Boselli a trabalhar (sobre o passado de Cochise) para De Angelis

Na saga de Tex, a personagem apache mais importante é indiscutivelmente Cochise, chefe dos apaches e irmão de sangue do próprio Tex, numa homenagem de G. L. Bonelli ao célebre homónimo real já que se trata de uma personagem que na realidade existiu tendo sido inclusive chefe de todas as tribos apaches, comandando pessoalmente a tribo dos Chiricahuas. No mundo de Tex, Cochise que está sempre pronto para ajudar o seu irmão branco, foi apresentado inicialmente como um destemido guerreiro em busca de escalpes, fama e glória, mas com o passar do tempo o grande chefe privilegiou a paz entre o seu povo e os homens brancos.

Tex e Cochise na maravilhosa arte de Stefano Biglia

Mas há ainda muito para desvendar sobre o passado de Cochise na série Tex, tanto que actualmente o escritor e editor Mauro Boselli está a escrever uma história, para a série Tex Willer, série que narra as aventuras de Tex quando jovem. História essa que está a ser aguardada com bastante ansiedade por parte dos fãs do Ranger e que está a ser desenhada pelo napolitano de nascimento (16 Dezembro 1959), salerlitano de adopção e que hoje em dia é um dos baluartes do staff de Tex Willer: Roberto De Angelis.

São provas da produção dessa história sobre o passado de Cochise, as três fotografias (da autoria de Boselli) que mostramos de seguida, duas contendo 4 páginas já desenhadas por De Angelis e uma terceira foto com o roteiro de uma página e algum material de documentação que comprova que cada vez mais a veracidade é um factor imprescindível na produção das aventuras de Tex!

Páginas desenhadas por Roberto De Angelis da história (em produção) sobre o passado de Cochise

Mais duas páginas desenhadas por Roberto De Angelis da história (em produção) sobre o passado de Cochise

Uma página do roteiro (da autoria de Mauro Boselli) da história sobre o passado de Cochise e material de documentação

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Vídeo: Mitos do Oeste… Tex e Blueberry na magnífica arte de Alessandro Bocci

Alessandro Bocci e o autógrafo desenhado no Livro de Honra do Museu do Vinho Bairrada, Anadia

Alessandro Bocci, o prestigiado desenhador do staff de Tex que em 2018 esteve presente em Portugal durante a 5ª Mostra do Clube Tex Portugal, evento realizado em Anadia, no Museu do Vinho Bairrada (onde teve a companhia do desenhador Alessandro Nespolino), recentemente desenhou o Tex e o Tenente Blueberry numa magnífica ilustração que lhe foi pedida pelo Blogue Blueberry, uma Lenda do Oeste (uma iniciativa do pard brasileiro Afrânio Braga que tem uma belíssima rubrica intitulada “Blueberry e Tex por…” que já contou com as participações de Alessandro Bocci (obviamente), Maurizio Dotti, Giovanni Bruzzo, Sandro Scascitelli, Massimo Rotundo, Pasquale Del Vecchio, Giampiero Casertano, Bruno Brindisi e Orestes Suárez) tendo realizado no seu Facebook um vídeo, enquanto estava a desenhar esses dois Mitos do Oeste, para gáudio dos seus fãs e admiradores, vídeo esse de cerca de 1 minuto e meio (embora em velocidade rápida) que damos a conhecer em seguida a todos os leitores do Tex Willer Blog:

Alessandro Bocci tem ainda a particularidade de ter sido o autor das duas capas (principal e variante) do mais recente número (#12) da Revista do Clube Tex Portugal, lançada em Junho, como se pode ver na foto que exibimos de seguida:

Alessandro Bocci (exibe orgulhosamente as suas duas capas da revista nº 12 do Clube Tex Portugal)

O anúncio: Especial (de Natal) Tex Willer – Nas bancas brasileiras a partir de 15 de Dezembro

O anúncio: Especial (de Natal) Tex Willer – Nas bancas brasileiras a partir de 15 de Dezembro

Quer passar a véspera de Natal com Tex Willer e Dinamite? O local são as selvagens, geladíssimas e assombradas montanhas Uintahs; a ceia consiste em algumas castanhas e raízes e, para brindar, neve derretida.
Tem também três bandidos que raptaram uma moça, um velho estranho que só conta casos de assombrações e muitos, muitos fantasmas de verdade.

Para ter todo esse prazer você não pode perder a edição especial FANTASMAS DE NATAL, escrita pelo génio dos quadrinhos MAURO BOSELLI, que a Mythos tem orgulho em trazer para os seus leitores.

Nas bancas a partir de 15 de Dezembro.

Mauro Boselli exibe exemplares da versão italiana do Speciale Tex Willer nº 1, Fantasmas de Natal, de sua autoria na escrita e com desenhos de Marco Ghion

A Mythos Editora publicará então em Dezembro a Edição Especial número 1 de Tex Willer (a nova série dedicada ao jovem Tex e que traz as aventuras de Tex quando ele ainda era um fora-da-lei!), intitulada “Fantasmas de Natal” que conterá uma história, completa, cujo argumento é de um trio composto por Mauro Boselli, Marco Nucci e Giulio Antonio Gualtieri, sendo o guião escrito apenas por Mauro Boselli para os desenhos da autoria do estreante Marco Ghion!

Trata-se de um volume insólito com cores incomuns e surpreendentes, mais especificamente são histórias em preto & branco, com uma em tons de cinza e outra em tons de castanho. Esta história especial situa-se entre o final de Tex Willer n° 13 e o início do n° 14, quando Tex esteve no Utah.

Marco Ghion exibe orgulhosamente exemplares italianos do seu Tex Willer Speciale

As selvagens e desabitadas montanhas Uintahs, de acordo com as lendas dos Utes, são a morada de espíritos malignos… Somente os conquistadores espanhóis passaram por lá, há muito tempo, em busca do ouro… Em fuga da lei, Tex procura um refúgio seguro, uma velha cabana, a qual lhe tinha sido falada pelo seu amigo Dusty. Mas, entre tempestades furiosas e avalanches, na cabana acabaram por se esconder três bandidos, uma rapariga sua prisioneira e um garimpeiro que conhece as antigas lendas das Uintahs… Histórias de fantasmas para passar o tempo…

Maurizio Dotti exibe a ilustração original da capa do Especial Tex Willer com as suas cores originais

A capa deste primeiro número especial dedicado a Tex Willer, tal como as da série principal dedicada ao jovem Tex, é da autoria do conceituado desenhador Maurizio Dotti, capa essa que divulgamos hoje aqui no blogue do Tex acompanhada do esboço inicial, assim como da arte finalizada a tinta da china e também da capa original pintada pelo próprio Maurizio Dotti, devido à gentil cortesia do próprio Dotti:

Esboço inicial da capa do Especial Tex Willer #1, da autoria de Maurizio Dotti

Arte final a preto e branco da capa do Especial Tex Willer #1, da autoria de Maurizio Dotti

Capa do Especial Tex Willer #1, com as cores originais de Maurizio Dotti

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SECRET ORIGINS: TEX CLASSIC 8

Por Saverio Ceri [1]

Prossegue a busca pela origem das capas de Tex Classic. O exemplar número oito reúne as tiras 43/48 da primeira série de Julho/Agosto de 1949, ou, se preferirem, reedita os Albi d’Oro 15 e 16, de Janeiro de 1953. E como tem sido habitual, a capa provém precisamente de um dos dois albi d’oro, neste caso do número 15.

Tex Classic #8 – Montales El Desperados

Albo d’oro Tex #15

De assinalar que nesta versão o mexicano em primeiro plano desapareceu completamente. Já agora deixo-vos o divertimento de descobrir outras diferenças entre o Tex Classic #8 e a capa original realizada para o décimo quinto albo d’oro. 
A inspiração para esta capa vem da terceira vinheta do 44° álbum striscia L’impresa di Hermadina, como se pode ver de seguida:

A vinheta de inspiração para a capa do Albo d’oro #15

A capa do outro albo d’oro, a descartada, além de nos mostrar um raríssimo Tex de camisa verde, é um pouco menos original, visto que se refere claramente à capa do quadragésimo oitavo álbum striscia Allarme a Buena Vista, titulo que curiosamente vem italianizado na capa da edição de 1953.

Albo d’oro Tex #16

Collana del Tex nº 48 – “Allarme a Buenavista”

Saverio Ceri

Encontre todas as outras origens das capas de Tex Classic na rúbrica Secret Origins: Tex Classic

[1] Material apresentado no blogue Dime Web em 28/06/2017; Tradução e adaptação (com a devida autorização): José Carlos Francisco.
Copyright: © 2017 Saverio Ceri

As críticas do Marinho: Tex Willer “L’Agente Federale” (números 18 a 23)

Por Mário João Marques

Terminei a leitura da mais recente aventura de Tex Willer, iniciada no número 18 com L’Agente Federale, e terminada no número 23 em Nelle Mani della Legge.

Inicialmente prevista em flashback para a série principal, que narra as aventuras do Tex adulto, a história acabou por se desenvolver durante a juventude de Tex e apresenta em 6 álbuns e cerca de 400 páginas um conjunto de fugas, batalhas, traições, romance e muitos dos valores do herói pelo meio, num épico a lembrar as grandes narrativas aventurosas da literatura e do cinema, ou grandes aventuras de Tex como Sangue Navajo ou Patagónia.

O jovem Tex Willer conta aos seus amigos, o chefe Cochise e o ex-ladrão de cavalos Jimmy, um dos episódios por si vividos e que teve origem na perseguição que um agente federal lhe moveu sem piedade, o que o levou a fugir para a Louisiana, estado onde acaba por se ver arrastado para as fileiras do exército que combatia os índios Seminoles. Aqui, o jovem herói acaba por desertar e juntar-se aos índios, organizando a guerrilha movida contra o exército com vista à obtenção de um tratado de paz.

Uma grande aventura que mais uma vez vem provar que Tex é muito mais que um simples cowboy que deambula entre tiroteios e perseguições e sem grande espessura psicológica. Esta superficialidade que o herói aparenta não é fácil de obter (e prova disso a dificuldade que alguns autores encontram) e mais não é do que a afirmação de uma personagem em cenários e ambientes que muitos teimavam em ver como maniqueísta.

Quando Hollywood passou a ver o western com outro olhar, Gianluigi Bonelli já o fazia desde 1948 com o seu herói. O Tex Willer desta aventura, mais não é que o mesmo herói adulto, defensor dos oprimidos, anti-racista, e que não se inibe de estar contra a prepotência de alguns militares. Este Tex Willer procurado pela lei, no fundo não atira para matar, nem se coloca radicalmente de um lado da barricada contra o outro, sabendo que a razão não está só de um dos lados.

Para alguns poderá não ser a melhor aventura de Tex Willer, mas é seguramente a que melhor exalta os valores daquele que se veio a tornar num mito, num herói justo, humano e um perfeito exemplo de intercultura entre povos.

Parabéns a Boselli pelo trabalho de interpretação de um grande herói, parabéns a Rubini, com o seu traço polido, ao mesmo tempo expressivo e detalhado, pelo trabalho gráfico.

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