O esboço inicial e as cores originais da capa de Tex nº 657

Claudio Villa

Por José Carlos Francisco

No próximo mês de Julho, mais precisamente no dia 7, a Sergio Bonelli Editore irá publicar a edição número 657 de Tex, intitulada “L’assassino nell’ombra” que contém a segunda e última parte da história “Nodo Scorsoio“, escrita por Tito Faraci e desenhada por Rossano Rossi.

A capa, tal como todas posteriores ao número 400, é da autoria do conceituado desenhador Claudio Villa, capa essa que divulgamos hoje aqui no blogue do Tex acompanhada da capa original pintada pelo próprio Claudio Villa, assim como mostramos também o respectivo esboço, tal como temos feito com alguma regularidade devido à gentil cortesia de Villa que nos tem dado a conhecer nos últimos tempos as suas cores originais das capas que vai produzindo para Tex.

Esboço da capa de Tex nº 657

A capa de Tex nº 657 com as cores originais

A capa de Tex nº 657

Nestas capas e cores que temos dado a conhecer com alguma regularidade aos nossos leitores aqui mesmo no blogue português do Tex elas têm gerado um grande número de comentários e na esmagadora maioria dos casos é considerada pelos fãs e coleccionadores do Ranger como sendo infinitamente superior a colorização original do Maestro italiano em relação à colorização digital realizada na Sergio Bonelli Editore, mas com relação a esta capa divulgada hoje (Tex nº 657), qual a sua opinião, caro leitor?

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Improvisos de Pasquale Frisenda, Stefano Biglia e Ricardo “Tex” Leite na toalha de mesa

Por Geraldes Lino [1] (fotos de Marco Guerra e Orlando Santos Silva)

Improvisos de Pasquale Frisenda, Stefano Biglia e Ricardo Tex Leite na toalha de mesa

Ainda falando do evento 2ª Mostra do Clube Tex Portugal: houve no Sábado, dia 9 de Maio, um jantar de confraternização organizado pelo dito clube.

Nele participaram os autores italianos de BD Pasquale Frisenda e Stefano Biglia. Ao pé dos dois ficou Ricardo “Tex” Leite, um dos muitos portugueses texianos compulsivos e também desenhador (foi o autor de um episódio dedicado ao Tex no meu fanzine Efeméride, nº 6 – Parte 3 de 4).

E do que é que se lembrou o nosso compatriota? De convencer os dois italianos a desenharem, juntamente com ele, um gag relacionado com Tex.

É esse gag que ilustra o topo da presente postagem.

Os desenhos improvisados (*) pertencem a (da esquerda para a direita): Pasquale Frisenda, Ricardo “Tex” Leite e Stefano Biglia.

E como a legendagem está feita em italiano, aqui fica a tradução (da autoria de Ricardo Leite):

1º balão de fala: Tens três segundos para confessar!

2º balão de fala: Rendo-me! Confesso, não sou o verdadeiro Tex

3º balão de fala: Olhem-me para estes dois campónios! É evidente quem é o Tex!!

Ricardo “Tex” Leite a improvisar perante o olhar atento de Stefano Biglia

Pasquale Frisenda a improvisar

Stefano Biglia a improvisar perante o olhar atento da pequena Ana Beatriz

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(*) Desta vez não foram improvisados na toalha, porque a dita cuja era de pano. Mas o espírito foi o mesmo: os desenhos foram traçados numa folha de papel colocada em cima da mesa, ao lado dos pratos e das travessas (repletas de leitão à Bairrada).

[1] (Texto publicado originalmente no Blogue “Divulgando Banda Desenhada“, em 12 de Maio de 2015)

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“PATAGÓNIA” – UMA GRANDE AVENTURA ÉPICA, COM O SELO DA POLVO

Por Jorge Magalhães [1]

“Patagónia”, a edição PORTUGUESA com o selo da POLVO

Seja qual for o prisma por que a encaremos, “Patagónia” — uma novela gráfica que já se encontra á venda na Feira do Livro de Lisboa, com o selo da Polvo Editora — merece o título de obra-prima do fumetto italiano e, por aditamento, da longa historiografia de Tex Willer, o famoso ranger do Texas, criado em 1948, no apogeu da BD infanto-juvenil, por dois autores de grande craveira: Gianluigi Bonelli e Aurelio Galleppini.

Obra de outra dupla excepcional, Mauro Boselli e Pasquale Frisenda, esta história desenrolada num cenário invulgar, que nada tem de comum com o Oeste americano — apesar de alguns pontos de convergência nas encruzilhadas do destino que instigou os povos indígenas a uma épica luta pela sobrevivência, quer nas pampas argentinas, quer nas pradarias da América do Norte —, é um marco incontornável, no seu género, uma aventura cujo fôlego gráfico e narrativo atinge proporções raramente vistas na saga texiana e noutras obras que se apresentam com o modesto rótulo de histórias de cowboys ou westerns convencionais… por vezes tão inglório quanto redutor! Desde 1948 até ao século XXI, o western fez um longo caminho, conquistando novas audiências entre um público mais maduro e exigente, que continua a elegê-lo como um dos seus géneros favoritos.

Aproveitando a realização, em Anadia, durante o segundo fim-de-semana de Maio, da 2ª Mostra do Clube Tex Portugal, onde esteve patente uma exposição dedicada a “Patagónia”, a editora Polvo procedeu ao lançamento oficial do magnífico álbum com esta extraordinária epopeia — iniciativa oportuna e que constitui também um feito digno de nota, porque nunca o mítico herói bonelliano se apresentou ao público português vestido com tão requintadas galas: isto é, num grosso volume com mais de 200 páginas, impressas em papel de boa gramagem, com uma nitidez perfeita do preto-e-branco, capa em cartolina com badanas, prefácio e tradução excelentes de José Carlos Francisco, dinâmico presidente do Clube Tex Portugal, e um dos maiores coleccionadores e divulgadores de Tex a nível mundial.

A tudo isto, que não é pouco, acresce ainda um conjunto de ilustrações inéditas, realizadas por Pasquale Frisenda, com estudos para as capas e para alguns dos personagens desta memorável aventura, em que Tex Willer (Águia da Noite) está acompanhado pelo seu filho Kit (Falcão Pequeno).

O consagrado desenhador de “Patagónia” marcou também presença na 2ª Mostra de Anadia, presidindo à cerimónia de lançamento do seu álbum, ao lado do editor Rui Brito, e brindando o público com uma sessão de autógrafos e desenhos ao vivo.

A mim — que não pude comparecer ao evento por motivos de força maior, mas também tive direito a um autógrafo do mestre italiano, graças aos bons ofícios de João Amaral, a quem expresso uma vez mais, e publicamente, a minha gratidão —, coube-me um exemplar com a magnífica ilustração colorida que aqui vos apresento.


Grazie mille, Pasquale Frisenda!

[1] (Texto publicado originalmente no Blogue “O gato alfarrabista“, em 20 de Maio de 2015)

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O que o Woody Allen tem em comum com o Tex?

Por Sílvio Raimundo

Woody Allen é o nome artístico de Allan Stewart Königsberg, cineasta, roteirista, escritor, actor e músico norte-americano, nascido em 01/12/1935, no Bronx, Nova Iorque, EUA.  Fonte Wikipédia.

Conhecido por sempre ter levado ao grande ecrã temas voltados à psique e ao relacionamento humano, tendo inclusive actuado, além de dirigir, alguns dos seus filmes, Woody Allen a partir de 2005 iniciou uma série de filmes ambientados no Velho Continente:

2005 – Match point – Ambientado em Londres;
2006 – Scoop – O grande furo – Ambientado em Londres;
2007 – O sonho de Cassandra – Ambientado em Londres;
2008 – Vicky Cristina Barcelona – Ambientado em Barcelona.

Em 2009 e 2010 ele volta a mostrar a vida da sua “amada” Nova Iorque, retornando à Europa apenas em 2011:

2011 – Meia noite em Paris – Ambientado em Paris;
2012 – Para Roma com amor – Ambientado em Roma;
2014 – Magia ao luar – Ambientado em Nice.

Dito isso, vemos que o neurótico Woody Allen e o centrado Tex nada têm a ver um com o outro, então, por que raios estamos a falar dele no Blogue português do Tex?

Bom, o facto é que o longa metragem de 2012, Para Roma com amor, é ambientado na Capital da Itália, País de “nascita” de Tex, mas, não é só isso, o Ranger, sem se ater às formalidades de ter ou não recebido um convite do director, resolveu figurar no filme!

Para Roma com amor, que Woody Allen não apenas dirige, mas, aparece também tem o seu enredo segregado em quatro mini filmes independentes, que não interagem, apesar de ocorrerem na mesma cidade. Numa das cenas do núcleo do Alec Baldwin, os actores Jesse Eisenberg (Jack) e Greta Gerwing (Sally), um par romântico cujo namoro está esfriando por conta da chegada da amiga da Sally (Ellen Page – Monica) que veio morar com esta em Roma e por quem o Jack está se enamorando, vão a um quiosque, ou Edicola, comprar um Jornal (periódico) e, ao se afastarem deste depois de comprar o jornal, é nos mostrado numa das prateleiras, na parte superior esquerda, o logo de um TEXONE!


Não dá para ver o título, mas, algumas evidências fazem crer se tratar de Verso l’Oregon, na Trilha do Oregon na edição da Mythos Editora, casa de Tex no Brasil.

Senão vejamos, o filme foi lançado em 29/06/2012, então considerando o tempo de filmagem e pós produção, a equipe de filmagem deve ter estado em Roma no mínimo um ano antes, período em que este álbum fora lançado.

A segunda evidência é que o logo é estampado em AZUL e, depois de Verso l’Oregon que tem o logo azul, o próximo lançado – no mesmo ano – é Le iene di Lamont, cujo logo é amarelo e, o próximo azul é La cavalcata del morto, mas, esta fora lançada em 21/06/2012, o que não daria tempo produzir e lançar o filme.

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Pasquale Frisenda e os desenhos feitos na passagem pela 2ª Mostra do Clube Tex Portugal, em Anadia

Por José Carlos Francisco (texto), Orlando Santos Silva e Marco Guerra (fotos)

Pasquale Frisenda e a dedicatória desenhada para os seus fãs em Anadia

No decurso da 2ª Mostra do Clube Tex Portugal, Pasquale Frisenda também brindou dezenas de Texianos presentes com desenhos feitos no momento por si, para gáudio de todos os presentes no evento bairradino.

Mas os desenhos realizados por Pasquale Frisenda, maioritariamente feitos em exemplares portugueses do Tex Gigante “Patagónia” com o selo da Polvo, não se ficaram apenas pelos produzidos no decorrer do evento, isto porque Frisenda foi muito assediado pelos seus fãs na tentativa de conseguirem um desenho original de sua autoria feito na hora e com a respectiva dedicatória, levando a que o autor italiano tivesse por vezes que os realizar em condições inapropriadas como por exemplo no decorrer do jantar texiano, mas a todos Pasquale Frisenda sempre respondeu positivamente, apesar de em alguns casos o cansaço do autor ser bem visível no seu rosto, fazendo um belíssimo desenho a cada Texiano e sempre com um sorriso encantador no rosto dando uma verdadeira lição de profissionalismo e de humildade, confirmando porque Frisenda foi tão querido e admirado pelos seus fãs portugueses.


O blogue do Tex mostra, como é hábito, a todos os interessados, alguns desses fantásticos desenhos que esperamos sejam do agrado de quem acessa o blogue.


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