Blueberry e Tex por Hanco Kolk

Por Afrânio Braga, criador do blogue Blueberry, Uma Lenda do Oeste: https://blueberrybr.blogspot.com

Blueberry e Tex por Hanco Kolk

Hanco Kolk

Hanco Kolk (Den Helder, Holanda, 1957) tem sido um premiado artista de banda desenhada e autor desde 1984. Ele tem explorado o ambiente interior e o espaço aberto, fascinado pelo âmbito e as possibilidades da narração gráfica de histórias. O seu trabalho varia de ilustrações editoriais a anedotas diárias da tendência actual para jornais, do clássico estilo belga de comédia à artística graphic novel. Através dos anos ele tem ganho seguidores internacionais.

“Gilles de Geus” foi a sua primeira série, feita junto com o amigo e colaborador Peter de Wit. Logo depois, ele desenvolveu um estilo totalmente diferente para “Meccano”, uma série que possibilitou a ele experimentar tecnicamente e narrativamente em cada novo volume por ele criado. Outra vez com Peter de Wike, ele faz uma anedota diária chamada “S1ngle” para uma dúzia de jornais nos Países Baixos.

Conquanto a sua abordagem e técnicas estejam tocando uma vasta extensão de géneros, a assinatura Kolk é sempre visível. As suas linhas têm uma elegante sensualidade e simplicidade, o seu humor é peculiar e, às vezes, totalmente bizarro.

Mas sempre se vê o desejo e a necessidade de se conectar com o leitor.

Blueberry e Tex por Hanco Kolk

“A mais impressionante invenção da humanidade é o desenho ou a capacidade de representar as coisas com traços.”
Hanco Kolk

Fontes:
Hanco Kolk e https://hancokolk.com/

A série “Blueberry” foi criada por Jean-Michel Charlier e Jean Giraud
Blueberry © Jean-Michel Charlier / Jean Giraud – Dargaud Éditeur

A personagem Tex foi criada por Giovanni Luigi Bonelli e realizada graficamente por Aurelio Galleppini
Tex © Sergio Bonelli Editore

“Blueberry, o irmão francês de Tex.” – Sergio Bonelli editor e argumentista

Agradecimentos a Hanco Kolk pelo desenho de Blueberry e Tex, lendas do Oeste, para o blogue.
Afrânio Braga

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Vídeo: Clube Tex Portugal é notícia no Canal Vídeo Ministério dos Quadrinhos

CLUBE TEX PORTUGAL: UMA ASSOCIAÇÃO INTERNACIONAL PARA LEITORES E FÃS DE TEX WILLER

Alessandro Garcia

Alessandro Garcia, de Petrópolis – Rio de Janeiro,  apesar de jovem é um veterano (mais de 25 anos) leitor, brasileiro, de banda desenhada, mas que somente descobriu Tex Willer há cerca de três anos graças à colecção Tex Gold da Salvat, mas para além de leitor e apreciador de quadrinhos, como são chamados os quadradinhos no Brasil, Alessandro Garcia é um excelente crítico a ponto inclusive de ter um canal no Youtube que é muito apreciado e sobretudo muito qualificado devido ás qualidades natas do Alessandro.

Canal esse que se intitula Ministério dos Quadrinhos e que tem mais de treze mil subscritores e cujos vídeos são vistos por milhares de fãs e apreciadores da Nona Arte. A cada nova leitura de Tex, Alessandro Garcia fica mais fascinado com Tex Willer e o seu mundo, fascínio esse que transparece nos seus programas, como mostramos, aqui mesmo, em vários vídeos feitos sobre Tex e que fomos dando a conhecer a todos os nossos leitores devido à paixão, mas sobretudo à mestria com que o Alessandro fala dos argumentos e das artes dos grandes Mestres de cada nova edição do Ranger a que se dedica, mas o Alessandro agora não se contenta somente com as magníficas edições oficiais de Tex e hoje falou, no seu programa, do Clube Tex Portugal, uma entidade para os leitores de Tex Willer (e da Sergio Bonelli Editore em geral) numa fantástica divulgação, como se pode ver de seguida:

O Clube Tex é uma associação sem qualquer orientação política ou religiosa e que tem por objectivo a divulgação e o estudo da série de banda desenhada Tex Willer. Trata-se de uma iniciativa destinadas aos fãs e coleccionadores de Tex Willer e que visa um maior convívio não somente entre os admiradores do Ranger, mas também, entre outras coisas, proporcionar a vinda a Portugal e consequente convívio com autores de Tex que se mostrem disponíveis para se deslocarem a Portugal.

O Clube Tex Portugal foi (é) o primeiro clube português dedicado exclusivamente a um herói de Banda Desenhada e o primeiro autorizado oficialmente pela Bonelli em todo o mundo, que inclusive colabora de forma oficial nos eventos realizados pelo Clube.

O Clube organiza e realiza várias actividades como encontros, reuniões, exposições, conferências, publicações e também uma publicação periódica semestral autorizada pela Sergio Bonelli Editore e destinada em exclusivo aos sócios do Clube.

Entre fundadores, efectivos, honorários e menores presentemente o Clube conta com mais de 200 sócios, a maioria oriunda de Portugal, mas também do Brasil, Itália, Espanha, França, Holanda, Finlândia, Angola, Moçambique e até da Índia.

A sua sede é na cidade de Anadia, no Distrito de Aveiro, sendo actualmente a Capital Portuguesa do Tex, título assumido pelos responsáveis do Município de Anadia, com o patrocínio do Clube Tex Portugal e com o beneplácito da Sergio Bonelli Editore.

As Leituras do Pedro: Tex: A chicotada (Editora A Seita)

As Leituras do Pedro*

Tex: A Chicotada
Pasquale Ruju (argumento)
Mario Milano (desenho)

Matteo Vattani (cores)
A Seita
Portugal, Março de 2021

200 x 280 mm, 56 p., cor, capa dura

14,00 €

O melhor de três mundos

Continuando a apostar nos fumetti Bonelli, uma ‘marca’ em crescimento nos nossos dias, dando razão aos que apontavam a sua qualidade apesar do seu carácter predominantemente (?) popular, A Seita estreia no seu catálogo Tex Willer.

Ao optar pela colecção Tex Romanzi a Fumetti – (erradamente) publicada no Brasil como Tex Graphic Novel…– a editora portuguesa tenta aproveitar o melhor (?) de três mundos.

Por um lado, explora o protagonismo crescente de Tex, o Ranger protagonista do western mais antigo em publicação ininterrupta, e pisca o olho aos seus muitos fãs – que em Portugal até formaram o primeiro clube oficial consagrado ao Ranger – com a vantagem desta história se poder ler sem conhecer o longo percurso anterior do Ranger e pela independência entre os diversos tomos desta colecção.

A Chicotada; Editora A Seita

Por outro lado, é mais uma incursão no western, um género que muitos deram por morto e enterrado, mas que nos últimos anos tem sabido reinventar-se – (também) na BD – renascendo com um vigor inesperado, para gáudio dos seus muitos apreciadores que (ainda) subsistem.

Finalmente, é também um convite aos leitores habituais de franco-belga – a quem a Sergio Bonelli Editore também quis seduzir com esta colecção – pelo formato álbum e – já agora, sejamos justos – pela edição cuidada apresentada, enriquecida com alguns extras: uma ilustração exclusiva, entrevista aos dois autores e estudos da capa, o que a transforma na mais completa edição desta história, superior mesmo à lançada em Itália há menos de um ano.

A Chicotada; Editora A Seita

Mas, porque este intróito já vai longo, passemos ao que realmente importa, a história em si.
É uma história de vingança, tema recorrente no western com muitos matizes e sobejamente bem sucedido.

Como protagonista dela – e mesmo da história – temos um pistoleiro, Diego Portela, regressado para tirar desforço de um castigo que lhe foi infligido muitos anos atrás, cujas marcas foram abertas na sua pele à chicotada – sendo esta a origem do título. Portela e o seu rasto de sangue, violência e morte, acabará por se cruzar com Tex Willer e Kit Carson, que estão em território mexicano em perseguição de um bando de traficantes, tendo esse encontro lugar na majestosa herdade de Don Léon Alvarado, onde tudo começou anos atrás. Ela será igualmente palco do desfecho, com a filha do proprietário, Blanca a surgir então como a quarta protagonista desta narrativa tensa que apresenta algumas nuances interessantes, nomeadamente o facto de só no final sabermos o que realmente aconteceu no passado e motivou a sequência de acontecimentos descrita.

A Chicotada; Editora A Seita

Bem construída, a história de Pasquale Ruju trabalha muito bem alguns (inevitáveis) estereótipos do género, dotando-os de ritmo e consistência a par de algumas surpresas que se encarregarão aos poucos de mudar o rumo dos acontecimentos que alguns leitores pensavam intuir.

Quanto ao trabalho gráfico de Mario Milano está à altura dos seus pergaminhos, pese embora, aqui e ali, algumas dificuldades no tratamento do rosto de Tex. O seu traço realista apresenta-se muito detalhado, bastante dinâmico e com o ritmo narrativo a ser pontuado por sucessivos grandes planos. que vincam os momentos de maior tensão, e também pela planificação diversificada, em que se destacam algumas vinhetas sem limites ou enquadradas no interior de outras – sendo esta uma das respostas a quem se questiona se a mudança da planificação Bonelli para o formato franco-belga faz assim tanta diferença…

A Chicotada; Editora A Seita

Para além do contributo visual, diversidade de planificação é um trunfo inegável, que concorre definitivamente para uma dinâmica narrativa mais acentuada. Como senão, fica o recurso, por vezes, a cinco tiras por página, o que torna mais difícil desfrutar do desenho de Milano. Fica a sensação que A Chicotada teria beneficiado de um formato maior ou de poder contar com mais uma dezena de páginas que permitissem uma planificação mais arejada – mas isso deve-se decisões editoriais a montante da obra, que não é possível contornar.

As cores de Matteo Vattani contribuem para o bom impacto visual do álbum e para um aumento da credibilidade do retrato de um México poeirento, ensolarado e de temperaturas elevadas que mexem com os homens e despertam a violência latente.

A Chicotada; Editora A Seita

Uma nota final para a inteligente escolha deste álbum para o início desta nova vertente editorial de A Seita – para lá da sua óbvia qualidade intrínseca – pela data recente de publicação, contornando o facto de muitos dos apreciadores portugueses de Tex já terem as edições iniciais em brasileiro.

*Pedro Cleto, Porto, Portugal, 1964; engenheiro químico de formação, leitor, crítico, divulgador (também no Jornal de Notícias), coleccionador (de figuras) de BD por vocação e também autor do blogue As Leituras do Pedro
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(Versão revista e muito aumentada do texto publicado no Jornal de Notícias de 27 de Março de 2021; imagens disponibilizadas pela editora A Seita; clicar nelas para as aproveitar em toda a sua extensão)

7ª Mostra do Clube Tex Portugal ADIADA para data ainda a definir futuramente, em função do apaziguamento da situação pandémica

Devido ao surto epidémico da infecção por COVID-19, em Março de 2020, o Executivo Camarário de Anadia e a Direcção do Clube Tex Portugal seguiram as recomendações da Direcção-Geral da Saúde e também as orientações do Plano de Contingência do Município de Anadia e adiaram a 7ª Mostra do Clube Tex Portugal prevista inicialmente para os dias 25 e 26 de Abril do ano passado.

O evento TEXiano foi então reagendado para 3 e 4 de Outubro de 2020, esperando os responsáveis do Município, do Museu do Vinho Bairrada e do Clube Tex Portugal, que nessas datas já fosse possível a realização do mesmo sem perigosidade, de acordo  com a evolução da situação provocada pelo coronavírus (COVID-19).

Mas em Agosto do ano passado, acompanhando a decisão da Sergio Bonelli Editore, o evento português teve que ser novamente reagendado, agora para 2021, mais precisamente para os dias 24 e 25 de Abril, em virtude da Editora Bonelli, devido a esta pandemia que assola o mundo inteiro, ter anunciado que cancelava a sua participação e a dos seus colaboradores em todos os eventos a realizar em 2020, tanto em Itália como no estrangeiro, como se pode ler no comunicado publicado no seu sítio Internet.

Perante esta posição da Sergio Bonelli Editore, decisão essa acatada de pronto pelo Executivo Camarário de Anadia e pela Direcção do Clube Tex Portugal, confirmou-se então os dias 24 e 25 de Abril de 2021 para a realização da 7ª Mostra do Clube Tex Portugal, no Museu do Vinho Bairrada. Também estavam confirmadas as presenças de Laura Zuccheri e de Roberto Diso, já que ambos os autores italianos foram solidários com as decisões tomadas na altura e desde o primeiro momento se mostraram disponíveis para vir a Anadia numa data alternativa e havendo conciliação de todas as partes ficou então reagendado o evento Bairradino para 24 e 25 de Abril de 2021, esperando que nessa data já fosse possível a realização deste evento que já faz parte da agenda da Nona Arte no nosso país.

Mas eis que com o aproximar da data e apesar do país estar em desconfinamento progressivo, que inclusive permitirá a abertura dos Museus Nacionais a partir do dia 5 de Abril e eventos a realizar no exterior a partir do dia 19 de Abril, embora sujeitos a aprovação da Direcção-Geral da Saúde conforme se constata pelo plano de desconfinamento do Governo, somente a 3 de Maio é que poderão voltar a realizar-se grande eventos exteriores e interiores, embora ambos sujeitos a lotação definida pela DGS.

Assim sendo constata-se que a 7ª Mostra do Clube Tex Portugal poder-se-ia realizar nas datas previstas (24 e 25 de Abril de 2021), mas tendo em conta as limitações que poderão existir e a pioria da situação pandémica em praticamente toda a Europa e no Brasil, arriscávamo-nos a que fosse um evento limitado a meia dúzia de pessoas e para que o evento tenha o destaque e sucesso que merece, foi decidido pelo Executivo Camarário de Anadia e pela Direcção do Clube Tex Portugal, adiá-lo novamente, mas para data ainda a definir futuramente, em função do apaziguamento da situação pandémica, com a esperança que o regresso da normalidade, tão ansiada por todos nós, se torne numa realidade o mais breve possível.

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Caricatura de Tex com Charles Oto Dickel, o vencedor do passatempo “Os 10 absurdos na ilustração de Tex e Carson realizada por Bira Dantas”

Bira Dantas

Charles Oto Dickel foi o vencedor do passatempo “Os 10 absurdos na ilustração de Tex e Carson realizada por Bira Dantas”, concurso patrocinado pelo blogue português do Tex e que consistia em acertar os 10 absurdos na ilustração de Tex e Carson realizada por Bira Dantas com Tex e Carson em pleno período de quarentena (que de certo modo retrata o momento actual porque todos nós passamos um pouco por todo o mundo, devido ao risco de contágio do coronavírus).

O passatempo teve uma interessada participação por parte de vários leitores e fãs de Tex, concorrendo para vencê-lo de modo a ganhar a realização da caricatura por parte de Bira Dantas. Nenhum dos inúmeros participantes acertou integralmente os 10 absurdos, tendo havido cinco concorrentes a acertar em 8 absurdos: Charles Oto Dickel, Ricardo Elesbão, Raimundo de Paiva, Marcelo Ronald e José Lázaro, mas como Charles Oto Dickel respondeu primeiro (00.05h de 20 de Outubro, horário de Portugal Continental) foi o vencedor do passatempo.

Ilustração de Tex e Carson em pleno período de quarentena realizada por Bira Dantas

Desse modo o tão almejado prémio, uma caricatura de Charles Oto Dickel ao lado de Tex já foi realizada por Bira Dantas como podemos ver de seguida:

Charles Oto Dickel e TEX numa arte de Bira Dantas

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