A extraordinária PUJANÇA de Tex (no Brasil): Mythos, Salvat e… Panini

Tex na Panini Comics

Tex Willer continua a ser um fenómeno extraordinário de vendas à escala planetária tendo em conta os milhões de exemplares que a cada novo ano são vendidos em países, sobretudo, como Itália e Brasil, mas também Portugal, França, Finlândia ou até na Índia, apesar da “crise” que assola a banda desenhada mundial onde praticamente se constata que a cada ano a Nona Arte vai perdendo milhares de leitores no seu todo.

E um dos países onde Tex tem uma extraordinária pujança e até uma expansão cada vez maior é no Brasil, a segunda casa do Ranger, já que depois de Itália não há a menor dúvida que a legião mais fervorosa de texianos se encontra no Brasil, sobretudo em número de exemplares adquiridos, número esse que somente é suplantado, obviamente, pelo mercado italiano.

Tex está presente, ininterruptamente, nos quiosques brasileiros desde 1971 e no próximo ano comemorará 50 anos de contínua publicação no Brasil e comemorará essa data com um vigor e energia de fazer inveja a qualquer outro personagem da BD mundial, como certamente veremos.

Panóplia de Tex com o selo da Mythos Editora, Brasil

Actualmente a Mythos Editora, a casa de Tex no Brasil há mais de duas décadas, brinda os seus leitores com uma panóplia de séries (Tex mensal, Tex Coleção, Tex Edição Histórica, Tex Ouro, Tex Gigante, Tex em Cores, Tex Colorido, Tex Anual, Tex Platinum, Maxi Tex, Almanaque Tex, Tex Willer, As Grandes Aventuras de Tex, Tex Especial Civitelli, etc.) que atendem todo o tipo de público e que não tem paralelo a nível mundial, nem sequer na Itália e só por aí poderíamos ver a popularidade e robustez do Ranger no Brasil, mas para além da Mythos Editora Tex também é actualmente publicado pela Editora Salvat que publica a luxuosa série Tex Gold e podemos já informar, para quem ainda não sabe, que também a Panini, depois de algumas “experiências” bonellianas (Deadwood Dick, Mister No: Revolução, Chanbara, etc.) vai “emprestar” o seu selo ao mítico Ranger nascido em 1948 pelas mãos e mente de Gianluigi Bonelli e Aurelio Galleppini.

Trata-se da “Biblioteca Tex“, cujo número inaugural deverá ser publicado ainda durante este mês de Outubro e trará a história “Os justiceiros de Vegas” escrita por Mauro Boselli e ilustrada por Corrado Mastantuono. Terá 224 páginas, a cores e o mesmo formato da colecção Tex Gold da Salvat. O preço ainda não foi divulgado. Quanto à capa, com as presenças de Tex e Carson em posição de duelo, é da autoria do desenhador da aventura: Corrado Mastantuono.
Em Vegas, Novo México, a paz e a tranquilidade reinam graças a um grupo de justiceiros do gatilho rápido que faz a lei ser respeitada a qualquer custo. Seguindo a pista de uma quadrilha de assassinos e assaltantes que agem na fronteira sul do Estado, Tex descobre que alguns dos bandidos foram enforcados justamente em Vegas. Mas as contas não fecham porque, depois da data da morte dos facínoras, eles assaltaram uma diligência! Para conseguir esclarecer a situação, os quatro pards devem enfrentar Hoodoo Brown e Dave Mather, respectivamente presidente municipal e xerife daquela que, aparentemente, é uma cidade livre do crime.

Os justiceiros de Vegas, capa original italiana da autoria de Corrado Mastantuono

O segundo número da “Biblioteca Tex“, série inspirada na colecção dos cartonados de Tex na Itália, anteriormente publicada pela Mondadori e actualmente pela própria Sergio Bonelli Editore, trará a história “A volta do Juiz Bean“, escrita também por Mauro Boselli, mas ilustrada por Pasquale Frisenda, sendo também a capa da autoria do próprio Frisenda que deste modo se estreará no Brasil com a sua assinatura numa capa de Tex, depois de já ter cometido esse feito em Portugal, primeiro com duas magníficas capas para a editora Polvo e mais recentemente com outras duas deslumbrantes capas para a revista do Clube Tex Portugal. O lançamento do número 2 da “Biblioteca Tex” está previsto já para Novembro.
Em perseguição do bandido Lonnie Moon, Tex e Carson chegam a Langtry, pequeno povoado onde vive o juiz Roy Bean, “a lei a oeste do Pecos”, acabando por ajudá-lo a enfrentar Pablo Morientes e seus acólitos, interessados nos vinte mil dólares roubados pela quadrilha de Collins, dos quais acreditam ter o juiz tomado posse. Depois de auxiliar à fuga de Moon da prisão, Morientes monta duas armadilhas: uma destinada a Tex e Carson, para serem massacrados pelos Comanches de Cachorro Louco, seus cúmplices; a outra dirigida ao juiz Bean, que é atraído a San Antonio depois de receber uma carta anónima em que lhe anunciam o iminente rapto da actriz inglesa Lillie Langtry, por quem o juiz nutre uma profunda paixão. Após derrotarem os guerreiros Comanches e libertarem o juiz, que entretanto tinha sido sequestrado por Morientes, Tex e Carson chegam a San Antonio no final da apresentação da Senhorita Langtry, quando os sobreviventes do bando de Morientes e ele próprio estão prestes a entrar em acção. É então que tudo se precipita…

O juiz Bean, capa original italiana da autoria de Pasquale Frisenda

E deste modo, depois de 72 anos de vida editorial, efeméride comemorada a semana passada, Tex é assim publicado por quatro editoras, de língua oficial portuguesa, diferentes: Mythos, Polvo, Salvat e Panini… e podemos já assegurar que não se ficará por aqui… 2021 trará mais novidades a respeito… 

Colecção original italiana dos cartonados de Tex. Colecção de Marco Murineddu

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O Tex (de Fred Macêdo) comemorativo dos 70 anos que se manteve inédito durante dois anos

Aquando da comemoração dos 70 anos de Tex Willer, em 2018, Fred Macêdo (nascido a 30 de Junho de 1972, em Fortaleza, CE, Brasil, começou a desenhar ainda criança, inspirado inicialmente nos Clássicos Disney. Na adolescência, sob a influência de revistas de aventura, faroeste e de super-heróis, passa a criar as suas próprias histórias. O seu estilo foi fortemente influenciado pelo artista ítalo-americano Alberto Giolitti) desenhou (nanquim sobre papel AP80) um Águia da Noite sob um céu estrelado, tendo a Via Láctea e a Lua ao fundo, que por vicissitudes várias acabou permanecendo inédito até à data presente, mas que o Tex Willer Blog dá hoje a conhecer a todos os seus leitores, acrescido ainda do esboço inicial de estudo que também nunca foi anteriormente divulgado, para gáudio de todos os fãs de Tex e da arte de Fred Macêdo:

Águia da Noite sob um céu estrelado, tendo a Via Láctea e a Lua ao fundo, realizado por Fred Macêdo para comemorar os 70 anos de Tex, em 2018, mas que permaneceu inédito até à data presente

Esboço inicial de estudo, realizado por Fred Macêdo, 2018

O original desta magnífica arte do Fred Macêdo pertence ao  acervo do grande fã e coleccionador Antonio Carlos da Silva, o Rouxinol do Rinaré e está devidamente autografado, uma honraria sem-par:

Antonio Carlos da Silva, o Rouxinol do Rinaré, o feliz proprietário da arte original da autoria de Fred Macêdo

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Do esboço inicial à capa final de Maxi Tex #27, passando pelo lápis, tinta da china e cores originais de Claudio Villa

* Já se encontra à venda, desde o dia 6 de Outubro, nos quiosques italianos, o Maxi Tex #27 que traz o encontro de Tex Willer com os irmãos Bill, criados por Gianluigi Bonelli em 1952 e postos “a descansar” quatro anos depois.

Editor Mauro Boselli exibe a revista Maxi Tex #27

“Os três irmãos Bill“ é uma história escrita por Mauro Boselli e desenhada (magistralmente) por Alessandro Piccinelli. Uma aventura em que Tex e Carson encontram os três irmãos Bill, personagens criados nos anos 50 do século passado por Gianluigi Bonelli, que se assemelham muito, como poder de choque, aos dois pards, com os quais primeiro se confrontam e depois se solidarizam em páginas ricas de cenários western, como os bisontes, o ataque à diligência, etc.! Mas para saber mais sobre “Os três irmãos Bill“, um trio de irmãos dotados dos rostos dos actores John Carradine, Victor MacLaglen e Montgomery Clift, clique AQUI!

Alessandro Piccinelli exibe orgulhosamente exemplares do seu Maxi Tex

Voltando ao Maxi Tex em si, a capa, como tem sido tradicional, é da autoria de Claudio Villa. Capa essa que divulgamos hoje aqui no blogue do Tex acompanhada do esboço inicial e da arte ainda a lápis, mas também da arte finalizada a tinta da china, assim como da capa original pintada pelo próprio Claudio Villa tal como temos feito com alguma regularidade devido à gentil cortesia de Villa que nos tem dado a conhecer nos últimos tempos as suas cores originais das capas que vai produzindo para Tex.

Mas antes, uma curiosidade… atente-se ao esboço inicial onde vemos um Tex cabisbaixo que na versão posterior passou para um Tex altivo, porque segundo Claudio Villa “A cabeça baixa de Tex transmite uma atmosfera dramática. Ele parece quase derrotado. Parece ter perdido as pessoas que estão ao fundo. Por isso, na versão definitiva a cabeça erguida dá uma sensação menos sombria.“.

Esboço inicial da capa do Maxi Tex #27, da autoria de Claudio Villa, onde vemos um Tex cabisbaixo

Arte a lápis da capa do Maxi Tex #27, da autoria de Claudio Villa

Arte final a tinta da china da capa do Maxi Tex #27, da autoria de Claudio Villa

Ilustração para a capa do Maxi Tex #27, com as cores originais de Claudio Villa

Capa do Maxi Tex #27

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Jornal i, de 5 de Outubro, apresenta “Tex, um amigo dos índios” a propósito de Capitan Jack, da Editora Polvo

Jornal i
Texto da secção “Leitor de BD“, de 05/10/2020
Ricardo António Alves

Ricardo António Alves

Tex, um amigo dos índios

O livro de hoje fala-nos de um herói conhecido pela sua amizade e solidariedade para com os índios. É inclusivamente chefe honorário dos navajos, que chamaram Águia da Noite. Trata-se de Tex, membro dos Texas Rangers, série italiana criada em 1948 pelo argumentista Gian Luigi Bonelli (1908-2001) com desenhos de Aurelio Galleppini (1917-1994). Dezenas de argumentistas e desenhadores passaram desde então por aqui, italianos na maioria, mas também outros para lá da bota, como Joe Kubert, Colin Wilson, Jesús Blasco, Victor de la Fuente ou Jordi Bernet.

Tex nem sempre teve entre nós a difusão que hoje se conhece. Chegava em revistas brasileiras de pequeno formato, a preto e branco, sem o atrativo dos westerns franco-belgas, publicados a cores e em álbum. Para o jovem leitor de há 40 anos, pareciam-se com aquelas edições uma bocado manhosas da Agência Portuguesa de Revistas. As coisas começam a mudar a partir de 2006, graças à criação do Tex Willer Blog, mas passariam ainda três anos até que uma primeira edição portuguesa ocorresse: Tex Contra Mefisto (de Bonelli e Galleppini),

Capitan Jack, de Tito Faraci (Galarate, Varese, 1965) e Enrique Breccia (Buenos Aires, 1945), cujo apelido evoca o seu pai, Alberto (1919-1993), um dos criadores de Mort Cinder, um marco da BD mundial, é o último volume publicado pela Polvo na colecção “Tex – Novela Gráfica”. O argumento de Faraci é linear: a ação passa-se entre 1872 e 1873, centrado na rebelião dos índios Modocs, pequena tribo localizada na fronteira entre a Califórnia e o Oregon, caçadores, guerreiros e também traficantes de escravos. Ludibriados pelas autoridades, são colocados numa reserva com uma tribo adversa e mais forte, até que o chefe Kintpuash, também conhecido por Capitão Jack, se subleva e acantona nas Lava Beds, inexpugnáveis formações geológicas tornadas entretanto monumento nacional. Este é o fundo histórico em que Tex intervém, com os tradicionais ingredientes de bravura ou traição, narrativa fluída, cuja maior originalidade será a de pôr em campo uma tribo que não costuma aparecer. O episódio foi contudo trágico, e está incluído na relação das Guerras Índias (1865-90). Tex é uma personagem plana, sem grandes estados de alma ou contradições; herói sem mácula, neste particular uma espécie de Lone Ranger (O Mascarilha) desvelado.

A arte de Enrique Breccia é plena de virtuosismo, com um dinamismo fulgurante nos vários planos que cada vinheta assume em função da narrativa. Os detalhes são ricos e um regalo para os olhos. Pormenores como folhas caindo sempre que a ação se desenrola perto do bosque que circunda uma quinta onde tudo começa, dão uma intensidade e um pathos que não se esquece. A expressividade dos traços fisionómicos é assinalável, embora por vezes nos pareça que Breccia carrega as tintas.

Tex – Capitan Jack
Texto: Tito Faraci * Desenho: Enrique Breccia
Editora Polvo, Lisboa, 2018

Copyright: © 2020 Jornal i;
Ricardo António Alves

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Revista nº 12 do Clube Tex Portugal nas mãos de sócios do clube espalhados pelo Brasil

Revista #12 do Clube Tex Portugal, capa variante, em destaque na colecção do sócio Paulo Neto

Durante este mês de Outubro já podemos ver a revista nº 12 do Clube Tex Portugal (que começou no final do mês de Junho a ser entregue e enviada aos sócios do clube residentes em Portugal), na posse dos seus destinatários estrangeiros residentes no Brasil, depois do envio por via postal para os países onde existem associados do Clube, como se pode ver nas belas fotografias que ilustram este texto e onde podemos ver a revista #12 do Clube, nas suas duas versões (ambas com capas de Alessandro Bocci), nas mãos dos sócios João Marin (“Ficou melhor que o esperado… vê-la pronta no computador é uma coisa, mas tê-la em mãos depois de impressa é outra… Um belo trabalho de equipe abrilhantado com excelentes artigos e várias ilustrações inéditas de grandes mestres…“), Jesus Nabor (“Recebi agora a pouco a fantástica edição número 12 da revista do Clube. Sensacional. Delirantemente linda e bem produzida. Com toda a certeza o trabalho do João Marin acrescentou mais qualidade a já consagrada publicação.“), Charles Dickel (“Tex Willer dos Pampas já está com o último exemplar da revista do Clube Tex Portugal. Depois de 4 meses voltei a usar o traje.“), Wellington Verdan, Antonio Moreira, Valdivino Otilio de Almeida e Renato Frigo (“Gostaria de agradecer e elogiar essa edição que chegou pra mim no dia do aniversário do Tex!… Que maravilhosa!… Muito feliz em receber essa preciosidade e ver tantos amigos participando e promovendo o colecionismo… E ainda veio com um adesivo! ❤ Que trabalho magnifico! Parabéns e obrigado por todo o amor e dedicação. Ficou linda demais! Estou ansioso para ver a próxima!“):

João Marin e as suas duas versões da revista nº 12 do Clube Português

Jesus Nabor e a alegria visível, num cenário fantástico, pelo recebimento, no Brasil, das duas versões da revista número 12 do Clube Português dedicado a Tex Willer

Charles Dickel, o Tex dos Pampas, vestiu-se a rigor para assinalar a chegada da revista número 12 do Clube Tex

Sargento Wellington Verdan (armado a rigor) exibe orgulhosamente a revista número 12 do Clube Tex Portugal

Antonio Moreira e o orgulho visível por já estar na posse da mais recente revista do Clube Tex Portugal

Valdivino Otilio de Almeida exibe a revista número 12 do Clube na sua imponente BiblioTEX

Renato Frigo absorvido pela prazerosa leitura da revista nº 12 do Clube Tex

Para fazer parte do Clube Tex Portugal – cujos estatutos podem ser consultados em https://texwillerblog.com/?page_id=47999 – e usufruir de todos os brindes e regalias, entre os quais se inclui a revista do Clube, é necessário pagar uma jóia de inscrição de € 5,00 e uma quota mensal de € 2,50 (€ 3,00 para sócios não residentes em Portugal).

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