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Maurizio Dotti e os pósteres Tex Nuova Ristampa 440 e 441
* Depois de 428 ilustrações realizadas no espaço de mais de 20 anos (1996-2017), Claudio Villa passou o bastão de autor dos mini-pósteres de Tex publicados na colecção Tex Nuova Ristampa, a Maurizio Dotti..
Janeiro de 2018 marcou a estreia de Maurizio Dotti na realização dos mini-pósteres de brinde publicados na série italiana de Tex Nuova Ristampa, substituindo o mítico Claudio Villa. Tratou-se de um verdadeiro acontecimento já que foram mais de 20 anos e mais de 420 ilustrações realizadas pelo actual responsável pelas capas de Tex.
Maurizio Dotti é no presente um dos mais admirados e aclamados desenhadores do actual staff de desenhadores de Tex Willer e fez para a revista portuguesa do Clube Tex Portugal a sua primeira capa de Tex, capa essa que foi muito elogiada não somente pelos leitores da revista do Clube Português, mas também um pouco por todo o mundo após ser dada a conhecer na Internet, elogios que choveram inclusive na Sergio Bonelli Editore, sobretudo do actual responsável máximo de Tex, o editor Mauro Boselli.
Boselli que é um confesso admirador das qualidades artísticas de Maurizio Dotti ficou tão agradado com a capa portuguesa que assim que houve uma oportunidade convidou o desenhador milanês (que foi uma das estrelas presentes na 3ª Mostra do Clube Tex Portugal, evento realizado em Abril de 2016) para fazer uma capa oficial de Tex, capa essa para uma das novas colecções dedicadas a Tex, o Color Tex nº 12 que teve lançamento a 22 de Novembro de 2017 e que confirmou totalmente que era o verdadeiro substituto para Claudio Villa após o actual capista do Ranger ter solicitado a desvinculação da realização das ilustrações para o Tex Nuova Ristampa de modo a ter mais tempo livre para se dedicar ao seu Tex Gigante que já leva 15 anos de gestação.
Hoje no Blogue do Tex vamos dar a conhecer a todos os nossos leitores todo o processo de criação de dois dos mais recentes mini-pósteres, mais precisamente os números 440 e 441, desenhado por Dotti, desde o esboço inicial até à ilustração pintada nas cores do próprio Maurizio Dotti, passando pela arte a preto e branco:

Ilustração finalizada a tinta da china por Maurizio Dotti para o Póster de Tex Nuova Ristampa de Tex n° 440

Ilustração finalizada com as cores de Maurizio Dotti para o Póster de Tex Nuova Ristampa de Tex n° 440

Ilustração finalizada a tinta da china por Maurizio Dotti para o Póster de Tex Nuova Ristampa de Tex n° 441

Ilustração finalizada com as cores de Maurizio Dotti para o Póster de Tex Nuova Ristampa de Tex n° 441
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As Leituras do Pedro: Lavennder (Le Storie)
As Leituras do Pedro*
Lavennder
Giacomo Bevilacqua
Panini Comics
Espanha, Dezembro de 2018
195 x 259 mm, 144 p., cor, capa dura
16,00 €
Nunca. Na terra.
E pronto, a 14 de Janeiro, sinceramente sem contar, li o meu primeiro grande livro de 2019. Vai ficar como uma das minhas referências deste ano, especialmente pela tempestade emocional que conseguiu desencadear.
Lavennder, começa como um thriller de suspense e terror para, a certa altura, de forma sádica e despudorada, arrasar com um dos maiores mitos que embalou a infância e juventude de muita gente. E a minha também.
Número especial da colecção Le Storie – de que a Levoir nos proporcionou, no ano passado, o excelente Sangue e Gelo – Lavennder arranca com a chegada de Aaron e Gwen a uma pequena ilha deserta, para passarem 10 dias (que se pretendem) paradisíacos. E que o traço linha clara escolhido, com cores planas, quentes e agradáveis bem adequadas, tornam apetecível (também ao leitor).
E, naquela maravilha, nem um despedimento recente e algumas fricções de origem familiar, parecem ser mais do que problemas menores face ao (pequeno) sonho que uma promoção online tornou possível.
Só que – como sempre acontece… – aos poucos, pequenos (ou grandes?) incidentes, o agitar das folhas de uns arbustos, uma sombra entre as árvores… começam a provocar alguma inquietação e parecem anunciar que nem tudo era o que parecia e que o jovem casal não está afinal só naquele paraíso. Como o leitor – ao mesmo tempo que os jovens – pode ir intuindo.
Se esta trama base soa a déjá vu – e me recordou até Rocher Rouge, o título que me ‘forçou’ a criar este blog – a verdade é que Giacomo Bevilacqua, o autor completo deste tomo, a certa altura decide fazer uma inflexão acentuada no rumo escolhido. Sem alterar de todo o tom até aí claramente assumido, mas servindo uma explicação para as dúvidas que se vão adensando que – escrevo sem medo de errar – não estará de certeza nas cogitações de nenhum dos leitores. O desvendar de que ilha se trata, através da identificação daqueles que nela habitam é um primeiro murro no estômago, mas a revelação do verdadeiro carácter de personagens que nos preencheram sonhos maravilhosos na infância e juventude é de molde a deixar o leitor a um tempo estupefacto pela violência psicológica inaudita a que Bevilacqua se atreveu, mas também deleitado pelo modo como conseguiu transformar completamente uma narrativa de base vulgar.
E, quando chegados ao final, ele nos revela as pistas – 17! – que espalhou desde as primeiras páginas da história, só podemos admirar como adequou, subverteu ou deu a volta a questões nucleares que nos passaram ao lado, a pormenores do original de alguma forma travestidos para não denunciarem cedo de mais o que nos esperava, e agora se afirmam em toda a sua evidência como partes de uma narrativa bem estruturada, coerente mas surpreendente e, acima de tudo, bem conseguida.
Não posso – não devo – escrever mais sobre Lavennder – isso seria destruir o prazer da descoberta proporcionado pela leitura que eu já fruí – apenas posso aconselhar vivamente esta obra e – porque não? – a sua inclusão numa (futura?) colecção Novela Gráfica.
*Pedro Cleto, Porto, Portugal, 1964; engenheiro químico de formação, leitor, crítico, divulgador (também no Jornal de Notícias), coleccionador (de figuras) de BD por vocação e também autor do blogue As Leituras do Pedro
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Tex e Dinamite na inigualável arte de Laura Zuccheri
Do esboço inicial à capa final de Tex Willer #2 (“La banda di Red Bill”), passando pelas cores originais de Maurizio Dotti
Por José Carlos Francisco
No passado dia 15 de Dezembro a Sergio Bonelli Editore publicou a edição número 2 de Tex Willer (a nova série dedicada ao jovem Tex e que traz as aventuras de Tex quando ele ainda era um fora-da-lei!), intitulada “La banda di Red Bill” (“O bando de Red Bill”) que contém a segunda parte de uma história escrita por Mauro Boselli e desenhada por Roberto De Angelis!
Entre as selvagens montanhas do Arizona, um fora-da-lei solitário deve preocupar-se em fugir aos xerifes que lhe dão caça, mas, porque o seu nome é Tex, não pode ignorar um pedido de ajuda. E entre aquelas montanhas está o bando de assassinos liderado pelo feroz Red Bill. Um velho mineiro e a sua única filha estão em perigo. O que fará Tex Willer, sozinho contra todos?
A capa deste segundo número, tal como a anterior e todas as que se seguirão nesta nova colecção, é da autoria do conceituado desenhador Maurizio Dotti, capa essa que divulgamos hoje aqui no blogue do Tex acompanhada do esboço inicial, mas também de um primeiro esboço alternativo, assim como da arte finalizada a tinta da china e ainda da capa original pintada pelo próprio Maurizio Dotti, devido à gentil cortesia do próprio Dotti:
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