Tex Edição Gigante #31 Capitão Jack Tito Faraci (argumento) Enrique Breccia (desenho) Mythos Editora
Brasil, Outubro de 2016
185 x 275 m, 242 p., pb, capa mole
R$ 24,80/9,00 €
Elogio da diferença
Aquilo que normalmente marca – ou marcava? – a diferença nos Tex Gigante – os Texoni italianos – é aquilo que – ironicamente… – mais críticas lhes levanta: a inovação gráfica que é permitida – e procurada – aos seus desenhadores.
Nomeadamente na sua génese – ou como no caso deste Capitão Jack – quando para eles eram convidados autores de renome, exteriores à editora Bonelli: Guido Buzzelli, Joe Kubert, Jordi Bernet, Magnus… são alguns (bons) exemplos.
Por isso – ou também por isso – o principal problema deste Capitão Jack – nomeadamente para o núcleo (mais) duro dos fãs de Tex – é a dificuldade evidente que o desenhador teve em ‘gerir’ as feições do protagonista, que habitualmente lhe (re)conhecemos, mas que neste livro o tornam muitas vezes (ir)reconhecível.
De quase gémeo de Alvar Mayor (na última vinheta da página 31 desta edição) até ao Tex mais tradicional – poucas vezes presente… – são várias as feições que o ranger ostenta, quase sempre duras, por vezes a parecer tiradas a papel químico (ou a copy/paste), algumas vezes demasiado caricaturais… – problema que se estende a outras personagens menores e que destoa claramente da natureza e do tom da narrativa.
E, queira-se ou não, essa surge como uma das imagens de marca deste Tex de Enrique Breccia, argentino, veterano dos quadradinhos e mestre incontestado do preto e branco, como demonstra de forma brilhante, repetidamente, em muitas das mais de duzentas pranchas que este volume contém. Seja nos sucessivos flashbacks mais próximos do traço a lápis, seja nas cenas nocturnas, seja no uso de tramas para definir volumes e distâncias, seja nos cenários naturais ou naturalistas (e sem seres humanos…), seja nas cenas definidas a partir de fortes contrastes de preto e branco, seja na expressividade e riqueza de pormenores de muitos dos rostos dos figurantes.
A história de Tito Faraci, baseada difusamente numa personagem real que a determinado momento tentou que fossem respeitados os tratados estabelecidos para tentar parar o inexorável avanço branco nos territórios selvagens do Oeste, é duro, bastante realista, e com algumas (boas) inflexões e surpresas. E se apresenta, a par de Tex, outras personagens mais estereotipadas – o comandante inflexível e interesseiro, o jovem índio rebelde para quem a guerra aos brancos é a solução de todos os problemas… – tem quase como verdadeiro protagonista, o Capitão Jack que dá título ao volume, um chefe índio de personalidade densa e consistente, rico pelas incertezas e dúvidas que sente, espelhadas nas suas decisões e atitudes, sempre questionáveis, nem sempre as melhores, mas assumidas sempre acreditando que eram; ou seja, humano.
*Pedro Cleto, Porto, Portugal, 1964; engenheiro químico de formação, leitor, crítico, divulgador (também no Jornal de Notícias), coleccionador (de figuras) de BD por vocação e também autor do blogue As Leituras do Pedro
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Hoje no blogue do Tex apresentamos um novo vídeo do canal Quadrinhos & Companhia, como sempre com apresentação do coleccionador e especialista em Tex Eduardo M. Wisniewski, onde é abordada a mais recente colecção de Tex,TEX GOLD, publicação com o selo da Salvat e que está quase a chegar às bancas brasileiras, já que foi anunciada para se iniciar no dia 15 deste mês, mas padece de um pequeno atraso motivado pela chegada, por via marítima, das edições que são impressas noutro continente.
Neste vídeo, o apresentador Eduardo M. Wisniewskibaseando-se no blogue português do Tex, como o próprio frisa (e desde já agradecemos a publicidade feita ao nosso blogue), dá-nos os mais diversos números e notas destes 60 volumes da colecção, como quantidade de histórias que serão publicadas, quais histórias, se são inéditas no Brasil, etc.
Tudo isto pode-se assistir em mais um excelente vídeo, de pouco mais de 17 minutos, que recomendamos aos nossos leitores e que apresentamos também de seguida:
Capa (realizada por Andrea Venturi) da 2ª Edição da Revista nº 1 do Clube Tex Portugal
Devido a dezenas de pedidos de sócios do Clube Tex Portugal, em particular dos inúmeros novos associados dos últimos dois anos que quando se associaram ao Clube Português dedicado ao Ranger criado por G. L. Bonelli e Aurelio Galleppini em 1948, já não tinham à sua disposição a mítica Revista Número 1 do Clube, lançada em Novembro de 2014 e que se esgotou completamente ao fim de pouco tempo, a Direcção do Clube Tex Portugal decidiu fazer uma 2ª Edição da Revista #1 de modo a satisfazer todos os pedidos permitindo assim que todo e qualquer sócio possa ter na sua colecção a edição que deu início a um projecto único e hoje em dia muito valorizado, tanto que fomos sabedores que já houve exemplares da Revista Número 1 que foram vendidos (por sócios que na época de lançamento compraram mais do que um exemplar) por valores a rondar os 25 euros.
A 2ª Edição da Revista nº 1, tem lançamento marcado para Outubro deste ano, ou seja, já no próximo mês e somente poderá ser adquirida por sócios do Clube, podendo cada sócio adquirir quantos exemplares desejar, ao preço de 10 euros por cópia. Atendendo ao facto desta ser uma Edição Especial e também ao facto de ter uma tiragem menor do que aquando das revistas da 1ª Edição, fazendo com que o valor a pagar à gráfica seja mais elevado, o Clube Tex Portugal NÃO ARCA COM AS DESPESAS DE ENVIO desta Revista Número 1 da 2ª Edição, estando todavia disponível para entregar a(s) Revista(s) em mãos quando houver essa possibilidade de modo a evitar o pagamento dos portes.
Assim sendo, para além do valor da(s) Revista(s) cada sócio terá que arcar com as despesas postais, acrescentando ao valor da revista os valores que seguem e que são para Portugal, Europa (Espanha, Itália, Holanda, etc.) e Resto do Mundo (Brasil, Angola, Moçambique, Índia, etc.):
Portugal: 1 ou 2 revistas 1,75€
Europa: 1 revista 2,80€ – 2 revistas. 4.30€
Resto do Mundo: 1 revista 4.80€ – 2 revistas 7.50€
O editorial da Revista nº 1 do Clube Tex Portugal
De modo a salvaguardar o valor das revistas originais da 1ª edição, esta 2ª edição da Revista número 1 terá a menção na capa de que se trata de uma 2ª Edição, assim como trará igualmente na capa o mês de Outubro de 2017 e não Novembro de 2014, conforme se pode já constatar na capa (ainda provisória) que mostramos na abertura deste texto. Serão as duas únicas alterações, mantendo-se religiosamente igual toda a restante revista de 32 páginas.
Desenho de Stefano Biglia para a contracapa da Revista nº 1 do Clube Tex Portugal
Esta segunda edição da Revista do Clube Tex Portugal mostra a solidificação do projecto da Revista do Clube Tex Portugal, que crescendo e fortalecendo-se a cada novo número faz com que os novos sócios desejem adquirir os primeiros números e prova do cada vez maior sucesso da Revista Portuguesa que conta em cada número com participações dos mais renomados autores de Tex, é que para além da Revista número 1, também as edições número 2, 3 e 4 estão completamente esgotadas pelo que em Abril de 2018, aquando da 5º Mostra do Clube Tex Portugal a realizar nos dias 29 e 30 de Abril, iremos ter o lançamento da 2ª Edição da Revista Número 2.
Para além dos sócios que ainda não tenham a Revista Número 1, temos a mais firme convicção que muitos sócios que a tenham, irão também tentar adquirir a 2ª Edição por se tratar no fundo de uma revista diferente e porque os coleccionadores são assim mesmo, como provam os mais diversos texianos que coleccionam a revista Tex do Brasil, não somente da 1ª Edição, mas também da 2″ Edição!
Deste modo, todos os sócios que desejem adquirir exemplares da Revista Número 1, da 2ª Edição, devem informar desde já (e impreterivelmente até ao dia 30 deste mês) o Clube Tex Portugal, na forma de comentário a este post ou escrevendo para José Carlos Francisco (josebenfica@hotmail.com), indicando o nº de exemplares pretendido e procedendo ao respectivo pagamento (inclusive dos portes) na conta do Clube Tex Portugal ou através de paypal, enviando o comprovativo desse mesmo pagamento.
Pagamentos internacionais por transferência bancária devem ser feitos com todas as despesas a serem suportadas pelo ordenador, sem qualquer dedução no valor a receber pelo Clube, devendo ser creditada a conta PT50003600009910590434664 em nome do Clube Tex Portugal na Caixa Económica Montepio Geral – código swift: MPIOPTPL;
Pagamentos nacionais por transferência bancária devem ser feitos para o IBAN PT50003600009910590434664
Pagamentos por Paypal devem ser efectuados para o e-mail cacem.moreira@gmail.com com todas as despesas a serem suportadas pelo ordenador, sem qualquer dedução no valor a receber pelo Clube.
Falando da Revista Número 1 em si, para quem ainda não a possui, informamos que é TOTALMENTE a CORES, tem o FORMATO A4 e conta com textos de Mário João Marques (que escreve sobre Pasquale Del Vecchio e também Leituras e Apontamentos), Júlio Schneider (Hola, Amigo), Carlos Moreira (1º Convívio do Clube Tex Portugal) , José Carlos Francisco (1.ª Mostra do Clube Tex Portugal), Jorge Magalhães (Como eu encontrei Tex Willer em Barcelona), Jorge Machado-Dias (Porque não gosto de westerns), Sérgio Madeira de Sousa (Giovanni Ticci – O elo), Pedro Cleto (A cor em Tex: Um longo caminho a percorrer) e Paulo Guanaes (Da indiferença ao sucesso estrondoso) e DESENHOS EXCLUSIVOS de ANDREA VENTURI, STEFANO BIGLIA e MAURIZIO DOTTI!
Estudo de Stefano Biglia para o verso da contracapa da Revista nº 1 do Clube Tex Portugal
Para uma apresentação melhor desta importante iniciativa dirigida por Mário João Marques, o director da revista, e destinada aos sócios do Clube damos a conhecer de seguida o editorial deste primeiro número da revista:
EDITORIAL
Em Agosto de 2013, durante uma tertúlia texiana organizada quando do 18º Salão Internacional de Banda Desenhada de Viseu, um grupo de amigos teve a oportunidade de formalizar a criação de um clube que pudesse fomentar o convívio e a troca de ideias sobre Tex. Idealizado uns meses antes, a ocasião proporcionada e a presença inspiradora de Andrea Venturi, desenhador convidado para o Salão, serviram assim de catalisadores, permitindo firmar a criação do Clube Tex Portugal.
A revista que agora está nas vossas mãos é um objectivo a que nos propusemos desde a primeira hora, um instrumento privilegiado que permite divulgar, aprofundar e sobretudo homenagear um grande herói e uma grande série que, ano após ano, se vem batendo pelos ideais da justiça e da honra, unindo muitos em redor de valores infelizmente cada vez mais raros.
Devidamente autorizada pela Sergio Bonelli Editore, que desde o início nos concedeu a honra do seu apoio e do seu carinho, a revista é o trabalho de muitos e que nos enche de orgulho, representando o culminar de um primeiro ano do Clube pleno de actividades e de sucesso. Todos são convidados a participar, apresentando trabalhos sobre Tex, o seu mundo, as suas personagens, os seus autores. Queremos fomentar o convívio, desejamos divulgar a personagem, ansiamos que apreciem e possam retirar o mesmo prazer que todos os que colaboraram neste primeiro número tiveram na sua preparação e elaboração.
Este primeiro número conta com artigos de José Carlos Francisco, Sérgio Madeira de Sousa, Pedro Cleto, Jorge Magalhães e Mário João Marques, assim como com um pequeno texto escrito por Júlio Schneider, em jeito de homenagem à amizade em torno de Tex. Mas outros, de uma forma ou de outra, deram o seu grande contributo, permitindo que o projecto pudesse ver a luz do dia. Carlos Moreira, Hernâni Portovedo, Orlando Silva, António Guerreiro, Jorge Machado Dias, Dorival Lopes (e a Mythos), Gianni Petino e todas as mulheres texianas, foram baluartes fundamentais. A todos o Clube Tex Portugal agradece!
Apesar desta paixão, nada teria sido possível sem o apoio dado pela Sergio Bonelli Editore, que não cansamos de sublinhar, particularmente Davide Bonelli e Mauro Boselli, a quem o Clube Tex Portugal agradece eternamente. E é também um enorme motivo de orgulho poder contar, na capa deste primeiro número, com um desenho exclusivo de um grande talento, Andrea Venturi. Um grande desenho de um grande desenhador, desde o início ao nosso lado. Grazie mille Andrea!
Leiam, releiam, comentem, sugiram, pois a participação de todos é fundamental para juntos podemos fazer cada vez mais e melhor. Sem qualquer presunção, humildemente queremos alimentar o sonho e a paixão.
Clube Tex Portugal
Ilustração a preto e branco de Andrea Venturi para a capa da edição nº 1 da revista do Clube Tex Portugal
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Entrevista de José Carlos Francisco à revista Billy The Kid & Outras Histórias nº 24
Nome:José Carlos Pereira Francisco
Profissão: Chefe de produção numa indústria de mobiliário metálico, sendo também no campo editorial o representante da Mythos Editora em Portugal.
Nacionalidade: Portuguesa
Relação com o faroeste? Desde que me lembro sempre fui um apreciador de histórias aos quadradinhos com predilecção pelo género faroeste e ainda em Moçambique, país onde nasci e residi até quase aos 10 anos, a minha leitura preferencial já eram as edições de Bonanza, Tex Tone, Façanhas do Oeste, Buffalo Bill, O Falcão, Heróis do Faroeste, Sioux, Apache, Mascarilha, Lucky Luke e tantas outras, isto porque desde tenra idade fui habituado a ler BD’s porque a minha mãe tinha uma livraria que vendia BD’s.
Sobre o blogue:O blogue português do Tex nasceu em 2006 para mostrar ao mundo que mesmo não sendo Tex publicado em Portugal, havia muita paixão pelo Ranger neste pequeno, mas belo país à beira-mar plantado. Com o decorrer do tempo e com a ajuda e colaboração de outros colaboradores, o blogue tornou-se uma referência mundial para os fãs e coleccionadores não só de Tex, mas do faroeste em geral, destacando-se sobretudo pelas entrevistas aos autores da editora Bonelli, para além das inúmeras novidades e conteúdos exclusivos como por exemplo o Alfabeto do Velho Oeste.
Sobre o Clube Tex:O Clube Tex Portugal foi criado em 10 de Agosto de 2013, por ocasião do 18º Salão Internacional de Banda Desenhada de Viseu, na presença de Andrea Venturi. A ideia germinava desde 2011 e foi, digamos assim, oficializada com a devida autorização da Sergio Bonelli Editore, na pessoa do seu director geral Davide Bonelli, que deu o seu apoio incondicional ao Clube desde o anúncio da sua criação. O Clube Tex Portugal é caso único em Portugal, de um Clube dedicado exclusivamente a um herói da BD, e foi o primeiro Clube oficial de Tex no mundo. É uma iniciativa dedicada aos fãs e coleccionadores portugueses, que visa um maior convívio não somente entre os admiradores do Ranger, mas também, entre outras coisas, proporcionar a vinda a Portugal e consequente convívio com autores de Tex. Além disso, publicamos uma revista semestral destinada em exclusivo aos sócios do Clube.
Desde quando és fã de Tex? A minha paixão por Tex nasceu somente em Portugal, porque Tex não era vendido em Moçambique. Tal ocorreu em 1980 durante umas limpezas em casa dos meus avós onde descobri uma caixa com muitas revistas e entre elas somente um exemplar de Tex, mas era uma edição especial que me cativou de imediato. Tratava-se de “Pacto de Sangue“, uma aventura onde acontece o casamento do Ranger e fiquei de tal forma impressionado que passados mais de 35 anos desse dia aqui estou eu a falar desta minha paixão, que aumenta a cada nova história.
Qual a diferença da personagem Tex para outras? Creio sobretudo que diferença principal é que Tex encarna valores universais como, por exemplo, o desejo de justiça graças à força da lei ou até mesmo fora dela, a consciência da igualdade entre os homens e a capacidade de julgá-los apenas com base no seu comportamento efectivo, características essas que eram revolucionárias para uma personagem na década de 40 mas que são actuais hoje, assim como continuarão a ser no futuro. Uma fórmula que praticamente continua imutável já que apesar de terem mudado os autores que trabalham com Tex, se alguém aplicou modificações ou inseriu novas temáticas, fez isso com o mais rigoroso respeito pela personagem, mantendo-se fiel aos princípios de G. L. Bonelli. No fundo Tex é o homem que todos gostaríamos de ser e quem lê Tex não consegue ficar indiferente ao Ranger, porque de certo modo ele é real, já que nos podemos rever nos seus princípios, nos seus actos e na sua coragem, sempre em prol da justiça. Esse penso ser na minha opinião o segredo maior do sucesso, mas para além disso há que destacar a excelência da produção. Tex é uma série excepcional pelos seus longos enredos, muitos deles permeados de factos e personagens históricas e que sempre teve magníficos desenhadores ao seu serviço.
Das histórias de Tex que envolvem os Apaches, quais as que mais lhe agradaram? Aquela que certamente mais me agradará, ou pelo menos a que mais aguardo, já que ainda não foi contada, será a história do primeiro encontro de Tex com Cochise, história que está a ser produzida no presente, mas falando das histórias já feitas, não me posso esquecer de “O Passado de Tex”, onde curiosamente o chefe apache tem a sua primeira aparição, assim como de “A Volta do Bandoleiro” onde os apaches salvam Tex e Carson de uma enrascada ou de “Território Apache”, uma das melhores histórias de toda a longa saga de Tex ou ainda “Os sinos dobram por Lucero” quando apaches mescaleros liderados por Lucero espalham a morte e o terror através de saques e ataques a ranchos na fronteira entre o Estados Unidos e o México ou mais recentemente a aventura “Rumo a Forte Apache” quando o Arizona se encontrava a ferro e fogo, devido ao facto de um grupo de apaches rebeldes chefiados por Chunz lutar contra o exército americano instalado em Forte Apache, mas são tantas as aventuras de Tex com a participação dos apaches que é difícil escolher as melhores histórias.
Das histórias de Tex qual a personagem Apache mais importante?Na saga de Tex, a personagem apache mais importante é indiscutivelmente Cochise, chefe dos apaches e irmão de sangue do próprio Tex, numa homenagem de G. L. Bonelli ao célebre homónimo real já que se trata de uma personagem que na realidade existiu tendo sido inclusive chefe de todas as tribos apaches, comandando pessoalmente a tribo dos Chiricahuas. No mundo de Tex, Cochise que está sempre pronto para ajudar o seu irmão branco, foi apresentado inicialmente como um destemido guerreiro em busca de escalpes, fama e glória, mas com o passar do tempo o grande chefe privilegiou a paz entre o seu povo e os homens brancos.
Fale um pouco sobre teu acervo de revistas e ilustrações de Tex.Somando as duas principais colecções (completas) de Tex, a brasileira e a italiana e álbuns publicados em 23 outros países, inclusive em Portugal, tenho mais de 1500 revistas do Ranger. Há ainda a acrescentar mais de 1500 revistas de várias outras colecções e novas séries de Tex que têm surgido nos últimos anos, tanto italianas como brasileiras e ainda um festival de edições especiais e extras com destaque para as coloridas, de vários tipos, formatos e países, para além de mais de uma centena e meia de livros temáticos dedicados a Tex, totalizo no presente um valor superior a 3000 edições de Tex. Quanto à minha colecção de ilustrações originais de Tex que já são mais de 80, ela começou em 2006, quando durante uma das minhas visitas à Sergio Bonelli Editore, em Milão, Claudio Villa teve a gentileza de me fazer um desenho exclusivo de Tex enriquecendo-o com uma dedicatória personalizada. Pouco tempo depois, um amigo italiano enviou-me, pelo correio, um desenho original realizado por Fabio Civitelli e também esse com a devida dedicatória. A partir desse momento comecei a ganhar um carinho especial pelos desenhos originais, sobretudo por serem peças únicas e realizadas propositadamente para mim, não somente por desenhadores de Tex mas também por muitos outros autores da Casa Bonelli (e não só!) que conhecia pessoalmente, e também dos mais renomados ilustradores, por ocasião das entrevistas publicadas no Blogue Português de Tex. Com tudo isso, a minha casa transformou-se em uma verdadeira “galeria” texiana, com os desenhos expostos nas paredes.
Se não tivesse o Tex serias fã de qual personagem? Não imagino a minha vida sem Tex, mas caso eu nunca tivesse descoberto Tex, provavelmente a minha personagem preferida fosse “Comanche”, de Greg e Hermann ou então o “Tenente Blueberry” da dupla Charlier/Giraud, curiosamente ambos disputam com Tex o título de melhor personagem do Oeste americano com a particularidade de todos os três serem de autores europeus.
Obrigado, Zeca!
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