Vídeo: A apresentação do item Tex Classic Dynamite

Tex Classic Dynamite: todos os detalhes!.

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Cartoomics
, evento realizado no início deste mês de Março, em Milão, Itália, trouxe a estreia de uma iniciativa verdadeiramente especial, espectacular e rica de conteúdos exclusivos relacionados com o lançamento de Tex Classic, a nova colecção, a cores, que traz a reedição das lendárias aventuras do Ranger: Tex Classic Dynamite que inicia, um ano antes, as efemérides promovidas pela Sergio Bonelli Editore para comemorar, em 2018, os 70 anos de Tex Willer.

Um item verdadeiramente imperdível para todo e qualquer fã e/ou coleccionador de Tex e que veio no interior de uma belíssima caixa de madeira que recorda uma pequena caixa de dinamite e que no seu interior traz quatro versões do primeiro volume desta colecção: a regular e três com uma capa variante (vintage, prateada – com elementos em relevo, e “Mano rossa” – soft-touch e com elementos brilhantes). Mas há mais… abrindo a caixa de lenha, pode-se encontrar no seu interior a reprodução do primeiro volume no formato talão de cheques (striscia) “Il totem misterioso“, originariamente publicado a 30 de Setembro de 1948, a inédita proposta no formato striscia de uma breve história de Tex de 1951 (“La banda del campesino”), assinada pela mítica dupla Bonelli e Galleppini, além de uma cópia de elevada qualidade e em grande formato da primeira e histórica vinheta de Tex, desenhada por  Galep!

Tudo isto por 24,90 €, mais os custos dos portes já que a Sergio Bonelli Editore vende este item através do seu site, para todos os países da Comunidade Económica Europeia. Uma verdadeira surpresa explosiva, como podemos conferir assistindo ao vídeo (em italiano) que damos a conhecer de seguida:

Tex num duelo na Main Street de Anadia em pleno século XIX, numa deslumbrante arte de Leomacs

Nos dias 29 e 30 de Abril deste ano, realizar-se-á na cidade de Anadia, capital da região bairradina, a 4ª Mostra do Clube Tex Portugal, onde obviamente não deixará de estar presente em grande destaque a personagem Tex Willer, não só pelas duas exposições associada ao Ranger, mas também pela presença dos conceituados desenhadores italianos Andrea Venturi e Leomacs.

Tex num duelo na Main Street de Anadia em pelo século XIX, na belíssima arte de Leomacs

Como forma de agradecimento por este convite português, Leomacs, pseudónimo de Massimiliano Leonardo, desenhou o Tex em Portugal, mais precisamente num duelo na Main Street de Anadia, em pelo século XIX, tornando assim esta quarta presença do Ranger na capital da Bairrada, uma região rica e afamada pelo leitão, mas também pela produção de apreciados espumantes, muito mais especial, como podemos ver de seguida num desenho que  o blogue português do Tex divulga para o mundo, mas sobretudo para os apaixonados Texianos portugueses em mais um inédito e exclusivo mundial, desenho este que será oferecido a todos os fãs e coleccionadores do Ranger que comparecerão em Anadia nos dias 29 e/ou 30 de Abril.

Leomacs na sua prancheta a desenhar Tex

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Tex Willer e Kit Carson junto ao Monumento dos Mortos da Grande Guerra, na Praça Visconde Seabra, em Anadia, numa esplendorosa arte de Andrea Venturi

Nos dias 29 e 30 de Abril deste ano, realizar-se-á na cidade de Anadia, capital da região bairradina, a 4ª Mostra do Clube Tex Portugal, onde obviamente não deixará de estar presente em grande destaque a personagem Tex Willer, não só pelas duas exposições associada ao Ranger, mas também pela presença dos conceituados desenhadores italianos Andrea Venturi e Leomacs.

Como forma de agradecimento por este convite português, Andrea Venturi, desenhou Tex Willer e Kit Carson em Portugal, mais precisamente junto ao Monumento dos Mortos da Grande Guerra, na Praça Visconde Seabra, em Anadia e com o edifício da Câmara Municipal ao fundo, tornando assim esta quarta presença do Ranger na capital da Bairrada, uma região rica e afamada pelo leitão, mas também pela produção de apreciados espumantes, muito mais especial, como podemos ver de seguida num desenho que  o blogue português do Tex divulga para o mundo, mas sobretudo para os apaixonados Texianos portugueses em mais um inédito e exclusivo mundial, desenho este que será oferecido a todos os fãs e coleccionadores do Ranger que comparecerão em Anadia nos dias 29 e/ou 30 de Abril e que retrata pela primeira vez o “velho” Kit Carson em terras portuguesas já que é a primeira vez que o célebre “Cabelos de Prata” acompanha o seu pard Tex Willer ao nosso país.

Tex Willer e Kit Carson em Anadia, Portugal

Como curiosidade e para efeito de eventual comparação deste magnífico desenho do autor italiano, mostramos a fotografia em que Andrea Venturi se inspirou para a realização desta homenagem que o autor italiano quis fazer à bela cidade de Anadia:

O monumento localizado no jardim da cidade, em plena Praça Visconde Seabra é dedicado aos soldados do concelho de Anadia mortos no decurso da 1ª Grande Guerra Mundial. Foi projectado por António Joaquim da Conceição, artista natural de Ferreiros, Anadia e inaugurado a 8 de Dezembro de 1929, com a seguinte inscrição: “Aos mortos da Grande Guerra. O Concelho de Anadia.”

Na magnífica ilustração de Andrea Venturi também se vê ao fundo um dos edifícios mais emblemáticos da capital bairradina: a Câmara Municipal que em anos anteriores também já foi desenhada por Pasquale Del Vecchio e Stefano Biglia.

Poucas são as cidades, inclusive em Itália, que se podem orgulhar de ter sido já visitadas por Tex e Kit Carson, por isso caro pard texiano, não deixe de comparecer em Anadia entre os dias 29 e 30 de Abril próximo para conhecer e conviver com Andrea Venturi e muitos fãs e coleccionadores do Ranger que já confirmaram a sua presença, alguns inclusive vindos do estrangeiro e para ganhar o fantástico desenho de Tex e Carson em Anadia devidamente autografado!

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Entrevista exclusiva: PEDRO MAURO

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco com a colaboração de Giampiero Belardinelli na formulação das perguntas, de Júlio Schneider (tradutor de Tex para o Brasil) e de Bira Dantas na caricatura.

Pedro Mauro na arte caricatural de Bira Dantas

Caro Pedro Mauro, bem-vindo ao blogue português de Tex. Para começar, pode falar um pouco da sua infância?
Pedro Mauro: Eu nasci em uma grande fazenda no interior de São Paulo, Brasil, onde eu passei a minha infância nesse lugar, no meio da natureza, com rios e cachoeiras.
Éramos onze irmãos, uma grande família. E foi nesse lugar que desde cedo, comecei a gostar de cinema e quadrinhos, e os meus preferidos eram os de cowboys.

Quais foram os primeiros quadradinhos que você leu?
Pedro Mauro: Eu adorava quadrinhos mesmo antes de saber ler, me encantava com os desenhos, e dizia para os meus pais que queria ser desenhador.
Os primeiros que li, foram os da Disney.

Na época da sua infância e adolescência, quais eram as BDs (HQs) publicadas no Brasil?
Pedro Mauro: As HQs publicadas no Brasil naquela época eram muitas.
As HQs europeias apareciam em almanaques com histórias de guerra e  westerns. A grande maioria era americanas, como Disney, Fantasma, Mandrake, Príncipe Valente, Flash Gordon e super-heróis da Marvel e DC.
As publicações brasileiras eram sobre temas históricos, personagens do folclore brasileiro, como o Saci Perere, do Ziraldo,  terror e histórias sobre a segunda Guerra mundial.

Quando é que você começou a se familiarizar com lápis e pincéis?

Pedro Mauro: Comecei muito cedo a desenhar e pintar. Desde criança eu tinha na mente que eu iria ser desenhador de HQs. Passava horas olhando e tentando copiar grandes desenhadores da época, tentando fazer a minha própria história. Meus cadernos escolares eram cheios de desenhos, o que sempre me levava a ser repreendido pelos professores, mas não desistia.

Quais foram os seus primeiros trabalhos profissionais?

Pedro Mauro: Fiz o meu primeiro trabalho profissional quando tinha 16 anos, como assistente de um grande desenhador, Ignacio Justo, que desenhava histórias sobre a segunda grande guerra. Ele foi o meu mestre e eu assinei algumas histórias de guerra com ele. O editor viu que eu gostava de desenhar cowboys, confiou em mim, e convidou-me para desenhar um personagem, Pancho, no estilo western spaguetti, que aliás faziam muito sucesso na época. Já comecei com uma revista mensal de 28 páginas e capa, e desenhei westerns por dois anos.



Como foi a sua experiência nos Estados Unidos, para onde você se mudou em 1990?

Pedro Mauro: Quando eu deixei as HQs em 1972, eu fui trabalhar em publicidade, em São Paulo, como ilustrador de storyboards. Trabalhei no mercado brasileiro por mais de vinte anos. Foi quando em 1995 visitei estúdios em Nova York e fui convidado para trabalhar lá como ilustrador.
Acertei com um grande estúdio, Santa Donato Studios,  que representava vários artistas para grandes agências de publicidade e estúdios de cinema.
Morei lá por 12 anos, e fiz muitos storyboards e artes para diversos clientes. Foi um período muito importante na minha carreira profissional, aprendi muito com artistas americanos e pude acompanhar de perto o trabalho de HQs, apesar de não ter tentado nada com quadrinhos por lá. Mas foi lá, antes de voltar ao Brasil, que decidi que iria voltar para os quadrinhos.

Em 2013 você voltou a trabalhar com BD ao desenhar uma história escrita por Carlos Stefan: como considera esse seu trabalho?
Pedro Mauro: A minha primeira tentativa de voltar para os quadrinhos, foi em 2013, com o convite de meu amigo Carlos Stefan, numa história Back From The Dead Red, sobre uma lenda de uma pirata francesa, a qual não está ainda finalizada, devido às nossas agendas de trabalhos.

Como você entrou em contacto com a Sergio Bonelli Editore?
Pedro Mauro: O meu primeiro contacto com a Bonelli, foi na realidade através de Gianfranco Manfredi.
Como eu estava trabalhando na minha história de piratas, passei a publicar na minha página no Facebook os meus desenhos e estudos. Em Janeiro de 2014, recebi uma mensagem do Gianfranco convidando-me para desenhar dois episódios de Adam Wild, seu novo personagem para a Bonelli. Trocamos emails e comecei a desenhar meses depois.

Conheceu pessoalmente Sergio Bonelli?
Pedro Mauro: Não, não tive a oportunidade de conhecer pessoalmente Sergio Bonelli, mas amigos meus que o conheceram, falavam muito dele, como profissional e amante dos quadrinhos.

Como foi trabalhar com Gianfranco Manfredi?

Pedro Mauro: Trabalhar com Gianfranco foi e é muito fácil e prazeroso. Eu recebo o roteiro muito bem descrito e com uma grande e organizada quantidade de referências fotográficas, pesquisa e etc…
Eu apresento sempre as páginas a lápis antes de fazer o nanquim, e nunca houve mudanças ou problemas, devido à forma que ele detalha e me entrega os seus roteiros.
Estou terminando o meu terceiro trabalho com ele, e provavelmente vamos iniciar um quarto em breve.

Fale um pouco do seu trabalho com Adam Wild.
Pedro Mauro: Eu fiquei muito feliz quando recebi o primeiro roteiro de Adam Wild, porque eu estava voltando para os quadrinhos com uma bela aventura e assinada por um grande roteirista.
A história passava-se em Lagos, Nigéria, e os personagens principais já estavam criados, mas nos meus episódios tive que criar outros importantes dentro da história, como Prince e Baba. Eu me apaixonei pelos personagens, pena que a série foi descontinuada.

Quanto tempo você leva para desenhar uma página? Cumpre horários? Como é o seu dia padrão, entre trabalho, busca de informações, ócio, vida familiar?
Pedro Mauro: Eu levo em média um dia para fazer uma página completa. Mas eu gosto de trabalhar fazendo sketches a lápis de uma série de páginas, então eu mostro para o autor e finalizo essa série toda.
Assim, minha média mensal é de 15 a 20 páginas por mês, dependendo da complexidade das cenas. Eu procuro sempre manter uma rotina de trabalho de 8 horas diárias, de segunda às sextas. Os fins-de-semana eu sempre uso para pequenos acabamentos nos desenhos, e para ficar com a família. Duas vezes ao ano eu tiro alguns dias para viagens e Comic Cons.

Como é a sua técnica de trabalho?
Pedro Mauro: Eu trabalho minhas páginas da maneira tradicional. Uso lápis, papel e para acabamento uso nanquim, pena e pincel. Geralmente faço em tamanho A3 (28 por 38 cm).

Você se sente um artesão dos quadradinhos ou um artista? Para você, desenhar é um estímulo, uma diversão ou um trabalho?
Pedro Mauro: Vejo-me como os dois, artesão e artista, pela forma com que eu trabalho minhas HQs.
Desenhar para mim é puro estimulo. Eu vivo e penso desenho todo instante, se vejo uma cena na rua, de repente imagino ela desenhada, o mesmo quando assisto a um filme.
É claro que é também meu trabalho. Eu vivo de desenho há mais de 40 anos.
Mas encanta-me esta profissão, você poder viajar pelo mundo sem sair da sua mesa, dar vida a personagens de todo tipo, ser o director, cenografista, camera man, enfim, poder trabalhar nesse maravilhoso mundo de fantasia que é a banda desenhada.

Você mora e trabalha em Itu, no Estado de São Paulo. Como é o seu relacionamento com essa cidade histórica?
Pedro Mauro: Itu foi a cidade que escolhi para viver nos últimos trinta anos. É uma pequena cidade histórica perto de São Paulo, e que teve grande importância no período colonial do Brasil.
Com seus museus e igrejas seculares, ainda tem nos seus casarões a arquitectura portuguesa de mais de quatrocentos anos.
Aqui no meu estúdio, eu encontro a paz que eu sempre busquei para trabalhar.

Passemos agora ao Ranger que dá nome a este blogue. Agora que você é um desenhador bonelliano, gostaria de desenhar Tex? Já recebeu alguma proposta nesse sentido?
Pedro Mauro: Eu sempre gostei de westerns e comecei a minha carreira desenhando westerns.
É claro que, desenhar Tex para mim seria coroar a minha carreira de quadrinista, uma honra. Mas sei que desenhar Tex é para poucos. Não recebi nenhuma proposta nesse sentido.
Mas me senti realizado quando visitei a sala de redacção de Tex, na Bonelli, lá pude sentir a força do personagem nos quadrinhos.

Para si, o que significaria desenhar histórias de uma lenda da Banda Desenhada como Tex?
Pedro Mauro: Seria uma realização pessoal desenhar uma lenda como Tex, e também um desafio, sabendo que grandes artistas já deram vida a esse famoso Ranger, que logo mais completa 70 anos.

Na sua visão, quem ou o que é Tex? O que mais lhe agrada e menos agrada no Ranger?
Pedro Mauro: Eu vejo o Tex como uma lenda, uma lenda que atravessou décadas e é um sucesso.
O que me agrada é seu senso de justiça e que faz valer a lei custe o que custar. Um verdadeiro herói fazendo sua história no Oeste.



Para concluir o tema, como você vê o futuro do Ranger?
Pedro Mauro: Tenho certeza que Tex vai atravessar muitas décadas cavalgando, fascinando seus fãs mundo afora.
Tex é carismático e uma fonte inesgotável de aventuras, e é cuidado com muito carinho pelos seus editores.

Quais são seus projectos futuros? Pode nos antecipar alguma coisa?
Pedro Mauro: Tenho um projecto pessoal para este ano, que é um álbum com reprodução de algumas histórias de western que desenhei em 1970, e com uma história nova e inédita de abertura.
Também uma série em fase de sketches e finalização de roteiro, de ficção cientifica que será publicada provavelmente nos Estados Unidos.
Por fim, aguardando um ok, para mais uma participação numa série de Gianfranco, para a Bonelli.



Além de BD, você lê livros? E quais são as suas preferências no cinema e na música?

Pedro Mauro: Sim, sempre leio livros, mas também às vezes fico muito tempo sem ler devido à minha agenda de trabalho. Procuro assistir o máximo de filmes porque adoro cinema, que é uma fonte inesgotável de aprendizado, para quem trabalha com quadrinhos.
Minhas preferências, na ordem,  westerns, ficção e aventura fantasia, como O Senhor dos Anéis.
Na música, rock leve, musica popular brasileira e jazz.

E chegamos ao fim. Você gostaria de dizer alguma coisa mais, algo que não lhe foi perguntado e que você gostaria que os nossos leitores soubessem?
Pedro Mauro: Só queria completar dizendo, que me sinto realizado nos meus 48 anos de profissão. Conseguir trabalhar naquilo que mais amo que é desenhar, e conhecer grandes artistas e profissionais tanto na área de publicidade como de quadrinhos, e coleccionar muitas boas histórias e emoções em todos esses anos, realmente não tem preço!

Caro Pedro, em nome do blogue português de Tex, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.
Pedro Mauro: Eu é que agradeço vocês pela oportunidade de poder falar sobre minha experiência profissional, e mandar um grande abraço para todos os fãs de Tex. Sempre uma honra!

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