Neste mês de Agosto, em que a maioria dos nossos leitores do hemisfério norte se encontram numas merecidas férias, o blogue português do Tex lançou um pequeno concurso humorístico de férias cuja principal ideia foi fazer com que os nossos leitores criassem um possível diálogo das personagens face à situação apresentada pelo desenhador português António Lança-Guerreiro.
E nessa situação onde vislumbramos os Kits (Carson e Willer) e a Kitty (trocadilho brincalhão), a ideia foi levar os leitores do blogue e apreciadores de Tex a participar mostrando a sua veia artística criando um diálogo que, não desvirtuando a essência das personagens texianos nem das suas aventuras, ilustrasse bem a situação apresentada.
E não há dúvidas que quem participou se esforçou consideravelmente. De tal modo que o júri teve alguma dificuldade em nomear a melhor participação, mas tendo que haver um vencedor o eleito foi o concorrenteCléber Marques de Oliveira (cujas frases vencedoras podem ser vistas na ilustração que mostramos mais abaixo), a quem será então enviado, pelo correio, em breve o prémio: uma cópia de alta qualidade desta inusitada arte enriquecida com uma dedicatória de António Lança-Guerreiro.
Kits & Kitty com as frases vencedoras da autoria de Cléber Marques de Oliveira
Cléber Marques de Oliveira, acompanhado do seu filho Rafael, com o prémio recebido entretanto
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Exemplares de Patagónia à venda na loja FNAC do Fórum de Coimbra
Patagónia, uma das mais emblemáticas aventuras de Tex, escrita por Mauro Boselli e superiormente ilustrada por Pasquale Frisenda, foi recentemente editada em Portugal pela editora Polvo. O seu lançamento ocorreu no passado dia 9 de Maio, no auditório do Museu do Vinho Bairrada, na cidade de Anadia, integrado na 2ª Mostra do Clube Tex Portugale contou com a participação de Pasquale Frisenda.
Exemplar de Patagónia à venda na Bertrand
Nesta singular aventura, escrita de forma apaixonada por Mauro Boselli e esplendidamente desenhada por Pasquale Frisenda, Tex e o seu filho Kit Willer viajam até à Patagónia, nos confins da Argentina, ao pampa, para participarem numa missão que é, ao mesmo tempo, de resgate de prisioneiros e punitiva, na sequência de sanguinários ataques por parte dos índios. Trata-se de uma movimentada história, cheia de acção, que aborda com singular realismo o genocídio das tribos índias e onde assistimos à luta de um povo pela sua sobrevivência, à custa de muita tenacidade, determinação, heroísmo, vontade de liberdade, sacrifício, sangue e mortos.
José Carlos Francisco e os exemplares de Patagónia na loja FNAC
Mas voltando à edição portuguesa em si, trata-se de um grosso volume com mais de 220 páginas, impressas em papel de boa gramagem, com uma nitidez perfeita do preto-e-branco e capa em cartolina com badanas. Mas a propósito das badanas o que a maior parte dos coleccionadores não sabe, é que após82 exemplaresa editora e a gráfica, visando um maior aproveitamento do papel,aumentaram as badanas do livrofazendo com que haja umasegunda versãoda edição portuguesa de “Patagónia“ já que houve inclusive alterações de imagens (seja inserindo uma nova vinheta, seja retirando outras para aumentar o tamanho das mantidas) e fazendo com que os grandes coleccionadores de Tex, aqueles que coleccionam mesmo tudo, desejem adquirir ambas as versões, versões essas que mostramos de seguida lado a lado para uma melhor comparação:
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Outra alteraçãonesta segunda versão deu-se na lombada, onde o desenho de Tex a cavalo foi ligeiramente reduzido para caber totalmente na lombada, o que não acontecia na tiragem inicial. Se da segunda versão há centenas de exemplares disponíveis, da versão inicial e que foi posta à venda no decurso da 2ª Mostra do Clube Tex Portugal, há somente 82 exemplares, dos quais apenas 75 foram vendidos(os restantes 7 ficaram para o acervo da editora), pelo que se tornará muito em breve numa versão muito desejada e rara já que os felizardos que a possuem certamente não a venderão e caso a vendam, será seguramente por valores mais inflacionados após saberem a raridade que têm em mão.
José Carlos observando a badana da capa na 2ª versão de Patagónia
Quem possuir um dos primeiros 82 exemplares e desejar adquirir também um exemplar destasegunda versão, para poder dizer que possui as DUAS VERSÕES do “Patagónia” com o selo da Polvo e mostrá-las aos restantes coleccionadorespode enviar um e-mail ao editor Rui Brito para adquirir directamente o livro à Polvo Editora. O seu e-mail é ruibritobad@gmail.com
José Carlos observando a badana da contra capa na 2ª versão de Patagónia
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A pouco e pouco a revista nº 2 do Clube Tex Portugal vai chegando às mãos de todos os Sócios do Clube, inclusive àqueles que residem no estrangeiro e os elogios não param de chegar à Direcção do Clube Português assim como ao Director da Revista, o nosso Consócio Mário João Marques, elogios vindos um pouco de todo o país, mas também do estrangeiro, inclusive dos próprios autores de Tex que já tiveram o privilégio de receber a Revista, fazendo até questão de exibi-la com bastante orgulho como se pôde constatar com Moreno Burattini e Fabio Civitelli, não esquecendo Davide Bonelli, o Director Geral e responsável máximo da Sergio Bonelli Editore.
Andrea Venturi exibe orgulhosamente a revista nº 2 do Clube Tex Portugal
Segundo a totalidade dos ecos chegados até nós a revista está “fantástica” em todos os quesitos, desde o conteúdo, até ao grafismo, passando pela qualidade do papel nas suas luzidas 48 páginas, onde a cor é uma nota dominante. Um verdadeiro primor que não deixa nada a desejar (até supera!!) em relação ao padrão Bonelli, algo que muito nos orgulha mas que também nos obriga a manter alto o padrão de qualidade para os próximos números e prova também do sucesso desta segunda edição é que os pedidos de Sócios para colaborarem na edição número 3 surgem quase diariamente. A crescente afluência de colaboradores fará com que algumas colaborações fiquem já de reserva para o nº 4 desta nossa Revista que já está fadada ao sucesso e prova disso foram também os elogios e incentivos vindos da parte deAndrea VenturieMaurizio Dotti, dois consagrados desenhadores de Tex que colaboraram desde a primeira hora com esta iniciativa colaborando logo na revista nº 1.
Maurizio Dotti no seu estúdio com a revista do Clube Tex Portugal #2
E falando dos autores de Tex que ilustram este post, eis as palavras que nos enviaram a propósito da Revista do Clube Tex Portugal #2, começando por Andrea Venturi: “Trata-se de uma revista muito bonita e profissional, rica de imagens e textos. Parabéns!!!
Estou muito honrado por uma vez mais estar presente na revista do Clube, agora com o esboço a lápis de uma página da história que estou a desenhar.” Por sua vez, Maurizio Dotticonfidenciou-nos: “A revista é muito boa, está muito bem confeccionada e tem muita qualidade. Vi com prazer, merecidamente celebrados neste número os meus amigos Civitelli, Biglia e Frisenda. Todo o staff português faz uma óptima publicidade para a Editora Bonelli e para o nosso humilde trabalho.“
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Entrevista conduzida por José Carlos Francisco, com as colaborações de Júlio Schneider (tradutor de Tex para o Brasil) na tradução e de Bira Dantas na caricatura.
Francesco Micoli caricaturado por Bira Dantas
Vamos começar com uma apresentação: data e local de nascimento, família, profissão. Francesco Micoli: Eu nasci em 5 de Outubro de 1959 em Fasano, província de Brindisi, na região de Puglia, sul da Itália. Perdi a minha esposa muito cedo, em razão de uma doença, e tenho dois filhos, Manuela, de 32 anos, que mora e trabalha na Califórnia (EUA), e Mattia, de 28 anos, que mora comigo. Actualmente vivo com a minha companheira Laura, moramos em Pádua, na região do Vêneto, norte da Itália, a uns 30 quilómetros de Veneza. Eu cheguei a Pádua em 1977, a trabalho. Por 36 anos eu fui técnico da Aeronáutica Militar, trabalhei nas áreas de telecomunicações e de meteorologia. Aposentei-me há pouco e agora dedico-me apenas à família e aos quadradinhos. Sou um bonelliano de carteirinha, aficionado sobretudo (aliás, quase que exclusivamente) por Tex!
Francesco Micoli e os 4 pards no seu estúdio
Quando começou a sua paixão pela BD, sobretudo por Tex? Francesco Micoli:A minha paixão pelos quadradinhos começou quando eu era bem pequeno, e a primeira vez que peguei um Tex eu devia ter uns três anos. Além dele, o meu pai lia Zagor e outras BDs. Ao crescer e aprender a ler, para mim Tex era o número um. Impressionava-me a sua determinação, a sua força, a sua lealdade mas sobretudo e sua equidade com as pessoas mais fracas sem olhar para a cor da pele. E impressionavam-me os desenhos, o Galep dos primeiros tempos, mas principalmente quando chegaram Ticci, Lettèri, Nicolò, Fusco e depois todos os outros. A minha primeira colecção foi a do Pequeno Ranger, mas logo eu a troquei pelos Tex que me faltavam.
Francesco Micoli e os itens brasileiros de Tex
Porque Tex e não outra personagem? Francesco Micoli: Tex era e é o melhor, nunca tem dúvidas, o leitor sabe de imediato como as coisas vão acontecer, ele tem o carácter de seu criador. G. L. Bonelli dizia “Tex é Tex e pronto!“. Tex é o que cada um de nós gostaria de ser.
Francesco Micoli exibe os símbolos do Clube Tex Portugal, na sua qualidade de sócio
O que Tex representa para si? Francesco Micoli:Para mim, Tex é uma fé, uma religião. Na vida, qualquer ícone, qualquer ídolo, cedo ou tarde vacila, cai, some. Inclusive no desporto mudam as pessoas, no futebol existem equipas imbatíveis que uma hora caem, na política as bandeiras mudam de cor. Tex não. Tex é um farol na noite, jamais trai as expectativas, está sempre ali com a mão estendida a nos guiar – com Tex como guia, ninguém se perde! Eu não consigo imaginar a minha vida sem Tex!
Francesco Micoli e Fabio Civitelli no estúdio de Civitelli em Arezzo, 2015
Quantos volumes de Tex você tem na sua colecção? E qual é o mais importante para si? Francesco Micoli: Entre as séries em tiras, as republicações em tiras, a série “albi d’oro“, a primeira série 1/29 (reedição), a série inédita mensal, os anuais Tex Gigante, Maxi Tex, Almanaque do Oeste e Tex Especial em Cores, além dos vários especiais, das três séries de reedição (Tex Tre Stelle, Tutto Tex, Tex nuova ristampa), várias edições estrangeiras (alguns exemplares), edições comemorativas, os cartonados da Mondadori e da Rizzoli, e todos os volumes da reedição em cores de Repubblica-L’Espresso, são uns 4.250. Mas sinceramente eu nunca contei, e levaria um mês para contá-los um a um. Quanto ao mais importante, não sei dizer, porque ao citar um, eu faria uma desfeita com outro. Eu gosto de todos os Tex, mas quero mencionar um em particular, o primeiro que eu li assim que aprendi a ler: o número 94, Black Baron, quando Tex, depois de lançar o antagonista ao mar, não pensa duas vezes em mergulhar para salvá-lo dos tubarões! Épico! Mas eu poderia mencionar muitos outros, como toda a saga de Mefisto, por exemplo. Mas sobretudo o número 91, Vingança de Índia!
Fabio Civitelli, Fernando Fusco e Francesco Micoli
Você colecciona somente as BDs da personagem, só o material escrito? Francesco Micoli:Quem dera coleccionasse só as revistas, mas como todos os masoquistas, eu colecciono tudo da personagem: de páginas originais (algumas delas, evidente, de acordo com as minhas possibilidades financeiras), desenhos originais, estatuetas, gadgets vários, fotos com desenhadores, cartazes de mostras, cartões postais, em suma, tudo o que fala do nosso Ranger, e, a partir de agora, o cartão, o pin e a belíssima revista do nosso Clube Tex Portugal!
Lucio Filippucci e Francesco Micoli
Qual é a sua história favorita? E qual o desenhador que você mais aprecia? E o argumentista? Francesco Micoli: São tantas histórias belíssimas, aqui também é difícil falar de uma só, mas se devo escolher uma, é Flechas Pretas Assassinas (ou A Cruz Trágica), de Bonelli/Ticci, edições italianas 122 a 124. O desenhador que mais aprecio, sem esquecer o grande Galep (ele merece um capítulo à parte), é Giovanni Ticci, mas tenho no coração Fernando Fusco e, claro, Fabio Civitelli, que também é um amigo. O argumentista que mais aprecio é G. L. Bonelli e, logo em seguida, Claudio Nizzi.
Rossano Rossi e Francesco Micoli
O que você gosta mais e o que gosta menos em Tex? Francesco Micoli: Não sou partidário dos que sempre sabem tudo e criticam esse desenhador ou aquele escritor. Claro que nem todas as histórias de Tex são do mesmo nível, como nem todos os escritores ou os desenhadores. Mas devo dizer uma coisa muito importante para mim: se depois de quase setenta anos Tex ainda desponta nos quiosques e nas livrarias de quase toda a Europa, da América do Sul e até na Índia, deve haver uma razão! Eu leio Tex como ele é, com todas as suas qualidades e, sobretudo, com os seus poucos defeitos. Aliás, são os defeitos que o fazem mais humano e o fazem se assemelhar a um homem real. Tex é como uma paixão, alguém que se ama na boa e na má sorte. Ele é escrito e desenhado por homens como nós, com as nossas mesmas emoções, com os mesmos estados de ânimo. Eu destaco esse aspecto porque todos os homens de Tex que conheço são pessoas excepcionais e óptimos profissionais.
Carlo Ambrosini e Francesco Micoli
Na sua visão, qual é a característica de Tex que faz dele o ícone que é? Francesco Micoli:Isso teria que ser perguntado a psicólogos e sociólogos. Eu creio que Tex é um ícone porque representa aquilo que cada um de nós gostaria de ser na realidade. Quantas vezes na nossa vida quotidiana não gostaríamos de resolver os problemas ao estilo de Tex? Quantas vezes no trabalho não gostaríamos de dar um soco no chefe? Dar uma lição em um funcionário público ignorante, dizer umas palavras a um guarda? Enfiar a cabeça de um político corrupto em um balde de água? Essas são as características do nosso Tex! O ícone do respeito às regras, aos mais fracos e aos indefesos.
Italo Marucci, Roberto Diso e Francesco Micoli
Para concluir, como você vê o futuro do Ranger? Francesco Micoli:Eu vejo um futuro radioso para o nosso Ranger. Não quero entrar no âmbito da crise editorial, da queda das vendas ou da idade média do leitor de Tex. Eu não conheço os problemas da Editora, do aumento do custo do papel, problemas de distribuição, coisas assim. Eu penso que a Sergio Bonelli Editore é uma empresa sadia, Sergio a deixou em boas mãos. Eu digo isso porque Tex é a própria SBE, ele não pode ficar mal, senão que fim teriam todas as outras publicações? Sem Tex, na Itália a BD não sobreviveria, todas as demais sobrevivem porque Tex está vivo. E os caros amigos que nos lêem, como imaginam a vida sem Tex? É impossível, não é verdade? Tex é imortal e viverá além de todos nós. Os maiores escritores e desenhadores chegam a Tex e cada um inclui uma peça nesse quebra-cabeça belíssimo e variado! Viva Tex! Longa vida a Tex! So Long, Amigos!
Francesco Micoli e Pasquale Del Vecchio no seu estúdio em Milão, 2015
Francesco Micoli e Giacomo Danubio em Godega, 2015
Francesco Micoli e um quadro de Luca Vannini
Prezado pard Francesco Micoli, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.
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Intervista condotta da José Carlos Francisco, con la collaborazione di Júlio Schneider (traduttore di Tex per il Brasile) per le traduzioni e le revisioni e di Bira Dantas per le caricature.
Per iniziare, parlaci un po’ di te: luogo e data di nascita, famiglia, cosa fai da un punto di vista professionale? Francesco Micoli: Sono nato il 05 ottobre 1959 a Fasano, in provincia di Brindisi, regione Puglia, nel meridione dell’Italia. Ho perso mia moglie molto giovane per malattia, ho due figli: Manuela, 32 anni, che vive e lavora in California (USA), e Mattia, 28 anni, che vive con me a Padova. Attualmente, con la mia compagna Laura, vivo a Padova, nel Nord dell’Italia, in Veneto, a 30 Km circa da Venezia. A Padova sono arrivato nel 1977 per lavoro. Sono stato per 36 anni un tecnico dell’Aeronautica Militare. Ho lavorato nelle Telecomunicazioni e nella Meteorologia. Attualmente sono in pensione da poco e mi dedico alla famiglia e soprattutto al fumetto. Sono un Bonelliano DOC, appassionato soprattutto – anzi, quasi esclusivamente – di Tex!
Quando è iniziata la tua passione per i fumetti, soprattutto per Tex? Francesco Micoli:La mia passione per il fumetto è iniziata quand’ero molto piccolo, la prima volta che ho preso in mano un Tex avrò avuto circa 3 anni. In casa mio Padre leggeva già Tex, Zagor e altri fumetti. Crescendo, quando ho imparato a leggere ho capito che Tex era il numero uno! Mi colpiva la sua determinazione, la sua forza, la sua lealtà ma soprattutto la sua equità verso le persone più deboli senza guardare il colore della pelle. Poi mi colpivano i disegni, il primo Galep, ma soprattutto quando arrivò Ticci, Letteri, Nicolò, Fusco e in seguito tutti gli altri. La mia prima collezione fu Il Piccolo Ranger! Ma subito dopo la barattai con i Tex che mi mancavano.
Perché proprio Tex e non un altro personaggio? Francesco Micoli:Tex era ed è il migliore, non ha mai dubbi, sai già da subito come andranno le cose, ha il carattere del suo inventore. G. L. Bonelli diceva: “Tex è Tex e basta!“. Tex è quello che ognuno di noi vorrebbe essere.
Cosa rappresenta Tex per te? Francesco Micoli:Tex per me è una fede, una religione. Nella vita qualsiasi icona, qualsiasi idolo prima o poi vacilla, cade, scompare. Anche nello sport cambiano le persone, nel calcio ci sono squadre imbattibili che prima o poi cadono, nella politica le bandiere cambiano colore. Tex no, Tex è un faro nella notte, non tradisce mai, è sempre lì con la mano tesa che ti guida, con lui come guida non ti perderai mai! Io non riesco ad immaginare la mia vita senza Tex!
Quanti fumetti di Tex hai in tutto nella tua collezione? E qual’è il più importante per te? Francesco Micoli:Sinceramente, non li ho mai contati, ma fra le serie a strisce, le raccoltine a strisce, gli albi d’oro, la 1^ serie 1/29 (ristampa), la serie inedita mensile, annuale Texone, MaxiTex, Almanacco del West, ColorTex, speciali vari, Tex tre stelle, Tutto Tex, Tex nuova ristampa, parecchie edizioni straniere (alcuni numeri), le strenne, i Cartonati Mondadori, Rizzoli ecc. e tutti quelli ristampati a colori da Repubblica-L’Espresso, sono circa 4.250. Ma sinceramente non li ho mai contati e mi ci vorrebbe un mese per contarli tutti uno per uno. Il più importante non saprei proprio, perché per citarne uno farei difetto ad un altro. Io amo tutti i Tex, però voglio citarne uno in particolare, il primo che ho letto appena ho imparato a leggere: il nr 94, Black Baron, quando Tex, dopo averlo scaraventato in mare (lo sfortunato di turno di colore), non esita e si tuffa per salvarlo dagli squali! Epico! Ma potrei citarne molti altri, la saga con Mefisto, per esempio. Ma soprattutto il nr 91, Vendetta Indiana!
Collezioni solo fumetti, ovvero tutto ciò che viene scritto sul personaggio? Francesco Micoli: Magari collezionassi solo il fumetto, invece, come tutti i masochisti, colleziono tutto del personaggio: dalle tavole originali (chiaramente alcune a seconda delle mie possibilità economiche), disegni originali, statuine, gadgets vari, foto con i disegnatori, locandine mostre e cartoline, portfoli, insomma, tutto quello che parla del nostro Ranger e d’ora in avanti anche la tessera, la spilletta e la bellissima rivista del nostro Clube!
Qual’è la tua storia favorita? E qual’è il disegnatore che apprezzi maggiormante? E lo sceneggiatore? Francesco Micoli: Anche qui è molto difficile parlare di una sola storia, sono tante le bellissime, ma se devo sceglierne una, é Sulle piste del Nord, di Bonelli/Ticci (nr 122, 123, 124). Il disegnatore che apprezzo di più, senza dimenticare il grande Galep (per lui ci vorrebbe un capitolo a parte), è Giovanni Ticci, ma ho nel mio cuore Fernando Fusco e naturalmente Fabio Civitelli, che è anche un amico. Lo sceneggiatore che apprezzo di più naturalmente è G. L. Bonelli e, subito dopo, il grande Claudio Nizzi.
Cosa ti piace di più e cosa di meno in Tex? Francesco Micoli: Non voglio schierarmi con quelli che sanno sempre tutto e criticano questo disegnatore o quello scrittore. Naturalmente non tutte le storie di Tex sono allo stesso livello, neanche gli scrittori sono tutti allo stesso livello come non lo sono i disegnatori. Ma devo dire una cosa per me molto importante: se Tex, dopo quasi settan’anni, è ancora li a fare capolino nelle edicole e nelle librerie di quasi tutta l’Europa, Sud America e perfino in India, ci sarà un motivo! Io leggo Tex così com’è, con tutti i suoi pregi e soprattutto con i suoi pochi difetti. Anzi, sono i difetti che lo rendono più umano e lo fanno somigliare di più ad un uomo reale. Tex è come un amore, si ama nella buona e nella cattiva sorte. E’ scritto e disegnato da uomini come noi, con le stesse nostre emozioni, con gli stessi nostri stati d’animo. Io questo lo sottolineo perché tutti gli uomini del Tex che conosco sono degli uomini eccezzionali e dei professionisti eccellenti.
Secondo te qual’è la caratteristica di Tex che ne fa l’icona che è? Francesco Micoli: Bisognerebbe chiederlo a psicologi e sociologi. Penso che Tex è un’icona perché rappresenta quello che ognuno di noi vorrebbe essere in realtà. Quante volte nella nostra vita quotidiana avremmo voluto risolvere i problemi alla Tex? Quante volte a lavoro avremmo voluto dare un cazzotto al nostro capo? Impallinare un impiegato ottuso, dire quattro paroline ad un vigile? Immergere la testa sott’acqua ad un politico corrotto? Ecco, queste sono le caratteristiche del nostro Tex! L’icona del rispetto delle regole, dei più deboli e degli indifesi.
Concludendo: come vedi il futuro del Ranger? Francesco Micoli: Il futuro del nostro Ranger io lo vedo splendido. Non voglio soffermarmi sulla crisi editoriale, sul calo delle vendite o dell’età media del lettore di Tex. Non conosco i problemi della casa editrice, del rincaro della carta o dei problemi di distribuzione ecc., ecc. Penso che la Sergio Bonelli Editore è una azienda sana, Sergio l’ha lasciata in buone mani. Dico questo perché Tex è la SBE, non potrà andare male, altrimenti tutte le altre testate dove andrebbero? Senza Tex, in Italia non c’è fumetto che sopravviverebbe, anzi, tutti gli altri sopravvivono perché Tex è vivo. Ma voi, cari amici, come immaginate la vostra vita senza Tex? Impossibile, vero? Tex è immortale, sopravviverà a tutti noi. I più grandi scrittori e disegnatori di fumetti arrivano a Tex e ognuno di loro mette una figura a questo puzzle bellissimo e variegato! Viva Tex! Lunga vita a Tex! So Long, Amigos!
Caro pard Francesco Micoli, a nome del blog portoghese di Tex, ti ringraziamo moltissimo per l’intervista che ci hai così gentilmente concesso.
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