O Monopólio do Tex

O Monopólio do Tex

Monopoly (em Portugal, Monópolio; no Brasil, Monopoly) é um dos jogos de tabuleiro mais populares do mundo, em que propriedades como ruas, casas, hotéis, empresas são compradas e vendidas, em que uns jogadores ficam “ricos” e outros vão à falência. É um jogo criado por Elizabeth Magie no início do século XX, que numa versão modificada por Charles Darrow passou a ser publicado, em mais de trinta línguas, pela Parker Brothers em 1935 e que a partir de 1991 é propriedade da Hasbro.

Em Portugal, o jogo foi editado pela Majora/Parker Brothers Portugal na década de 1950, com o nome traduzido para Monopólio. Em 1961 a Majora fez uma nova edição que, por pressão da Parker Brothers, já usou a designação internacional Monopoly. Nas edições portuguesas são usados nomes de ruas importantes, principalmente da capital (Lisboa) e da segunda cidade do país (Porto), bem como de estações de caminho-de-ferro. Dependendo das versões, o nome das ruas vai variando, mas a propriedade mais valiosa é sempre o Rossio (Lisboa) e a propriedade menos valiosa o Campo Grande (Lisboa).

Mas certamente perguntam os nossos leitores o que tem a ver o jogo do Monopólio com o Tex? Bem, no decurso dos anos foram produzidas, um pouco por todo o mundo, diversas edições especiais e este ano a Sergio Bonelli Editore e a Hasbro vão lançar o Monopólio do Tex por ocasião do evento Lucca Comics & Games, mostrando toda a pujança actual do Ranger criado em 1948 por Gian Luigi Bonelli e por Aurelio Galleppini.


Em Lucca Comics & Games 2017, o maior evento italiano relacionado com a banda desenhada e que se realiza anualmente na cidade de Lucca (este ano de 1 a 5 de Novembro), os fãs de Tex e os apreciadores dos jogos de tabuleiro terão uma grande surpresa à sua espera nos pavilhões da Sergio Bonelli Editore: O Monopolio do Tex!
Realizado pela editora milanesa, em colaboração com a Hasbro, o famoso passatempo que há mais de 80 anos seduz jogadores de todo o mundo é apresentado numa edição exclusiva, dedicado a Tex!

A partir da clássica casa da “PARTIDA”, de 2 a 6 jogadores poderão embarcar numa longa viagem, com a ajuda de dados, entre as inúmeras cidades e locais que, desde há quase setenta anos, vêm Tex como protagonista das suas aventuras: o objectivo é assenhorar-se dos terrenos edificando casas e hotéis, com o objectivo de prevalecer sobre os oponentes, e tornarem-se, assim, verdadeiros conquistadores do Oeste.

O tabuleiro de jogo, no qual comparece um esplêndido Tex desenhado por Giovanni Ticci – desenhador que com o seu traço inconfundível caracteriza também todas as outras ilustrações do tabuleiro -, é acompanhado de cartões de Probabilidades e Imprevistos, dinheiro, casas, hotéis realizados para esta ocasião em puro estilo western! Inclusive os peões de jogo vêm directamente do imaginário da Fronteira: a bota, o totem, o cacto, a estrela de Ranger, a ferradura do cavalo o o chapéu à cowboy… qual peão escolherá você, caro leitor?


O jogo do Monopólio do Tex é vendido juntamente ao livro Tex – Vendetta indiana, reedição cartonada e a cores da primeira mítica história desenhada por Giovanni Ticci. Um clássico escrito por Gianluigi Bonelli, que a Sergio Bonelli Editorte repropõe numa edição exclusiva e inseparável do Monopólio do Tex, que se insere entre as iniciativas pensadas para festejar os cinquenta anos do célebre autor senês ao serviço do Ranger bonelliano.

O Monopoly di Tex (é este o nome original) pode ser adquirido, de 1 a 5 de Novembro, nos stands da Editora Bonelli em Lucca, e contemporaneamente também no Shop online da Sergio Bonelli Editore. E deste modo o mais célebre herói da banda desenhada no estilo western encontra o mais famoso jogo de tabuleiro do mundo, dando vida a uma publicação imperdível para os verdadeiros fãs de Tex.

Quanto ao preço e dados, o Monopólio do Tex + o livro Tex “Vendetta indiana” (Jogo + Livro não podem ser vendidos separadamente), ei-los:
Formato do jogo: 25 x 25 x 6,5 cm
Formato do livro:
17 x 23 cm, cartonado
Páginas:
128 a cores
Preço: 34,90 €

Para finalizar e para aguçar ainda mais o apetite, deixamo-vos com um belo vídeo  de apresentação do Monopólio de Tex realizado por Alex Dante:

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Um local de Tex, fãs e artistas: La Fenice

Por Fernanda Martins

Livraria La Fenice em Arezzo

A Itália tem muitos atributos e um dos maiores é Tex Willer. Visitar Arezzo significa não somente admirar a beleza daquela cidade toscana (onde habitam consagrados desenhadores italianos como o histórico Fabio Civitelli, mas também de Rossano Rossi, Marco Bianchini, Fabio Valdambrini e Marco Santucci) e apreciar sua culinária deliciosa mas também rever grandes amigos. E que lugar mais perfeito para reencontrar Fabio Civitelli e Aldo Giancarlo Valdambrini que a livraria La Fenice, passagem obrigatória para os fãs do Ranger que está à beira de completar 70 anos de vida editorial.

Artes e quadros originais à venda na Livraria La Fenice

Como podem ver nas fotos que ilustram este texto, Aldo Valdambrini tem uma diversidade de material sobre Tex e sobre o western. De revistas normais a especiais, quadros, canecas, t-shirts de várias personagens bonellianas. Indo a Arezzo não deixe de visitar La Fenice, na Via Vittorio Veneto 31,tal como fiz eu acompanhado de queridas amigas oriundas do Brasil, até porque pode ter a grata surpresa de encontrar por lá algum desenhador de Tex! No nosso caso foi o Mestre Fabio Civitelli, um “velho” Amigo que tive o grande prazer de rever.

Aldo Valdambrini o feliz proprietário da Livraria La Fenice

Caso então passem por Arezzo, contactem o Aldo Valdambrini que ele terá um prazer enorme em recebê-los e falar sobre Tex Willer, mas deixemo-nos de palavras e demos lugar às fotografias!

Fabio Civitelli e as suas fãs Fernanda Martins e Dilma Baldez na Livraria La Fenice

Fabio Civitelli e Aldo Valdambrini com fãs brasileiras de Tex

Fernanda Martins, Fabio Civitelli e Dilma Baldez

Dilma Baldez e Fabio Civitelli que se prestou a fazer um desenho exclusivo para a sua fã brasileira

Fabio Civitelli e o desenho feito

Tex sempre em grande destaque na Livraria La Fenice

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O CÉLEBRE ENCONTRO DE TEX COM BUFFALO BILL, a propósito de “AS IMAGENS DA BD SERÃO MAIS REALISTAS?”

Póster Tex Nuova Ristampa 285

Nesta belíssima “fotografia”, ou melhor, ilustração da autoria de Claudio Villa [actual capista da mais popular série da BD western] vemos em frente ao Wild West Show estacionado na cidade de Nova Orleans, um cumprimento especial entre o famosíssimo Tex Willer e o não menos famoso Buffalo Bill Cody, tendo Kit Carson e Annie Oakley, uma exímia atiradora, como testemunhas desse reencontro entre dois ícones do Velho Oeste.

Por Jorge Magalhães [1]

A Banda Desenhada tem destas coisas… Consegue juntar personagens reais com heróis cujas proezas são fruto unicamente da imaginação — neste caso, os nossos bem conhecidos Tex Willer e Kit Carson e duas figuras míticas do lendário Oeste americano, também recriadas pelo cinema e pela BD, Buffalo Bill e Annie Oakley, fielmente retratadas na imagem —, dando um cariz vívido tanto a uns como a outros. O que cria um paradoxo entre ficção e realidade, porque as imagens desenhadas são menos fugazes do que as imagens que brilham e perpassam, rápidas, numa tela de cinema ou num ecrã de TV.

Digamos, por outras palavras, que no nosso imaginário as personagens da BD têm uma dimensão mais real (e, ao mesmo tempo, mais onírica) do que as que figuram em livros, revistas, gravuras ou até filmes. Não só por terem espessura física — a que lhes é conferida pelo traço dos desenhadores —, mas também por terem alma — a que lhes é conferida pelas palavras e pelo pensamento dos guionistas. E também por serem imagens fixas — sem movimento aparente, mas que formam um conjunto e variam de cena para cena, criando uma dinâmica própria —, com as quais o leitor pode estabelecer uma relação mais próxima, pois estão sempre presentes, não se desvanecem como as do cinema, numa sucessão de instantes que nunca se repetem durante a exibição de um filme.

Nos livros podemos imaginar as personagens, o seu aspecto físico, o seu vestuário, as suas maneiras, até os locais onde vivem ou por onde passam, mas não as vemos nem ouvimos as suas palavras, só fixamos o seu pensamento e as suas acções. Estão presentes, mas distantes de nós. Tal como num quadro ou numa fotografia, cujas figuras também são mudas e em que a dinâmica do movimento, mesmo aparente, não existe. Além disso, pertencem ao passado, ao tempo em que foram pintadas ou fotografadas. Somente a BD, arte intemporal, tem o poder de transfigurar as imagens, criando a ilusão de que falam, através dos balões ou filacteras (que são uma extensão da própria voz), e de que estão em movimento, embora permaneçam sempre no mesmo lugar.

No teatro as personagens ganham outra vida, são reais, de carne e osso, podem até sair do palco para meter conversa connosco. Mas desaparecem quando o espectáculo acaba. Só poderemos voltar a vê-las se regressarmos ao teatro. E com uma certeza: a de que os actores são os mesmos, mas as personagens já se transformaram, já mudaram, mesmo imperceptivelmente, porque nunca há dois momentos de representação iguais. Só no cinema, depois de escolhidos os takes na altura da montagem.

Posto isto, ficam as belas imagens da Banda Desenhada e de Tex Willer, em particular — que são tão imutáveis como as palavras escritas (ou como os fotogramas, quando separados uns dos outros) —, e as suas personagens icónicas, que têm sobre as demais a grande vantagem de viverem num plano dimensional onde o tempo não existe, ao contrário do que se passa nos filmes e até nos livros. Senão vejamos…

Quando estamos a ver um filme, é como se viajássemos no tempo (e as personagens acompanham-nos); quando lemos um livro, é o nosso pensamento que forja a sequência temporal (e as personagens respondem-nos, através da cortina invisível que esconde a sua identidade); quando passeamos o olhar por uma sequência de imagens de BD é como se estivéssemos parados no tempo… como se fossem elas a guiar-nos por um caminho onde princípio e fim acabam sempre por encontrar-se, num eterno presente.

Cristalizando essa dimensão, a BD (cujos heróis evoluem no tempo, mas raramente envelhecem) torna as suas imagens ainda mais reais. Um hiper-realismo que ultrapassa o de qualquer outra forma de arte!

[1] (Texto publicado originalmente no Blogue “Era uma vez o Oeste“, em 21 de Outubro de 2017)

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PRANCHAS INÉDITAS de Fabio Civitelli a Maurizio Dotti passando por Alfonso Font, Roberto Zaghi, Enrico Bertozzi, Pasquale Frisenda, Marco Soldi e Alessandro Bocci

Hoje no blogue do Tex vamos dar, uma vez mais, conhecimento aos nossos leitores de inúmeras páginas INÉDITAS de Tex que estão sendo desenhadas por alguns dos grandes nomes do staff de Tex, de Fabio Civitelli a Maurizio Dotti passando por Alfonso Font, Roberto Zaghi, Enrico Bertozzi, Pasquale Frisenda, Marco Soldi e Alessandro Bocci:

Fabio Civitelli exibe uma sua prancha da história a publicar no número 700 de Tex, com argumento de Mauro Boselli

Página de Alfonso Font onde entre as neves do Montana, Wolfman Lang, o matador de lobos e o seu parceiro índio War Cry ameaçam de morte os habitantes de Silver Bow

Página de Roberto Zaghi para uma história escrita por Claudio Nizzi

Página de Enrico Bertozzi para o próximo Color Tex

Página de Pasquale Frisenda para o próximo Color Tex

“Eu matarei Tex Willer”, argumento de Giorgio Giusfredi​; desenhos de Marco Soldi. Uma das cinco histórias que serão publicadas no próximo Tex Color, o nº 12

Alessandro Bocci e a sua aventura de Tex em produção

Maurizio Dotti exibe uma prancha da sua longa história (precisas 440 páginas) que está a desenhar baseada num argumento de Mauro Boselli e que será publicada em 2018

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