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As críticas do Marinho: Tex Magazine 2020 (Almanaque Tex #53)
Por Mário João Marques
O Tex Magazine surgiu em 2015 e veio substituir o Almanacco dell’West, histórica publicação anual que se caracterizava pelas matérias que dedicava à temática do western. O nome mudou, as matérias mantêm-se (com um grafismo mais apelativo), mas o Tex Magazine distingue-se pelo facto de apresentar duas aventuras em cada número, centrando uma delas numa personagem específica da série, cabendo essa distinção na edição de 2020 a Pat Mac Ryan. Nesta edição, as duas aventuras são escritas por Luigi Mignacco e ambas desenhadas por autores que já passaram por Dampyr, a primeira Il Ladro Gentiluomo, por Fabrizio Russo, e a segunda, Il Grande Incontro, pelo sempre excelente Maurizio Dotti.
Em Il Ladro Gentiluomo o protagonista da história é Leonard Ford, uma mistura de Proteus para os mais conhecedores de Tex, e de Arsène Lupin, personagem saída da imaginação de Maurice Leblanc, célebre ladrão cavalheiro conhecido particularmente pelo seu talento em usar disfarces e mudar de identidade para cometer os seus delitos.
Também Leonard Ford, apelidado pela agência de detetives Pinkerton como “cavalheiro”, caracteriza-se por ser alguém que vive do risco, apresentando-se ao balcão de um qualquer banco como um seu cliente, apontando a sua pistola ao empregado sem que ninguém veja. Nunca rouba elevadas quantias de dinheiro, apenas um monte de notas que preencham o espaço de um saco, nem nunca cometeu um homicídio. Em dez anos de actividade, agindo sempre a solo, sem um cúmplice, Leonard conseguiu assaltar uma dúzia de bancos, todos afastados entre si, sem que alguém saiba de quem se trata, porque apresenta-se sempre de modo diferente.
Até que um dia este verdadeiro homem das mil e uma identidades rouba um banco no Colorado, cujo proprietário, um senhor prepotente local, envia a sua própria milícia na pista de Leonard. Parece ter chegado a hora de fazer as contas, porque o caminho que separa um ladrão cavalheiro de um homem honesto é por vezes estreito e não privado de obstáculos. Uma aventura escrita por Luigi Mignacco que prometia uma permanente atmosfera de falsas identidades, persuasão e aparências, mas que acaba por defraudar essa expectativa quando Tex depressa se depara com um ladrão “diferente”, acabando o enredo por denotar alguma falta de originalidade e espessura nas personagens principais, nomeadamente com Leonard, que nunca revelará a ironia e elegância de Arsène Lupin ou o cinismo de Proteus. Depois de Zona X, Martin Mystère, Zagor, e uma longa carreira em Dampyr, Fabrizio Russo estreia-se em Tex com um trabalho prometedor, apresentando o ranger a partir do modelo de Claudio Villa.
Na segunda aventura, Il Grande Incontro, os leitores vão ter a oportunidade de ver Pat Mac Ryan pela primeira vez a solo, personagem por demais simpática e que permanece no galarim daquelas que, ao longo dos anos, foram enriquecendo o universo de Tex como um dos seus amigos e aliados que se tornaram inconfundíveis e inesquecíveis. O grande irlandês Pat Mac Ryan é uma dessas incontornáveis personagens, talvez mesmo a mais simpática, mas seguramente uma das mais amadas pelos leitores texianos.
Inspirado no actor norte-americano Victor MacLaglen, Pat Mac Ryan surgiu pela primeira vez em 1957 e nasceu da paixão de Gianluigi Bonelli pelo pugilismo, por isso não surpreende que o seu primeiro encontro com Tex tenha ocorrido durante um encontro de boxe. Sinónimo de divertimento, o maciço irlandês não hesita em utilizar os seus músculos para se defender, mas também como forma de vida, o seu ganha-pão, mudando continuamente a sua actividade, desde operário nos caminhos de ferro, atracção de circo, caçador de peles ou trabalhador num qualquer porto. Desta vez, a acção decorre na cidade de Saint Louis, no Missouri, palco onde irá decorrer um aguardado e noticiado encontro de boxe entre o “bruto” irlandês e um “elegante” inglês.
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Tex: “L’ultima missione” (“A última missão”), o novo cartonado a publicar (na Itália) em Fevereiro trará a estreia de Alfonso Font nesta colecção
É já no próximo mês de Fevereiro, mais precisamente no dia 20, que chega aos quiosques italianos o já habitual Cartonado Invernal de Tex, prosseguindo a fórmula já consagrada de um álbum e história no habitual estilo franco-belga, cujo grande formato é de 22,5 x 30,5 cm em todas as suas esplendorosas 46 páginas. Trata-se da edição número 12 da série Tex Romanzi a Fumetti, também conhecida por Álbum Cartonado, intitulada “L’ultima missione” (“A última missão“), que contém uma história a cores, escrita por Giorgio Giusfredi e desenhada pelo consagrado desenhador espanhol Alfonso Font que deste modo faz a sua estreia nesta prestigiante colecção, que começará este a ano a ser publicada em Portugal pela editora A Seita.
A capa, como é tradição, também é assinada pelo desenhador da aventura, capa essa que divulgamos hoje aqui no blogue do Tex no início deste texto, assim como algumas páginas em ante-estreia que mostramos de seguida. As cores (da história) são de Matteo Vattani.
Neste décimo segundo número teremos uma história, obviamente a cores, onde três Rangers do Texas terão pela frente uma missão audaz. Trata-se, como dissemos anteriormente, de uma aventura escrita por Giorgio Giusfredi que também se estreia nesta magnífica série e desenhada pelo Mestre Alfonso Font, que deste modo faz a sua estreia nesta maravilhosa colecção dos cartonados de Tex e que tem a colorir as suas artes um profissional consagrado com provas dadas em diversos números anteriores: Matteo Vattani.
Uma missão ousada para três Rangers do Texas!
Na época da “Grande Invasão”, Tex e Carson cavalgaram com Lucky Joe Beauregard para salvar o Texas dos Comanches. Hoje o velho Joe não tem mais nada a perder e quer entrar sozinho nos desfiladeiros das Sacramento Mountains para enfrentar o bando de El Morado e os seus impiedosos comancheros…
Mas Tex Willer e Kit Carson estarão novamente ao seu lado!
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Os SETE esboços necessários para realizar a capa de Tex Willer n° 27 e ainda o lápis, a tinta da china e as cores originais de Maurizio Dotti
Por vezes, para chegar à realização de uma capa, neste caso de Tex Willer (a série dedicada ao jovem Tex e que traz as aventuras de Tex quando ele ainda era um fora-da-lei!), o capista tem de recorrer a diversos esboços até chegar à ilustração pretendida e que se tornará a capa definitiva.
Tal aconteceu uma vez mais com a edição número 27 de Tex Willer, cuja capa, como todas até ao presente, é da autoria de Maurizio Dotti, com a particularidade de Dotti ter feito seis esboços, que na verdade foram sete, diferentes até dar-se por satisfeito, como poderemos ver de seguida, já que vamos dar conhecimento aos nossos leitores de todos os sete esboços realizados por Maurizio Dotti, assim como da arte a lápis, da arte a tinta da china e da capa original pintada igualmente por Maurizio Dotti.
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A capa a par e passo de Tex Willer #27 “I trafficanti di Coffin”
Depois do muito apreciado Making of da capa de “El Paso del Norte“, Maurizio Dotti também nos enviou as imagens que nos falam da criação da capa da quarta e penúltima revista da saga de John Coffin.
Também este mês Maurizio Dotti deu-nos a conhecer os desenhos que contam como ele realizou a capa de Tex Willer. Desta vez é a edição número 27, “I trafficanti di Coffin“.
Tex está determinado a capturar John Coffin, o único cúmplice sobrevivente de Rebo que pode exonerá-lo. Mas ao tentar evitar que ele e o seu bando roubem um carregamento de armas destinadas ao exército, Tex depara-se com uma surpresa indesejável e verdadeiramente inesperada …
Na galeria que ilustra este artigo pode ver-se as várias fases do trabalho feito por Dotti.
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