Vídeos: Jack Tigre, Tex, Kit e Carson na estonteante arte (do lápis inicial às aguarelas finais) de Enrico Marini

Enrico Marini e os 4 pards a lápis na companhia de um café

TEX WILLER & família, ainda a lápis. Formato 24x32cm

Jack Tigre, Tex, Kit e Carson na estonteante arte a aguarelas de Enrico Marini

Enrico Marini

Enrico Marini nasceu a 13 de Agosto de 1969 na Suíça, apesar de ter a nacionalidade italiana, tendo estudado Belas-Artes no seu país natal. A sua paixão pela BD começou em criança. No final dos anos 80, foi notado por um jornalista, no Salão de BD de Sierre, que o apresentou aos responsáveis da editora Alpen, com quem começou a colaborar, ilustrando uma série juvenil. Depois estreia-se na ficção científica com Gipsy e, mais tarde, com A Estrela do Deserto recebe o Prix dés Libraires da A.L.B.D. (Associação dos Livreiros de B D) para o melhor trabalho do ano. Em Angoulême, foi distinguido com o prémio Player One para o Melhor Jovem Desenhador com a obra Dossiers de Olivier Varèse: Raid sur Kokonino-world.

Inicialmente influenciado pelo grafismo japonês contemporâneo, Marini não se atém aos modelos do momento, procurando sempre novas fórmulas para os seus trabalhos. É um dos talentos mais promissores da sua geração e promete continuar a surpreender os leitores. Actualmente em Portugal a ASA publica As Águias de Roma e a Levoir publicou recentemente Batman. A Meriberica por sua vez publicou Rapaces.

Recentemente Enrico Marini tem realizado algumas artes a aguarelas relacionadas com Tex Willer, personagem ícone em Itália, a pedido de alguns dos seus fãs e admiradores que também apreciam o Ranger Tex e é precisamente de uma recentíssima arte dos quatro pards realizada num evento que contou com a presença de Marini que vamos dar de seguida conhecimento, começando pelo trabalho inicial a lápis e finalizando nas suas inigualáveis aguarelas em três deliciosos vídeos, relativamente curtos, que recomendamos a todos os nossos leitores: 

Os quatro esboços iniciais, o lápis, a tinta da china e as cores originais de Maurizio Dotti para Tex Willer #36

Giorgio Bonelli exibe exemplares de Tex Willer #36 – ‘La diligenza dell’oro’

No passado dia 19 de Outubro a Sergio Bonelli Editore publicou a edição número 36 de Tex Willer (a série dedicada ao jovem Tex e que traz as aventuras de Tex quando ele ainda era um fora-da-lei!), intitulada “La diligenza dell’oro” que contém a terceira parte de uma história escrita por Jacopo Rauch e desenhada por Roberto De Angelis, história que traz o retorno de Tex e Dinamite ao Sudoeste onde após ter salvo um simpático vagabundo de um bando de Apaches renegados, Tex tem o desagradável prazer de conhecer os seus amigos e acabar por se implicado no assalto ao banco de Tubac!

A capa deste trigésimo sexto número, tal como as trinta e cinco anteriores e as que se seguirão nesta  colecção, é da autoria do conceituado desenhador Maurizio Dotti, capa essa que divulgamos hoje aqui no blogue do Tex acompanhada dos quatro esboços iniciais, assim como da arte a lápis, da arte finalizada a tinta da china e da capa original pintada igualmente por Maurizio Dotti, devido à gentil cortesia do próprio Dotti:

Primeiro esboço para a capa de Tex Willer #36, da autoria de Maurizio Dotti

Segundo esboço para a capa de Tex Willer #36, da autoria de Maurizio Dotti

Terceiro esboço para a capa de Tex Willer #36, da autoria de Maurizio Dotti

Quarto esboço para a capa de Tex Willer #36, da autoria de Maurizio Dotti

Arte a lápis para a capa de Tex Willer #36, da autoria de Maurizio Dotti

Arte final a tinta da china da capa de Tex Willer #36, da autoria de Maurizio Dotti

Ilustração para a capa de Tex Willer #36, com as cores originais de Maurizio Dotti

Capa de Tex Willer #36 – “La diligenza dell’oro”

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A caixa Tex Águia da Noite

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Recentemente, mais precisamente no dia 10 deste mês, a Sergio Bonelli Editora pôs à venda (para já apenas na Mostra dos 80 anos da Bonelli e na sua
loja on-line) mais um item especial dedicado a Tex, ou melhor, neste caso dedicado ao Águia da Noite, nome índio pelo qual é tratado o chefe dos Navajos!
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Trata-se de uma caixa especial decorativa dedicada ao Águia da Noite e da qual constam no interior diversos outros itens coleccionáveis: Dentro da caixa, em cuja tampa está reproduzido um desenho de Claudio Villa, encontramos o primeiro número de SuperTex, “Oklahoma!“, na sua versão regularmente distribuída nos quiosques italianos e uma edição especial com tiragem limitada e com capa de Giovanni Ticci.
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Além disso, um volume exclusivo que reúne a segunda e a terceira parte da aventura de Giancarlo Berardi e Guglielmo Letteri,que ao invés, serão divididas em dois volumes quando aportarem nas bancas.
Para além dos volumes, duas ilustrações coloridas de tamanho 16×21 cm retratando Tex nas vestes de Águia da Noite, uma com arte do Mestre Galep e uma da autoria de Claudio Villa.
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E ainda o mítico Wampum do Águia da Noite!
Tudo isto pela módica quantia de 24,90€.
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Art portfolio “Omaggio al West di Ivo Milazzo”

Por Afrânio Braga, criador do blogue Blueberry, Uma Lenda do Oeste: https://blueberrybr.blogspot.com

Art portfolio “Omaggio al West di Ivo Milazzo” em dois volumes – não vendíveis separadamente:

  • Volume I: 15 ilustrações em preto e branco em formato 29,0×41,0 cm + uma ilustração (Giorgio Cavazzano) em formato 18×22,5 cm + uma carta de apresentação de Ivo Milazzo em formato 29,0×41,0 cm + uma ilustração a cores de Ivo Milazzo (desenho original para a capa de “Tex Albo Speciale” n. 13 “Sangue sul Colorado”, versão não censurada com Tex que fuma);
  • Volume II: 18 ilustrações a cores formato 29,0×41,0 cm – incluso o desenho original de Ivo Milazzo para a capa de “Ken Parker” n. 54 “Boston”.

Assinaturas: os dois estojos que contém as estampas são autografados pelo Mestre Ivo Milazzo; as estampas de Ivo Milazzo, Pasquale Frisenda, Stefano Biglia e Maurizio Dotti são assinadas pelos autores.

Tiragem: 229 cópias.

Custo do portfólio duplo, volume I e volume II: 82 euros mais despesas de expedição (7 euros para a Itália).

Impressão com tecnologia Offset sobre papel de alta qualidade Fedrigoni Constellation Cauntry de 280 g/m2

Ivo Milazzo é o autor gráfico de Ken Parker, enquanto Giancarlo Berardi é o autor literário do personagem.

A editora Sergio Bonelli Editore me concebeu os direitos de publicação de Tex – ele é visto na capa de Ivo Milazzo e na ilustração de Alessandro Poli.

Ivo Milazzo me concebeu os direitos ao desfrute da imagem das suas personagens criadas graficamente – Ken Parker, Tex, Tom e Marvin, o detetive.

A iniciativa tem um tríplice escopo:

  • Homenagear a arte de várias décadas de Ivo Milazzo;
  • Recolher fundos (ao líquido das despesas sustentadas) para a associação Mana Uona com o objetivo de realizar um poço no nome de Ivo Milazzo no sul de Madagascar, onde a seca e a água poluída têm dizimado uma população já ao extremo;
  • Fazer felizes centenas de colecionadores!

Eu considero que Ken Parker representa um fundamento do género western em banda desenhada pela qualidade narrativa, que antecipou, por décadas, temas ofensivos como a homofobia, o racismo, a prevaricação sobre o mais fraco (os índios).

A síntese expressionista do traço de Ivo Milazzo tornou mágicas as atmosferas e as ambientações western, ensinando à nova geração de autores a eficácia da síntese e o preciso uso do branco e preto no dar profundidade de campo. 

Eu agradeço de coração ao Mestre Ivo Milazzo. Com o seu participativo suporte, ele permitiu essa nossa obra de ver a luz!

Davide Curlante, curador da obra, engenheiro de materiais e engenheiro mecânico, apaixonado pela Nona Arte e amante do gênero western.

O Oeste foi o mundo que preencheu o meu tempo de menino através das tantas aventuras de histórias ilustradas, cinema e banda desenhada que eu devorava quotidianamente.

A mente galopava livre repropondo, na brincadeira, acontecimentos interpretados por mim mesmo em uma récita fantasiosa, graças ao vestuário lúdico composto por cinturão, pistola, chapéu de cowboy e estrela de xerife ou das plumas de chefe da tribo, faca e tomahawk.

Nesse modo eu podia ser de vez em vez pistoleiro, homem da lei ou índio em narrativas excêntricas onde eu vivia cada papel, correndo pelo grande terraço que circundava o sótão genovês em cujo eu habitava com os meus genitores e dois irmãos maiores.

De outra forma, nas frias jornadas invernais, eu podia aprontar o corredor da casa de soldadinhos para disputar imaginativas batalhas entre peles-vermelhas e brancos, em um cenário enriquecido de tipis indígenas e de fortim militar em madeira – construído com o entalhamento do irmão engenhoso…! – com relativos adornos.

A brincadeira física foi muitas vezes substituída pela realização de pequenas histórias que eu desenvolvia através do inato estro do desenho me transmitido por papai, para revocar sobre papel os acontecimentos que me encheram olhos e mente com mil situações épicas.

Tramas ingênuas, cujos intérpretes eram mesmo os meus irmãos nas aventuras dos três Milas! E alguém, com cabelos brancos e boa memória, pode facilmente distinguir nesses intrépidos protagonistas a banda desenhada em tira de “I tre Bill”, publicada nos anos 50 por Tea Bonelli.

Naquele tempo, quando eu sonhava em me tornar, ao crescer, o piloto daqueles aviões reluzentes que eu olhava voar longíssimos, eu não teria certamente podido imaginar o autor de banda desenhada de agora propriamente graças àquele microcosmo que preencheu a minha infância, mas que tem ajudado – por muitos anos do pós-guerra – a distrair a mente de tantos adultos em um gênero narrativo amplamente tratado por cada forma midiática.

Uma tipologia de narrativa que eu percorri, em modo aprofundado, por trinta anos, junto aos escritores que me acompanharam no ofício em fases alternadas.

A criatividade é algo que pertence ao gênero humano e é um presente insubstituível por entrever incrivelmente também as imagens do futuro, apesar de vir demais frequentemente dominado por racionalidade e incônscio. 

Mas, como afirma, com sapiente conhecimento de causa, o notório arquiteto Renzo Piano, a criatividade é “como uma partida de tênis de mesa” que permite ao homem de estar em empatia com o próximo de maneira compartilhada para render uma ideia real e desenvolvida em cada aspecto seu. De facto, privada de retroinformação, a frágil centelha concebida arrisca de esvair-se no nada, enquanto, embora a brotar talvez do conhecimento pregresso do imaginário coletivo, pode se tornar original através de outra sensível contribuição do momento.

A música, o cinema e a banda desenhada fundam a própria construção midiática e emocional exatamente sobre a contribuição de mais “mentes” que arriscam tais formas artísticas de capacidades individuais únicas e irrepetíveis.

Esse compartilhamento hoje está presente sobre as folhas de estojos especiais, reunidos para homenagear o imaginário western por mim visualizado em “Ken Parker”, “Tex” e “Mágico Vento”, na tentativa de portar recursos econômicos aos povos de Madagascar em graves dificuldades de sobrevivência.

Graças ao coração de Davide Curlante que os tem pensado, dos colegas que os tornaram concretos com as suas obras e das pessoas generosas que, os aquisitando, tornam completa a idéia projectual com um benéfico contributo a favor de quem é depredado por além de cinco séculos dos próprios recursos, da liberdade e – demais frequentemente – da própria vida.

Obrigado a todos!

Ivo Milazzo.

Ivo Milazzo, “Sangue sul Colorado”

Stefano Andreucci

Andrea Borgioli

Enrique Breccia

Enrique Breccia

Giampiero Casertano

Giorgio Cavazzano

Gianluca Cestaro

Raul Cestaro

Pasquale Frisenda

Alessandro Giordano

Alessandro Giordano

Stefano Landini

Helena Masellis

Alessandro Poli

Fernando Proietti

Michele Rubini

Ivo Milazzo, “Boston”

Giancarlo Alessandrini

Stefano Biglia

Fernando Caretta

Stefano Casini

Andrea Cucchi

Aldo Di Gennaro

Francesco Dossena

Maurizio Dotti

Davide Furnò

Paolo Grella

Corrado Mastantuono

Pedro Mauro

Leo Ortolani – Cores de Alberto Madrigal

Maurizio Rosenzweig

Giorgio Trevisan

Luca Vannini

Luca Vannini

PORTFÓLIO COM ESCOPO BENÉFICO para realizar um poço no sul de Madagascar, onde a seca e a água poluída têm dizimado uma população já ao extremo. À obra concluída será afixada uma placa para honrar o Mestre Ivo Milazzo.

Associazione Mana Uona Calimera
Organizzazione per la cooperazione e la solidarietà Internazionale

Via 13 Giugno, 26
73021 Calimera (FE)
Italia
CF. 93148930758

Capa do estojo do volume I em preto e branco.

Capa do estojo do volume II a cores.

Maurizio Dotti, em seu estúdio com a sua ilustração para o portfólio, e Davide Curlante.

Ivo Milazzo, em seu estúdio,…

…a assinar os estojos dos dois volumes do art portfólio.

…a assinar sem dedicatória, conforme a sua solicitação, “Texone” e “Boston” e Stefano Biglia a assinar as suas 239 cópias e a dedicar a quem expressamente pediu.

…a desenhar “Tina o Maria – Riflessi di una vita”, o sexto volume da coleção “Ivo Milazzo” da editora Edizioni NPE, com lançamento previsto para o fim de 2021, dedicado à figura de Tina Modotti, fotógrafa, ativista e atriz italiana.

Agradecimento a Davide Curlante da Associação Mana Uona, uma organização para a cooperação e a solidariedade internacional.

Afrânio Braga

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O Editorial (e o Sumário) da Revista nº 15 do Clube Tex Portugal

O Sumário da Revista Clube Tex Portugal #15

EDITORIAL

A preparação da revista é sempre sinónimo de momentos de enorme prazer, nomeadamente nos contactos que vamos mantendo com quem colabora em cada número, assim como entre a equipa responsável pela revisão, tradução e edição. Por isso, caro leitor, esta revista que tem em mãos teve na sua elaboração muitas horas de dedicação, que sublinham uma amizade entre todos os que a ela se dedicam e que se vem cimentando de número para número.

Em cada ano, o número de dezembro transforma estes contactos num diálogo mais assíduo e permanente, devido ao rigoroso cumprimento do prazo de finalização da revista, uma vez que, normalmente, a sua entrega é feita presencialmente a todos aqueles que se juntam ao jantar anual do Clube Tex Portugal, no início de dezembro. Um encontro que, infelizmente, e pelos motivos que todos sabemos, não ocorreu o ano passado.

No entanto, à boleia da edição de 2021 da Comic Con de Lisboa, o Clube Tex Portugal achou por bem aproveitar a presença do desenhador Michele Benevento no festival para, além das duas capas habituais, principal e alternativa, idealizar uma terceira, com uma tiragem muito limitada. Uma capa toda em branco, apenas com o logotipo da revista, para que todos os presentes na Comic Con possam ter um desenho em exclusivo e feito no certame. Estamos certos que será uma iniciativa original do agrado de todos.

Nas páginas seguintes, poderão encontrar muita matéria sobre Tex e o Western em geral, para cuja apresentação mais detalhada remetemos para a página anterior deste editorial, não deixando de salientar as presenças habituais de Sandro Palmas, José Carlos Francisco, João Marin, Jesus Nabor Ferreira, Rui Cunha, Pedro Pereira e Mário João Marques; o regresso de Pedro Cleto e de Paulo Guanaes; e agradecer os contributos de Orlando Silva e de Maurizio Dotti. Agradecimentos também a Michele Benevento, Alessandro Piccinelli, Alfonso Font e Giuseppe Candita, autores que nos prestigiam com as suas artes e o seu carinho. Como sempre, o nosso obrigado a todos os que direta ou indiretamente colaboraram em mais este número, nomeadamente à Sergio Bonelli Editore e ao editor de Tex Mauro Boselli.

O Editorial da Revista Clube Tex Portugal #15

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