Programação TEX OURO para 2021

Hoje no Blogue do Tex vamos dar a conhecer a todos os nossos leitores a programação oficial da Mythos Editora para a 2021 relativamente a Tex Ouro, a série que republica as aventuras de Tex da fase áurea, só com histórias completas e que já ultrapassou a barreira dos cem números.

Em Janeiro de 2021 será publicado o Tex Ouro nº  112 – OS SOLDADOS-BÚFALO – da dupla de autores Mauro Boselli & Giovanni Ticci, contendo 280 páginas de história e mais 2 de matéria. Aventura publicada originalmente na Itália em Tex 569 – “Buffalo Soldiers” de Março de 2008, Tex 570 –  “Decimo cavalleria” de Abril de 2008 e Tex 571 – “L’assedio degli Utes” de Maio de 2008.

Tex e Carson estão no Utah à caça de Pablo Carrizo, um comanchero que escapou deles há alguns anos e que actualmente vive com os Utes do chefe Ouray nas montanhas Uintah. No caminho eles encontram e são ajudados por alguns soldados-búfalo, os soldados negros de Forte Duchesne. No retorno ao forte, descobrem que o comando das operações militares foi assumido pelo arrogante e racista coronel Radcliff, que lidera o quinto de cavalaria, regimento de homens brancos com a missão de enfrentar os Utes numa batalha campal. Mas o Quinto cai numa armadilha mortal e eles só poderão contar com os soldados-búfalo para salvar as suas vidas.

Em Março teremos nos quiosques de todo o Brasil o Tex Ouro nº 113 – O MATADOR – aventura escrita por Mauro Boselli e desenhada por Ernesto Garcia Seijas, contendo 160 páginas de banda desenhada e complementado com mais 2 de matéria. Em Itália esta aventura foi publicada em Tex 571 e Tex572 com o título “Il killer” em  Maio e Junho de 2008.

Caçado por seus velhos inimigos Tex Willer e Sam Donovan, os mesmos homens que o prenderam três anos antes, o matador Frank Harris, apesar de suas boas intenções, está de novo fugindo da justiça. Desta vez é inocente, mas não há modo de demonstrá-lo, e a sua única esperança de salvação é eliminar os dois Rangers em uma emboscada nas montanhas. Além disso, sem que ele e Tex saibam, no seu encalço está também um bando de assassinos enviados pelo pérfido Owen…

Por sua vez em Maio a Mythos Editora vai publicar o Tex Ouro nº 114 – TERRAS MALDITAS – da dupla de autores Mauro Boselli (argumento) e Alfonso Font (desenho). Uma história de 220 páginas complementada com mais 4 de uma matéria da autoria de Júlio Schneider. Trata-se de uma história publicada originalmente em Tex 573 – “Terre maledette”, de Julho de 2008 e Tex 574 – “Tornado!”, de Agosto de 2008.

O advogado Steve Lyman colocou-se contra um poderoso homem de negócios para defender a justiça. Agora sobre a sua cabeça há uma recompensa, uma soma em dinheiro cobiçada por muitos indivíduos sem escrúpulos. Nas selvagens “Planícies Indígenas” de Oklahoma desenvolve-se a caçada humana. Ao lado de Steve estão Tex Willer e uma família de agricultores fugindo da seca. Contra eles, além dos pistoleiros, desencadeia-se a fúria incontrolável do tornado!…

Em Julho teremos a publicação de Tex Ouro nº 115 – ASSASSINATO EM NOVA ORLEANS – uma história escrita por Mauro Boselli e desenhada por Marco Bianchini & Marco Santucci, contendo 330 páginas a que se juntarão também mais 2 de matéria. A aventura foi publicada em Itália nos volumes de Tex 576 – “Omicidio in Bourbon Street” de Outubro de 2008, Tex 577 – “Il vecchio di mezzanotte” de Novembro de 2008  e Tex 578 – “La casa dell’alchimista”, de Dezembro de 2008.

Nova Orleans, cidade de intrigas e de mistérios, onde dois bandos rivais, o de Diamond Johnny, rei dos gangsters negros de Storyville, e o de Gaston Lagrange, chefe incontestável do Quarteirão Francês, dividem zonas de influência e empreitadas criminosas… Mas um esquivo “fantasma” e alguns delitos bizarros arriscam destruir as relações entre ambos. Tex e Carson, que estão na cidade para ajudar o xerife Nat MacKennett a desenlaçar o complicado e sangrento emaranhado, deparam-se de súbito com mais de uma frente de combate: de um lado, os empreendedores criminosos, que farejam o aroma de dólares, e, do outro, o enigmático adversário, que mata para obter para si o segredo oculto em certos livros antigos de alquimia…

No mês de Setembro do próximo ano teremos nas bancas brasileiras a chegada do Tex Ouro nº 116  – MARCAS DO PASSADO – aventura escrita por Mauro Boselli para a arte de Alessandro Piccinelli e que também será de 220 páginas de história a que se seguirão as já habituais 4 de matéria. Em Itália a história foi publicada nas edições de Tex 579 – “Vendetta per Montales”, de Janeiro de 2009 e Tex 580 – “Le campane di San Rafael”, de Fevereiro de 2009.

Montales, um dos mais antigos amigos de Tex, volta à vida de fora-da-lei. Uniu-se ao exército de desperados do terrível Nacho Gutierrez, antigo parceiro de actividades criminosas. Decidido a compreender a razão de uma tão estranha escolha e, caso seja necessário, ajudar o amigo, Tex busca, com um nome falso, integrar-se ao bando. O ranger acabará por descobrir uma história de morte e de vingança, construída sob o signo da tragédia e das trevas. Trata-se de um caso sepultado nas antigas minas de San Rafael, onde ecoa o som lúgubre dos sinos fantasmagóricos.

Por fim, em Novembro, a Mythos Editora publica o último Tex Ouro de 2021, mais precisamente o Tex Ouro nº 117 – O XERIFE ÍNDIO – aventura de 220 páginas escrita por Tito Faraci e que foi desenhada pelos irmãos Gianluca Cestaro e Raul Cestaro. Também neste último volume de 2021 teremos as tradicionais 4 páginas de matéria. Em Itália esta aventura foi publicada em Tex 581 – “Lo sceriffo indiano”, de Março de 2009 e Tex 582 – “La preda umana”, de Abril de 2009.

Filho de uma índia e de um trapper, Jerry Norton conseguiu conquistar o respeito e a confiança dos habitantes de Greystroke, tornando-se xerife da cidadezinha. Mas quando se vê acusado do brutal assassinato de Rita Kent, casada com Rick Owen, filho de um dos donos da região, Norton é obrigado a fugir para salvar a pele. Tex não pode acreditar que seu velho amigo Jerry seja culpado e põe-se no seu rasto para buscar apurar a verdade e entregar à justiça o verdadeiro assassino!

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Entrevista com o fã e coleccionador: Jefferson Ribeiro

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco.

Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente?
Jefferson Ribeiro: Me chamo Jefferson Mateus Ribeiro, sou nascido e criado em João Pessoa, Paraíba, morei no interior um tempo, numa cidade chamada Guarabira, amo minha região (Nordeste), com nossos “oxe e oxente”,  atuo hoje como professor de História.

Quando nasceu o seu interesse pela banda desenhada?
Jefferson Ribeiro: Quando criança, ainda sem saber ler, minha mãe me comprava gibis (revistas de banda desenhada) da Turma da Mônica, eu gostava, mas havia um bem velhinho do Capitão América que me chamava a atenção, ela lia para mim repetidas vezes, quando aprendi a ler, foi o primeiro que li.

Quando descobriu Tex?
Jefferson Ribeiro: Quando criança, meu pai me levava para cortar cabelo num barbeiro próximo da nossa casa, no caminha havia um sebo (alfarrabista), na volta ele sempre comprava um gibi para mim. O local possuía muitos quadrinhos de Tex, as capas sempre chamativas, comprei um uma certa vez, já conhecia e gostava de filmes de western, passei a gostar dos quadrinhos de Bang-Bang também!

Porquê esta paixão por Tex?
Jefferson Ribeiro: Não sei explicar muito bem, mas sempre gostei de personagens sem super poderes exagerados ou que não tivesse poder algum. O Tex conta com sua inteligência e habilidades (além da ajuda dos pards) para ajudar as pessoas e isso me atraía nas suas histórias, pois, quando criança, achava perfeitamente possível existir um Tex.

O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos?
Jefferson Ribeiro: Acho que além do que eu já mencionei, é o facto de que sua personalidade buscando agir sempre de forma correta e justa me atraiu, sem contar que como ele é um ser humano “comum”, todos os perigos são muito reais e verdadeiramente mortíferos. Muitas de suas aventuras ensinam que devemos fazer o certo, não importa a situação e achava o máximo um herói que falava com seus pards em meio às viagens em parar para tomar algo para tirar a poeira da garganta. Algo muito próximo de todos nós após um dia cheio de trabalho, tomar uma cerveja ou fazer um lanche para desopilar. Essas coisas até aparecem em outros quadrinhos, mas me soa muito artificial e não como o Tex e o Carson falam.

Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção? E qual a mais importante para si?
Jefferson Ribeiro: Sempre vai chegando mais coisas do Tex, mas atualmente tenho 137 revistas, foco em coleções mais curtas como a Edição Gigante, Anual, Maxi Tex, Graphic Novel, dentre outras, devido ao espaço que não tenho muito para armazenar as revistas. Mas já tive mais, infelizmente me desfiz de muitas e outras foram perdidas após emprestar e nunca mais receber de volta. Hoje não costumo emprestar mais nada de livro ou gibi. Gosto de todas, mas meu “xodó” é O Idolo de Cristal, capa dura da Vecchi.

Colecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem italiana?
Jefferson Ribeiro: De Tex tenho apenas quadrinhos, estou pensando em adquirir alguns livros sobre o personagem também.

Qual o objecto Tex que mais gostaria de possuir?
Jefferson Ribeiro: A estrela de Ranger. Este seria um brinde legal para vir com algum volume especial do Ranger.

Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia?
Jefferson Ribeiro: Essa é uma escolha cruel! Acho que minha história predileta é Os Sete Assassinos. A arte do Claudio Villa para mim é a melhor! Quanto ao roteirista fico com o Bonelli – Pai, pois sua genialidade em criar o universo do Tex foi tremenda, mas em seguida vem o Boselli (risos).

O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos?
Jefferson Ribeiro: O companheirismo e confiança entre ele e seus pards, Tex tem amigos leais, quase irmãos e isso é raro de encontrar, pois a confiança tem que ser mútua. O que me incomoda um pouco é o facto do Tex não encontrar um novo amor, mesmo que não seja consumado. Mas não chega a ser algo de todo ruim.

Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é?
Jefferson Ribeiro: Tex é um personagem carismático, seus roteiristas sabem retratar bem isso, aquele que ler uma história do Tex acaba se apegando ao personagem, como se tivesse um amigo naquelas páginas, ele inspira tudo de bom que podemos ser e nos mostra o que agir de forma errada pode ocasionar. Então, ele é um ícone por, além de divertir, ajudar a formar pessoas de bom caráter.

Costuma encontrar-se com outros coleccionadores?
Jefferson Ribeiro: Na minha cidade e estado conheço alguns. Alguns desses considero verdadeiros amigos. Mas não vejo tantos por aí, nem quando vou a algum evento de HQs (BDs), embora isso esteja mudando, cada vez mais vejo pessoas descobrindo e redescobrindo o Tex. Dos que encontro ocasionalmente estão o Ge Ge Carsan, Saul Ramos, Aderaldo e recentemente conheci um colecionador muito legal e experiente, o Senhor Felipe, aqui do meu bairro. Mas mantenho muito contato por redes sociais, onde fiz bons amigos como os pards Cícero Linhares, Ricardo Elesbão Alves, dentre outros pards.

Para concluir, como vê o futuro do Ranger?
Jefferson Ribeiro: Vejo como o melhor possível! Novas editoras publicando o Tex, ampliando o leque de coleções e leitores, temos títulos para todas as categorias financeiras, sem contar os sebos e comerciantes on line, então acredito que a tendência é aumentar e renovar o número de leitores. Entretanto há algo que me preocupa: com essa crise financeira e pandemia, os quadrinhos têm ficado cada vez mais caros, o que pode afastar as classes menos abastadas ou os jovens leitores que não dispões de uma autonomia financeira para comprar o quadrinho que deseja. No mais, Tex e seus pard ainda cavalgarão por muito tempo e espero poder acompanhá-los em várias outras aventuras, digo, leituras (risos)!

Prezado pard Jefferson Ribeiro, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.

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As QUATRO histórias seleccionadas pela Mythos Editora para serem publicadas em 2021 na colecção AS GRANDES AVENTURAS DE TEX

As Grandes Aventuras de Tex foi em 2019 e em 2020 a grande aposta da Mythos Editora dedicada a Tex no Brasil. Uma série luxuosa que o Ranger há muito merecia em língua portuguesa e que foi inspirada numa colecção italiana, também pomposa, intitulada “Le grandi storie di Tex” e que reuniu 40 grandes histórias da saga de Tex Willer, sempre com aventuras completas e coloridas contendo capas inéditas de Claudio Villa.

Aposta essa que continuará a ser forte em 2021 já que estando prevista para ter 10 volumes foi confirmada recentemente, aqui que mesmo no Tex Willer Blog, que a colecção prosseguirá devido à grande aceitação por parte dos leitores como o comprovam os excelentes números de vendas, número após número e por isso em 2021 vamos ter mais quatro volumes, o que permite desde já confirmar que a colecção continuará pelo menos até ao volume número 12.

A estreia desta colecção ocorreu em Março de 2019, num volume, intitulado “A morte de Lilyth” que trouxe a famosa história “Juramento de vingança” da dupla Gian Luigi Bonelli & Aurelio Galleppini, com 306 páginas. Em Junho desse mesmo ano tivemos o lançamento do segundo volume, volume esse que trouxe a famosa história “Entre duas bandeiras“, dos mesmos autores que inauguraram a colecção: Gian Luigi Bonelli & Aurelio Galleppini. Uma aventura de 315 páginas, com o título original Tra due bandiere. Em Setembro de 2019 a Mythos Editora lançou o volume número 3 que trouxe a mítica história “O navio do deserto“, uma aventura de 272 páginas, escrita por Claudio Nizzi e magistralmente desenhada por Claudio Villa. Por sua vez, em Dezembro desse mesmo ano, com a edição número 4 tivemos a estreia nesta colecção da carismática dupla Mauro Boselli & Carlo Raffaele Marcello com a história “O bando dos irlandeses“, uma aventura de 336 páginas– que a título de curiosidade se pode dizer que foi a primeira que a Mythos editou no Brasil, quando “herdou” os direitos das publicações Bonelli da Globo.

O quinto volume desta fantástica colecção, publicado em Março de 2020, trouxe a estreia do consagrado desenhador Fabio Civitelli numa história escrita por Claudio Nizzi: Os Espíritos da Noite (também conhecida no Brasil por “A Volta de Zhenda“). Em Junho deste ano tivemos o lançamento do sexto número da colecção onde tivemos o regresso da carismática dupla Mauro Boselli & Carlo Raffaele Marcello com a história “Os sete assassinos“, uma aventura de 332 páginas. Com o título original I sette assassini. O sétimo volume da colecção chegou às bancas brasileiras em Setembro e publicou a história “Fuga de Alcatraz“, aventura de 364 páginas que trouxe o retorno da dupla Claudio Nizzi & Claudio Villa a esta colecção. Finalmente neste mês de Dezembro tivemos o oitavo número da colecção e nele tivemos a tão ansiada estreia do Mestre Giovanni Ticci que ilustrou uma história escrita por G. L. Bonelli, a inolvidável aventura “A cruz trágica“.

Em 2021 teremos no volume nº 12 de AS GRANDES AVENTURAS DE TEX a estreia de Guglielmo Letteri

Hoje, num rigoroso exclusivo mundial, mais um, podemos anunciar aqui no Blogue do Tex as quatro histórias seleccionadas pela Mythos Editora para figurar nesta colecção em 2021.

O nono volume desta fantástica colecção, a publicar a 30 de Março, trará a estreia do consagrado desenhador Fernando Fusco numa história escrita por Claudio Nizzi: Nos Pântanos da Louisiana, com 308 páginas publicadas originalmente nas edições italianas números 330 a 333 da série principal de Tex, em 1988, com o título original “Agguato a bordo”: “Nat Mac Kennet convoca Tex, Carson, Kit Willer e Jack Tigre para irem a Nova Orleans, onde o maníaco Pierre de la Rochelle fugiu de um manicómio e se refugiou nos pântanos, reunindo ali asseclas perigosos com o propósito de ir à guerra e deflagrar a independência da Louisiana dos Estados Unidos. Aventura épica e explosiva, repleta de armadilhas, traições e com os perigos naturais de alagadiços selvagens, com destaque para os violentos ataques de crocodilos que obedecem ao misterioso Kabagi…“

Nos Pântanos da Louisiana

A 10 de Junho vamos ter o lançamento do décimo número da colecção onde teremos o regresso da carismática dupla G. L. Bonelli & Giovanni Ticci com a história “Terra Prometida“, uma aventura de 375 páginas. Com o título original Terra Promessa, a história foi publicada em Itália nos nº 146 a 149: “O assassinato de um guia de caravanas de quakers que querem chegar à Califórnia coloca Tex a par de falcatruas sem tamanho concebidas por um poderoso negociante de Cedar City. Para evitar o pior a várias famílias de colonos emigrantes, Tex Carson, Kit e Tigre oferecem-se como guias… Mas o que os rangers não sabiam é que iriam desafiar perigosamente a morte na defesa dos inocentes quakers.“

Terra Prometida

O décimo primeiro volume da colecção chega às bancas brasileiras no dia 14 de Setembro e conterá a história “A Grande Invasão“, aventura de 328 páginas que traz pela terceira vez a dupla Mauro Boselli & Carlo Raffaele Marcello a esta colecção, aventura que em Itália foi publicada nos números 497 a 499, em 2002 com o título La grande invasione: “Em Wackett, uma cidadezinha do Texas, Tex participa do funeral de um velho amigo e conta ao seu filho Kit a aventura que os dois viveram, muitos anos antes, ao enfrentar a grande invasão dos comanches. Como Ranger, Tex recebera a ordem de alertar as famílias dos colonos do norte do Texas sobre o perigo. Em Rio Concho, uma estação postal, os fugitivos que o jovem ranger está a escoltar, entre eles um grupo de condenados acorrentados, descobre que um bando avançado de comanches já está ali e realizou um massacre. Os índios estão divididos em três bandos e são comandados por três chefes diferentes, tendo cortado todas as rotas para os fortes da região.“

A Grande Invasão

Finalmente a 15 de Dezembro teremos o décimo segundo número da colecção e nele teremos a tão ansiada estreia do Mestre Guglielmo Letteri que ilustrará uma história de 320 páginas escrita por G. L. Bonelli, a inolvidável aventura “Os Sinos Dobram por Lucero“, publicada originalmente em 1973, nos números 151 a 154 da série principal de Tex na Itália, com o título Mescaleros!: “Na fronteira entre o Estados Unidos e o México apaches mescaleros liderados por Lucero espalham a morte e o terror através de saques, ataques a ranchos e todo o tipo de atrocidades que gerem lucro fácil. Comprometidas pelas leis que regem as fronteiras entre países, as autoridades vêem-se de mãos atadas. Mas aonde a justiça comum não pode chegar, Tex, Carson, Kit e Jack Tigre são a solução e o castigo para os meliantes. Don Fabio Esqueda, ou melhor, Lucero, tem sonhos de vingança e conquista, mas não imagina que tem pela frente um quarteto de incansáveis justiceiros. A justiça está a caminho.“

Os Sinos Dobram por Lucero

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O Editorial (e o Sumário) da Revista nº 13 do Clube Tex Portugal

O Sumário da Revista Clube Tex Portugal #13

Já dizia Aristóteles que a esperança é o sonho do homem acordado e é esta a postura que cada um de nós deve adotar perante estes tempos difíceis e tristes que assolam o mundo. Tempos de pandemia, que nos obrigam a um confinamento mais ou menos duro conforme a realidade de cada um, convivendo e testemunhando diariamente com acontecimentos que muitos julgaríamos retirados de uma qualquer obra de ficção. No entanto, dado que a vida real do ser humano consiste em ser feliz, principalmente por estar sempre na esperança de sê-lo muito em breve, como bem referia Edgar Allan Poe, esperamos que este novo número da revista possa trazer aquele prazer e aquele gostinho que todos nós ansiamos e certamente merecemos.

Contudo, não se trata de mais um número, mas sim aquele que nos traz um novo grafismo e novas matérias. Trata-se, naturalmente, de um trabalho de equipa, mas a redação da revista não estaria a ser justa se não deixasse aqui sublinhada uma merecida palavra de apreço e admiração pelo trabalho feito pelo João Marin. No número anterior, tínhamos referido que se abria um novo ciclo, quando o João passou a ocupar-se em pleno da preparação e edição da revista, mas este número é mesmo o primeiro que surge com uma nova roupagem.

E já que assim é, aproveitámos para trazer novas rubricas, como por exemplo o cantinho do sócio, onde se estreia o querido Carlos Moreira, que nos traz o seu testemunho sobre Tex e a sua magnífica bibliotex. Também estreamos uma rubrica dedicada à escolha de uma prancha de Tex que tenha sido marcante para um autor, e nada melhor do que começar com o próprio curador da série, o grande Bos, Mauro Boselli, que recentemente tornou-se no autor com mais páginas escritas na série. Merece também destaque um extenso espaço dedicado a um grande desenhador: senhoras e senhores, Pedro Mauro! Nem mais! O Ricardo Elesbão deixa nas próximas páginas um merecido contributo à carreira deste grande nome dos “quadrinhos” brasileiros e mundiais, complementado com uma entrevista feita ao autor pelo Ricardo e pelo Mário João Marques, onde foram notórias a extrema simpatia e a simplicidade do Pedro Mauro, que ainda fez questão de presentear os leitores da revista com um desenho notável de Tex, publicado em forma de poster.

Há, evidentemente, mais matérias, como aquela que o Mário João Marques escreve sobre a nova série Tex Willer, a do José Carlos Francisco com uma curiosidade sobre a presença de Tex no “Giro” de Itália, ou ainda os regressos do Jesus Nabor Ferreira e do João Marin. Aqui mesmo, na página ao lado, podem encontrar o início de uma belo artigo do Sandro Palmas sobre o autor da capa deste número, Lucio Filippucci, um dos grandes nomes do fumetto, e que assina uma das mais belas capas da nossa revista, engrandecendo, desta forma, o conjunto de desenhadores do ranger que já nos concedeu a honra de publicarmos em exclusivo os seus trabalhos. Esta capa que, depois de divulgada, tem vindo a recolher os mais rasgados elogios um pouco por todo o lado, inclusive do próprio Mauro Boselli, foi fruto do gosto do desenhador pelos amplos espaços selvagens, onde se estende a deslumbrante e implacável natureza. A ela se juntam o desenho de Andrea Venturi (na contracapa), os estudos preparatórios de Michele Rubini e a habitual prancha esboçada, desta vez de Stefano Andreucci. Obrigado a todos e obrigado, como sempre, a essa fábrica dos sonhos que dá pelo nome de Sergio Bonelli Editore, porque não há nada como o sonho para criar o futuro.

O Editorial da Revista Clube Tex Portugal #13

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