Abertas as RESERVAS para exemplares extras da revista nº 3 do Clube Tex Portugal que terá novamente DUAS VERSÕES para a CAPA, ambas de LUCA VANNINI

Por José Carlos Francisco

Dezembro marcará o regresso da revista do Clube Tex Portugal, um projecto feito por sócios e não só, dirigido a todos os texianos e apreciadores da banda desenhada, focando os mais variados temas em redor de Tex e do western em geral.

Este terceiro número tem 40 páginas, dá as boas vindas a novos colaboradores e apresenta novamente DUAS versões para a sua capa. Na realidade, porque pretendemos homenagear Luca Vannini, o Mestre das Cores, contactámos com o autor que este mês, mais precisamente no dia 20, se estreia na saga do Ranger com uma história de 32 páginas a publicar no Color Tex outonal, mas que já foi admitido no staff oficial de desenhadores de Tex, para a realização de uma capa. Apesar de absorvido pelo trabalho, Vannini respondeu prontamente às nossas solicitações, com informações, sugestões e com o envio de desenhos coloridos por ele próprio. A escolha foi difícil perante tamanha qualidade e por isso optou-se novamente (tal como aconteceu com a revista nº 2 que teve duas capas de Fabio Civitelli) por fazer a revista com duas capas diferentes, uma clássica com Tex e Dinamite e uma alternativa, com grande impacto visual, onde Tex de costas está pronto para um duelo, ambas coloridas pelo próprio desenhador romano.

Capa da revista nº 3 do Clube Tex Portugal

Outro grande destaque deste terceiro número prende-se com a grande HOMENAGEM ao Mestre Fernando Fusco, falecido em Agosto deste ano com 86 anos de vida depois de  ter desenhado Tex Willer por quase 40 anos, para a Sergio Bonelli Editore, tornando-se um dos autores mais apreciados pelos fãs e coleccionadores de Tex espalhados pelo mundo. Homenagem essa enriquecida seja na forma escrita, seja na forma desenhada, por contribuições de Moreno Burattini, Stefano Biglia, Italo Marucci, António Lança-Guerreiro e onde para além de uma completa biografia, publicaremos também, em rigoroso EXCLUSIVO, aquele que foi provavelmente o seu último desenho de Tex, desenho esse colorido e assinado por Fernando Fusco no dia 5 de Maio de 2015.

Capa variante da revista nº 3 do Clube Tex Portugal

Regressam os textos do director Mário João Marques (que também entrevista Luca Vannini, com a colaboração de Francesco Micoli), de José Carlos Francisco (que nos fala das estatuetas de Tex), do Sérgio Sousa (que escreve sobre Trapper, a obra-prima bonelliana), do Jorge Magalhães (que conclui a homenagem a Vítor Péon, um dos grandes desenhadores portugueses, cuja paixão pelo western levou-o a criar, entre outras personagens, Texas Moore, um parente português de Tex Willer, curiosamente nascido apenas um ano antes e que também tinha um amigo chamado… Kit Carson), do Pedro Cleto (que analisa uma aventura do Ranger), do Rui Cunha (que escreve sobre Mefisto, o arqui-inimigo de Tex), do Carlos Gonçalves e do Jorge Machado-Dias, não esquecendo a preciosa colaboração de Júlio Schneider como tradutor do material italiano.

Desenho de Pasquale Del Vecchio para a revista nº 3 do Clube Tex Portugal

Estreamos novos colaboradores, com destaque para o editor brasileiro de Tex, Dorival Vitor Lopes (que nos conta qual a melhor história de toda a saga de Tex, segundo a sua visão), João Miguel Lameiras (com um texto crítico dedicado ao Tex Gigante desenhado por Corrado Roi) e Jesus Nabor Ferreira (que assina um texto dedicado ao inimigo sem rosto –  o Estripador!).

E não esquecemos os desenhos exclusivos de autores de Tex, desta vez de Luca Vannini, Pasquale Del Vecchio e Stefano Biglia, que desde o início responderam afirmativamente ao pedido por nós formulado. Também Maurizio Dotti não quis faltar à chamada, enviando o esboço de uma prancha da sua próxima aventura, onde julgamos que se encontra bem patente a enorme qualidade deste desenhador.

Ilustração EXCLUSIVA com Tex e Jim Brandon em acção, da autoria de Stefano Biglia, para a contracapa da revista nº 3 do Clube Tex Portugal, numa homenagem a Fernando Fusco

Acreditamos ter feito uma boa revista, mas a palavra final será dada por todos os leitores, com quem combinamos encontro para o dia 5 de Dezembro, no convívio a realizar no Cacém, convívio esse onde o Clube Tex Portugal para além de lançar oficialmente a revista nº 3 está a preparar uma ESPECTACULAR SURPRESA que iremos dar conhecimento a todos os nossos leitores, daqui a cerca de 48 horas, uma surpresa que ficará seguramente nos anais da história não só desta revista, mas também do Clube Tex Portugal. E é claro, que você, prezado consócio ou leitor de Tex não pode faltar (as inscrições para o convívio estão abertas e podem ser feitas as reservas clicando AQUI!)

Momento a reviver, a entrega da revista do Clube Tex Portugal aos sócios

Nota do Clube Tex Portugal a todos os sócios:

Como habitualmente, os sócios do Clube Tex Portugal (com excepção dos sócios menores) COM AS QUOTAS DO MÊS DE DEZEMBRO PAGAS, terão direito a receber gratuitamente um exemplar da revista. Dado que este 3º número será publicado com duas versões da capa, o exemplar gratuito será o da versão com desenho de Tex e Dinamite.

Adicionalmente, sem qualquer limite, os sócios podem adquirir mais exemplares da revista, quer da versão oficial quer da versão alternativa, sendo o preço unitário de 10 euros.

Deste modo, todos os sócios que desejem adquirir exemplares da revista, devem informar desde já o Clube Tex Portugal, na forma de comentário a este post ou escrevendo para José Carlos Francisco (josebenfica@hotmail.com), indicando o nº de exemplares pretendido para cada versão da capa e procedendo ao respectivo pagamento na conta do Clube Tex Portugal ou através de paypal, enviando o comprovativo desse mesmo pagamento.

  • Pagamentos internacionais por transferência bancária  devem ser feitos com todas as despesas a serem suportadas pelo ordenador, sem qualquer dedução no valor a receber pelo Clube, devendo ser creditada a conta PT50003600009910590434664 em nome do Clube Tex Portugal na Caixa Económica Montepio Geral – código swift: MPIOPTPL;
  • Pagamentos nacionais por transferência bancária  devem ser feitos para o NIB 0036.0000.99105904346.64
  • Pagamentos por Paypal devem ser efectuados para o e-mail cacem.moreira@gmail.com com todas as despesas a serem suportadas pelo ordenador, sem qualquer dedução no valor a receber pelo Clube.
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As Leituras do Pedro: Tex Coleção #306 “Aventura no Caríbe” & Tex Coleção #307 “O Navio do Horror”

As Leituras do Pedro*

Tex Coleção #306: Aventura no Caríbe
Tex Coleção #307: O Navio do Horror
Guido Nolitta
(argumento)
Guglielmo Letteri (desenho)
Mythos Editora
Brasil, Abril de 2012
135 x 177 mm, 114 p., pb, capa mole, quinzenal
R$ 6,90 / 3,40 €

O western puro e duro é o tema por excelência em Tex, mas ao longo dos seus quase 70 anos de existência, tem havido curiosas excepções. Mas talvez nenhuma tão estranha como a deste díptico.

Leitor regular de Tex, ao longo dos anos tenho trazido a este – e a outros espaços – algumas dessas ‘fugas à regra’, geralmente distintas pelo tom de sobrenatural ou fantástico que as caracterizam. No caso presente, a situação é bem diferente.

De regresso de uma viagem à Colômbia, Tex e Kit vêem o barco em que viajam desviado por piratas e, após um naufrágio, encontram-se numa ilha onde um parente de James Brooke, o rajá branco de Sarawak – esse mesmo, o grande inimigo de Sandokan… – planeia invadir e conquistar a ilha de Providence, para fazer dela o seu reino.

Os preparativos, nos quais Tex é obrigado a alinhar por Kit estar nas mãos dos seus adversários, são interrompidos pela aparição de um monstruoso animal que está a fazer vítimas entre os habitantes da ilha.

No final da revista #306 – ainda presente nas bancas portuguesas – o ranger irá descobrir que o animal em questão é nada mais, nada menos que um… dinossauro (!) como (será) mostrado na capa da revista #307, onde será explicada a sua origem e como os Willer vão solucionar o(s) problema(s).


Se já tinha visto Tex a defrontar uma tribo de vickings parada no tempo – in Tex Almanaque #16: A Ilha Misteriosa – e um cientista louco que conseguia fazer crescer seres humanos e animais – in Tex em Cores #22 – parece-me que esta aventura ‘pré-histórica’ do ranger – publicada originalmente no Tex italiano #253/#254, em 1981 – não sendo caso isolado (é verdade!!) – é a mais exótica que conheço e (até pela sua disponibilidade actual em Portugal)  justifica, só por isso, esta nota de leitura.

*Pedro Cleto, Porto, Portugal, 1964; engenheiro químico de formação, leitor, crítico, divulgador (também no Jornal de Notícias), coleccionador (de figuras) de BD por vocação e também autor do blogue As Leituras do Pedro.

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Billy The Kid & Outras Histórias nº 25 traz um PÓSTER de TEX desenhado por ALFONSO FONT

A revista brasileira Bill The Kid & Outras Histórias atingiu neste mês mês de Novembro a edição nº 25, consolidando-se cada vez mais na história da produção brasileira por atingir tantos números, ainda por cima tendo o selo de uma editora alternativa, a Opção 2 do editor Arthur Filho, e por reunir tantos grandes nomes da banda desenhada brasileira, aliás a edição nº25 é um novo marco histórico, pois nunca uma revista independente de faroeste chegou tão longe no Brasil!

Billy The Kid & Outras Histórias nº 25 com póster de Tex da autoria de Alfonso Font

Esta edição nº 25 tem uma (magnífica) capa (colorida) de Fabio Chibilski e  histórias de Zalla, Arthur Filho e Chibilski e ainda a rubrica Correio do Billy, mas o grande destaque é a publicação nas páginas centrais de um magnífico póster de TEX da autoria de Alfonso Font. Tudo isto numa nova impressão gráfica e nova diagramação e com apoio gráfico da Ink Blood de Fabio Chibilski.

Arthur Filho com duas edições da Billy The Kid

Recorde-se que esta colecção nasceu no ano de 2005, quando movido por uma antiga paixão pelos westerns, e vendo que nas bancas de jornais Tex Willer, o herói da Casa Bonelli, era o único título disponível para atender a uma legião de fãs de bang-bang, Arthur Filho decide publicar a revista Billy The Kid & Outras Histórias, mas para conhecer melhor este batalhador editor, leia a entrevista concedida recentemente ao nosso blogue, clicando AQUI!

Colecção Billy The Kid

Quem desejar adquirir este número (tem o formato A5, 30 páginas e miolo em papel reciclado e capa a cores em papel couchê 120g, com um custo de R$ 8,00) assim como números anteriores deve fazer os pedidos através do e-mail do próprio editor: arthur.goju@bol.com.br

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As críticas do Marinho: Oro nero – “Ouro negro” (Tex italiano 654 e 655)

Por Mário João Marques

Tex no país do ouro negro, bem poderia ser o título desta história assinada por Manfredi e Leomacs, parafraseando uma célebre aventura de Tintin, na qual Hergé leva o seu célebre repórter até terras do Médio-Oriente. Tex no entanto não viaja até tão longínquas paragens, mas sim até à cidade de Hellsfire no Texas, disposto a lutar contra os irmãos Braddock, Bob que domina a cidade a seu belo prazer, e Jonas, dono de vários poços de petróleo e que tudo tem feito para impedir a afirmação de quem ali se queira instalar na sua exploração.

Esta é uma aventura historicamente documentada, porque na realidade o interesse pela comercialização do petróleo começa quando Samuel Kier, um empresário de Pittsburgh na Pensilvânia, patenteou um produto denominado azeite de rocha ou petróleo, inicialmente destinado a fins medicinais, mas que rapidamente teve sucesso. Este facto chamou a atenção de George Bissel, que reuniu um grupo de investidores com o objectivo de descobrir petróleo suficiente que pudesse ser explorado em larga escala, permitindo a sua utilização como combustível. Naquela altura, as lâmpadas de iluminação doméstica funcionavam devido à combustão do azeite de baleia, um componente caro e cada vez mais difícil de obter, porque conduzia à rápida diminuição dos mamíferos. O químico Benjamim Silliman confirmou a Bissel poder transformar o petróleo num combustível que pudesse substituir o azeite de baleia, mas para ser rentável a sua exploração tinha que se feita em grandes quantidades. Em vez dos métodos tradicionais da mineração, Bissell pensou em perfurar os terrenos para encontrar jazidas, o que veio a acontecer em 1859, quando Edwin Laurentine Drake (conhecido por coronel Drake) perfurou com êxito o primeiro poço de petróleo, inaugurando assim a era moderna do ouro negro, a busca incessante e generalizada de novos poços de petróleo e a criação de cidades em pleno deserto nos EUA.

O objectivo social de Kier foi assim rapidamente ultrapassado pelos intentos comerciais e mais lucrativos de Bissell, facto que Manfredi parece querer sublinhar nesta aventura, quando contrapõe um Tex mais interventivo do ponto de vista social aos intentos dos irmãos Braddock, sobretudo de Jonas, que pretende dominar a extracção do petróleo que parece abundar junto à cidade de Hellsfire. Manifestamente, aquilo que Manfredi faz é uma crítica social de um modelo fundamentado no lucro e é nesse sentido que deve ser compreendido todo o discurso que Tex faz, logo na cena inicial, preparando desta forma o leitor para uma interpretação atípica de uma aventura do ranger. Na realidade, perante toda uma plateia que o aplaude (onde se distinguem Aurelio Galleppini, Gianluigi Boneli e Guido Nolitta) durante a cerimónia de entrega da Rosa Amarela do Texas, um galardão de simbologia iminente maçónica (já que a rosa é um símbolo da maçonaria nos EUA), por parte do Governador do Texas, Tex não se coíbe de manifestar as suas preocupações sociais para com os colegas, levando o próprio Governador a questioná-lo ironicamente, no sentido de saber se o ranger tem intenções de se candidatar ao seu posto. Conhecendo os valores e a personalidade texiana, nada de mais errado, já que Tex, sendo um homem político no sentido em que defende muitas causas, mantém-se distante da política como de um ninho de cascavéis, segundo o próprio. Sabendo quanto Tex é avesso a estas manifestações públicas de reconhecimento, poderemos ser levados a concluir estarmos em presença de uma cena completamente falhada. No entanto, e sem discordar do facto de realmente toda a cena não corresponder à lógica texiana, a verdade é que, com esta introdução, Manfredi não só prepara o leitor para o que aí vem, como já referimos, mas também sublinha os valores e a ética texiana por uma maior justiça, em defesa dos mais desfavorecidos e de luta contra o poder corrupto, exaltando desta forma o herói bonelliano de natureza anti-conformista que se vai opor a dois irmãos, perfeitamente representativos de tudo o que Tex abomina. Dois irmãos que Manfredi caracteriza de forma sarcástica, porque se Bob nos é apresentado como um imbecil cruel, que se ri desalmadamente de quase tudo, mas que não hesita em matar de modo violento, escudado no poder do dinheiro e do irmão Jonas, este vai revelar-se sempre mais astuto e racional, vai exibindo uma aparente calma, muitas vezes irónica e fora de contexto, mas que se explica apenas pelo poder que sabe ter nas suas mãos e que lhe permitirá alcançar os seus intentos mais cedo ou mais tarde.

Tex e o petróleo na maravilhosa arte de Leomacs

Oro Nero não primará pela originalidade do seu argumento, mas distingue-se na forma como Manfredi o desenvolve. Há aqui algo que é pouco comum, há aqui qualquer coisa que nos parece inédito, uma ironia que funciona, porque Manfredi sabe sempre encontrar o toque e o tom certo, sabe construir uma galeria de personagens, qual feira de vaidades perfeitamente caracterizada e representativa da fina flor de uma cidade do velho oeste: os irmãos Braddock que dominam e que se encontram rodeados de perfeitos capangas e duros pistoleiros, o velho Randy Nelson, homem de um só braço, eterno bêbado e longe das capacidades para exercer o cargo de xerife para o qual fora eleito por Bob Braddock, o advogado Timothy Wilson, o juiz Felsen, o frade ou ainda Rachel, a prostituta, encontrando-se no meio desta galeria duas autênticas lendas, verdadeiros mitos como são Tex e Carson, que Manfredi objectivamente vai exaltando ao longo da aventura, quer na já referida cena inicial, mas também quando Jonas Braddock afirma saber muito bem quem são Tex e Carson, ou o caloroso cumprimento do juiz Felsen a ambos quando chega a Hellsfire.

Tex em acção na arte de Leomacs

Estamos em presença de uma aventura que traz algo de novo, porque mais do que um clássico conflito entre partes, Oro Nero é sobretudo uma visão do autor sobre modelos diferentes de sociedade, uma crítica aos senhores poderosos que ao longo da História e munidos dos instrumentos (leia-se investimentos) necessários souberam sempre lucrar com os seus negócios, não hesitando em ultrapassar tudo e todos, muitas vezes de formas pouco legítimas. Numa série de aventuras que sempre sublinhou o seu conservadorismo, encontraremos aqui um campo amplo de discussão, mas para já o que nos move é entender que há aqui uma nova abordagem, restando saber até que ponto ela nos poderá conduzir. Porque do petróleo, esse todos nós sabemos ao que historicamente nos conduziu, e Tex não andará muito longe da verdade quando, no final da aventura, refere a Carson que “O petróleo poderá ser o futuro do Texas, mas para mim é só imundice”, afinal de contas um expoente da porcaria que muitas vezes grassa, quando é o poder do dinheiro a mover as sociedades e o mundo.

Tex e a bela Rachel na arte de Leomacs

No desenho de Oro Nero encontramos Leomacs (Leonardo Massimiliano), cuja carreira começou em 1993, chegando à Sergio Bonelli Editore uma década depois, onde vai desenhar sucessivamente para Nick Raider, Magico Vento e Volto Nascosto, estas duas últimas de Gianfranco Manfredi, com quem agora volta a trabalhar. Com uma composição de Tex influenciada pelo modelo de Claudio Villa, Oro Nero é o seu terceiro trabalho na série, depois de ter substituído Manfred Sommer nas últimas vinte páginas da aventura Capitan Blanco de Claudio Nizzi e desenhado Mondego Killer de Mauro Boselli. A apreciação global é positiva, pelo facto de estarmos em presença de um desenhador muito dinâmico nos enquadramentos, no desenvolvimento imprimido à narração e no facto de querer ultrapassar graficamente os limites impostos pelos quadrados, sobretudo quando estamos em presença de uma série com os seus limites impostos editorialmente. Encontramos ainda um evidente cuidado na construção das personagens e dos cenários, mas o estilo realista de Leomacs não tende a ser polido, muito pelo facto de uma passagem a tinta assumidamente pouco incisiva.

Arte de Leomacs na série Tex

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Entrevista com o fã e coleccionador: Sebastião Roberti da Costa Júnior

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco.

Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente?
Sebastião Roberti da Costa Júnior: Eu sou de Paconé, um município brasileiro do estado de Mato Grosso e que se situa a 100 km de Cuiabá, a capital do município, tendo nascido a 14 de Junho de 1988 e tenho a profissão de pedreiro.

Quando nasceu o seu interesse pela Banda Desenhada?
Sebastião Roberti da Costa Júnior: O meu interesse pela banda desenhada vem desde pequeno, pois sempre gostei de histórias em quadrinhos de todo o tipo.

Quando descobriu Tex?
Sebastião Roberti da Costa Júnior: Foi em 2000, quando encontrei pela primeira vez uma revista em uma lata de lixo. Foi paixão à primeira vista.

Porquê esta paixão por Tex?
Sebastião Roberti da Costa Júnior: A paixão é incrível, você começa a ler e depois não quer parar mais. É aquela vontade que toma conta da gente.

O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos?
Sebastião Roberti da Costa Júnior: Com certeza a lei da bala, sem falar das aventuras com os índios. O que outros personagens não costumam ter.

Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção? E qual a mais importante para si?
Sebastião Roberti da Costa Júnior:
No total são umas 400. A mais importante sem dúvida é o Tex Coleção por ter várias histórias desenhadas pelo saudoso Galep.

Colecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem italiana?
Sebastião Roberti da Costa Júnior: Apenas livros. Digo isso por ser raro encontrar objectos do Tex na minha cidade.

Qual o objecto Tex que mais gosta de possuir?
Sebastião Roberti da Costa Júnior: Infelizmente não possuo nem um objecto, só revistas que são mesmo a minha maior paixão.

Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista?
Sebastião Roberti da Costa Júnior: A minha história favorita é O navio do deserto. O desenhador é o grande Claudio Villa e o argumentista é o Claudio Nizzi.

O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos?
Sebastião Roberti da Costa Júnior: O que me agrada mais em Tex são as aventuras que acontecem nas pradarias do grande deserto do Arizona. O que me agrada menos são as histórias com pouca acção, aquelas que têm muitas falas e pouca emoção.

Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é?
Sebastião Roberti da Costa Júnior: Com certeza o seu estilo incomparável e as suas revistas: umas mais maravilhosas que outras. Sem falar dos seus desenhadores geniais.

Costuma encontrar-se com outros coleccionadores?
Sebastião Roberti da Costa Júnior: A vontade não falta, mas a falta de contactos com outros coleccionadores impedem-me de conhecer outros pards que eu gostaria muito de conhecer.

Para concluir, como vê o futuro do Ranger?
Sebastião Roberti da Costa Júnior: Eu vejo um futuro longo para o nosso Ranger, digo isso pela Mythos Editora estar sempre lançando edições novas como por exemplo as Tex em cores. São maravilhosas, confesso que eu nunca cheguei a imaginar-me a ler uma edição toda em cores do nosso Tex. Para mim é umas das melhores colecções do Ranger.

Prezado pard Sebastião Roberti da Costa Júnior, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.

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