(Para aproveitar a extensão completa do cartaz, clique no mesmo)
PAULO MAGALHÃES, o TEXIANO português que ERGUEU O TROFÉU DE CAMPEÃO DE PORTUGAL pelo BENFICA
Por José Carlos Francisco

Paulo Magalhães erguendo a Taça de Campeão de Portugal em futebol conquistada pelo Sport Lisboa e Benfica
Paulo Magalhães, treinador e responsável pela modalidade de boxe olímpico do Sport Lisboa e Benfica (Portugal) é também coordenador do Núcleo de Desportos de Combate do SLB e presidente da Federação Portuguesa de Artes Marciais (FPAM). Na sua carreira como lutador, Paulo Magalhães foi por diversas vezes campeão português nas modalidades de boxe e kick boxing e campeão europeu de kick boxing.
Actualmente, passa a experiência que adquiriu ao longo dos anos nos ringues do mundo, a cerca de 300 crianças do Sport Lisboa e Benfica e 32 atletas, preparando-os para competições de boxe e kick boxing, para além de também prestar segurança à equipa de futebol do Benfica acompanhando-a não somente nas suas deslocações pelo mundo fora, mas também no próprio Estádio da Luz onde viveu grandes momentos como o que mostramos no início deste texto e onde se vê Paulo Magalhães a erguer o Troféu de Campeão de Futebol de Portugal na época passada, 2014/2015.

Paulo Magalhães nos Estados Unidos da América com o seu grande ídolo e campeão Mike Tyson, na companhia do treinador Rui Vitória e de Rui Costa
Mas o que Paulo Magalhães tem a ver com o Tex, devem estar a perguntar muitos dos nossos leitores ao lerem este texto, pois bem, o Paulo além da sua grande paixão pelo Glorioso Benfica que vem dos seus tempos de criança tem outra grande paixão que tem tudo a ver com o Ranger criado em 1948 por G. L. Bonelli e Aurelio Galleppini, já que o Paulo Magalhães é também um dos maiores fãs e coleccionadores de Tex do nosso país e muita da sua paixão pelos desportos de combate vem precisamente da leitura texiana e dos combates do Ranger nas revistas que lia desde criança, como o próprio confidenciou no decurso do recente Convívio Texiano do Cacém onde o Paulo Magalhães participou e que contou com a presença do consagrado desenhador de Tex Luca Vannini.
Mas para conhecer este campeão benfiquista e sócio do Clube Tex Portugal, mostramos de seguida um vídeo da Benfica TV dedicado às estrelas do SLB onde o próprio Paulo Magalhães se apresenta:
(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)
Cartaz (da autoria de Massimo Rotundo) da 3ª. Mostra do Clube Tex Portugal
Entrevista exclusiva: MAURIZIO DOTTI (autor convidado para a 3ª Mostra do Clube Tex Portugal, em Anadia, nos dias 23 e 24 de Abril)
Entrevista conduzida por José Carlos Francisco, com a colaboração de Júlio Schneider (tradutor de Tex para o Brasil) e de Gianni Petino na tradução e revisão.
O Clube Tex Portugal realiza, em Anadia, nos dias 23 e 24 de Abril próximo a 3ª Mostra do Clube Tex Portugal e traz pela primeira vez MAURIZIO DOTTI ao nosso país, motivo mais que suficiente para esta nova entrevista do blogue português do Tex com o autor italiano que estará então presente (juntamente com Massimo Rotundo) na capital da Bairrada no fim de semana de 23 e 24 de Abril no mui nobre MUSEU DO VINHO BAIRRADA.
Caro Maurizio, mais uma vez bem-vindo ao blogue português de Tex. Você será protagonista no nosso país de uma exposição do Clube Tex Portugal, na cidade de Anadia. O que representa para si esse evento que contará com a sua presença em um país estrangeiro?
Maurizio Dotti: Inicialmente, agradeço muito pelo gentil convite para participar dessa iniciativa. É uma ocasião muito importante, não só para mim como também para a personagem que tenho a sorte de desenhar e por tudo o que ela representa. Eu sempre considerei que a notoriedade de Tex seria um facto exclusivamente italiano, e descobrir que é um fenómeno que ultrapassa as fronteiras do meu país é uma coisa que muito me impressiona.
O que convenceu Maurizio Dotti, autor de reconhecimento mundial, a aceitar um convite tão incomum?
Maurizio Dotti: Eu aprecio muito o contacto com os leitores, sejam italianos, portugueses ou de outros países, e eu reconheço-me nessa paixão porque sei que nasce do antigo fascínio pela aventura.
Você tem algum contacto com a BD feita em Portugal? Conhece algum autor como, por exemplo, E. T. Coelho, que por muito tempo morou e trabalhou na Itália, e que é considerado por muitos como o melhor desenhador de quadradinhos portugueses de todos os tempos?
Maurizio Dotti: Devo confessar que não conheço autores portugueses de BD. Eu pesquisei sobre E. T. Coelho e descobri um autor de talento, influenciado, como a maior parte de seus colegas, contemporâneos ou não, pelo estilo americano de Alex Raymond. Como não lhe dar razão?
Alargando um pouco o horizonte da entrevista, o que o convenceu a entrar para a indústria dos comics?
Maurizio Dotti: Desde a mais tenra idade eu sempre desejei desenhar quadradinhos. No final da década de 1960 eu tinha dez, onze anos e não fazia ideia do que fazer para tornar-me um autor, mas tinha a mais absoluta certeza de que realmente queria. Na época ainda não havia todas as escolas para aspirantes a desenhadores que existem hoje. O aprendizado da profissão acontecia ao se frequentar o estúdio de um desenhador profissional, quando se tinha a sorte de poder fazer isso, e era ele quem decidia se o candidato tinha o perfil da profissão. Eu passei intermináveis horas, meses, anos a desenhar com a cabeça mergulhada em folhas de desenho, a copiar de modo insistente o trabalho dos meus autores preferidos.
Como analisa a evolução da sua carreira?
Maurizio Dotti: A evolução da minha carreira não foi linear. Os meus interesses juvenis eram o teatro e a BD e, embora pareça estranho, foi assim, afinal em ambos os casos tratava-se de contar histórias. Até os trinta e quatro anos de idade eu consegui cultivar os dois e, desde 1995, eu sou um profissional dos quadradinhos em tempo integral, para minha grande satisfação – e espero que também o seja para os meus leitores. Com muita alegria eu retornei ao faroeste, um género que desenhei muito no início da minha carreira. Eu sinto-me um grande privilegiado, faço um trabalho belíssimo que sempre desejei fazer e ainda hoje com o mesmo entusiasmo do início.
No que você está a trabalhar actualmente?
Maurizio Dotti: Em uma história de Tex escrita por Mauro Boselli que retoma uma velha personagem proposta em mais de uma história da série, Andrew Liddel, vulgo Mestre. Eu não sei quantos volumes a trama ocupará, só sei que pela primeira vez levará Tex a viver uma aventura na Nova York do século 19. Até o presente desenhei quarenta páginas.
O que sentiu quando recebeu o convite para desenhar Tex?
Maurizio Dotti: Fazia tempo que se falava nisso, mas quando Boselli deu-me a notícia, eu senti muito entusiasmo. Eu senti-me carregado de carga criativa, animado por uma grande vontade de desenhar, mas também ciente da grande responsabilidade que eu assumia. Dar vida a uma personagem como Tex é um feito de fazer tremer os pulsos. Como não sentir o peso do facto de que grandes autores o desenharam antes de mim, que consolidaram a merecida e indiscutível fama que todos lhe reconhecem? Eu fui e sou muito grato a Mauro Boselli, com quem trabalho em absoluta sintonia há vinte anos, por ter-me dado essa grande oportunidade.
O que Tex representa para si e qual a importância dele na sua vida?
Maurizio Dotti: Tex representa sobretudo a grande paixão da adolescência que se transformou e se perpetuou na profissão. Eu confesso que fui contaminado pela Síndrome de Peter Pan: o adolescente e o adulto que coexistem em mim encontram no mundo da BD, e no de Tex em particular, a possibilidade, agora como artífice, de continuar a fantasiar e permitir, dentro das minhas possibilidades, que os leitores também o façam. Tex representa tudo o que todos gostaríamos de ser: vingador de injustiças, inflexível com os vilões mas capaz de muita magnanimidade. Ele encarna o destacado senso de justiça que, de forma instintiva, nós partilhamos, ainda que seja aplicado de forma rude e rápida, e talvez gostemos justamente por isso. De resto, no mundo da fantasia isso funciona muito bem.
Para concluir, gostaria de deixar uma mensagem aos seus admiradores que irão a Anadia?
Maurizio Dotti: Eu tenho muito afecto por todos os meus leitores, mais ainda pelos que encontrarei em Anadia, tão distantes porém aficionados. São os leitores que, com a sua fidelidade, dão-me a possibilidade de desenvolver esta bela profissão, e sem eles não me seria possível ter o privilégio de trabalhar e viver sempre a me divertir.
Maurizio, agradecemos muitíssimo pelo tempo que nos dedicou uma vez mais.
(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)
Intervista esclusiva: MAURIZIO DOTTI (in occasione della sua presenza alla 3ª Mostra del Club Tex Portogallo)
Intervista condotta da José Carlos Francisco, con la collaborazione di Júlio Schneider (redattore di Tex per il Brasile) e di Gianni Petino per le traduzioni e le revisioni.
Per celebrare il terzo anno di vita del Club Tex Portogallo, si terrà una nuova Mostra al Museo del Vino e della Vigna di Anadia (il luogo più importante della città).
Situata nel centro del Portogallo, Anadia dista 25 km a nord di Coimbra e 90 km a sud di Oporto.
L’esposizione avrà luogo nei giorni 23 e 24 aprile con la presenza di due grandi nomi di Tex: MAURIZIO DOTTI e Massimo Rotundo.
Caro Maurizio, ancora una volta sii il benvenuto al blog portoghese di Tex! Sarai protagonista in Portogallo di una esposizione del Club Tex Portogallo, nella città di Anadia. Cosa rappresenta per te questo avvenimento che potrà contare sulla tua presenza in un paese straniero?
Maurizio Dotti: Intanto, grazie molte per il gentile invito a partecipare a questa vostra iniziativa. Mi sembra un’occasione molto importante, non solo per me, ma anche per il personaggio che ho la fortuna di disegnare e per tutto ciò che esso rappresenta. Ho sempre considerato la notorietà di Tex un fatto esclusivamente italiano, scoprire che è invece un fenomeno che travalica i confini del mio paese, è una cosa che mi colpisce molto positivamente.
Cosa ha convinto Maurizio Dotti, autore di risonanza mondiale, ad accettare un invito così insolito?
Maurizio Dotti: Mi fa piacere il contatto con i lettori, siano essi italiani, portoghesi o di altri paesi; mi riconosco nella loro passione perché so che nasce dal fascino antico per l’avventura.
Hai qualche contatto con il fumetto made in Portogallo? Conosci qualche autore, come per esempio E. T. Coelho, anche perché ha vissuto e lavorato per molto tempo in Italia, considerato da molti come il miglior disegnatore di fumetti portoghese di sempre?
Maurizio Dotti: Devo confessare che non conosco, per mia ignoranza, autori di fumetto portoghesi. Mi sono documentato su E. T. Coelho e ho scoperto un autore di talento, influenzato, come la maggior parte dei suoi colleghi contemporanei e non, dallo stile statunitense alla Alex Raymond: come dargli torto?
Allargando adesso un po’ l’orizzonte dell’intervista: cosa ti ha convinto ad entrare nell’industria dei comics?
Maurizio Dotti: Penso di aver sempre desiderato, sin dalla più giovane età, disegnare fumetti. Alla fine degli anni ’60 avevo dieci, undici anni e non avevo idea di come si potesse diventare un fumettista, ciò di cui ero sicuro, era che avrei voluto diventarlo con tutto me stesso. Ancora non c’erano tutte quelle scuole per aspiranti fumettisti che oggi sono numerosissime. Si imparava la professione frequentando lo studio di un disegnatore professionista, se ti capitava la fortuna di poterlo fare; era lui che decideva se eri idoneo alla professione. Ricordo di aver passato interminabili ore, mesi, anni a disegnare con la testa china sui fogli da disegno, a copiare in modo maniacale l’opera dei miei autori preferiti.
Come analizzi l’evoluzione della tua carriera?
Maurizio Dotti: L’evoluzione della mia carriera non è stata lineare. I miei interessi giovanili sono stati il teatro e i fumetti, sembrerebbe strano, ma è stato così; del resto, in entrambi i casi si è trattato di raccontare storie. Ho vissuto fino a trentaquattro anni riuscendo, in un modo o nell’altro, a coltivarli entrambi. E’ dal 1995 che faccio il fumettista a tempo pieno con mia grande soddisfazione e così spero sia per i miei lettori. Sono ritornato, con autentica gioia, al Western, genere che avevo disegnato molto all’inizio della mia carriera. Mi sento un grande privilegiato, faccio un lavoro bellissimo, quello che ho sempre desiderato fare, anche oggi con l’entusiasmo di un tempo.
Su che cosa stai lavorando attualmente?
Maurizio Dotti: E’ una storia di Tex scritta da Mauro Boselli, che ripropone un vecchio personaggio a più riprese comparso negli albi della serie: Andrew Liddel, detto “il Maestro”. Non so in quanti albi si svilupperà la vicenda, so solo che porterà Tex, per la prima volta, a vivere la sua avventura nella New York dell’800. Sono alla quarantesima tavola disegnata.
Cos’hai provato quando hai ricevuto l’invito per disegnare Tex?
Maurizio Dotti: Era da tempo che se ne parlava, ma quando Boselli mi ha dato la notizia, è stato entusiasmante per me. Mi sono sentito pieno di carica creativa, animato da una grande voglia di disegnare, ma anche consapevole della grande responsabilità che mi assumevo. Dar vita a un personaggio come Tex, era impresa da far tremare le vene ai polsi. Come non sentire il peso del fatto che grandissimi autori prima di me lo hanno disegnato, consolidando quella meritata e indiscussa fama che tutti gli riconoscono? Sono stato e sono molto grato a Mauro Boselli, con il quale lavoro in assoluta sintonia da ormai venti anni, per avermi dato questa grande opportunità.
Cosa rappresenta Tex per te e quale è la sua importanza nella tua vita?
Maurizio Dotti: Tex rappresenta soprattutto la grande passione dell’adolescenza che si trasforma e perpetua nella “professione”, in un vero e proprio lavoro. Confesso di essere affetto dalla sindrome di Peter Pan: l’adolescente e l’adulto che sono in me, trovano nel mondo del fumetto, e in quello di Tex in particolare, la possibilità, questa volta da artefice, di continuare a fantasticare come un tempo, permettendo, per quanto mi è possibile, anche ai tanti lettori di poterlo fare. Tex rappresenta ciò che tutti vorremmo essere: vendicatore di torti, inflessibile con i cattivi, ma capace anche di grande magnanimità. Incarna quello spiccato senso della giustizia che istintivamente condividiamo, anche se applicato in modo rozzo e sbrigativo e forse, ci piace proprio per questo. Del resto, nel mondo della fantasia funziona benissimo.
In conclusione, vuoi lasciare un messaggio ai tuoi ammiratori che si trasferiranno ad Anadia?
Maurizio Dotti: Provo molto affetto per tutti i miei lettori, a maggior ragione per quelli che troverò in Anadia, così lontani eppure appassionati. Sono i lettori che, con la loro fedeltà, mi danno la possibilità di svolgere questa splendida professione; senza loro non mi sarebbe possibile godere del privilegio di lavorare e vivere divertendomi.
Caro Maurizio, a nome del blog portoghese di Tex ti ringraziamo moltissimo per l’intervista che ci hai così gentilmente concesso.
(Cliccare sulle immagini per vederle a grandezza naturale)














