Tex nº 228 – LA PALUDE DEGLI AGGUATI

Tex nº 228 – LA PALUDE DEGLI AGGUATI

A edição brasileira de Tex Coleção número 410, que será publicada no Brasil no próximo mês de Agosto de 2016 pela Mythos Editora contém, nas suas contracapas interiores, uma matéria de duas páginas alusiva à realização ao III Encontro Nacional de Colecionadores de Tex e Zagor, ocorrido em Tangará, no estado brasileiro de Santa Catarina, com o título “ENCONTRO DE TEX E ZAGOR EM TANGARÁ-SC“, matéria essa que o blogue do Tex dá já hoje a conhecer, conforme se pode vislumbrar de seguida:
ENCONTRO DE TEX E ZAGOR EM TANGARÁ-SC
Por: João Batista da Cunha e Dorival Vitor Lopes (texto) e Ulisses Batista de Miranda (fotos)
Esse foi o III Encontro Nacional de Colecionadores de Tex e Zagor, evento que aconteceu nos dias 23 e 24 de janeiro, no Sítio da Paz, cidade de Tangará – SC. Os anfitriões foram o amigo Pedro Bianchi, seu filho Zagor (o nome é esse mesmo) e família. O nobre e gentil Pedro e seus familiares ficaram mais de trinta dias preparando seu belo sítio para receber os pards de vários estados. Cedeu sua casa, seu armazém, um barracão e ainda um ônibus para que o pessoal pudesse se acomodar e dormir.
Representando a Mythos Editora, seguiram viagem no dia 22/01/16 João Batista da Cunha (JoãoTex) e João Marcos Manon – iria também o grande Marcos Maldonado, mas devido à saúde debilitada de sua mãe, de mais de 90 anos, não pode ir nessa aventura. E que aventura – de carro, saímos de Sorocaba às 4h30 da manhã para chegar quase às 23 horas no local. Percorrendo quase mil quilômetros, seguindo e confiando no GPS, fomos até onde conseguimos, mas chegando a 25 quilômetros do sítio perdemos o sinal do GPS – e como não tínhamos mapa, ficamos tentando chegar, perdidos em um vale todo entrincheirado de araucárias.
Após tentar três vezes, sem sucesso, desistimos e voltamos para a cidade de Videira, distante 25 km do local do encontro. Finalmente achamos um posto de bombeiros, muito prestativos, que permitiram que a gente usasse o computador deles para mandar uma mensagem via internet para ver se alguém respondia. Pedro Bianchi foi o primeiro a responder – ele havia instalado no sítio o sistema Wi-Fi e estava on line. Os bombeiros sugeriram que Pedro viesse nos buscar na estrada próxima a um grande silo, a cerca de 4 km dali. Ficamos lá esperando e logo chegou Pedro com vários amigos. Fomos para o sítio, onde estava preparada uma deliciosa refeição, sendo o prato principal traíra e rã frita.
No dia 23, sábado, começaram a chegar os pards. O grande barracão temático foi o local da confraternização entre os caubóis, muitos com suas esposas e companheiras. Nesse lugar agradabilíssimo houve exposição de material dos heróis Tex e Zagor, revistas, pôsteres e outros artigos. Vários pards levaram revistas para venda ou troca. De repente, chega um grupo grande de motociclistas – o Tex Motogrupo – liderado por Adão Ávila. Num palco na frente do barracão houve um show de músicas variadas que foi até altas horas, com o pessoal todo animado, dançando e brincando.
No dia 24 chegou mais gente e outros já seguiram viagem cedo. O almoço desse domingo foi na comunidade próxima ao sítio, onde acontecia uma festa religiosa. Reunimos todo o pessoal lá para que pudessem almoçar juntos. Eu e João Marcos, junto com mais alguns, resolvemos ficar o domingo todo e sair na segunda de madrugada. Assim, Pedro ofereceu seu armazém e sua casa na cidade de Videira para acomodar o pessoal, onde ele exibiu, todo feliz e orgulhoso, suas coleções de Tex e Zagor.
Fica aqui o agradecimento à família Bianchi e a todos os organizadores desse encontro maravilhoso e inesquecível, em especial a Jessé Bico de Pena (e família) e Wilson Sacramento. Outros pards presentes foram: Adão Ávila, Aida , Emerson Cruz e família, Valderi, Neimar, Valdivino, Júlio, Ulisses, Jô Baldino, Marcos Santos, Edison, Miguel, Edemar, Jim Halley, Robério, Zin, Nelson, Elizabeth, Neri, Universina, Leonardus, Iete, Viviane, Adeniles. Perdoem-me se esqueci alguém.
E não percam o IV Encontro Tex Brasil, no FIQ 2017, Belo Horizonte, em novembro próximo.
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Por José Carlos Francisco (texto) e Ana Beatriz, Dâmaso Afonso, Isabel Serejo e Teresa Moreira (fotos)
No âmbito do plano aprovado para o período 2015/2016, o Clube Português de Banda Desenhada (CPBD) — prestes a festejar 40 anos de existência, pois foi criado em 28 de Junho de 1976 — levou a efeito na sua sede social localizada na Avenida do Brasil, 52-A, Reboleira (Amadora),no passado sábado, 11 de Junho um Colóquio Texiano (que inclusive contou com a presença de CINCO dos fundadores do Clube Tex Portugal) subordinado ao tema: COMO CONHECEMOS A PERSONAGEM “TEX”, Colóquio esse que teve a participação de Carlos Moreira, José Carlos Francisco e Mário João Marques (os elementos da direcção do Clube Tex Portugal) como oradores e um numeroso (e empenhado) público assistente que inclusive levou a que as cadeiras disponíveis se esgotassem.
O Colóquio teve a moderação de Pedro Mota, ilustre Presidente do CPBD e arrancou com cada um dos três oradores a contarem precisamente a forma como cada qual conheceu a personagem Tex, desenvolvendo-se depois vários outros temas relacionados ao Tex em Portugal como por exemplo o sucesso de Tex em variados eventos realizados no nosso país ao longo dos anos pelos mais variados Festivais e Salões de Banda Desenhada, fenómeno que levou à criação do Clube Tex Portugal, assim como anteriormente ao nascimento do Blogue Português do Tex, mas também se falou dos já crónicos problemas de distribuição das edições da Mythos Editora e do imenso carinho e amor que os fãs e coleccionadores de Tex possuem pelo Ranger que permitem ultrapassar todo o tipo de obstáculos para que a colecção de cada um continue sempre a crescer, assim como se abordou, entre outras coisas, também o futuro de Tex, mas nesta Conferência também se pôde sair um pouco da esfera de Tex abordando também outras facetas da Nona Arte sobretudo devido à intervenção animada e interessada do público, com especial destaque para as participações de um dos maiores especialistas de banda desenhada em Portugal, o Jorge Magalhães que foi um grande editor de BD em Portugal, assim como continua a ser um dos mais reconhecidos argumentistas portugueses e o José Eduardo Monteiro que mantiveram a bitola sempre alta, este último pôde inclusive falar da sua experiência como professor expressando o contacto que costuma ter com os seus alunos a propósito da Banda Desenhada.
Entre o numeroso público para além de alguns fãs e coleccionadores de Tex (e não só) destacou-se também a presença de alguns ilustres sócios do CPBD que acompanham o Clube Português da Banda Desenhada desde a primeira hora, como por exemplo do já citado Jorge Magalhães, do Carlos Gonçalves e do Geraldes Lino, estes dois últimos inclusive continuam abnegadamente a exercer funções directivas, havendo também algum público anónimo que não deixou de abrilhantar este Convívio, como refere expressamente um dos principais organizadores, o Carlos Gonçalves: “Embora estivesse à espera de um ligeiro fracasso, em virtude das pontes, afinal foi um sucesso. Não só as cadeiras esgotaram-se, como o pessoal ficou empenhado na discussão e no conhecimento do “Tex”, personagem já bem conhecida da maior parte dos coleccionadores.“
Outra prova do sucesso deste Colóquio Texiano, para além da duração do mesmo, já que estando previsto para durar 60 minutos acabou por se prolongar por quase 120, é o testemunho da prestigiada desenhadora Catherine Labey: “Foi com muito prazer que assistimos ao Colóquio Texiano que, de todos aqueles em que participámos até agora, na nova sede do CPBD, foi o mais animado… e divertido! Ainda ouço as gargalhadas provocadas pelos vossos comentários 😀 !
A assistência foi também a mais numerosa que tivemos a oportunidade de ver naquela sala. A sua vivência como maior coleccionador de TEX, desde a sua juventude, é muito interessante e proporcionou-nos informações detalhadas sobre o universo bonelliano. Eu que não sou propriamente uma texiana, gostei muito e o Jorge deixou-se levar pelas suas recordações profissionais, o que alargou os horizontes da conversa, e o José Eduardo, com mais outros, manteve o nível alto da animação! Foi, de facto, uma satisfação enorme podermos estar, desta vez, com vocês os três juntos, e ouvi-los dissertar sobre um tema que contagiou, estamos certos, toda a assistência.“
Para finalizar, deixamos-vos com várias fotografias que esperamos permitam poder desfrutar também dos belos momentos vividos na tarde deste sábado na Amadora, mais precisamente na sede do Clube Português de Banda Desenhada com Tex Willer como pano de fundo:
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Tex Ouro #80 – A Morte do General Custer
Originalmente publicada em Tex #490 a #492 (Itália, 2001)
Claudio Nizzi (argumento)
Giovanni Ticci (desenho)
Mythos Editora
Brasil, Setembro de 2015
135 x 210 mm, 330 p., pb, capa mole
R$ 23,40 / 11,00 €
Esta é uma das mais atípicas histórias de Tex que já tive a oportunidade de ler.Por três razões principais, que passo a explicar.
A primeira prende-se com a estrutura do relato. Tex assume o papel de narrador numa longa descrição/entrevista (abrindo-se com alguma ingenuidade e demasiada confiança no ser humano?) a um jornalista interessado em escrever sobre a vida do general George Custer, cuja lenda prevaleceu para além da sua (trágica) morte.
Depois, temos o forte contexto histórico em que decorre a acção: a (preparação e a) batalha de Little Big Horn onde o general Custer perdeu a vida juntamente com (quase) todos os homens do 7.º de Cavalaria . Se em diversas vezes Tex, Carson e os restantes parceiros se cruzaram com a realidade, raramente – nunca? – uma aventura de Tex seguiu de tão perto essa realidade, interagindo com ela mas, naturalmente, sem a alterar de forma significativa.
Desta forma, descobrimos que Tex esteve em contacto com Custer várias vezes ao longo das semanas que antecederam o seu confronto com os índios de Cavalo Louco e fez os possíveis e impossíveis para que ele não tivesse lugar.
O que, naturalmente, não conseguiu, o que nos leva ao terceiro aspecto saliente desta aventura. Se estamos habituados a um Tex dominador, que controla os acontecimentos – e quantas vezes os força – desta vez, ele pouco mais é que um mero peão, impotente para travar o rumo dos acontecimentos, várias vezes ultrapassado por eles e, qual joguete do destino, correndo de uns para outros, atrás de objectivos que se revelam inalcançáveis.
Mas, mesmo assim, desta forma, Nizzi escreveu uma bela narrativa sobre uma das mais trágicas páginas da História do Oeste, conseguindo inserir nela Tex e Carson sem de forma alguma beliscar a realidade que já conhecíamos.
Ao mesmo tempo, traça de Custer – o verdadeiro protagonista de uma longa narrativa com várias figuras secundárias mas fundamentais – um retrato que o mostra como um homem (demasiado) ambicioso, surdo à voz da razão, disposto a tudo para conseguir os objectivos que se propôs (e que, segundo Nizzi, passavam pela presidência dos EUA). Desta forma, se é verdade que o desvia da imagem heróica que habitualmente lhe associamos, mostra-o bem mais humano e, no fundo, bem menos poderoso do que se julgava, como a História se encarregou (tragicamente) de provar.

*Pedro Cleto, Porto, Portugal, 1964; engenheiro químico de formação, leitor, crítico, divulgador (também no Jornal de Notícias), coleccionador (de figuras) de BD por vocação e também autor do blogue As Leituras do Pedro
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Entrevista conduzida por José Carlos Francisco.
Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente?
Sidnei Southier: Chamo-me Sidnei Southier, nasci em Pato Branco, município brasileiro localizado no sudoeste do estado do Paraná. Tenho 41 anos e há 21 que trabalho no gerenciamento de condomínios e como corrector de imóveis em Riviera de São Lourenço, Bertioga – SP.
Quando nasceu o seu interesse pela Banda Desenhada?
Sidnei Southier: Recordo-me que quando tinha 6 anos, por volta de 1981, comecei a gostar de revistas de todos os tipos, pois fazia recortes das figuras.
Quando descobriu Tex?
Sidnei Southier: Em 1982. Muito claro como hoje lembro que recortei algumas páginas de Veleiro Maldito e era do pai de um amiguinho da escola, aí deu confusão (…risos…) . Fui chamado à atenção e desse momento em diante essa pessoa que não recordo o nome falou que eu podia olhar mas não era para estragar, comecei a olhar as figuras e depois a ler, algumas que me marcaram foram a Lua Comanche, Na fronteira do Colorado, A volta de Yama, O mistério da mina, O grande golpe…
Porquê esta paixão por Tex?
Sidnei Southier: Por morar num sítio (quinta), eu sentia-me e queria ser Tex, o todo-poderoso (…risos…). As brincadeiras eram de ser Ranger e ficou impossível não seguir com essa paixão.
O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos?
Sidnei Southier: Olha já li e tive vários outros: Fantasma, Zé Carioca, Tio Patinhas, Cascão, Zagor, mas realmente me afeiçoava mais ao Tex, daí a minha decisão em formar colecção somente de Tex.
Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção? E qual a mais importante para si?
Sidnei Southier: Por volta de setecentas, entre elas: primeira e segunda edição, almanaques, históricos, grandes clássicos, ouro, gigantes, mini-séries, coloridas. A mais importante é o Tex Ouro 3 “Lua Comanche” porque essa história me marcou muito.
Para além de Tex, o que mais colecciona?
Sidnei Southier: Tenho colecção de notas, moedas,cartões telefónicos. Fazia também de bonés e chaveiros quando morava no Paraná mas aí se perderam.
Qual o objecto Tex que mais gostava de possuir?
Sidnei Southier: Chapéu, até porque já usei um parecido, lenço, e revólver.
Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista?
Sidnei Southier: Então como já falei, a Lua Comanche é a minha favorita, por ser uma das primeiras que tinha lido e por ser bem emocionante!! Quanto a autores, sem dúvida os textos que mais aprecio são os de G. L. Bonelli, já nos desenhos prefiro Aurelio Galleppini.
O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos?
Sidnei Southier: Agrada-me ele ser uma pessoa que tem muita criatividade, muito verdadeiro e que sempre faz as coisa pela razão e ainda por colaborar com eliminar os pilantras que estão passando a perna nos inocentes. Não vejo nada que o desabone quanto ao seu perfil de Ranger.
Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é?
Sidnei Southier: Acho que por muitos colegas terem essa vontade de ser como o Tex, é uma inveja boa (…risos…). As pessoas identificam-se com Tex pela situações em que vemos Tex se sair sempre na melhor embora em algumas esfolado, mas sempre finaliza com honra.
Costuma encontrar-se com outros coleccionadores?
Sidnei Southier: Por enquanto não tive contacto pessoalmente com os pards, mas tão breve possa será um enorme prazer, só tenho contacto através das vias electrónicas.
Para concluir, como vê o futuro do Ranger?
Sidnei Southier: No Brasil encontramos dificuldades de encontrar as revistas e parece que algumas estão parando de produzir pelo alto custo, creio e torço para que dêem continuidade em realizar os nossos sonhos com novas edições e sequência das que já estão em andamento.
Prezado pard Sidnei Southier, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.
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