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Autógrafos desenhados por Pasquale Frisenda nas edições de livraria de “Patagónia” com o selo da Bao Publishing
“Patagónia“, a obra texiana escrita por Mauro Boselli e magistralmente desenhada por Pasquale Frisenda é considerada quase unanimemente não apenas como das melhores histórias de Tex Willer ao longo das suas sete décadas de existência, mas também uma das melhores histórias da Nona Arte.
Em 2015 a editora italiana Bao Publishing (fundada em 2010, a Bao é uma editora bem diferente do paradigma habitual do mercado italiano. Enquanto a maior parte da BD italiana ainda gira em torno de edições baratas para quiosque de personagens tradicionais, a Bao prefere se concentrar em edições de luxo para livrarias de material mais autoral) acabou por lançar uma edição de luxo de Patagónia. O volume foi em formato grande (22 x 30 cm), com capa cartonada e 268 páginas ao preço de 22 euros.
Trata-se de uma verdadeira edição de coleccionador e que teve lançamento em diversas livrarias em Itália onde esteve presente Pasquale Frisenda que desse modo fez fantásticas ilustrações no próprio livro, como hoje damos a conhecer a todos os nossos leitores, ilustrações deslumbrantes que enriquecem sobre maneira os felizes proprietários destas obras contendo estes magníficos “autógrafos desenhados” (ou serão pintados?), todos eles tendo a particularidade de ter a bandeira argentina como pano de fundo:
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Mauro Boselli no Monument Valley (a região de Tex e dos seus Navajos) na senda de Gianluigi Bonelli
Mauro Boselli, o principal escritor de Tex no presente e actual editor do Ranger, aproveitando as férias de Verão no hemisfério norte, encontra-se de visita aos Estados Unidos da América e não desperdiçou a oportunidade de efectuar uma visita ao Monument Valley, região dos Estados Unidos situada na reserva dos índios Navajos e que também Gianluigi Bonelli visitou no século passado, na companhia do seu filho Sergio Bonelli.
O Monument Valley, um símbolo do Sudoeste americano, é uma paisagem desértica marcada por formações avermelhadas de arenito, pináculos estreitos e montes maciços, localizado na fronteira entre os estados do Arizona e Utah, a 508 Km ao Norte de Phoenix e em cuja área se encontra um monumento que marca o ponto de divisas de quatro estados e que é denominado “As Quatro Esquinas” que é comum a quatro estados, que são Utah, Colorado, Novo México e Arizona.
A região foi muito usada para gravação de filmes western, particularmente os de John Ford tendo como artista principal o grande John Wayne, mas também por Tex Willer, seus pards Kit Carson, Kit Willer e Jack Tigre, mas também pelos seus Navajos, em centenas de aventuras escritas e desenhadas por dezenas de autores ao longo destas sete décadas de vida editorial, sobretudo precisamente por Gianluigi Bonelli e Mauro Boselli no que aos textos diz respeito, os dois escritores que quiseram ver in loco o cenário das histórias de Tex Willer.
Ao longo de milhões de anos, as forças do vento e da água esculpiram essa terra rigorosamente fantástica. O vale faz parte da Nação Navajo, que abrange os cerca de 7 milhões de hectares de terras pertencentes à tribo Navajo. Esperemos que esta viagem de Mauro Boselli às terras de Tex e dos seus Navajos seja inspiradora para as futuras histórias do Ranger rumo ao século de vida! Para concluir deixamos-vos com alguns dos mais belos testemunhos da passagem de Tex Willer pelo Monument Valley, nas artes de Aurelio Galleppini, Claudio Villa e Fabio Civitelli:
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Entrevista com o fã e coleccionador: Silmar Silva Moreira
Entrevista conduzida por José Carlos Francisco.
Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente?
Silmar Silva Moreira: Sou natural de Minas Gerais, mudei para o estado do Espírito Santo quando tinha 12 anos, na minha adolescência, conheci o primeiro gibi do Tex. Tive a felicidade de saber que logo em seguida a editora Vecchi iria lançar a reedição do Ranger. Foi aí que comecei a minha colecção. Com 21 anos mudei para o Estado de Rondônia, na cidade de Ji-Parná, onde estou residindo até hoje. Sou Bancário/Economiário, trabalho na Caixa Económica Federal.
Quando nasceu o seu interesse pela banda desenhada?
Silmar Silva Moreira: Desde a minha infância, sou apaixonado por leitura, especialmente por gibi, li muitas revistas da Disney, da Marvel, da DC, até o dia em que conheci o Tex. Foi aí que me interessei não só pela leitura, mas também por coleccionar.
Quando descobriu Tex?
Silmar Silva Moreira: Eu tinha aproximadamente 15 anos, quando um amigo que recém conhecera, me apresentou a primeira revista: O Índio Branco. Li e fiquei fascinado.
Porquê esta paixão por Tex?
Silmar Silva Moreira: Como já disse, gosto muito de ler e a minha geração lia muito quadrinhos, até então eu tinha revistas da Marvel, DC, Disney, as quais eu usava para trocar com amigos, só para leitura. Mas, quando me apresentaram o Tex, fui despertado para coleccionar.
O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos?
Silmar Silva Moreira: Tex tem um perfil diferenciado, seu carácter, sua postura, sua bravura, são marcas relevantes que poucos heróis têm. O seu senso de justiça o faz um homem de um perfil incomparável. Além do mais, as histórias são ricas, pois tem como fundo históricos a história dos Estados Unidos da América.
Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção? E qual a mais importante para si?
Silmar Silva Moreira: Tenho 16 colecções do Tex, incluindo a colecção da Salvat, creio que o total de revista gira em torno de umas mil e cem revistas.
Colecciona apenas livros do Tex ou também de outras personagens?
Silmar Silva Moreira: Tenho uma biblioteca com diversos livros, colecciono revistas da Marvel, Graphic Novel Salvat, tenho as edições puple do Sombra, Juiz Dredd, Fantasma, algumas da DC e Besouro Verde.
Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista?
Silmar Silva Moreira: Todas as histórias são boas. Os meus desenhadores preferidos são Galep, Ticci e Marcello, quanto ao argumentista, não tenho preferência, todas as histórias tem bons argumentos.
O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos?
Silmar Silva Moreira: Agrada-me muito o seu senso de justiça, sua honestidade e sua fidelidade à memória da sua esposa. O que me desagrada não é no personagem, mas as muitas vezes que o nome Satanás é mencionado nos argumentos, quando Carson o chama por esse nome. Creio que não haveria necessidade de fazer menção desse ser asqueroso nas histórias.
Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é?
Silmar Silva Moreira: É o facto de ser um herói diferenciado com as qualidades que já mencionei. Vivemos em uma época que parece que ser honesto saiu da moda e quando lemos histórias como as de Tex, nos inspira e nos anima a não perdermos a esperança no ser humano.
Costuma encontrar-se com outros coleccionadores?
Silmar Silva Moreira: Não muitos, aqui na minha cidade conheço poucos. Mas tenho um amigo que encontro sempre e falamos muito sobre Tex.
Para concluir, como vê o futuro do Ranger?
Silmar Silva Moreira: Muito promissor. Pois, há quarenta anos conheci o Ranger e até hoje não diminuiu o meu apreço pela leitura e o desejo de continuar coleccionando.
Prezado pard Silmar Silva Moreira, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.
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