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Pedro Mauro por Pedro Mauro (Origens)
Por Pedro Mauro* (optou-se por manter o texto inalterado dado ser a transcrição das próprias palavras do autor)
Não me lembro exatamente a idade, mas acho que aos 6 anos de idade eu comecei a ler uma história em quadinhos.
Era um faroeste do Zorro (Mascarilha em Portugal), o cavaleiro solitário, e seu amigo Tonto. HQs de faroestes eram muito populares na época, e esse gênero me fascinava.
Era grande a lista de gibis que passava nas mãos da molecada. Minha lista de favoritos era, depois do faroeste, o Fantasma, Mandrake, Tarzan e é claro Disney, com as histórias fantásticas de Carl Barks.
Eu nasci e morava numa grande fazenda no interior de São Paulo, com campos enormes, cavalos, matas e cachoeiras. Todo esse cenário favorecia e inspirava as brincadeiras ligadas às HQs, para o desespero das nossas mães.
Um revólver de espoleta, chapéu, um arco e flecha feitos de bamboo e corda, era tudo que a gente precisava.
As trocas de gibis eram sempre feitas nos intervalos da escola e na porta do cinema. Sim, tínhamos cinema na fazenda, todo fim de semana exibia um filme, e a torcida nossa era sempre pelos faroestes. Aí começou aquela baita vontade de desenhar minha própria história em quadrinhos. Tudo que eu precisava era um caderno de desenho, lápis, caneta tinteiro. Todo o material eu já tinha em mãos, era só começar.
Os rabiscos começaram nas margens dos cadernos escolares, o que me custava repreensões e advertências dos professores e do diretor. Mas eu já tinha colocado na minha cabeça que eu queria ser desenhista de quadrinhos, e meus pais que no começo também me advertiam sobre os estudos, já não ligavam mais, e até mostravam com certo orgulho meus desenhos para as visitas.
Um dia eu vi um anúncio de um livro com um punhado de artistas que ensinavam desenhar. A técnica do desenho, de Jayme Cortez. E um anúncio de um curso por correspondência da Escola Panamericana de Artes. A grana não dava pros dois. E fiquei com o livro.
Comecei observar os detalhes daquelas ilustrações, copiar os desenhos e decidi ali que ia desenhar minha história em quadrinhos. Trabalhei meses em duas pequenas histórias, de faroeste e Guerra. Preparei meu portfolio e anotei num papel o endereço da Editora Taika.
Cheio de confiança, deixei a roça em abril de 1969 rumo a São Paulo. Pasta com minhas histórias dentro da mala, cheio de esperança e aquela vontade imensa de me tornar um quadrinista.
Meu irmão que já morava em São Paulo me levou até a rua Espírita, número 70. Editora Taika. Manoel Cassoli, editor me recebeu. Ele que publicava artistas como Jayme Cortez, Nico Rosso, Ignácio Justo, Colonesse, Zala e tantos outros, perdeu um bom tempo olhando meus desenhos, e me orientou sobre o quanto eu precisava estudar e desenvolver meus trabalhos.
Me mandaram procurar o Ignácio Justo, um cara meio louco segundo eles, mas um grande artista e que ensinava vários iniciantes nas HQs.
No outro dia, toquei a campainha na rua Carolina Augusta, 10, Liberdade. Aquele cara que eu conhecia de foto e de suas HQs de Combate, aparece na janela com um copo de café na mão e um cigarro preso na boca.
Me levou até os fundos de sua casa onde ele tinha seu Studio qual apelidou de barraco, O famoso “barraco do Justo.
Ali na sua mesa, no meio de seus originais e artes para capas, ele olhou detalhadamente meus desenhos, fez muitos comentários, e resumiu…
Se você tiver saco para me aguentar e seguir meu método de ensino, posso te transformar num quadrinista de verdade. Se topar, volte amanhã à tarde. E foram seis meses de estudos da figura humana e anatomia
Éramos, naquela época, três alunos. Eu, Salatiel de Holanda e José Luiz. Ali passávamos o dia todo desenhando, e ele nunca cobrou um centavo pelas aulas, e sua esposa sempre nos servia um delicioso misto quente com chocolate.
Salatiel se tornou um grande quadrinista e ilustrador. José Luiz desistiu da profissão e virou pastor evangélico.
Alguns meses no Barraco, começámos ajudar Justo nas suas histórias, apagando o lápis das páginas, e fazendo alguns retoques. Todas as visitas na Editora, ele nos levava junto e mostrava nossos desenhos para os editores, mesmo sabendo que não estávamos prontos ainda.
Em setembro de 1969 fiz meu primeiro lápis para uma história, com acertos e acabamentos de Ignácio Justo. Uma HQ de Guerra.
Um dia ele viu meu caderno de desenho cheio de rabiscos de cowboys e mostrou na editora. Os filmes de western italianos faziam muito sucesso, e eles não tinham nada naquele estilo nas suas publicações.
Então o editor pediu para que eu desenhasse uma história, se ele gostasse, publicaria.
Foram dias e noites adentro rabiscando páginas e mais páginas. Como já disse uma vez, na época, referências você só conseguia em gibis, ou assistindo filmes.
Alguns cinemas no centro de São Paulo exibiam faroestes italianos durante a tarde, e eu passava horas nesses cinemas assistindo filmes para me inspirar. Os enredos geralmente eram simples, histórias de vingança, muitos tiros, e poeira, com os clássicos “tumble weeds” voando para todos os lados.
Os títulos eram como; “Hoje eu… amanhã você,” “Se encontrar Sartana, reze pela sua morte”…
Um mês trabalhando em casa, na mesa da cozinha, levei para o Justo ver. Ele opinou, retocou alguma coisa e aí eu levei para o editor. Aprovado! Iriam publicar no próximo almanaque de Cowboy.
Não acreditei quando vi na banca, pela primeira vez minha história publicada num gibi de faroeste. Meu sonho de criança se materializando ali na minha frente.
Alegria maior foi quando o editor me chamou e me fez um pedido… 20/30 páginas mais a capa por mês. E criar um personagem.
Aos 17 anos, me vi trabalhando como um louco para entregar no prazo um gibi mensal. Foram dois anos, de 1970 a 1971. Infelizmente, veio uma brava crise editorial, e começámos a ficar sem trabalho. Alguns quadrinistas anteriores a mim, já tinham migrado para publicidade, onde havia muito trabalho para desenhar storyboards.
Ignácio Justo foi convidado para dar uma entrevista num jornal da Bandeirantes, para falar sobre essa crise nas editoras. E nos levou junto.
Terminada a entrevista, Alex Periscinoto da Alcantara Machado Publicidade, hoje Almap, ligou para a emissora e pediu ao Justo que nos levasse até a agência para uma seleção. Eu fui contratado e passei muitos anos de minha vida ilustrando para comerciais, editoras, e livros. Mas os quadrinhos nunca me deixariam.
Em 1984, numa tentativa de publicar novamente, cheguei fazer umas páginas de western e Cangaço, mas não vingaram.
Essa paixão pelas HQs só voltaria com força total em 2014, com o convite de Gianfranco Manfredi para desenhar dois álbuns de sua nova série: Adam Wild” para a Bonelli Editore. Minha parceria com Manfredi rendeu sete álbuns até hoje.
Chegando perto dos 50 anos de minha carreira de ilustrador e quadrinista, veio a vontade de voltar ao faroeste, e voltei. Em 2017, 2018 e 2019 publiquei a trilogia Gatilho, com roteiros do parceiro Carlos Estefan.
Por fim, no livro Cowboy recém-lançado, uma parte dos meus trabalhos foram resgatados e mostrados da mesma forma que foram publicados há 50 anos atrás. Com desenhos e roteiros de um principiante, com todos os erros que a gente comete quando inicia uma carreira. Nada foi retocado ou mudado. Inclusive, nem os erros de português notados em algumas páginas.
* Texto de Pedro Mauro publicado originalmente na Revista nº 13 do Clube Tex Portugal, de Dezembro de 2020.
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As Leituras do Pedro – Tex Gigante #36: Indian Carnival
As Leituras do Pedro*
Tex Gigante #36: Indian Carnival
Mauro Boselli (argumento)
Massimo Carnevale (desenho)
Mythos Editora
Brasil, Maio de 2021
185 x 275 mm, 256 p., pb, capa mole, semestral
R$ 35,90
Desvios
Western puro e duro que ao longo dos anos foi sabendo adaptar-se às mudanças impostas pelos (re)nov(ad)os tempos, Tex tem tido pontualmente – e desde sempre – alguns desvios aos seus princípios basilares e mesmo à sua essência.
Aconteceu em esporádicos confrontos com dinossauros ou povos perdidos no tempo ou, especialmente, nos confrontos místicos com Mefisto ou o seu filho, Yama.
Curiosamente, nesses relatos ‘à parte’, por assim escrever, há um estímulo diferente, uma forma renovada de encarar o ranger e os seus companheiros, mesmo sabendo que não passam de desvios pontuais, de pouca duração.
Indian Carnival, o 36.º relato dito Gigante na cronologia brasileira da Mythos, é mais um desses casos embora assumidamente, penso eu, o lado místico e sobrenatural que ostenta funcione muito mais ao nível psicológico do que propriamente de forma literal na narrativa, o que não impede que, aqui ou ali, sejamos confrontados com acontecimentos que parecem romper com os habituais limites realistas e com senso comum a toda a prova que impera nas aventuras de Tex.
Mais uma vez em perseguição de dois assaltantes de bancos e assassinos, os irmãos Fortune, os dois rangers – com Kit e Tigre por perto – desembocam em Cedar Grove, uma pequena cidade há décadas refém de com um enorme segredo, escondido nas encostas próximas, apropriadamente chamadas Ghost Hill, a colina d(e tod)os os fantasmas.
Para lá concorre também uma trupe de artistas – exímios no usos de armas, no domínio dos animais ou excêntricos nas suas qualidades naturais (o mais forte, a mais bela, a barbuda…) – que apresenta a singular particularidade de ser integralmente composta por índios de uma nação já desaparecida.
Assente numa história sórdida – como eventualmente houve tantas na conquista real do Oeste – mas com videntes, espíritos de vingança e acontecimentos que a lógica nem sempre explica, Indian Carnival é uma narrativa bem construída, sólida e envolvente, com o atractivo extra de, numa dualidade desafiadora, até um determinado momento, parecer justificar a actuação da trupe circense, que aparentemente não difere assim tanto da justiça na ponta dos colts que Tex tantas vezes aplica. Como senão, fica a dificuldade de perceber porque demorou tantos anos a vingança em que toda a trama acaba por assentar.
Para o bem e para o mal, fica igualmente a curiosidade – de todo invulgar – de Tex, Carson, Kit e Tigre serem, durante boa parte do relato, pouco mais do que figurantes, embora atentos, testemunhas à distância da vingança que está a ser tramada.
Para a ilustrar, Mauro Boselli chamou Massimo Carnevale – e é impossível não reparar na ironia da leitura ‘à portuguesa’ do nome do artista no contexto em causa… – já conhecido em Portugal do singular Mater Morbi.
Mas, onde o registo fantástico, natural em Dylan Dog, fazia brilhar o traço – e as cores – do desenhador romano, nem sempre definido e assertivo, neste Tex essas características fazem com que os elementos que se devem repetir – nomeadamente os rostos dos protagonistas – nem sempre (se) correspondam ao que esperamos deles. Em contrapartida, Carnevale mostra-se notável na construção do ambiente misterioso e sobrenatural que algumas das cenas exigiam, na expressividade muda que aplica nalgumas sequências, bem como na forma como trabalha num magnífico preto e branco contrastante as cenas nocturnas.
Do todo, apesar dos pontos menos conseguidos apontados, resulta uma história acima da fasquia habitual no ranger, a que possivelmente não será estranho o tom diferente devido ao tal desvio temático a que aludi no início deste texto.
* Pedro Cleto, Porto, Portugal, 1964; engenheiro químico de formação, leitor, crítico, divulgador (também no Jornal de Notícias), coleccionador (de figuras) de BD por vocação e também autor do blogue As Leituras do Pedro
(capa disponibilizada pela Mythos Editora; pranchas disponibilizadas pela Sergio Bonelli Editore; clicar nas imagens para as aproveitar em toda a sua extensão)
O CAVALHEIRO DO OESTE: 50 ANOS DE CAVALGADAS DE PEDRO MAURO
Por Ricardo Elesbão Alves (Confraria Bonelli)*
Alguns podem até estranhar o título desta matéria, a qual tenho um prazer e um gosto enorme em escrever. Mas, Pedro Mauro Moreno Dias, ou simplesmente Pedro Mauro, um dos maiores desenhadores de quadradinhos do Brasil, é também uma das pessoas mais educadas, gentis e atenciosas que conheço, ou seja, um verdadeiro gentleman, um cavalheiro na acepção da palavra.
Como leitor, fã e colecionador de Tex há mais de 40 anos, posso também afirmar que bem poucos desenham o bom e velho Far West como ele. Os seus cavalos e cavaleiros beiram a perfeição. Provavelmente, graças às suas memórias da infância, descritas recentemente no seu recente livro Cowboy: Primeiras Histórias 1970/1971 e de forma resumida aqui (Pedro Mauro por Pedro Mauro) nessa matéria.
Para que tenham uma ideia, Stefano Biglia, um dos grandes entre os grandes desenhadores de Tex da atualidade, numa entrevista para a Tex Willer Magazine, número 18, publicada em janeiro de 2019, ao ser questionado “Qual o grande desenhador italiano ou estrangeiro que gostaria de ver desenhar Tex pelo menos uma vez?”, respondeu: “Pedro Mauro, brasileiro, escola sul-americana, desenha cavalos esplendidamente”.
Pedro nasceu em Nova Europa, São Paulo, em 19 de fevereiro de 1953. Iniciou a carreira aos 16 anos, como assistente de Ignácio Justo em histórias de guerra na Editora Taika. Na mesma editora, entre 1970 e 1971, desenhou capas e/ou histórias de faroeste para as revistas Pancho, Almanaque de Far-West, Far-West Edição Especial e Cowboy, que tiveram republicações até 1976.
Mais tarde, passou a ser muito procurado pela área de publicidade, onde fez muito sucesso como ilustrador. O trabalho concentrava-se no desenvolvimento de composições e storyboards para grandes agências internacionais e na finalização de artes para editoras de revistas e livros em São Paulo. Finalmente, na década de 90 foi convidado para trabalhar e morar em Nova Iorque, onde permaneceu por 12 anos, produzindo trabalhos de alto nível e sendo representado pelo Paul Santa-Donato Studios.
Em 2013, finalmente volta aos quadradinhos com uma série sobre uma famosa pirata, Back From the Dead Red, de autoria de Carlos Estefan, ainda inédita e não publicada.
Em 2014, foi descoberto no Facebook pelo argumentista italiano Gianfranco Manfredi, responsável pelos roteiros de Mágico Vento da Sergio Bonelli Editore (SBE), quando então foi convidado para desenhar Adam Wild, uma Maxi Série escrita pelo autor italiano. Série esta que chega ao Brasil por meio da Editora Saicã, a mais nova casa da Bonelli no país. Pedro desenhou as histórias Lagos (N° 16, 01/2016) e La suprema catastrofe (N° 17, 02/2016).
Em 2015, publicou o seu primeiro Sketchbook em parceria com o desenhador brasileiro Augusto Minighitti e ilustrou a coletânea 321 – Fast Comics, de Felipe Cagno. Em 2016 publicou o segundo Sketchbook (Artbook). Ainda em 2016, ilustrou a coletânea Pátria Armada – Visões de Guerra, de Klebs Júnior e o volume 3, Libertalia, la Cité Oubliée, da Série L’Art du Crime, de Marc Omeyer e Olivier Berlion, para famosa editora francesa Glénat Editeur de Talents.
Em 2017 ilustrou Os poucos & amaldiçoados, outro álbum de Felipe Cagno, e fez o seu segundo trabalho para a Bonelli, ilustrando Mugiko para a coleção Le Storie, uma história de espionagem, também escrita por Gianfranco Manfredi. Em outubro de 2020, Mugiko foi anunciado no Brasil pela editora Trem Fantasma, fundada por Lillo Parra, Guido Moraes e Sérgio Barreto, Lucas Pimenta (da editora Quadro a Quadro). Para essa edição, Pedro Mauro elaborou artes inéditas para uma sobrecapa e bookplates. A publicação tem o apoio da Confraria Bonelli.
Em 2019, uma vez mais a convite de Manfredi, Pedro Mauro desenhou para SBE quatro números da nova Maxi Série intitulada Cani Sciolti. São eles: E la chamiano estate (N° 3, 01/2019); Segreti inconfessabili (N° 4, 02/2019); Cartoline dalle vacanze (N° 9, 07/2019); e Riti pagani (N° 10, 01/2019). Ainda sem previsão para publicação em português.
Atualmente, Pedro reside e tem seu estúdio na cidade de Itu, no interior de São Paulo onde entre, outras coisas, continua a dedicar-se à banda desenhada. Nos últimos três anos (2017, 2018 e 2019), em parceria com Carlos Estefan, voltou a desenhar faroeste e publicou uma trilogia chamada Gatilho. As publicações, durante os seus lançamentos na Comic Con Experience – CCXP, hoje o maior evento nerd do mundo, esgotaram durante três anos seguidos. Mesmo após algumas reedições, não estão mais disponíveis para venda. Existe uma grande expectativa que a trilogia seja republicada em volume único e a cores. A editora belga BD Must anunciou recentemente lançamento da Trilogia Gatilho em 2021 no mercado franco-belga com nome de Renégat.
Em julho de 2020, Pedro Mauro lançou, com apoio da Confraria Bonelli, um projeto de financiamento coletivo no Catarse para republicar 7 histórias de Pancho, seu primeiro personagem (1970 e 1971). O álbum de luxo, em comemoração aos seus 50 anos de carreira, foi idealizado pelo jornalista Thiago Gardinali e pelo colecionador e especialista em marketing digital Renato Frigo.
Para a publicação foram produzidos vários extras, entre eles: 1) uma história adicional, com roteiro de Carlos Estefan; 2) artes exclusivas de oito desenhadores brasileiros (Augusto Minighitti, Carlos Estefan, Eduardo Ferigato, Eduardo Schall, Mike Deodato, Rafael de Latorre, Robson Rocha e Roger Cruz); 3) artes exclusivas de quatros desenhadores italianos da SBE (Claudio Villa, Mauro Alberti, Maurizio Dotti e Stefano Biglia). Adicionalmente, a Confraria Bonelli ofereceu uma arte extra exclusiva, produzida pelo desenhador Anilton Freires, e que foi enviada a todos os apoiadores no formato A5, como mini poster.

Cowboy – Edição comemorativa dos 50 anos de carreira de Pedro Mauro e arte exclusiva produzida por Anilton Freires e distribuída a apoiadores
Com toda a grande repercussão, sucesso e reconhecimento do artista, pelos seus esplêndidos trabalhos, nós leitores e fãs esperamos e temos uma grande expectativa de que o nosso querido Pedro Mauro possa ser o primeiro brasileiro a desenhar Tex, o personagem mais famoso da SBE e com uma história editorial que supera os 70 anos.
* Texto de Ricardo Elesbão Alves publicado originalmente na Revista nº 13 do Clube Tex Portugal, de Dezembro de 2020.
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Tex por Elisabetta Barletta
Por Afrânio Braga, criador do blogue Blueberry, Uma Lenda do Oeste: https://blueberrybr.blogspot.com
Elisabetta Barletta
Nascida em 1976 e crescida no ensolarado sul, há mais de 10 anos ela se transferiu para Ferrara onde trabalha como desenhadora de banda desenhada e ilustradora. Depois do ensino secundário, Elisabetta Barletta frequenta a Scuola Internazionale di Fumetto em Roma, por 3 anos, fazendo o comutar desde Salerno.
A estreia na banda desenhada acontece com a editora Orione onde colaborar em um par de episódios de fantasia. Sucessivamente, torna-se coluna suporte da série “John Doe” para a editora Eura Editoriale, a desenhar 9 álbuns, e a pegar em batismo a série “Detective Dante”, desenhando o número 1. Ela realiza também capas e histórias breves para as revistas “Lancio story” e “Skorpio”.
Nos últimos 12 anos Elisabetta Barletta colabora com a editora Sergio Bonelli Editore ao realizar três álbuns da minissérie “Cassidy”, quatro álbuns da série “Saguaro”, um álbum de “Nathan Never” no volume “Agenzia Alfa”, dois álbuns da minissérie “Odessa”, 75 pranchas de “Cassidy” na coleção “Le storie” e duas histórias breves de “Zagor” de próxima saída.
Elisabetta Barletta tem colaborado, além disso, em diversos projetos com histórias breves para “Nero Napoletano”, “Trumoon”, “Davvero”, “Rusty Dogs”, “Splatter” e os volumes “Vincenzo Marinelli, uno sguardo oltre il Mediterraneo” e “La condanna di Vanzetti”.
Barletta realizou, além do mais, uma história breve para YEP, a plataforma online da editora Shockdom, e ilustrou o livro “Basta litigare”, para a infância, distribuído online.
Fonte: Elisabetta Barletta.
A personagem Tex foi criada por Giovanni Luigi Bonelli e realizada graficamente por Aurelio Galleppini
Tex © Sergio Bonelli Editore
Eu agradeço a Elisabetta Barletta pelo desenho de Tex Willer, o Ranger do Texas, para o blogue.
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