale Del Vecchio
Pasquale diz-me que se está a documentar e a carregar as baterias para iniciar a próxima história de Tex, escrita por Mauro Boselli que será publicada em dois volumes na série principal do Ranger. Pasquale é um verdadeiro artista que não deixa nada ao acaso, não é muito veloz, prefere produzir algumas páginas a menos mantendo ao máximo a qualidade. A conversação é agradável, fala-se um pouco de tudo, e quando lhe digo que me inscrevi no Clube Tex Portugal e que o Zeca (José Carlos Francisco) tornou-se um meu Pard sorri divertido, e conta-me dos muitos relacionamentos que teve com o seu Pard português e do tempo passados juntos em alegria e amizade, mostrando-me o desenho original da 1ª Mostra do Clube, em Anadia, Portugal, falando-me de quando estiveram juntos no Brasil, do afecto e da paixão por Tex que encontrou tanto em Portugal como no Brasil. Vê-se que é uma pessoa que mete toda a sua paixão naquilo que faz e isto demonstra que por vezes o trabalho é paixão e a paixão pode ser trabalho. Se eu soubesse desenhar, desenharia Tex até de noite e em qualquer lugar.
Tex em Anadia numa arte de Pasquale Del Vecchio
Mudando de assunto faz-me ver as páginas das suas precedentes histórias e eu faço-o notar como o seu traço está em constante evolução e perfeição. Algumas páginas são verdadeiras obras de arte! Acabamos por concordar que das três histórias, a terceira “Braccato” nº. 623 e 624 (“Caçado“, Tex 523-524 no Brasil) é a mais bela e isto confirma o seu contínuo progresso e maturação artística. Por este andar, a próxima será uma verdadeira obra de arte! Pasquale faz-me também ver a sua técnica, da preparação dos esboços a lápis até à passagem da tinta da china com os marcadores mas em especial com os pincéis, e fazemos uma reflexão sobre Galep, o grande mestre de Tex usava sempre os pincéis! Mas a melhor demonstração fá-la desenhando para mim um Tex a cavalo verdadeiramente de lamber os beiços! Faz-me também “meter as mãos” em todas as suas pastas um pouco privadas, com vários esboços, desenhos originais feitos para exposições (Anadia inclusive), estudos de personagens e naturalmente também aqui me faz uma oferta, dizendo para eu escolher o que quisesse, e como eu poderia recusar?
Pranchas e estudos de Pasquale Del Vecchio
À minha pergunta: “Gostarias de desenhar um Texone?”, responde: – A mim interessa-me desenhar Tex porque gosto, está bem que para o prestígio e o eco que dá um Tex Gigante eu o faria, mas o importante é desenhar Tex e creio que a coisa mais bela é fazer parte da equipa titular do Ranger. Digo-lhe que concordo, como nos velhos tempos onde o grupo restrito dos desenhadores era o mesmo por muitos anos, permitindo adivinhar quem seria o desenhador da história seguinte. – Certo, estou de acordo contigo, a honra e o fardo de fazer parte deste herói é tanto que me faz ser feliz e orgulhoso. Um dia poderei dizer que entre os desenhadores do maior herói da banda desenhada italiana e um dos maiores do mundo estou também eu Pasquale Del Vecchio.
Pasquale Del Vecchio com o desenho para Francesco Micoli
Quando se está junto de um desenhador de Tex como Pasquale o tempo voa, fomos beber um café, retornamos ao estúdio para tirar algumas fotografias, o meu filho Mattia, estampou-me belas t-shirts com desenhos de Pasquale e vestimo-las para tirar as fotos, o resultado podem nas fotos que ilustram este meu texto, nada mal não é verdade? Esperava por este dia há muito tempo, não queria perder um único segundo deste encontro, a promessa é que nos veremos novamente em breve, talvez me vá visitar a Padova com a sua companheira que se chama Laura tal como a minha. Seguramente o fará e até talvez umas férias em Portugal todos juntos para encontrar o Zeca, os amigos do clube e fazer um desenho onde, como numa aldeia Navajo, se fale de tudo, alargando sempre mais os nossos horizontes e a paixão por Tex.
Tex a cavalo de Pasquale Del Vecchio com dedicatória para Francesco Micoli
Esta tarde o tempo voou, como sempre acontece quando se faz algo de que se gosta. Pasquale é uma daquelas pessoas que encontrá-la enriquece-nos interiormente, e eu depois deste encontro sinto-me mais rico. Obrigado Pasquale, até à próxima, és um grande. Conservarei os teus desenhos e as tuas páginas entre as minhas coisas mais belas! Antes de nos despedirmos pede-me para saudar afectuosamente todos os Amigos do Clube Tex Portugal!
Francesco Micoli e Pasquale Del Vecchio no seu estúdio em Milão, 16 de Abril de 2015
P.S. – Na estação central de Milão enquanto esperava o comboio tive um encontro tão casual quanto inesperado e agradável, deparei-me com Lucio Filippucci, também ele sócio do nosso clube e que estava em Milão para um encontro com Alfredo Castelli no âmbito dos cinquenta anos artísticos do BVZA (Buon Vecchio Zio Alfy – Bom Velho Tio Alfy). Também Lucio naturalmente está a trabalhar numa história de Tex, tendo atingido a página 170 das 220. Procede também ele lentamente porque está empenhado em várias frentes (por exemplo em Martin Mystere). Previsões para a publicação ainda não tem, mas nas suas palavras trata-se de uma belíssima e clássica história de Tex. Estaremos cá para ver!
P.S. 2 – Caríssimo Pard Zeca, caríssimos amigos do Clube Tex Portugal!
Estas são as linhas possíveis que exprimem as opiniões, ainda a quente, de um dia bem passado com um amigo que partilha o nosso mesmo hobby. Certamente não é uma entrevista porque eu não sou um jornalista! Sou um como vocês que come pão e Tex e cresceu com esta alimentação, saudável e genuína (de vez em quando não dispenso um bife de três dedos de altura sepultado por uma montanha de batatas fritas bem quentes e crocantes regadas com uma cerveja gelada!)! So Long Amigos! Adios Satanases!
[*]Francesco Micoli é um dos maiores fãs e coleccionadores italianos de Tex e sócio nº 69 do Clube Tex Portugal.
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Milano 16 Aprile 2015 E’ una bellissima e calda giornata di primavera ottima per un incontro così importante per me e penso per tutti gli appassionati di Tex. Sono nella centralissima Milano a due passi dall’Arco della Pace, Corso Sempione, vicino alla sede della Sergio Bonelli Editore. La persona che sto per incontrare è Pasquale Del Vecchio da quasi otto anni disegnatore del nostro Ranger ormai in pianta stabile nella squadra di Tex. L’ultima volta che avevo visto Pasquale è stato non più di un mese e mezzo fa a Varese in occasione di una Kermesse nella fumetteria Crazy Comics.
Pasquale Del Vecchio Nasce a Manfredonia (FG), in Puglia come me, il 17 marzo 1965. Laureato in Architettura, grande appassionato di western il suo sogno è disegnare Tex e ci riesce alla chiusura di Napoleone passa al nostro Ranger. La sua prima storia edita nell’Estate del 2007. Sono tre le storie di Tex disegnate a tutt’oggi da Pasquale. Lo aspetto in strada davanti al suo studio, lui arriva con lo scooter lo riconosco solo quando si toglie il casco, un saluto affettuoso ed entriamo.
Lo studio, che divide con altri disegnatori, è in restauro un po’ di confusione ma non importa. Incontro anche Carlo Ambrosini un altro disegnatore storico della SBE, tra l’altro disegnatore del Texone n. 19 del 2005 “Il prezzo della Vendetta” scritto da Claudio Nizzi. Ci ritiriamo nello studio di Pasquale, incominciamo a parlare, mi fa vedere le sue ultime fatiche. Ha appena concluso e consegnato la sua ultima storia per Tex un malloppone di 160 tavole “Ore di piombo”, che vedrà la luce il prossimo luglio a colori sul n. 7 della serie semestrale ColorTex. La storia è scritta da Roberto Recchioni che dopo la storia breve dello scorso anno si cimenta con una storia lunga sempre a colori, lasciando momentaneamente Dylan Dog.
Pasquale mi dice che si sta documentando e sta caricando le pile per iniziare la prossima storia scritta da Mauro Boselli che sarà su due albi nella collana inedita. Pasquale è un vero artista non lascia niente al caso, non è molto veloce, preferisce qualche tavola in meno mantenendo al massimo la qualità. La conversazione è piacevole, si parla un po’ di tutto, quando gli dico che mi sono iscritto al Clube Tex Portugal e che Zeca è diventato un mio Pard sorride divertito, e mi racconta dei molti rapporti che ha avuto con te e del tempo passato insieme in allegria ed amicizia, ha tirato fuori il disegno originale della mostra in Portogallo, di quando siete stati in Brasile, dell’affetto e della passione per Tex che ha trovato sia in Portogallo che in Brasile. Si vede che è una persona che ci mette tutta la sua passione in quello che fa, questo a dimostrazione che a volte il lavoro è passione e la passione è lavoro. Se io sapessi disegnare, disegnerei Tex anche di notte sempre e dovunque.
Cambiando argomento mi fa vedere le tavole delle sue storie precedenti ed io gli faccio notare come il suo segno è sempre in continua evoluzione e perfezione. Alcune tavole sono veramente dei capolavori! Poi concordiamo che delle tre storie, la terza “Braccato” n. 623 e 624 è la più bella, questo a conferma del suo continuo progresso e maturazione artistica. Chissà la prossima allora, sarà un capolavoro! Mi fa vedere la sua tecnica, dalla preparazione degli schizzi a matita al passaggio a china con i pennarelli ma soprattutto i pennelli, e facciamo una riflessione su Galep, il grande maestro di Tex usava sempre i pennelli! Ma la dimostrazione migliore la fa disegnando per me un Tex a cavallo veramente da leccarsi i baffi! Mi fa mettere le mani su tutte le sue cartelle un pò private, vari schizzi, disegni originali serviti per mostre (Anadia compreso), prove per personaggi e naturalmente anche qui mi fa un regalo, scegli quello che vuoi mi dice, come si fa a dire di no?
Alla mia domanda: ti piacerebbe disegnare un Texone? Risponde:- A me interessa disegnare Tex perché mi piace, certo per il prestigio e l’eco che da un Texone lo farei, ma l’importante è disegnare Tex e credo che la cosa più bella è sentirsi della squadra titolare. Gli dico io, come ai vecchi tempi dove il gruppo compatto dei disegnatori era lo stesso per anni, quasi da indovinare chi avrebbe disegnato la storia successiva. – Certo sono d’accordo con te, l’onore e l’onere di far parte di questo eroe è tanto e tale da esserne fieri ed orgogliosi. Un giorno potrò dire fra i disegnatori del più grande eroe a fumetti italiano e uno dei più grandi al mondo ci sono anche io Pasquale Del Vecchio.
Quando si è insieme ad un disegnatore di Tex come Pasquale il tempo vola via, andiamo a bere un caffè, ritorniamo in studio il tempo per fare le foto, mio figlio Mattia, mi ha stampato delle magliette con disegni di Pasquale, le indossiamo e facciamo le foto, il risultato lo potete vedere niente male vero? Aspettavo questo momento da molto tempo, non vorrei sciupare neanche un secondo di questo incontro, la promessa è che ci rivediamo presto, magari mi vieni a trovare a Padova con la tua compagna che si chiama Laura come la mia. Sicuramente mi fa lui, e magari una vacanza in Portogallo tutti insieme per incontrare Zeca, gli amici del clube e fare un disegno dove, come in un villaggio Navajos, si parla di tutto e di più allargando sempre di più i nostri orizzonti e la passione per Tex.
Questo pomeriggio è volato via, come sempre quando si fa qualcosa che piace. Pasquale è una di quelle persone che incontrarle ti arricchiscono interiormente, ed io dopo questo incontro mi sento più ricco. Grazie Pasquale alla prossima volta sei un grande. Conserverò i tuoi disegni e le tue tavole fra le mie cose più belle! Prima di lasciarci mi dice di salutare affettuosamente tutti gli amici del Clube!
P.S. – In stazione centrale a Milano mentre aspettavo il treno ho fatto un incontro tanto casuale quanto inaspettato e piacevole, mi sono imbattuto in Lucio Filippucci, anche lui a Milano per un incontro con Alfredo Castelli nell’ambito dei cinquant’anni artistici del BVZA. Anche Lucio naturalmente è a lavoro su una storia di Tex dove è arrivato alla tavola 170 su 220. Procede anche lui lentamente anche perché è impegnato su altri fronti (vedi Martin Mystere). Previsioni per l’uscita ancora no, ma a detta sua è una bellissima storia classica di Tex, staremo a vedere!
P.S. di P.S. – Carissimo Pard Zeca, carissimi amici del Clube Tex Portugal!
Queste sono poche righe che raccolgono le impressioni a caldo di una giornata passata con un amico che condivide il nostro stesso hobby. Certamente non è una intervista perché io non sono un giornalista! Sono uno come voi che mangia pane e Tex ed è cresciuto con questa alimentazione, sana e genuina! (Ogni tanto non disdegno una bistecca alta tre dita con una montagna di patatine calde e croccanti innaffiati da una birra fredda!) So Long Amigos! Adios Satanassi!
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