Entrevista com o fã e coleccionador: Zenaldo Nunes

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco.

Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente?
Zenaldo Nunes: Sou casado, pai de 4 filhos. Gosto de ler e de cinema; colecciono filmes de faroeste; James Bond – 007; Seriados do cinema; Bruce Lee; Super-heróis (Marvel e DC); Action Figures (Super-heróis) e pesquisar na Internet. Nasci em Campina Grande – Paraíba – região Nordeste do Brasil, em 18 de Março de 1963, numa segunda-feira, às 08h00min, no Bairro da Liberdade; sendo o primogénito dos meus pais (Antonio Ferreira Nunes e Josefa Gonçalves Nunes – In Memorians). Sou Funcionário Público (Enfermeiro), num Hospital de Trauma e numa Maternidade na cidade onde moro (Caruaru – Pernambuco – Brasil).

Quando nasceu o seu interesse pela banda desenhada?
Zenaldo Nunes: Na minha infância; onde foi emocionante ver as coisas visíveis em forma de quadrinhos (quadradinhos). Recordo-me do meu pai ser um amante de livros de cowboys conhecidos por livros de “bolso” e ter vários. De vez em quando ia folheando alguns apenas por curiosidade; mas sendo que o que mais me atraia era o colorido, até perceber a beleza também no preto e branco.

Quando descobriu Tex?
Zenaldo Nunes: Em Janeiro de 1978; quando ganhei do meu querido e saudoso pai a edição nº 82, com o título: Pat, o Irlandês (1ª edição) onde a capa me fascinou e depois ganhei também do meu pai “uns trocados” em dinheiro e fui numa banca de revistas. Foi então que comprei o meu primeiro gibi (BD) de Tex: Os Renegados de Virgínia City, o nº 21 (2ª edição), ambos lançados pela Editora Vecchi.

Porquê esta paixão por Tex?
Zenaldo Nunes: Porque Tex luta contra o que está errado, independente da posição que a pessoa ocupa, sempre em busca de ajudar os fracos e oprimidos, pelo seu senso de justiça, honra e lealdade.

O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos?
Zenaldo Nunes: Em não precisar de identidade secreta; ser duas personagens em uma: O Ranger e Águia da Noite (Chefe supremo da tribo Navajo), além de Agente Indígena para estabelecer sua missão.


Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção? E qual a mais importante para si?
Zenaldo Nunes: Tex: Regular mensal /1ª edição (500); Edição Histórica Centenária (1); Almanaque (49); Almanaque Reedição (1); Grafic Novel (3); Edição Gigante P/B (8); Tex Coleção Centenárias (4); Grandes Clássicos (2); Os Aventureiros (6); Platinum (10); Especial 60 anos (1); Especial Civitelli (1); A Balada do Oeste (1); Minisérie Especial (6); Especial Colorido (3); Em Cores (26); Edição Especial Colorida (9); Almanaque do Faroeste (1); Edição Gigante SALVAT (2); Revista Póster (1); Classic em Caixa DINAMITE (4) e o livro: Tex, a História da Minha Vida (2). A “mais importante” é a edição nº 82, Pat, o Irlandês, lançado no Brasil pela extinta Editora Vecchi, por ter ganho do meu saudoso pai e ter sido a primeira revista que li sobre Tex Willer.

O que mais lê/colecciona?
Zenaldo Nunes: Vários livros nas áreas de Ciência, Filosofia e Religiões; mas também artigos; revistas e o que posso adquirir sobre a personagem; incluindo os filmes em DVD: Tex e o Senhor do Abismo (2), Zagor (3), Dylan Dog (1) e Diabolik (1).


Qual o objecto Tex que mais gostaria de possuir?
Zenaldo Nunes: Estatuetas, pois até agora não pude possuir ainda.

Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista?
Zenaldo Nunes: El Muerto; Claudio Villa e Gian Luigi Bonelli; sendo que em nenhuma hipótese desmerecer os demais; com cada um em seu estilo gráfico.

O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos?
Zenaldo Nunes: O que mais me agrada é o seu carácter imutável com seu extremo senso de justiça e não havendo nada “nele” que me desagrade.

Quais outras personagens do mundo de Tex que também gosta?
Zenaldo Nunes: Seu “compadre” Kit Carson, seu filho Kit Willer e seu grande amigo Jack Tigre.

E as quais as personagens do mundo de Tex que menos gosta?
Zenaldo Nunes: Os diabólicos Mefisto, Yama e a bruxa Zhenda.

O que gostaria ainda de ver sobre Tex no mundo?
Zenaldo Nunes: Outro filme para o cinema, sendo ao nível do grande Tex Willer. Apesar de “ Tex e o Senhor do Abismo” ter sido com o grande Giuliano Gemma, ficou muito aquém da grandiosidade da personagem supracitada.

O que gostaria ainda de ver sobre Tex no Brasil?
Zenaldo Nunes: Uma história se passando no território brasileiro e/ou desenhada por um desenhador brasileiro à altura da grandiosidade de Tex Willer.

O que acha da importância de um “blog” sobre tudo que diga respeito a Tex?
Zenaldo Nunes: De grande relevância como fonte de informações; cito o TEX WILLER BLOG, onde tem sido minha principal fonte de pesquisa desde sua criação e no Brasil o texbr.com.

Que sugestões pode dar para aumentar mais ainda o sucesso de Tex mundialmente?
Zenaldo Nunes: Através dos meios competentes e legais; ser inserido no Guinnes Book, o Livro dos Recordes Mundiais, como a personagem de faroeste em quadradinhos há mais tempo editado no mundo. E instituir no “Dia Internacional de Tex”, pois no Brasil já temos o Dia Nacional de Tex.

Há algo que gostaria que acontecesse dentro do “universo” de Tex?
Zenaldo Nunes: Sim; que houvesse o relançamento das 40 estatuetas das personagens, para que aqueles que não puderam adquiri-las, terem nova oportunidade de possuir.

Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é?
Zenaldo Nunes: O estereótipo dos ídolos do faroeste Americano ou Italiano de nossa infância e de várias gerações, que apesar da “fantasia dos gibis”, é espelhada sua bravura e dignidade, contra todo tipo de racismo, escravidão ou preconceito, estabelecendo a Justiça acima de tudo.

Costuma encontrar-se com outros coleccionadores?
Zenaldo Nunes: Sim; em finais de semana na Comic Shop “O Colecionador”, no bairro e cidade onde resido.

Para concluir, como vê o futuro do Ranger?
Zenaldo Nunes: Com esperança e o desejo ardente de que esta “chama da justiça” chamada Tex Willer/Águia da Noite, não venha a se apagar jamais e que a editora, argumentistas, desenhistas (desenhadores) e coleccionadores, mantenham acesa esta chama também para o agora e às próximas gerações. Costumo dizer: Tex não é só uma história em quadrinhos de um Cowboy. É um “estilo de vida”. Vida longa a Tex Willer.


Prezado pard Zenaldo Nunes agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.

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Tex, Carson e Kit Willer: Tiroteio na neve, na deslumbrante arte de AMoreira

Um dos principais colaboradores do blogue do Tex, AMoreira, volta a deslumbrar os nossos leitores com uma magnífica ilustração de sua autoria. Ilustração essa onde vemos Tex, Carson e Kit Willer durante um tiroteio em pleno clima invernal, mostrando que está a dedicar-se cada vez mais à sua grande paixão pela Nona Arte em geral e por Tex Willer e pelo seu mundo em particular, como podemos confirmar através da ilustração que damos então a conhecer de seguida aos nossos leitores:

Tex, Carson e Kit Willer – Tiroteio na neve, na deslumbrante arte de AMoreira

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Póster Tex Nuova Ristampa 284

Póster Tex Nuova Ristampa 284

Nesta bela ilustração da autoria de Claudio Villa, vemos no interior de um Saloon de Lagoa Grande, Tex Willer, no exercício das suas funções, capturar o comanchero Sid Ketchum, um maldito traficante que contrabandeia armas com os comanches.

Desenho usado no Brasil como capa de Tex Platinum #31 e inspirado na história “Springfield Calibro 58” de Claudio Nizzi e Victor De La Fuente (Tex italiano #441 e #442).
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Seis anos após a sua morte, as homenagens a Sergio Bonelli continuam!

A 26 de Setembro de 2011 deixava-nos Sergio Bonelli. No sexto aniversário do seu falecimento, a Sergio Bonelli Editore quis recordar o carismático editor, contando com a ajuda do extraordinário lápis de Claudio Villa.


O dia 26 de Setembro de 2011 é uma data que faz reemergir  na memória tantas recordações ligadas a esse dia triste, marcado pelo falecimento de Sergio Bonelli. À distância de seis anos, a Sergio Bonelli Editore quis recordar o seu editor recorrendo à ajuda da arte extraordinária de um mestre da banda desenhada: Claudio Villa aprestou-se, mesmo que traído por uma compreensível emoção, a realizar em “directo” um esplêndido retrato. Uma homenagem que a editora milanesa quis compartilhar com todos os leitores para recordar da melhor forma uma pessoa inesquecível, como se pode assistir no vídeo que apresentamos de seguida:

Agradecendo ao Claudio Villa pela sua disponibilidade e ficando uma vez mais deslumbrados pela sua habilidade, todos os colaboradores e funcionários da editora uniram-se a Claudio Villa na saudação feita numa folha de papel… ciao, Sergio!

Quem também se quis associar nesta data homenageando Sergio Bonelli, foi Alessandro Piccinelli, que homenageou também Gallieno Ferri, na fantástica ilustração que damos a conhecer de seguida:

Alessandro Piccinelli homenageia Sergio Bonelli e Gallieno Ferri, os “pais” de Zagor

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