Por José Carlos Francisco (texto) e Orlando Santos Silva (fotos)
R. M. Guéra a desenhar para os seus fãs, em Coimbra
R. M. Guéra a desenhar para os seus fãs no Coimbra BD
No decurso da terceira edição do evento Coimbra BD 2018 – Mostra Nacional de Banda Desenhada,R. M. Guéra brindou dezenas de fãs, da Nona Arte, presentes com desenhos feitos no momento por si, para gáudio de todos que compareceram no festival conimbricense.
Tex Willer a ser desenhado por R. M. Guéra
R. M. Guérafoi muito assediado pelos seus fãs na tentativa de conseguirem um desenho original de sua autoria feito na hora e com a respectiva dedicatória, levando a que o autor tivesse por vezes que os realizar em condições esgotantes, em especial no sábado já que a sessão de autógrafos/desenhos decorreu durante quase quatro horas consecutivas, mas a todos R. M. Guérasempre respondeu positivamente, apesar de em alguns casos o cansaço do autor ser bem visível no seu rosto, fazendo um belíssimo desenho a quem lhe pediu e sempre com um sorriso encantador no rosto dando uma verdadeira lição de profissionalismo e de humildade, confirmando porqueR. M. Guérafoi tão admirado pelos seus fãs portugueses.
O blogue do Tex mostra de seguida (através de fotografias do nosso repórter Orlando Santos Silva) a todos os interessados, alguns desses fantásticos desenhos que esperamos sejam do agrado de quem acessa o blogue:
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Ilustração essa que damos hoje a conhecer de seguida, aqui no Blogue do Tex, na sua arte original ainda a preto e branco, assim como numa versão posterior, devidamente colorida (digitalmente) pelo próprio Pasquale Del Vecchio, finalizando com a capa variante.
Desenho de Pasquale Del Vecchio, a preto e branco, para capa variante da revista nº 8
Desenho de Pasquale Del Vecchio, colorido, para capa variante da revista nº 8
Capa variante da revista nº 8 do Clube Tex Portugal
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Entrevista conduzida por José Carlos Francisco, com a colaboração de Júlio Schneider (tradutor de Tex para o Brasil) na tradução e revisão.
O Clube Português de Banda Desenhada e o Clube Tex Portugal realizam, na Amadora, nos dias 29 e 30 de Setembro próximo, uma Exposição dedicada aos 70 anos de Tex e trazem o escritor Moreno Burattini ao nosso país, motivo mais que suficiente para esta entrevista do blogue português do Tex com o autor italiano.
Caro Moreno, mais uma vez seja bem-vindo ao blogue português do Tex!
Em Portugal você será protagonista de uma exposição relativa aos 70 anos de Tex, na cidade de Amadora. O que representa para si este evento, fora da Itália, que contará com a sua presença? Moreno Burattini: Para mim, a minha viagem a Portugal é muito importante. Inicialmente porque sempre que um autor de BD é convidado ao exterior é, de algum modo, um reconhecimento pelos resultados atingidos e que, evidentemente, tiveram ecos inclusive fora das fronteiras nacionais. Depois, porque Portugal é um país com uma história antiga e uma cultura extraordinária, com muitas ligações com a Itália e com povos que se assemelham por múltiplos aspectos. Além disso, eu tenho muitos amigos portugueses que conheço por tê-los encontrado na Itália, e é um prazer visitar a sua terra, e outros que conheço apenas por email e que ficarei muito feliz por encontrar pessoalmente. Já há tempos eu colaboro com artigos meus para a revista do Clube Português de Tex, então será como participar de uma reunião de redacção. Outro motivo é a minha satisfação de poder representar não somente a mim mas a toda a Editora Bonelli ao ir à Amadora falar dos setenta anos de Tex, a personagem que mais do que qualquer outra simboliza a BD italiana no mundo: eu sinto-me convidado não tanto como argumentista mas como historiador dos quadradinhos e conhecedor do herói, por ter escrito muitos livros e muitos artigos sobre o Ranger e por poder contar como nascem as suas aventuras, visto que há trinta anos eu trabalho lado a lado com os seus autores. É como se eu fosse como embaixador. Por fim, será a minha segunda viagem a Portugal, depois de muitos anos da primeira. Eu estive em Lisboa no Verão de 1993 e, depois de alugar um automóvel, passeei por toda a região sul do país. Eu gostei muitíssimo de tudo o que vi. Depois de muito tempo, estou curioso para recuperar as sensações da primeira vez e ver as mudanças que aconteceram.
O que convenceu Moreno Burattini, autor de ressonância mundial, a aceitar um convite tão incomum mas ao mesmo tempo importante? Moreno Burattini: Eu poderia dizer que é o desejo de provar a cozinha portuguesa, mas na verdade foi a consciência de poder, em nome de todo o staff da redacção Bonelli, representar 70 anos de história editorial de Tex como redactor, articulista, crítico, testemunha de factos e de pessoas, mais do que como argumentista. Eu conheci Giovanni Luigi Bonelli e Aurelio Galleppini, Sergio Bonelli e Decio Canzio, Guglielmo Letteri e Fernando Fusco… tenho muitas histórias a contar. Eu não vou para falar de mim, mas deles.
Quais são as suas expectativas em relação aos 70 anos de Tex aqui em Portugal? Moreno Burattini:Eu espero somente encontrar leitores apaixonados como eu, que considero-me um leitor antes de um profissional da área. E sei que será assim.
Você tem algum contacto com a BD feita em Portugal? Conhece algum autor, como por exemplo E. T. Coelho, também porque morou e trabalhou por muito tempo na Itália, considerado por muitos como o melhor desenhador de BD portuguesa de sempre? Moreno Burattini: Eduardo Teixeira Coelho fazia exactamente o tipo de BD e de heróis de que eu gosto: guerreiros medievais, vikings, homens da fronteira. Há uma sua personagem chamada Ayak, um lobo branco, cujas histórias não só eram ambientadas em cenários semelhantes aos de Zagor (a personagem principal de que ocupo-me), como ela tinha um nome que recorda bastante o grito de guerra do meu herói preferido, facto que sempre impressionou-me. E ele morreu em Florença, a minha cidade adoptiva (eu nasci e vivi a minha infância e adolescência próximo dali, e diplomei-me em Florença). Ademais, a história da BD portuguesa começa na longínqua segunda metade do Século 19, com Bordalo Pinheiro, e chega até a experiência da Bedeteca de Lisboa, de que já ouvi falar. Mas os meus contactos com os autores dos quadradinhos lusitanos são esporádicos. Eu recordo-me da exposição Quadradinhos: Sguardi sul fumetto portoghese montada na Itália em 2014 como parte do Treviso Comics Book Festival, com um importante artigo no catálogo do evento.
Alarguemos um pouco o horizonte da entrevista: o que o convenceu a entrar para a indústria da BD? Moreno Burattini: Na verdade eu sempre acreditei que a dos quadradinhos não era uma indústria mas sim artesanato, e é com espírito de artesão que eu levo em frente o meu trabalho. Eu jamais pensei no que faço como um emprego ou uma profissão mas como uma paixão a ser levada adiante. O que levou-me a me dedicar à BD foi justamente o meu grande amor pela BD.
Como analisa a evolução da sua carreira? Moreno Burattini: Eu considero ter sido agraciado por poder realizar os meus sonhos de criança. Desde pequeno eu sonhava em ser escritor de BD e, em particular, de escrever histórias de Zagor, e consegui. O segredo da vida é encontrar alguém que lhe pague para fazer aquilo que você pagaria para fazer, e foi o que aconteceu comigo. Para o restante da minha vida nem tudo correu igualmente bem, eu tive a dose de falta de sorte que acontece de modo geral com todos, mas com relação à minha actividade profissional, eu tive de facto um destino maravilhoso. Eu sempre trabalhei com entusiasmo ao dedicar-me ao que mais eu gostava de escrever e alcancei metas importantes.
Como avalia o seu trabalho de hoje em comparação ao passado? Moreno Burattini: Eu tenho consciência de ter crescido profissionalmente, mas o meu relacionamento com o que faço continua a ser o mesmo: eu gosto de fazê-lo, reconheço-me nele. Eu sou muito tranquilo em relação ao mistério do nascimento das ideias: no início em perguntava-me se conseguiria sempre encontrar sugestões para novas ideias, de modo a poder escrever por toda a vida, e realmente eu não sabia como poderia fazer. Hoje eu sei que as ideias chegam por magia, e que as histórias a contar vêm de algum lugar (eu nunca soube de onde) e apresentam-se sozinhas. Não sou eu que saio à caça de ideias, são elas que ficam emboscadas e saltam sobre mim quando passo pelo seu caminho.
Como se forma um escritor do seu nível? Moreno Burattini:Não sei qual seria o meu nível, mas sei como se forma um escritor. De um só modo: com leitura.
O que Tex representa para si e qual é a importância de Tex na sua vida? Moreno Burattini:Tex representa a segurança de uma presença: ele sempre esteve e sei que sempre estará. Uma espécie de tio que dá bons conselhos e sempre sabe o que fazer, que queremos ser como ele, que consegue tomar as decisões certas e reconhecer de imediato quem está certo e quem está errado. Também representa o máximo do profissionalismo para argumentistas e desenhadores: um produto bem feito e sem quedas de qualidade, uma garantia. E depois, ver toda a colecção na minha estante me faz repassar com a memória os anos da minha vida: eu vivi quando Galep desenhou a capa do Supertex (n.t.: Tex italiano n° 100), edição colorida que eu comprei no quiosque com a minha mesada, eu vivi quando saiu o primeiro Tex Gigante, quando Claudio Villa tornou-se o capista…
Para concluir, gostaria de deixar uma mensagem aos seus admiradores que estarão em Amadora? Moreno Burattini:Eu não creio que atrairei muitos admiradores, visto que as histórias de Tex com a minha assinatura são, por ora, muito poucas – e não sei se em Portugal há leitores das revistas de Zagor da Mythos. Os que irão à Amadora são admiradores do Tex e não meus: ficarei feliz de encontrar o mais possível! E se alguém desejar, poderá ter também um pequeno esboço desenhado: o meu ofício é escrever histórias e não ilustrá-las, mas um pequeno desenho engraçado, uma caricatura, um esboço cómico eu consigo fazer, como sabem os amigos portugueses que vieram à Itália e viram-me à obra!
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Intervista condotta da José Carlos Francisco, con la collaborazione di Júlio Schneider (redattore di Tex per il Brasile) per le traduzioni e le revisioni.
Il Clube Português de Banda Desenhada ed il Clube Tex Portugal allestiscono ad Amadora, nei giorni 29 e 30 settembre 2018, un’esposizione relativa ai 70 anni di Tex, con la presenza dello scrittore italiano Moreno Burattini, gradita motivazione per questa intervista sul blog portoghese di Tex. .
Caro Moreno, ancora una volta sii il benvenuto al blog portoghese di Tex! Sarai protagonista in Portogallo di una esposizione relativa ai 70 anni di Tex, nella città di Amadora. Cosa rappresenta per te questo avvenimento che potrà contare sulla tua presenza in un paese straniero?
Moreno Burattini: Il mio viaggio in Portogallo è, per me, molto importante. Innanzitutto perché ogni volta che un autore di fumetti viene invitato all’estero è in qualche modo un riconoscimento dei risultati che si sono raggiunti e che, evidentemente, hanno avuto un’eco anche al di fuori dei confini nazionali. Poi, perché il Portogallo è un Paese con una storia antica e una cultura straordinaria, con molti legami con l’Italia e con popoli che si assomigliano per molteplici aspetti. Proseguendo, ho molti amici portoghesi, che conosco per averli incontrati in Italia e a cui sono lieto di poter far visita nella loro terra; altri invece li conosco solo per mail e ugualmente sarò felicissimo di poterli incontrare di persona. Peraltro da tempo collaboro con i miei articoli alla rivista del Club Portoghese di Tex, dunque sarà come partecipare a una riunione di redazione. Un altro motivo è la mia soddisfazione di poter rappresentare non soltanto me stesso ma l’intera Casa Editrice Bonelli nel venire ad Amadora a parlare dei settanta anni di Tex, il personaggio che più di ogni altro simboleggia il fumetto italiano nel mondo: mi sento invitato non tanto in veste di sceneggiatore ma di storico del fumetto ed esperto dell’eroe, avendo scritto molti libri e molti articoli sul Ranger e potendo testimoniare come nascono le sue avventure dato che lavoro da trent’anni gomito a gomito con i suoi autori. E’ come se venissi da ambasciatore. Infine, si tratta del mio secondo viaggio in Portogallo, a distanza di molti anni dal primo. Sono stato a Lisbona nell’estate del 1993 e, dopo aver preso una automobile a noleggio, ho girato in lungo e il largo la parte sud del Paese. Mi piacque moltissimo tutto ciò che vidi. Sono curioso, dopo molto tempo, di recuperare le sensazioni di quella prima volta e vedere i cambiamenti che ci sono stati.
Cosa ha convinto Moreno Burattini, autore di risonanza mondiale, ad accettare un invito così insolito, ma allo stesso tempo importante?
Moreno Burattini: Potrei rispondere il desiderio di assaggiare la cucina portoghese, ma in realtà è stata la consapevolezza di venire a rappresentare 70 anni di storia editoriale di Tex, a nome di tutto lo staff della redazione Bonelli, da redattore e da addetto ai lavori, da saggista e da critico, da testimone di fatti e di persone, più che da sceneggiatore. Io ho conosciuto Giovanni Luigi Bonelli e Aurelio Galleppini, Sergio Bonelli e Decio Canzio, Guglielmo Letteri e Fernando Fusco… ne ho di storie da raccontare. Non vengo a parlare di me, ma di loro.
Quali sono le tue aspettative relativamente agli 70 anni di Tex, qui in Portogallo?
Moreno Burattini: Mi aspetto solo di trovare dei lettori appassionati come lo sono io, che mi reputo prima un lettore che un addetto ai lavori. E so che sarà così.
Hai qualche contatto con il fumetto made in Portogallo? Conosci qualche autore, come per esempio E. T. Coelho, anche perché ha vissuto e lavorato per molto tempo in Italia, considerato da molti come il miglior disegnatore di fumetti portoghese di sempre?
Moreno Burattini: Eduardo Teixeira Coelho realizzava esattamente il tipo di fumetti e di eroi che piacciono a me: guerrieri medievali, vichinghi, uomini della frontiera. C’è un suo personaggio chiamato “Ayak”, che era un lupo bianco, che non soltanto era ambientato in scenari simili a quelli di Zagor (il personaggio di cui io principalmente mi occupo) ma aveva un nome che ricorda da vicino proprio il grido di battaglia del mio eroe preferito, cosa che mi ha sempre colpito. Peraltro è morto a Firenze, la mia città adottiva (io sono nato e vissuto la mia infanzia e adolescenza lì vicino, e a Firenze mi sono laureato). Il fumetto portoghese peraltro vanta una storia che inizia addirittura nella seconda metà dell’Ottocento con Bordalo Pinheiro a prosegue fino all’esperienza della Bedeteca de Lisboa, di cui ho sentito parlare. I miei contatti con gli autori dei Quadradinhos lusitani sono stati però soltanto sporadici. Ricordo la mostra “Quadradinhos: Sguardi sul fumetto portoghese” allestita in Italia nel 2014 nell’ambito del Treviso Comics Book Festival, con un importante articolo nel catalogo.
Allargando adesso un po’ l’orizzonte dell’intervista: cosa ti ha convinto ad entrare nell’industria dei comics?
Moreno Burattini: In realtà io sono sempre stato convinto che quella dei comics non fosse industria ma artigianato, e comunque è con spirito di artigiano che porto avanti il mio lavoro. Non ho mai pensato a ciò che faccio come un impiego o una professione ma come al portare avanti una passione. Ciò che mi ha spinto a dedicarmi al fumetto è stato il mio grande amore verso il fumetto, appunto.
Come analizzi l’evoluzione della tua carriera? Moreno Burattini:Ritengo di essere stato molto fortunato nell’aver potuto realizzare i miei sogni di bambino. Da ragazzo sognavo di fare lo scrittore di fumetti e in particolare di scrivere Zagor, e ci sono riuscito. Il segreto della vita è trovare qualcuno che ti paghi per fare ciò che tu saresti a fare pagando, ed è quel che mi è capitato. Poi non tutto nel resto della mia esistenza è andato altrettanto bene e mi è toccata in sorte la dose di sfortuna che capita più o meno a tutti, ma riguardo alla mia attività lavorativa ho avuto davvero un destino meraviglioso. Ho sempre lavorato con entusiasmo dedicandomi a quel che più mi piaceva scrivere e ho raggiunto traguardi importanti.
Come valuti il tuo lavoro di oggi in rapporto al passato? Moreno Burattini: Mi rendo conto di essere cresciuto professionalmente, ma il mio rapporto con ciò che faccio è lo stesso: mi piace farlo, mi ci riconosco. Sono molto più tranquillo rispetto al mistero della nascita delle idee: all’inizio mi chiedevo se sarei riuscito a trovare sempre nuovi spunti per nuove storie così da poter vivere scrivendo per tutta la vita, e davvero non sapevo come avrei potuto. Oggi so che le idee arrivano, per magia, e che le storie da raccontare da qualche parte (non ho mai saputo da dove) si presentano da sole. Non sono io che vado a caccia di idee, sono loro che mi tendono gli agguati e mi saltano addosso quando passo dalle loro parti.
Come si forma un scrittore del tuo calibro? Moreno Burattini: Non so quale sia il mio calibro, ma so come si forma uno scrittore. In un solo modo: leggendo.
Cosa rappresenta Tex per te e quale è la sua importanza nella tua vita? Moreno Burattini: Tex rappresenta la sicurezza di una presenza: c’è sempre stato e so che sempre ci sarà. Una sorta di zio che dà buoni consigli e sa sempre cosa fare, vorresti essere come lui, in grado di prendere le decisioni giuste e riconoscere subito chi ha ragione e chi ha torto. Rappresenta anche il massimo della professionalità da parte di sceneggiatori e disegnatori: un prodotto senza sbavature o cadute di tono, una garanzia. E poi, vedere tutta la collezione sui miei scaffali mi fa ripercorrere con la memoria gli anni della mia vita: io c’ero quando Galep disegnava la cover di “Supertex”, albo a colori che comprai in edicola con i miei soldini, c’ero quando uscì il primo Texone, quando Claudio Villa diventò il copertinista…
In conclusione, vuoi lasciare un messaggio ai tuoi ammiratori che si trasferiranno ad Amadora? Moreno Burattini:Non credo di essere in grado di smuovere molti ammiratori, dato che le storie di Tex con la mia firma sono, per il momento, piuttosto poche – e non so se ci sono, in Portogallo, lettori degli albi di Zagor della Mythos. Gli ammiratori che si trasferiranno ad Amadora sono ammiratori di Tex e non miei: sarò felice di incontrarne quanti più possibile! E se qualcuno lo vorrà, potrà avere anche uno schizzo disegnato: nonostante che io mio mestiere sia scrivere storie e non illustrarle, una vignetta buffa, una caricatura, un bozzetto umoristico riesco a farlo, a richiesta. Lo sanno bene gli amici portoghesi che sono venuti in Italia e mi hanno visto all’opera!
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Por José Carlos Francisco (texto) e Orlando Santos Silva (fotos e vídeo)
No último fim de semana do passado mês de Abril, mais precisamente nos dias 28 e 29, Anadia foi a capital “Tex”, com a realização, no Museu do Vinho Bairrada, da 5ª Mostra do Clube Tex Portugal, evento já amplamente divulgado, mas ao qual voltamos hoje à carga porque ainda há muito para contar e para mostrar sobre o grandioso evento que trouxe Alessandro Bocci e Alessandro Nespolino a Portugal.
O evento deste ano começou de maneira inovadora, com a chegada de Tex Willer à capital da Bairrada a cavalgar na sua mítica montada, o célebre cavalo Dinamite. Uma chegada apoteótica que surpreendeu todos os presentes, pois embora esta chegada do Ranger a cavalo constasse do programa oficial, não esperavam certamente uma chegada tão imponente, maravilhosa e inusitada de Tex Willer pelas ruas de Anadia. Por isso, não constituiu qualquer surpresa o facto de se terem registado inúmeras fotos, que os presentes, onde se incluíam alguns munícipes de Anadia que passavam pelo local, registaram para a posteridade. Um espectáculo bastante original e até muito profissional, graças à perícia de Ricardo Leite, o Tex português, que provou ser também um exímio cavaleiro como podemos constatar no vídeo que se segue: