Os três esboços iniciais, o lápis, a tinta-da-China e as cores originais da capa de Tex #738 que traz o regresso de Mefisto

Claudio Villa

É já amanhã, quinta-feira 7 de Abril, que em Itália teremos o tão ansiado (por muitos) regresso do maquiavélico Mefisto na saga de Tex, desta vez numa mega aventura que durará 7 meses, conterá 770 páginas e será desenhada a seis mãos: Gianluca Cestaro, Raul Cestaro e Fabio Civitelli. As primeiras 330 páginas são da responsabilidade dos irmãos Cestaro e as últimas 440 são da autoria de Civitelli.

Uma história escrita por Mauro Boselli que narra o ansiado retorno de Mefisto, em que veremos o némesis de Tex instalado em São Francisco onde dirige uma clínica para loucos. Entre os pacientes, para além do seu filho Yama, que perdeu a memória na aventura anterior, como o leitor certamente se recordará, está também… Tom Devlin, o chefe da polícia da cidade.

Uma aventura de grande intensidade e atmosfera gótica, em que o arqui-inimigo de Tex e o seu filho Yama unirão forças para poderem derrotar os pards que, desta vez, vão poder contar com a ajuda inesperada do monge Padma. Mas hoje estamos aqui sobretudo para falar da capa de estreia desta saga, a capa de Tex nº 738 (‘Il manicomio del dottor Weyland’), que como sempre, após a número 401 (inclusive) é da autoria de Claudio Villa. Capa nº 738 que divulgamos hoje aqui no blogue do Tex acompanhada dos três esboços iniciais , assim como da arte finalizada a tinta-da-China e da capa original pintada pelo próprio Claudio Villa tal como temos feito com alguma regularidade devido à gentil cortesia do Maestro Villa:

Primeiro esboço (eleito) para a capa de Tex #738, da autoria de Claudio Villa

Segundo esboço (descartado) para a capa de Tex #738, da autoria de Claudio Villa

Terceiro esboço (descartado) para a capa de Tex #738, da autoria de Claudio Villa

Arte final a tinta-da-China da capa de Tex #738, da autoria de Claudio Villa

Capa de Tex #738, com as cores originais de Claudio Villa

Capa de Tex #738

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As Leituras do Pedro – Zagor: El hombre con el fusil

As Leituras do Pedro*

Zagor: El hombre con el fusil
Contém Zagor #336 a #338 (Itália, 1993)
Moreno Burattini (argumento)
Gallieno Ferri (desenho)
Aleta Ediciones
Espanha, 2015
160 x 210 mm, 272 p., pb, capa dura

Acima da média

Apesar de ter sido uma das minhas primeiras entradas no(s) universo(s) da Sergio Bonelli Editore, a verdade é que Zagor – pese embora a sua popularidade e longevidade – nunca me convenceu, devido a algumas incongruências narrativas, à previsibilidade dos argumentos e ao excessivo peso – figurado e literal – de Chico, como distracção humorística a roçar o ridículo em muitos dos relatos.
A leitura deste El hombre con el fusil, referenciado como uma das melhores histórias da personagem, revelou-se uma agradável surpresa.

É verdade que a base argumental é recorrente no que ao western – mas não só… – diz respeito: a descoberta de quatro cadáveres semi-enterrados na neve e mortos a tiro leva Zagor e Chico a uma perseguição implacável ao seu assassino. A tarefa revelar-se-à mais árdua do que previsto e aos dois protagonistas – com Chico a assumir aqui um (agradável) papel discreto e secundário, juntar-se-à, primeiro Bull, um mestiço a quem o perseguido (também) matou a mulher e, mais tarde, um pequeno grupo liderado por um xerife.

Ao enredo, Moreno Burattini entendeu por bem – e muito bem! – acrescentar a descoberta de um rico filão aurífero, alguém com a cabeça a prémio, um caçador de recompensas, encontros com índios, uma história de infância atribulada, referências ao racismo dos brancos sobre os que não o são e uma paisagem coberta de neve do princípio ao fim, que acrescenta características díspares, fortes tempestades e alguns momentos bem conseguidos em função das características atmosféricas.

O desenho de Ferri, com uma qualidade acima da simples muita competência que é imagem de marca das edições Bonelli, merece também uma chamada de atenção pela forma como consegue gerir os diferentes elementos de uma paisagem escondida sob um imenso manto branco ou sob a intempérie.

Um trajecto pejado de cadáveres, a forte carga emocional presente em momentos-chave do relato e a constante sombra da tragédia que uma e outra vez se abate sobre protagonistas e participantes contribuem igualmente para elevar esta aventura de Zagor uns bons furos acima do que é habitual na série, especialmente porque nem sempre o que os leitores vêem e ouvem corresponde ao que realmente se desenrola sob o seu olhar atento…

Nota final

No Brasil, esta história foi publicada em Zagor Especial #5 (2006), da Mythos Editora.

* Pedro Cleto, Porto, Portugal, 1964; engenheiro químico de formação, leitor, crítico, divulgador (também no Jornal de Notícias), coleccionador (de figuras) de BD por vocação e também autor do blogue As Leituras do Pedro 

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Rattlesnake, um western do autor João Amaral com o selo da editora Escorpião Azul terá lançamento nacional em Anadia na 7ª Mostra do Clube Tex Portugal

João Amaral, confesso fã e coleccionador do Tex e ilustre sócio do Clube Tex Portugal, é um dos mais prestigiados autores portugueses de Banda Desenhada e é um frequentador assíduo desde o primeiro momento das Mostras do Clube Tex que se realizam anualmente, desde 2014, na cidade bairradina de Anadia, e é precisamente no decurso da 7ª Mostra que se realiza no Museu do Vinho Bairrada nos dias 30 de Abril e 1 de Maio, que o consagrado autor vai efectuar o lançamento nacional da sua mais recente obra: Rattlesnake, um western com o selo da editora Escorpião Azul.

‘Rattlesnake’, a capa da autoria de João Amaral

O seu nome ninguém o sabe. Ela é apenas uma mulher conhecida pela alcunha de “rattlesnake” (cobra cascavel) pelo estranho assobio que faz ecoar às suas vítimas, pouco antes de morrerem às suas mãos. Da sua personalidade, aparentemente algo distante, também pouco se sabe. No entanto, provavelmente devido a algo que ficou escondido lá atrás no passado, ela denota um profundo senso de justiça. Sempre pronta para defender os que não têm voz, tem a noção de que vive num mundo onde a ambição e a ganância ditam implacavelmente a lei do mais forte. É então contra esse estado de coisas que age, utilizando algumas vezes métodos pouco ortodoxos, para, no fim, voltar a seguir apenas o seu solitário caminho, rumo ao sol que se ergue e se põe todos os dias para lá do horizonte…
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Segundo João Amaral “Posso também dizer que a realização deste western é também a concretização de um sonho que acalentava há muito. Já tinha realizado alguns falsos westerns como, por exemplo O Fim da Linha que, apesar de se passar numa aldeia portuguesa na viragem do milénio, mais não é do que um remake de um filme que adorei, ou seja O Comboio Apitou Três Vezes, de Fred Zinnemann, com Gary Cooper e Grace Kelly. Para além disso, este foi sempre um género muito presente na minha infância. Ainda hoje lembro com saudade o tempo em que brincava aos cowboys com um vizinho meu, onde a partir de histórias de filmes que víamos, criávamos posteriormente novas situações que íamos desenvolvendo. Por isso, desde que me tornei um autor de banda desenhada, desde há muito tempo que acalentava este desejo de poder criar uma história nesse género, algo que concretizo agora.“
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Ainda confidencia o autor português “Mas Rattlesnake é também o primeiro trabalho que realizei a aguarela, algo que desde há algum tempo queria tentar, sobretudo depois de ficar maravilhado e extasiado com alguns trabalhos de Hermann feitos nesse domínio. Depois de ter realizado alguns desenhos e gravuras nessa técnica, decidi então arriscar a fazer uma BD que agora vê então a luz do dia…“.
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João Amaral estreia-se em 1994, com Rui Carlos Cunha, pelas Edições ASA, numa adaptação para banda desenhada de A Voz dos Deuses, de João Aguiar. Colabora nas Selecções BD – 2ª Série, entre 1999 e 2000, com O Que Há de Novo no Império? e O Fim da Linha, um remake de O Comboio Apitou Três Vezes, de Fred Zinneman, passado numa aldeia portuguesa durante a viragem do milénio. Ganha uma menção no Festival da Sobreda, em 2002, na categoria de Novos Valores, com Game Over. Em 2003, é um dos autores que participa no álbum Vasco Granja: Uma Vida, Mil Imagens, com Missão Quase Impossível, elaborada com o argumentista Jorge Magalhães. A mesma dupla fará Ok Corral, uma história de quatro páginas (assinando com os pseudónimos de Jhion e Zhion). Nos anos seguintes, publica História de Manteigas, Bernardo Santareno: Fragmentos de uma Vida Breve e História de Fornos de Algodres, pela Âncora Editora.
Durante dois anos, colabora no jornal Cruz Alta, com Isabel Afonso, em O Gui, a Nô… e Os Outros, sob o pseudónimo de Joca. Em 2012, novamente pelas edições ASA, assinando como Jhion, lança com Miguel Peres o álbum Cinzas da Revolta, passado em Angola nos primeiros anos da guerra colonial. Em 2014, publica pela Porto Editora a adaptação para banda desenhada do romance homónimo de José Saramago A Viagem do Elefante. Já em 2017 lança, sob a chancela das Edições Esgotadas, Museu Nacional Grão Vasco: 1916-2016 – Em Busca da Arte Perdida, um livro que narra os vários episódios que formam a história do museu ao longo de cem anos. Em 2019, a propósito dos 25 anos do lançamento de A Voz dos Deuses, publicou uma nova edição desta obra pela editora Arcádia, desta vez mais consentânea com o original, ou seja a preto e branco. Pelo meio, colaborou também em ações publicitárias, com a revista A Rua Sésamo, fez postais de felicitações e ilustrações para livros, desde romances a manuais escolares. No seu blogue, entre inéditos que mostra, assinou desde 2010 (e durante vários anos), como Joca, a tira Fred & Companhia. Por fim, em 2013 ganhou, no Festival Internacional de Banda Desenhada de Viseu, o troféu Animarte pelo conjunto da sua obra.
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João Amaral

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Já chegou a Portugal o material da Sergio Bonelli Editore para a 7ª Mostra do Clube Tex Portugal

Já chegou a Portugal, mais precisamente à cidade de Anadia, o material enviado pela Sergio Bonelli Editore para a 7ª Mostra do Clube Tex Portugal, evento a realizar nos dias 30 de Abril e 1 de Maio no Museu do Vinho Bairrada, localizado na capital bairradina, material esse que já está a ser devidamente emoldurado e pronto a ser exposto no dia 23 de Abril, dia em que será feita a montagem da Exposição num dos fascinantes Salões do Museu presidido pelo Exmo. Senhor Doutor Pedro Dias.

Artes de Laura Zuccheri e de Roberto Diso para serem expostas na 7ª Mostra do Clube Tex Portugal

Tratam-se de 12 pranchas da autoria de Laura Zuccheri, apreciada e histórica desenhadora de Tex que estará presente neste 7º evento do clube português do Tex, seleccionadas pela própria autora que pretendem dar, aos visitantes da 7ª Mostra do Clube Tex Portugal, uma visão geral acerca da colaboração especial desta consagrada desenhadora italiana (a primeira mulher a desenhar oficialmente Tex) para com a Sergio Bonelli Editore, ou seja, pranchas da história escrita por Mauro Boselli, intitulada “Doc!“ e publicada na série Albo Speciale, vulgo Tex Gigante.

Artes de Laura Zuccheri e de Roberto Diso para serem expostas na 7ª Mostra do Clube Tex Portugal

E outras 12 pranchas da autoria de Roberto Diso, todas elas igualmente seleccionadas pelo próprio desenhador e que são da sua mais recente aventura (Maxi Tex n ° 22 – La grande corsa), escrita por Pasquale Ruju.

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