Por José Carlos Francisco (texto) e Orlando Santos Silva (fotos e vídeo)
Tex Willer e Kit Carson a lerem o Jornal de Notícias, por Massimo Rotundo e Maurizio Dotti foi ilustração publicada no próprio JN
No decurso da 3ª Mostra do Clube Tex Portugal, decorrida em Abril passado no belíssimo Museu do Vinho Bairrada, houve a informação de que o prestigiado Jornal de Notícias iria publicar, num dos dias seguintes, uma extensa e importante reportagem dedicada ao evento realizado em Anadia, tendo inclusive destacado para a capital bairradina um dos seus mais consagrados jornalistas, Pedro Cleto de seu nome, assim como uma fotógrafa profissional.
Tex Willer e Kit Carson a lerem o Jornal de Notícias, por Massimo Rotundo e Maurizio Dotti
De modo a assinalar essa ocorrência o jornalista Pedro Cleto solicitou aos dois consagrados desenhadores italianos presentes, Massimo RotundoeMaurizio Dottipara que homenageassem o mítico jornal fundado em 1888 na cidade do Porto, com uma tiragem média actual de 63 mil exemplares, o que coloca em 2.º lugar entre os jornais diários de informação geral em Portugal, sendo popularmente conhecido no nosso país como JN.
O desafio foi lançado à mesa, em minha casa, na companhia destes dois autores e aproveitando a simpatia e disponibilidade de ambos e realizado perante uma multidão de paparazzi à volta da mesa num desenho feito a meias pelos autores e que mostrou bem a empatia que existiu em Portugal entre ambos, conforme se pode ver na sucessão de fotos que publicamos de seguida e que mostram bem como foi nascendo este fantástico desenho dos dois pards a lerem o JN.
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No próximo mês de Agosto a Sergio Bonelli Editore irá publicar a edição número 670 de Tex, intitulada “Gli scorridori di Mackenzie” que contém a terceira e última parte de uma história escrita por Mauro Boselli e que marcou a estreia do desenhador Stefano Biglia na série principal de Tex.
A capa, tal como todas posteriores ao número 400, é da autoria do conceituado desenhador Claudio Villa, capa essa que divulgamos hoje aqui no blogue do Tex acompanhada da capa original pintada pelo próprio Claudio Villa, assim como mostramos também o respectivo esboço, tal como temos feito com alguma regularidade devido à gentil cortesia de Villa que nos tem dado a conhecer nos últimos tempos as suas cores originais das capas que vai produzindo para Tex. E através do esboço pode-se ver que inicialmente a cena seria nocturna e também se pode constatar que entre a ideia de Claudio Villa e a capa levada a cabo pela Sergio Bonelli Editore, há o desaparecimento de um cadáver como se pode ver de seguida:
Esboço da capa de Tex nº 670
A capa de Tex nº 670 com as cores originais
A capa de Tex nº 670
Nestas capas e cores que temos dado a conhecer com alguma regularidade aos nossos leitores aqui mesmo no blogue português do Tex elas têm gerado um grande número de comentários e na esmagadora maioria dos casos é considerada pelos fãs e coleccionadores do Ranger como sendo infinitamente superior a colorização original do Maestro italiano em relação à colorização digital realizada na Sergio Bonelli Editore, mas com relação a esta capa divulgada hoje (Tex nº 670), qual a sua opinião, caro leitor?
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O Istituto Italiano di Cultura San Paolo está a promover uma interessantíssima exposição: “Comics, que paixão! Os quadrinhos italianos, de 1950 até hoje.”. A imperdível mostra foi encomendada pelo Istituto Italiano ao curador Maurizio Scudiero, responsável por montar a mostra.
“São quadrinhos muito diferentes uns dos outros. Nos anos 1930, eles buscavam ser como os americanos, mas, pouco a pouco, se transformaram em uma escola que começou a exportar obras para todo o mundo.”, disse o curador Maurizio Scudiero ao jornal Metro.
Sergio Bonelli
Segundo o jornal Estadão, a mostra apresentará cerca de 70 trabalhos de diversos autores. Entre os destaques, clássicas personagens – de Dylan Dog e Topolino a Valentina – e autores como Tiziano Sclavi, Milo Manara, Pratt, Sergio Bonelli, Crepax, Romano Scarpa, Andrea Lavezzolo, Benito Jacovitti, Massimo Rotundo e Simone Bianchi.
Centro Cultural São Paulo – Espaço Mário Chamie – Rua Vergueiro, 1.000 – Liberdade – Centro – (011) 3397-4002 – www.centrocultural.sp.gov.br
– Acesso para deficientes
– Wi-fi
Abaixo, a nota oficial do Istituto Italiano di Cultura San Paolo:
A più di un secolo dalla sua nascita, il fumetto è un linguaggio narrativo tra i più popolari al mondo, che coniuga disegno e letteratura, immagine e testo. In Italia, periodici e libri a fumetti hanno appassionato varie generazioni di lettori di età, formazione ed estrazione sociale diverse. In questa esposizione vengono mostrati diversi disegni originali, opera sia dei maestri delle pubblicazioni seriali dagli anni ’50 a oggi (come Aurelio Galleppini, Antonio Canale, Antonio Terenghi, Gian Battista Carpi…) sia di autori dal taglio letterario e ormai universalmente riconosciuti (quali Hugo Pratt, Milo Manara, Guido Crepax, Dino Battaglia). All’inaugurazione sarà presente il curatore della mostra Maurizio Scudiero.
Aurelio Galleppini
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Raramente se vê num livro ou numa revista de BD uma tão perfeita definição de espaço e tempo de acção e muito menos essa definição é conseguida quando se trata duma revista de pequeno formato como acontece com a maioria deste género de publicações. Mas a verdade é que há excepções e se existe alguma publicação que consegue transmitir ao leitor essa tão perfeita definição de espaço e tempo, ela é a revista Tex que há várias décadas nos transporta para essa época encantadora e aventurosa que é o Oeste Americano. Viagem essa plenamente conseguida na mais recente encarnação nacional que são os Romances Gráficos das aventuras do Ranger e que conheceram agora o seu segundo volume, “Tempestade sobre Galveston”, luxuosamente editado pela chancela da “Polvo Editora”, depois do sucesso que foi a edição de “Patagónia”, o primeiro volume desta nova colecção.
O Coronel Woodlord, administra a sua plantação como se a escravatura não tivesse sido abolida em 1863 e posteriormente proibida em 1865, ajudado por um Juiz de índole suspeita que lhe permite a utilização e exploração de mão-de-obra negra, ao mesmo tempo que tenta, por todos os meios possíveis, legais ou não, obter a localização de um tesouro, herança deixada por um famoso jogador de cartas e exímio pistoleiro à sua filha que é proprietária de um “Saloon” na cidade de Galveston. Os Rangers, Tex Willer e Kit Carson, que se encontravam de passagem na cidade, acabam também eles, por se ver envolvidos na intriga carregada de peripécias e de reviravoltas.
“Tempestade sobre Galveston”, com texto de Pasquale Ruju e desenho de Massimo Rotundo, abre com um quadro onde se vê uma plantação e uma casa tipo mansão e situa-nos no Texas Meridional (percebemos depois ao longo da história, pela conversa de algumas personagens, que a acção se situa algures junto ao Golfo do México ). Este primeiro quadro é das imagens mais poderosas que se encontra em toda a história porque nos situa logo, sem um grande esforço, no centro da acção e percebemos pelos quadros seguintes que esta plantação terá importância capital na história e que aqui ainda se vive no pesadelo que foi a escravatura que, anos antes, levou os Estados Unidos a uma guerra civil, entre o Norte e o Sul, que durou quatro anos e que quase arruinou o país.
A acção, sempre importante nas aventuras do Ranger, está presente praticamente em toda a história, tão bem orquestrada nos desenhos de Rotundo (principalmente em toda a sequência que mostra o ataque dos Rangers ao esconderijo de Garras que acontece durante uma chuvada), que a tempestade que se aproxima de Galveston é relegada para segundo plano até quase ao final do livro onde, conjugada com a revolta e ataque dos escravos da plantação à mansão do coronel (numa série de várias pranchas nas quais ambos acontecimentos são apresentados paralelamente e que mostram bem a arte do desenhador), aí sim adquire uma importância capital e também devastadora.
A história passa-se num espaço temporal de pouco mais de dois dias, durante os quais o cenário vai enegrecendo cada vez mais, o desenho de Rotundo adquire um tom cada vez mais negro (que nos é mostrado através dos quadros onde surgem nuvens cada vez mais negras, inspirados, talvez, em “Ran – Os Senhores da Guerra”, a obra-prima cinematográfica que Akira Kurosawa realizou em 1985), desde o já citado quadro inicial, onde as nuvens, ao longe, pronunciam aquilo que está para chegar, passando pela chuva que acontece durante o tiroteio no refúgio de Garras e seus homens, ganhando plenitude no primeiro quadro da página 165 onde a tempestade já se encontra sobre a cidade e seus arredores. Também a narrativa de Pasquale Ruju se vai alterando ao longo de toda a aventura, adquirindo, do meio para o final, aproveitando a chegada da mãe natureza, um ritmo imparável e de consequências imprevisíveis para todas as personagens envolvidas.
Na edição portuguesa de “Tempestade sobre Galveston” evidencia-se, uma vez mais, tal como já acontecera com “Patagónia”, o esforço e a vontade de mostrar algo a que o leitor português não está habituado: a qualidade duma edição totalmente portuguesa de uma obra deste género e se “Patagónia” já o conseguira, graças aos esforços conjugados do José Carlos Francisco e da sua tradução esforçada do texto original para “Português de Portugal”, e do editor Rui Brito e da sua editora “Polvo” numa iniciativa inédita em Portugal, com “Tempestade sobre Galveston” chega-nos à mão um produto muito próximo da excelência e numa aposta dupla (igualmente arriscada) de o mesmo livro ser apresentado em duas edições com capas distintas e conteúdos igualmente distintos.
Ambas as capas são excelentes concepções gráficas da autoria de Massimo Rotundo, mas a minha preferência recai sobre aquela que é a capa exclusiva da edição nacional em que a tempestade já se encontra sobre a cidade, Tex está no meio do desenho ( se quisermos, o centro da acção) e à sua volta esvoaçam algumas cartas nas quais se vêem os rostos das personagens principais da história de acordo com a sua importância em cada naipe ( Rei de Espadas para o Coronel Woodlord, o Valete de Paus para Diego Garras e a Dama de Copas para Eleanor Hood), que acaba por ser à volta de quem gira toda a narrativa.
Estão novamente de parabéns Rui Brito e a editora Polvo pela excelente apresentação deste segundo Romance Gráfico de Tex impresso num papel de altíssima qualidade no qual ganha relevância o texto de Ruju e sobressai largamente a arte de Rotundo. Estão também de parabéns, Mário Marques pelo belo texto de apresentação da obra e José Carlos Francisco por, mais uma vez, meter a ombros a enorme tarefa que é traduzir um texto desta dimensão, do original italiano para o “Português de Portugal” que, apesar do grande cuidado posto na tarefa, ainda não foi totalmente conseguido, aqui e ali ainda existem palavras ou pequenas frases que “escorregam” para o léxico brasileiro o que estraga, por vezes, uma cena, uma frase ou até um diálogo, o que é uma pena. Gostaria de poder ler algum dia uma obra desta envergadura num texto totalmente escrito e traduzido para português, sem variantes brasileiras ou outras que tais! Fica aqui lançado o desafio!
“Tempestade sobre Galveston” é o tipo de Tex que gostamos e queremos continuar a ler, aquele Tex que sabemos, de outras aventuras, que nunca vacila perante nenhum obstáculo, o Tex que confia em si mesmo e nos seus companheiros (aproveitamos aqui para uma vez mais reiterar que a ausência de Kit Willer e Jack Tigre nesta e nas mais recentes aventuras do Ranger é um factor negativo pois a sua presença nas mesmas era sempre uma mais- valia entusiasmante para as histórias).
Venham mais Romances Gráficos de Tex para enriquecer a biblioteca de todos os texianos espalhados pelo mundo!
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Tex Show é um programa vídeo único no panorama mundial, com duração variável, da autoria deG. G. Carsan, grande fã, coleccionador e estudioso brasileiro do Ranger, feito por fãs para divulgar a mítica personagem de histórias aos quadradinhos, Tex, visando principalmente os jovens que gostam de revistas de banda desenhada.
Trata-se de um programa com uma periodicidade sensivelmente quinzenal que tem várias rubricas texianas e que traz entre outras coisas entrevistas, participações dos fãs, divulgação de eventos e cujo quinto programa foi ao ar no passado dia 22 de Junho, programa esse superior a 1 hora e que damos a conhecer de seguida a todos os nossos leitores porque Tex Show é o programa de todos os texianos.
Registe-se que o próximo programa, o sexto, será já nesta próxima quarta-feira, dia 6 de Julho, pelas 20 horas do Brasil (menos 4 horas do que em Portugal) e terá como convidado especial o maior coleccionador de Tex no Brasil, o pardAdriano Rainho que foi convidado para falar sobre a sua colecção de Tex Willer, onde também irá mostrar em ordem de dificuldade para se conseguir os sete itens mais raros da sua fabulosa colecção e poderá ser assistido no canal Youtube de G. G. Carsan