Entrevista com o fã e coleccionador: Milton Alberto Scherner

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco.

Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente?
Milton Alberto Scherner: Me chamo Milton Alberto Scherner, nasci na cidade de Crissiumal, estado do Rio Grande do Sul, Brasil no dia 21 de Março de 1962. Trabalhava em casa numa pequena propriedade rural da família e cursava o segundo grau numa cidade vizinha. Em 1980, aos 18 anos de idade, juntamente com minha família nos mudamos para o Distrito de San Cristóbal, Departamento de Alto Paraná, Paraguai, aonde resido ate hoje. Chegamos como imigrantes e começamos a colonizar esta região, que naquela época era uma mata extensa, e assim, trabalhei 7 anos na lavoura, depois me mudei para um outro centro pouco mais distante, porém, na mesma região. Fiz cursos de informática e contabilidade e acabei de trabalhar por 20 anos em uma Cooperativa de Produção Agrícola, na qual também fui sócio diretor por muitos anos, entre outros, gerenciei por 25 anos uma Junta de Saneamento de agua potável, me casei e tenho 3 filhos. Falo e escrevo o espanhol fluentemente! Atualmente planto soja, milho e trigo na minha propriedade, o que se tornou minha fonte de renda principal.

Quando nasceu o seu interesse pela banda desenhada?
Milton Alberto Scherner: Quando na minha infância eu comecei de ir na escola nos anos 70, havia na biblioteca revistinhas em quadrinhos que falavam de todas as modalidades olímpicas, onde os alunos eram incentivados a ser vencedores!!! Estas revistas a gente podia ler quando em dias de Educação Física, chovia! Como era uma época aonde a gente nem pensava em TV e tampouco tínhamos energia elétrica, acredito que foi isso que fez nascer minha paixão por banda desenhada! Como era difícil comprar uma edição nova de qualquer revista e com uma renda reduzida, passei a emprestar revistas, comecei a gostar tanto, que eu remediava isso relendo dez ou mais vezes cada história das que conseguia emprestada.

Quando descobriu Tex?
Milton Alberto Scherner: Foi por acaso, tinha uma coleguinha de escola que começou a me emprestar gibis para ler, me emprestava um, outra semana outro, e assim adiante, era Tio Patinhas, Pato Donald, Tarzan, Zé Carioca, um certo dia ela me convidou de ir na casa dela, e que poderia escolher o que queria!! Cheguei lá…. Nossa! Ela tinha duas caixas de sapatos cheios de gibis!! Levei todos, e no meio delas veio um gibi desconhecido por mim, sem capa, deixei para ler por último, simplesmente me apaixonei pela revista, ele representava em desenho toda a imaginação que eu tinha ao ler Bolsilivros de Faroeste, dos quais também era fã, o Tex que eu tinha encontrado era o Tex nº 9 “O Louco do Deserto”, primeira edição!

Porquê esta paixão por Tex?
Milton Alberto Scherner: A princípio o que mais me cativou foi a parte visual para contar suas aventuras, por outro lado sempre fui fascinado pela história e geografia, e em Tex, embora as aventuras sejam fictícias, algum facto histórico sempre está presente, um exemplo é a luta constante de Tex contra o genocídio indígena no continente americano e outro é a vida dos pioneiros, por outro lado, as histórias de Tex sempre dão grande destaque para a atmosfera e para a ação, aos valores morais, para a amizade e a honestidade, e contudo, as histórias sempre terminam com grande senso de justiça.

O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos?
Milton Alberto Scherner:
Embora haja sempre um clima de parceria e amizade entre Tex e seus pards, o roteiro não procura instaurar o lado cómico para te prender na leitura, Tex segue sempre uma linha agradável de diálogo, onde os defeitos ou virtudes dos 4 parceiros se encaixam perfeitamente no enredo da história, são estas coisas que dão mais vida às aventuras!

Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção? E qual a mais importante para si?
Milton Alberto Scherner: Quando morava no Brasil, minha situação financeira não me permitia ter muitas edições, deveria ter uns 20 exemplares próprios, os quais eu perdi no tempo, mas, as aventuras publicadas até 1980 consegui ler quase todas. Como no Paraguai a revista Tex não é publicada, entre os anos 1981 a 2000 cheguei a ter 60 exemplares os quais eu comprava aleatoriamente em Foz do Iguaçu, que fica a 130 km da minha cidade. Estas revistas novamente, não sei porquê, acabei presenteando elas para um parente meu! Mas em 2001 entrei em uma livraria na Cidade de Santa Rita, que fica a 60 km, vi muitas revistas de Tex que alguém tinha deixado pra vender, naquele momento decidi retornar a minha coleção, e assim comprei uns 100 exemplares, atualmente tenho 920 revistas entre Edição Normal, Tex Ouro, Tex Anual, Edição Histórica, Tex Almanaque, Tex Especial de Férias, Tex Coleção e Minissérie. Na importância para mim todas são especiais, mas sempre digo, que são aquelas que são o último lançamento.

Colecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem italiana?
Milton Alberto Scherner: Apenas coleciono livros, no Paraguai se torna muito difícil o acesso a coisas que dizem respeito à Revista Tex. Mas também coleciono em conjunto a revista Zagor, sendo que somente uma parceria, quem é fã incontestável delas é o meu sobrinho Magnus. Temos 400 exemplares! Coleção completa.

Qual o objecto Tex que mais gostaria de possuir?
Milton Alberto Scherner: Nunca parei para pensar, mas tive uns chaveiros de Tex, mas a curto prazo é dar continuidade na minha coleção!!!

Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista?
Milton Alberto Scherner: É muito difícil definir qual a melhor, por que praticamente li todas as histórias, não quero escolher nenhuma em particular, mas sim, mencionar duas histórias que cheguei a levar 10 anos para ler a segunda parte, são antigas, mas não saem da minha mente, que são: Tex 48 – O DESFILADEIRO DA MORTE & Tex 49 – A PONTE TRÁGICA e Tex 68 – CAÇADA HUMANA e Tex 69 – JUSTIÇA PARA UM CARRASCO. Desenhista: Amo a arte de Fernando Fusco e Argumentista vou com o Giovanni Luigi Bonelli.

O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos?
Milton Alberto Scherner: Mais, tudo, as capas, os desenhos, o diálogo dos parceiros. Claro que gosto das grandes aventuras com drama e investigação, mas de vez em quando gosto uma aventura a sós de Tex, somente ele sendo o Justiceiro, e de que eu não gosto, ou melhor, não sou tão chegado é no Tex Colorido.

Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é?
Milton Alberto Scherner: Tem muitas características que fazem de Tex um verdadeiro ícone, vejamos, Tex foi se lapidando e melhorando no decorrer dos anos sem deixar de ser um símbolo de uma época, ele sempre manteve-se como um rígido defensor e justiceiro de grupos considerados minoritários no velho Oeste, entre os quatro pards, cada um tem sua identidade, Carson com suas manias, Jack Tigre com as habilidades indígenas bem aprimoradas e Kit Willer sempre muito decisivo igual o pai, o grupo é unido e tem como ponto alto a camaradagem entre eles, mas Tex sempre é a ultima palavra nas decisões a serem tomadas, Tex nos faz passar a ideia de que sempre consegue antecipar ou prever a mentalidade criminosa da maioria dos seu adversários, e isto tem sido uma constância com exatidão e fidelidade, afinal, os textos e os desenhos são extremamente inteligentes e que fazem que o leitor estivesse participando de cada aventura com este tição dos infernos… kkkk

Costuma encontrar-se com outros coleccionadores?
Milton Alberto Scherner: Não, nunca pude ter o prazer de me encontrar com um colecionador, a não ser com meu sobrinho Magnus Weber que me tem ajudado muito nas compras da Mythos Editora! Mas venho mantendo contatos constantes com Colecionadores e Vendedores ao mesmo tempo, comecei a me comunicar por internet em 2015 com o Pard Luciano Alflen, que vive em Seara, Santa Catarina! Ele tem me fornecido muitos Tex pra minha coleção. Este ano Luciano me Indicou outro Pard, para eu poder novamente comprar meus livros restante, o senhor Carlos Ramalho, colecionador e dono da Texas Ranger Gibiteria, da Cidade de Indaiatuba, São Paulo, de quem estou comprando revistas para ir completando minha coleção! Por último conheci o pard Otavio Fernando Antoniolli Lanner, colecionador, de Campo Mourão, Paraná, por indicação de um sobrinho meu começamos uma ótima amizade e inclusive o Otavio me indicou para o TEX WILLER BLOG, para esta entrevista!!!

Para concluir, como vê o futuro do Ranger?
Milton Alberto Scherner: Vejo um futuro ainda muito promissor, teve uma época que pensei que a saga do personagem Tex poderia ter um fim, nos últimos anos surgiram muitos argumentista e desenhistas todos seguindo o estilo Bonelli, e acredito que nunca vai parar, e as histórias realmente são muito boas, no Brasil Tex está bem difundido, existem Fã Clubes, Blogues, páginas no Facebook por toda parte, sendo que no Paraguai são muito raros os colecionadores, e acredito que não tem editoras interessadas em lançar gibis do Tex, mas isto pouco interfere na imagem mundial do Tex.

Prezado pard Milton Alberto Scherner, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.

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O processo de colorização (digital) da capa variante da Revista #14 do Clube Tex Portugal

A revista do Clube Tex Portugal, devidamente autorizada pela Sergio Bonelli Editore, neste seu DÉCIMO QUARTO número, a publicar neste mês Junho, conforme já foi anunciado, terá uma vez mais, DUAS versões para a sua capa, ambas da autoria de STEFANO ANDREUCCI, consagrado desenhador do staff oficial do Ranger.

Depois de recentemente termos dado a conhecer a colorização (pintura manual da autoria de Sérgio Streiechen) da capa principal, hoje vamos mostrar o processo de colorização digital da CAPA VARIANTE, através das cores (digitais) de João Marin:

A arte a preto & branco de Stefano Andreucci para a ilustração da capa variante da Revista #14 do Clube Tex Portugal

A capa variante da revista nº 14 do Clube Tex Portugal com a deslumbrante arte de Stefano Andreucci já com as cores digitais de João Marin

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O HOMEM DAS PISTOLAS DE OURO – O segundo volume de Tex editado pela editora A Seita estará à venda a partir de 23 de Junho

* A partir de dia 23 de Junho, à venda em bancas e disponível para encomendas directas na editora, o segundo volume de Tex editado por A Seita: O HOMEM DAS PISTOLAS DE OURO

Tex- O Homem das Pistolas de Ouro; A Seita

Durante a guerra com o México, o exército americano pede ajuda aos Texas Rangers contra os guerrilheiros de Juan Gonzales. Vinte anos mais tarde, um fantasma regressado do inferno vai assassinando, um após outro, todos os que o perseguiram e mataram os seus irmãos. Um assassino cruel, armado com duas pistolas de ouro, cujo brilho é uma verdadeira sentença de morte. E na sua lista está Kit Carson, que cavalga ao lado de um jovem Tex Willer, num crescendo de sangue e violência.

Tex; O Homem das Pistolas de Ouro – Página 6

Mais uma aventura escrita por Pasquale Ruju, mas desta vez com desenhos da estrela internacional r.m. Guéra, que oferece aqui a sua interpretação pessoal do ranger mais famoso da banda desenhada, servido pelas cores de Giulia Brusco. Com O Homem das Pistolas de Ouro, o leitor, tal como no álbum anterior, é transportado até à fronteira do Rio Grande, onde Juan Gonzales parece ter regressado do inferno para acertar umas contas em atraso com um grupo de rangers, entre os quais Kit Carson. Um a um, todos vão caindo, assassinados sem apelo por um homem que não perdoa, e cuja única motivação é a vingança. Um belíssimo western que vem provar as inesgotáveis capacidades narrativas que a personagem de Tex pode oferecer, mesmo decorridas mais de sete décadas desde a sua criação.

Tex; O Homem das Pistolas de Ouro – Página 8

A edição d’A Seita apresenta uma belíssima capa diferente da edição original, e é enriquecida com um caderno de extras onde se destacam desenhos e estudos de r.m. Guéra, expressamente enviados pelo desenhador para este álbum, assim como um artigo sobre a génese desta história escrito em exclusivo por Pasquale Ruju.

Tex; O Homem das Pistolas de Ouro – Página 9

56 páginas a cores, capa dura, formato 20 x 28 cm
ISBN 978-989-53150-2-4
PVP: 14€

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A revisão final do Tex Gigante desenhado por Giampiero Casertano, com lançamento este mês

É já neste mês de Junho, mais precisamente no dia 22, em pleno Verão europeu, que teremos, na Itália, o habitual Albo Speciale de Tex, popularmente designado por Texone (Tex Gigante) e a edição deste ano é desenhada pelo consagrado desenhador Giampiero Casertano, artista italiano que já desenhou uma história de Tex (Os suspeitos; Tex Especial Colorido #4)  e que agora regressa numa das mais prestigiadas colecções do Ranger. O autor dos textos é Pasquale Ruju.

Capa do Albo Speciale de Tex nº 37

Em homenagem à sua Pátria derrotada chamaram Old South à cidade construída nos limites do território Apache… Mas os antigos soldados do Sul não têm de defender-se apenas da ameaça dos índios. Há um inimigo mais subtil e terrível entre eles: a ganância, que arrisca em colocar os antigos companheiros de armas uns contra os outros…

Albo Speciale de Tex nº 37 – Old South

O editor Mauro Boselli já está a proceder à revisão final do Albo Speciale #37, intitulado “Old South“, como podemos constatar nas várias fotografias que damos a conhecer hoje devido ao facto de Boselli as ter tornado públicas no seu Instagram…

Uma guerra sem heróis, de Graziano Frediani

Albo Speciale de Tex nº 37 com desenhos de Giampiero Casertano

Albo Speciale de Tex nº 37 com desenhos de Giampiero Casertano

Ilustração original da capa do Albo Speciale de Tex nº 37 da autoria de Giampiero Casertano

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