Neste início de Fevereiro já podemos ver a revista nº 13 do Clube Tex Portugal (que começou a meio do mês de Janeiro a ser entregue e enviada aos sócios do clube residentes em Portugal e resto do mundo), na posse dos seus destinatários portugueses e estrangeiros residentes no continente europeu, depois do envio por via postal para os países onde existem associados do Clube, como por exemplo Itália como se pode ver nas belas fotografias que ilustram este texto e onde podemos ver a revista #13 do Clube, nas suas duas versões (ambas com capas de Lucio Filippucci), nas mãos dos sócios portugueses José Carlos Francisco, Carlos Moreira, Teresa Moreira, Fernando Marques, Ascenção Ferros, Rui Campos Silveira, Tiago Falcoeiras e dos italianos Gianni Petino, Francesco Micoli e Enrico Valcamonica:
José Carlos Francisco exibe as duas versões da revista nº 13 do Clube Tex Portugal
Carlos Moreira exibe orgulhosamente os seus dois exemplares da revista nº 13 do Clube Tex Portugal
A associada Teresa Moreira e o orgulho por já estar na posse do seu exemplar da revista nº 13 do Clube Tex Portugal
Fernando Marques exibe orgulhosamente as suas duas Revistas nº 13 do Clube Tex Portugal
Ascenção Ferros e Manuel Francisco exibem a revista nº 13 do Clube Tex Portugal
Rui Campos Silveira e a revista do Clube Tex Portugal
Associado Tiago Falcoeiras exibe o seu exemplar da revista #13 do Clube Tex Portugal
Gianni Petino e a visível felicidade por já possuir a revista #13 do Clube Tex Portugal
Francesco Micoli mostra-nos o seu exemplar da Revista nº 13 do Clube Tex Portugal com a capa principal
Francesco Micoli e a revista #13 do Clube Tex Portugal com a capa variante
Enrico Tex Valcamonica e o orgulho de ter a Revista #13 do Clube Tex Portugal
Para fazer parte do Clube Tex Portugal – cujos estatutos podem ser consultados em https://texwillerblog.com/?page_id=47999 – e usufruir de todos os brindes e regalias, entre os quais se inclui a revista do Clube, é necessário pagar uma jóia de inscrição de € 5,00 e uma quota mensal de € 2,50 (€ 3,00 para sócios não residentes em Portugal).
(Para aproveitar a extensão completa das fotografias acima, clique nas mesmas)
Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente? Manuel Jasmim:Sou de Teresina, capital do Piauí (um estado do nordeste brasileiro). Atualmente moro em Brasília, por conta do trabalho (servidor público). Nas horas vagas, arrisco a carreira de escritor.
Quando nasceu o seu interesse pela banda desenhada? Manuel Jasmim: Sempre achei engraçado a diferença entre os portugueses de Brasil e Portugal. Falo isso porque, para responder a essa pergunta, primeiro tive de pesquisar o que é ‘banda desenhada’ [risos]. Voltando à pergunta, meu interesse por banda desenhada surgiu quase que simultaneamente à minha alfabetização. Lembro que, pouco antes de aprender a ler, já pedia à minha mãe para ler quadrinhos para mim.
Quando descobriu Tex? Manuel Jasmim:Meu pai e alguns tios leem Tex há muito tempo. Às vezes, via alguma revista em casa, mas nunca me interessava por ler (acho que por conta do distanciamento provocado pela falta de cores).
Até que um dia, por volta de 1993, em uma ida à banca de revistas vi a edição gigante ‘A Marca da Serpente’ e pedi para o meu pai comprar.
Desde então, acompanho o personagem e outros da Bonelli.
Porquê esta paixão por Tex? Manuel Jasmim:Como não se apaixonar? Roteiros bem escritos, desenhos fantásticos e personagens que lhe cativam. Não é à toa que já existe ininterruptamente há setenta anos.
O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos? Manuel Jasmim:Em primeiro lugar, os valores que o personagem possui e dos quais não se distancia ao longo das histórias. Além disso, a proximidade das histórias com a realidade da época. Apesar de ser um verdadeiro herói, ele e seus companheiros são seres humanos como nós, que buscam deixar o mundo mais justo. Uma coisa que chama muito a atenção também são os vilões. Nem sempre são pessoas más, às vezes temos personagens que por conta de uma circunstância estiveram no caminho de Tex e o ranger soube dar uma nova chance ou se esforçou para que tivessem um julgamento adequado.
Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção? E qual a mais importante para si? Manuel Jasmim:Acredito que algo em torno de 700 exemplares. As muitas mudanças que fiz não me permitiram consolidar a coleção em um espaço só e hoje muitas das minhas revistas estão espalhadas pelo país. Tenho um carinho especial por ‘A Marca da Serpente’ (primeira que li) e ‘A Mão Vermelha’ (episódio em que realmente descobri que aquele universo era o meu preferido nos quadrinhos).
Colecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem italiana? Manuel Jasmim: Tenho alguns colecionáveis, mas a minha prioridade são as revistas mesmo.
Qual o objecto Tex que mais gostaria de possuir? Manuel Jasmim:Do personagem, seria difícil escolher entre a estrela de ranger e a camisa indígena. Dentre o que já foi publicado, queria pelo menos um exemplar de cada país onde há revistas do Tex.
Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista? Manuel Jasmim: Essa é a pergunta mais difícil de toda a entrevista. De cara, me vem à mente ‘Orgulho navajo’ e ‘O passado de Kit Carson’. Se penso um segundo a mais, já aparecem ‘Juramento de vingança’, ‘Chinatown’, ‘O bando dos irlandeses’, ‘Missão em Great Falls’, ‘A marca da serpente’… Daqui a pouco vou ter de classificar por década de lançamento ou por autor. São muitos os desenhistas que aprecio no universo do Tex. Quando comecei a colecionar, tinha uma predileção por Galep, Letteri e Civitelli (apesar dos estilos bem diferentes). Hoje, acrescentei à lista o Villa e o Ortiz. Com todo o meu respeito aos Bonelli (Giovanni e Sergio) e ao Nizzi, mas o autor que mais me agrada é o Mauro Boselli. Como participação especial, gostei muito das escritas pelo Antonio Segura.
O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos? Manuel Jasmim: O que mais me agrada é que o nível das histórias continua muito alto, mesmo sendo publicado há décadas, além de ter autores que se preocupam em trazer argumentos que surpreendem os leitores positivamente. A participação dele em eventos históricos também é um ponto alto de seu universo. O que me agradava menos (mas tem sido corrigido nos últimos anos) era a pouca integração com o canône da série. Muitos personagens – principalmente coadjuvantes – não reapareciam, enquanto o ranger reencontrava ‘velhos conhecidos’ que nunca tinham mostrado as caras até então. Cheguei a escrever duas cartas para o Sergio Bonelli entre o fim dos anos 1990 e início dos anos 2000, onde toquei nesse assunto (não sei se ele chegou a ler, mas nunca tive resposta).
Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é? Manuel Jasmim:Acredito no conjunto da obra, desde a criatividade na concepção do personagem à qualidade da execução das histórias. Percebe-se claramente a preocupação editorial em manter o nível das aventuras e dos colaboradores das revistas.
Costuma encontrar-se com outros coleccionadores? Manuel Jasmim:Na verdade, conheço muitos poucos colecionadores fora do meu ambiente familiar. Hoje participo de alguns grupos no facebook e é lá onde vejo mais interação. Inclusive tenho interesse em me corresponder com leitores de outros países, para troca de exemplares do ranger em outras línguas (mjasmim@hotmail.com).
Para concluir, como vê o futuro do Ranger? Manuel Jasmim: Apesar de toda a crise do mundo editorial, as publicações do Tex têm se mantido com uma boa regularidade e uma enorme quantidade de séries. Estou gostando muito dessa fase mais recente, onde o universo das histórias está se tornando mais canônico (várias histórias resgatam personagens que já apareceram), além da integração com o universo dos outros personagens da Bonelli (vide o último Tex Anual, ‘Três Irmãos, e o encontro com o Zagor, previsto para o fim desse ano). Pra continuar com chave de ouro, o Brasil merecia uma visita do Tex em uma aventura (além, é claro, da nossa expectativa de um dia ver o personagem ser escrito/desenhado por um brasileiro).
Prezado pard Manuel Jasmim, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.
(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)
Em pleno final de semana a Mythos Editora preparou uma surpresa: a editora Paulista está a renovar o seu espaço e inaugurou o Mythológico! O novo canal da Mythos Editora! E logo na estreia, Tex, é o principal alvo das novidades trazidas pela Joana Rosa Russo, pelo Giovanni e pelo Renato, o trio responsável pela comunicação e marketing da Mythos Editora.
No trecho do vídeo que apresentamos de seguida, um extracto de cerca de 6 minutos integralmente dedicado a Tex, podemos ver a apresentação da edição especial para celebrar 50 anos de publicação ininterrupta de Tex no Brasil, uma grandiosa edição de 320 páginas em formato italiano, com duas das aventuras mais marcantes da fabulosa saga texiana, ambas épicas: “O Cavaleiro Solitário” escrita por Claudio Nizzi e desenhada pelo saudoso Mestre Joe Kubert e “Ao Sul de Nogales“ com argumento de G. L. Bonelli e desenhos de Giovanni Ticci.
Mas a data comemorativa de meio século de vida editorial do Ranger no Brasil, será também assinalada com um grandioso evento que a Mythos Editora está a preparar e que contará inclusive com a presença do editor Dorival Vitor Lopes. Infelizmente por causa deste tempo pandémico em que o mundo está a viver, é muito provável que o evento não possa ser físico, mas sim on-line com uma live que contará com a participação dos fãs e leitores de Tex, mas também com muita informação referente a Tex e aos seus 50 anos de vida editorial.
Mas as surpresas não ficarão por aqui porque a Mythos também está a preparar uma fantástica colecção de cards do Tex, de elevada qualidade, com os principais marcos da publicação de Tex no Brasil, com capas e informações diversas que serão certamente do agrado dos fãs e coleccionadores de Tex, mas melhor do que palavras é assistir então ao vídeo que apresentamos de seguida:
Luiz Eugênio Barroca é um ilustre sócio do Clube Tex Portugal, mas é sobretudo um veterano leitor e conhecedor de banda desenhada, mas para além de leitor e apreciador de quadrinhos, como são chamados os quadradinhos no Brasil, Luiz Eugênio Barroca é um excelente crítico a ponto inclusive de ter um canal no Youtube que é muito apreciado e sobretudo muito qualificado devido às qualidades natas doLuiz Eugênio.
Canal esse que se intitulaVitrine dos Quadrinhos e que hoje em dia já é bastante conceituado e apreciado como comprovam as quase duas centenas de subscritores. Os vídeos são vistos por dezenas de fãs e apreciadores da Nona Arte e a cada novo programa, o Luiz Eugênio, que tem uma excelente dicção, nos surpreende com temas novos e interessantes, e mais uma vez isso aconteceu com o seu recente trigésimo primeiro programa, onde o grande destaque foi dado ao Clube Tex Portugal, dando a conhecer ao seu vasto público o Clube português, informando inclusive como os fãs se podem associar ao Clube Tex Portugal e dando também conta das inúmeras vantagens de ser-se sócio, como podemos ver de seguida, num programa onde também houve espaço para falar de Martin Mystère 31 (da Record) e do Tex #32 (O caçador de criminosos):
Hoje no Tex Willer Blog vamos dar a conhecer aos nossos leitores uma recentíssima vídeo-entrevista concedida por Mauro Boselli ao canal Lucadeejay Storie dell’Altra Vita, entrevista essa onde entre muitas outras coisas importantes e interessantes, aborda como será o encontro de Tex com Zagor, encontro esse que ocorrerá no Speciale Tex Willer nº 3, a publicar em Dezembro deste ano, mas a entrevista é tão riquíssima que Mauro Boselli fala também dos 80 anos da Sergio Bonelli Editore.
Mas Boselli também fala da sua juventude ao lado de Giorgio Bonelli primeiro, e depois de Gianluigi Bonelli, primeiro como amigo, depois como seu “auxiliar”. Uma entrevista onde o editor e curador de Tex revela também o futuro da jovem colecção Tex Willer e, como dissemos no parágrafo anterior, o encontro por excelência, temido, mas muitas vezes desejado, pelo próprio Sergio Bonelli (mas que nunca aconteceu) entre um Tex muito jovem e um Zagor maduro… uma entrevista verdadeiramente IMPERDÍVEL, como se pode assistir de seguida: