Mefisto – O meu Inimigo preferido

Por Rui Cunha*

Nota: Salvo algumas excepções pontuais, a relação das aventuras em que aparece Mefisto, seguirá a ordem original da sua publicação, ou seja a edição Italiana.

O primeiro número da revista Tex que comprei foi o número 10 da edição brasileira, intitulado “A Flecha Negra”. Não conhecia e ao folhear aquela pequena revista a preto-e-branco, fiquei logo cativado. Os seus cenários, os ambientes, a acção, o desenho e, não menos importante que tudo o resto, a história. Ao longo dos muitos anos que já levo a ler Tex, nunca deixei de me encantar com a revista que nunca me decepcionou, muito pelo contrário, mantive sempre o entusiasmo a cada número que adquiria (e continuo a adquirir!).

Entre a enorme panóplia de histórias e personagens que têm surgido a preencher o universo texiano, quer sejam os bons da fita (Tex e companhia) ou os maus  (índios, ladrões, vilões, feiticeiros, bruxos, etc.), a minha preferência sempre foi para as histórias em que o tom sobe do simples livro com as personagens tipícas de um bom e velho western, em que as regras do género estipuladas são escrupulosamente cumpridas, para um tom mais negro e sobrenatural em que surgem os inimigos menos convencionais do que aqueles a que estamos geralmente habituados, e em que as regras estipuladas, raramente são cumpridas, nomeadamente as histórias em que surge Mefisto, aquele que é o verdadeiro arqui-inimigo de Tex e dos seus companheiros. Inicialmente não se chama assim, o seu verdadeiro nome é Steve Dickart, um prestidigitador (uma espécie de mágico que faz espectáculos de hipnotismo), cujo nome artístico nos espectáculos de magia é Mefisto. Mas na realidade, os seus  espectáculos nas cidades, são apenas para disfarçar a sua verdadeira actividade, a de espião a soldo de potências estrangeiras, principalmente do México com o qual os Estados Unidos estão em guerra.

Aparece pela primeira vez, pela mão dos criadores Gian Luigi Bonelli e Aurelio Gallepini, ainda com o nome de Steve Dickart, na aventura de Tex intitulada “Mefisto, o Espião” (Tex Italiano nº 3) e a sua aparência é ainda a de um jovem, acompanhado de sua irmã, Lily Dickart, sua assistente, que se entretém a fazer espectáculos de magia em El Paso, ao mesmo tempo que faz o trabalho para que lhe pagam. Descobertos por Tex, os dois irmãos, mesmo acusando o ranger de perseguição criminosa, têm de fugir. Em “Tex – O Herói do México”, (Tex Italiano nº 4), a continuação do número anterior, Tex, mesmo tendo a lei contra si e contando com a ajuda do seu amigo Montales, um revolucionário oposicionista do regime no México, o ranger acaba por apanhar os Dickart e entrega-los à justiça. No final, Steve Dickart assume o nome de Mefisto e jura vingar-se de Tex e dos seus companheiros. Enquanto os inimigos de Tex usam armas convencionais como a espingarda Winchester, o Colt 45, o machado, a lança ou o punhal, que tornam o ranger praticamente imbatível, Mefisto, por seu lado, usa poderes mágicos e habilidades individuais contra as quais é difícil lutar, entra nas mentes das suas vítimas, cria ilusões e consegue ver acontecimentos a uma grande distância através do uso de uma esfera. Torna-se no verdadeiro nemesis do ranger e companhia.

Ao longo do tempo em que andou desaparecido da série, sabemos mais tarde,  dedicou-se de corpo e alma à magia e desenvolveu poderes  sobrenaturais,  tudo com um único objectivo na vida: derrotar Tex e os seus companheiros (de sua irmã, Lily, nunca mais ouvimos falar. A biografia de Tex “A História da minha vida” escrita por Mauro Boselli e ilustrada por Fabio Civitelli nada nos diz sobre o seu destino). Nesta altura, Mefisto ainda não é o inimigo mais temível de Tex, mas não tardará a sê-lo. Dickart já não é mais o jovem mágico nem se chama Steve, assumiu a sua identidade de palco, Mefisto e transfigurou-se completamente, passa a ser apresentado como um velho louco, cabelo, barba e bigode completamente brancos, sempre com um olhar maldoso que o torna uma personagem com uma verdadeira natureza maléfica que o acompanhará toda a sua vida.

Os caminhos do ranger e do mágico voltam a cruzar-se algum tempo depois. Em “Tex contra Mefisto” (Tex italiano, nºs 39 e 40). Durante uma caçada, Kit Willer e o seu companheiro, o índio Navajo, Binal  são atacados pelos Hualpais, uma tribo índia que veio de longe. Binal é morto e Kit capturado. Tex e Kit Carson, preocupados com a ausência de Kit, formam uma patrulha de índios Navajo, chefiados por Águia da Noite (nome índio de Tex)  e vão em busca dos desaparecidos até à “Mesa dos Esqueletos” onde Kit terá sido visto pela última vez. Chegados lá, encontram o corpo de Binal, mas nem sinal de Kit. Com a ajuda de Jack Tigre, companheiro de Tex e Carson, encontram nos vestígios deixados, um medalhão de prata com a letra “M” gravada. Decidem continuar as buscas. Kit Carson, vítima de uma emboscada,  acaba também por ser apanhado e os seus companheiros Navajos, mortos. Tex, agora mais preocupado e decidido que nunca,  continua a sua incessante busca que o levará a encontrar-se frente a frente com Mefisto,  o qual ele não reconhece a principio e a quem os Hualpais  obedecem cegamente e tratam por “Sagrado Filho do Fogo”. Os combates sucedem-se sem que haja um vencedor certo. A história atinge o seu auge quando, depois de estarem  presos numa gaiola e suspensos num abismo,Kit e Carson são enfeitiçados pelo mágico de modo a matarem os  Navajos, mas apanharem Tex  vivo.  De certa maneira, o feitiço acaba por se voltar contra o feiticeiro e Mefisto vê-se obrigado a fugir  e a assumir uma nova identidade, o Doutor Anatas (Satana, Diabo lido ao contrário).  Dedica-se a roubar bancos, mas, eventualmente, Mefisto acabará por ser encurralado e, ferido, cai  num abismo onde o seu corpo, impossível de se recuperar, é dado como morto.

Mefisto volta a aparecer em “A Herdeira de Montezuma” (Tex italiano,  nºs 76 e 77, editado no Brasil com o nome “O Tesouro do Templo” (Tex nº 76)). A história, escrita por G. L. Bonelli e desenhada por Guglielmo Letteri, leva o ranger e o seu inseparável companheiro Kit Carson até ás regiões entre os Rios Pecos e Bravo (Texas), na pista dos índios Comanche que torturaram e mataram um amigo seu. A perseguição levará os dois companheiros a penetrar no território mexicano, onde, após alguns combates contra os Comanche, chefiados por Tonito, acabam por descobrir um vale secreto onde vive a bela Esmeralda,  última descendente de Montezuma, o chefe dos Astecas, derrotado pelos Conquistadores Espanhóis no século XVI, que guarda o tesouro do templo, do qual é protectora. À sua volta gravita o perigoso Fidel Romulio, que com os seus cavaleiros percorre as pradarias a roubar gado que vende ao melhor preço a rancheiros de ambos os lados da fronteira, e que, secretamente, ambiciona casar com Esmeralda e apoderar-se do tesouro. Nesta história surge também, pela primeira vez, a personagem do “Bruxo Mouro” ou simplesmente “El Morisco”, uma espécie de cientista, de sábio, de biólogo, que estuda a fauna e a flora do México e que é também versado em ciências ocultas e que, nesta aventura, coloca Tex na pista de Fidel e da sua ligação com os Comanches de Tonito e, posteriormente, o leva, tardiamente, ao vale secreto, ao templo e também a Esmeralda. “El Morisco virá a tornar-se um poderoso aliado de Tex  e é ele que, quase, no final da aventura, ao dar a provar a Tex uma mistura de cogumelos alucinogénios, provoca-lhe uma visão, na qual o ranger vê Mefisto, o seu inimigo jurado e percebe que afinal ele não morreu e que a sua aparição poderá acontecer a qualquer momento.  

Mefisto reaparece em “Pesadelo!” (Tex italiano nºs 78, 79 e 80, editado no Brasil, em dois números,  com o nome “Pesadelo!” (Tex nº 77) e “Espectros” (Tex nº 78)). Ficámos então a saber que o corpo do mágico foi recuperado do abismo onde caíra, atingido por Jack Tigre,  por um monge chinês, de nome Padma, expulso do templo onde estudou. Padma cura o espírito e recupera o corpo de Mefisto, tentando assim encontrar o caminho que o leve à sua própria paz de espírito e ganhar o perdão dos seus superiores. Com o tempo e a ajuda do monge, Mefisto torna-se mais poderoso do que já era e alimenta  ainda mais o seu ódio por Tex Willer e seus companheiros. O mágico começa então a arquitectar um plano em que irá apanhar um por um os seus inimigos e fazê-los sofrer horrores (é o que diz Mefisto nas primeiras aparições que faz ao ranger e seus companheiros) até implorarem que ele os mate. Para o ajudar no seu plano, Mefisto conta com os seguidores do “Dragão Vermelho”, uma organização chinesa chefiada por Padma, com os seus fiéis índios Hualpai e dá o seu toque maquiavélico ao criar uma nova identidade para si, o Doutor Fiesmot (anagrama de Mefisto), com a qual vive entre os habitantes de Golconda que de nada desconfiam. O ódio que tem  ao ranger é tanto que, progressivamente, se vai tornando numa obsessão. Padma apercebe-se disso e quando o tenta chamar à razão, Mefisto mata-o sem piedade. Mas Tex está sempre um passo à frente dos seus inimigos e  com Mefisto não faz excepção. Apesar de Kit, Carson e Jack Tigre estarem nas mãos do mágico,  o ranger não vacila  e avança com o seu plano de o derrotar a qualquer custo. Tex acaba por desmascarar Fiesmot e este quando tenta atingir o ranger é impedido pelo falecido monge, a quem foi dada uma última oportunidade de limpar o seu nome, que chama a si toda a magia, derrotando-o a tal ponto que Mefisto acaba por enlouquecer totalmente. É preso e condenado a passar o resto dos seus dias num manicómio.

Mas  o internamento de Mefisto não será de longa duração. Em “Terror na Savana” (Tex italiano nºs  93, 94 e 95, editado no Brasil, em dois números, com o nome de “Terror na Selva“ (Tex nº 83)  e “Black Baron” (Tex nº 84)), Gianluigi Bonelli e Aurelio Galleppini excederam-se no trabalho e fizeram aquela que é, na minha opinião, a melhor  e a mais épica história com Mefisto. Tex e Kit Carson são chamados ao  Forte Myers, na Flórida, para investigar a estranha e bizarra história do Tenente Moore, que faz parte do guarnição e fora investigar, juntamente com dois outros soldados uns estranhos acontecimentos relatados por um outro militar da mesma guarnição, que tiveram lugar na selva que fica para lá da orla da floresta onde se situa o forte. Moore regressa, cerca de duas semanas depois de ter partido do forte, sozinho e completamente transtornado, semi-enlouquecido, com um medalhão na mão  e apenas consegue pronunciar a palavra  “Voodoo”. O medalhão é triangular , tem um grande “M” na base e diversas outras marcas. Depois de saberem que Mefisto fugiu do asilo onde estava internado na companhia de outro paciente, de nome Jean Lafayette, que se intitula a si próprio “Barão Samedi”, também conhecido como “Rei dos Mortos”, percebem que o seu arqui-inimigo está de volta e, se calhar, mais perigoso que nunca. Segundo se sabe, ambos vivem num castelo, no meio dos pântanos da Flórida e fundaram, juntamente com Loa, uma negra de grande beleza e sacerdotiza do Voodoo, Otami, um  “Xamã” (uma espécie de feiticeiro) e Dambo, um negro grande, chefe do bando de negros que executa as ordens de Jean e Mefisto, a Ordem da Grande Serpente, uma espécie de império de negros, baseado no Voodoo e na Magia Negra que pretende, a longo prazo expulsar, a bem ou a mal, todos os brancos da região e também os índios Seminoles. Tex  e Carson , chamam Kit e Tigre e decidem ir investigar o que se passa na região pantanosa da Flórida.

Depois de alguns contratempos na investigação, muitos deles provocados pelos seguidores da Grande Serpente que tentam impedir os quatro companheiros de encontrar o castelo, Tex acaba por se aliar aos Seminoles para tentar apanhar Mefisto e o barão no seu esconderijo e, para isso, deitam fogo à selva que circunda o castelo, tornando-a numa espécie de “terra-de-ninguém” para evitar quaisquer armadilhas que os esperassem  e obrigar os dois vilões a sair, enquanto a guarnição de Forte Myers , auxiliada pelos guerreiros Seminoles cercam por completo o castelo, acabando este por ser bombardeado com um canhão e reduzido a um amontoado de ruínas, debaixo das quais Jean Lafayette e Mefisto ficam soterrados, tornando impossível a localização e remoção dos seus corpos. Dambo morre nos pântanos com a maior parte dos seus guerreiros; Otami é morto pelas flechas dos Seminoles e Loa, a única sobrevivente, fica como escrava de Yampas, o chefe dos índios Seminoles. A Ordem da Grande Serpente é destruída para sempre. 

Mas, o mal dificilmente se deixa apanhar, matar ou até mesmo destruir e quem pensasse que Mefisto estava morto, não poderia estar mais enganado. Em “O Filho de Mefisto” (Tex italiano nºs 125, 126, 127 e 128, editado no Brasil, em três números  com os títulos de “O Filho de Mefisto” (Tex nº 101), “Magia Negra” (Tex nº 102) e “O Veleiro Maldito” (Tex nº103)),  quase uma continuação de “Black Baron”, Mefisto, emerge debaixo das ruínas do castelo, percebe que está impedido de  sair da gruta em que se encontra, grita todo o seu ódio, cada vez mais profundo, contra Tex. Quando percebe que está condenado a morrer, decide invocar todo o seu  poder maléfico e, através duma esfera mágica, chama pelo seu sangue e surge em cena o seu filho, Blacky Dickart (nascido da relação que Mefisto manteve com uma bruxa chamada Myriam, com a qual o seu filho ainda vive), o qual o mágico encarrega de, não só receber toda a sua herança maléfica, pela qual deverá deixar de ser quem é e tornar-se noutro que seja digno de Mefisto, mas também de vingar a sua morte e destruir aqueles que a provocaram. Blacky, emocionado, aceita a missão de seu pai e momentos depois vê-o ser devorado por ratos e morrer. Decidido a começar uma vida nova (agora dedicada a vingar o seu pai), Blacky deixa Myriam e parte em busca de quem o possa ajudar na sua missão e o primeiro nome que lhe é dado a conhecer é o de Loa, a sacerdotiza da Grande Serpente, que agora vive como escrava de Yampas, o chefe dos índios Seminoles. Os dois vão até às ruínas do castelo e entram por uma entrada secreta que só Loa é que conhecia e é lá que Blacky toma conhecimento da sua herança e assume a identidade de Yama, o  Deus da Morte e prepara a sua vingança contra Tex e seus companheiros.

Mefisto, apesar de estar morto ainda fará algumas aparições em histórias subsequentes de Tex. Reaparece em “O Retorno de Yama” (Tex italiano nºs 162, 163 e 164, editado no Brasil em dois números, com o título de “A Volta de Yama” (Tex nº 113) e “A Dança do Fogo” (Tex nº 114)), vindo do Além e é ele quem salva a vida ao seu filho e à sua braço-direito, Loa, de morrerem no mar, no seu veleiro negro que Yama adquirira para funcionar como seu quartel-general, e continuará a acompanhar a vingança de Yama. Em “A Sombra de Mefisto” (Tex italiano nºs 265, 266, 267 e 268), Mefisto continua, do túmulo, a enviar instruções ao seu filho para que ele destrua o ranger e o vingue condignamente, mas Yama, por muito que se esforce e utilize os mais improváveis aliados,  falha o seu objectivo continuamente.

A pedido de muitos leitores, a personagem de Mefisto acabaria por voltar às histórias de Tex. Em “O Retorno de Mefisto” (Tex italiano nºs 501, 502, 503 e 504), Claudio Nizzi e Claudio Villa, além de trazerem de volta o velho inimigo do ranger, trazem também a sua irmã Lily (que julgávamos ter desaparecido há muito tempo), que será a principal responsável pelo reaparecimento de Mefisto. Lily, que é casada com o Conde Boris Leonov, um nobre russo de ascendência francesa, está com o marido numa sessão espírita (ela desenvolveu alguns poderes extra sensoriais graças ao que aprendeu com o irmão quando ele era um simples mágico de espectáculo), trava conhecimento com Narbas, um médium Hindú que consegue comunicar com os mortos e trazê-lo de novo à vida. Lily consegue convencer o marido a viajarem para os Estados Unidos e recuperar os ossos de Mefisto. Quando lá chegam, encontram-se com Loa, que os ajuda a chegar às ruínas do castelo onde Mefisto pereceu. Após os rituais mágicos, Mefisto regressa à vida e toma posse do corpo de Narbas e o seu espírito vai para o Além.

Mefisto, de novo vivo, começa imediatamente a tratar de se vingar de Tex. Com a cumplicidade do seu cunhado, Boris, (que entretanto se instalara em Phoenix, onde abre um restaurante que funciona como esconderijo do mágico), Mefisto apanha Kit Carson e, algum tempo depois, apanha também Kit e Jack Tigre. Tex, sem saber dos seus companheiros, mas com algumas suspeitas, conhece e interroga Leonov que nada lhe diz, mas torna-se óbvio que o conde sabe de alguma coisa e começa a tornar-se um perigo, pelo que terá de desaparecer de circulação e então Lily pede ao seu irmão que mate o seu marido antes que ele lhes estrague os planos de vingança. Mefisto assim faz e prossegue o seu plano de vingança contra o ranger, surge-lhe em carne e osso e ataca-o directamente. Tex defende-se dos seus ataques  graças a um medalhão que usa sempre e que lhe foi dado pelo feiticeiro dos Navajos. O ranger procura a ajuda do xerife de Phoenix  e do seu adjunto para apanhar Mefisto que, mais uma vez tenta escapar com a identidade de Doutor Parker. Surpreendem os dois irmãos e Lily é presa. Antes de ser apanhado, Mefisto tenta matar os seus três prisioneiros. Tex consegue salvá-los a tempo, mas falha em apanhar o mágico e este consegue, uma vez mais, fugir. Alguns dias depois destes acontecimentos, Mefisto surge aos quatro companheiros, prometendo-lhes uma nova vingança no futuro e desaparece no meio da sua própria magia.

Ficando então a promessa de novas aventuras com a diabólica personagem, que, na minha opinião (e se calhar de muitos outros leitores), com todo o seu poderio mágico e natureza maléfica, sendo quase imortal, faz falta no universo texiano, mesmo sendo esse universo o do velho Oeste com todas as suas regras e simbolismo. Entendo que Mefisto e, mesmo, Yama (embora este tenha tido menos impacto), têm sempre lugar reservado nas aventuras de Tex  e quantas mais vierem, melhor!

* Texto de Rui Cunha publicado originalmente na Revista nº 3 do Clube Tex Portugal, de Dezembro de 2015.

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Antevisão do Tex Gigante desenhado por Giovanni Freghieri e escrito por Gianfranco Manfredi: “I due fuggitivi”

É já neste mês de Junho, mais precisamente no dia 22, em pleno Verão europeu, que teremos, na Itália, o habitual Albo Speciale de Tex, popularmente designado por Texone (Tex Gigante). Será o número 38 desta colecção e trará uma aventura escrita por Gianfranco Manfredi e desenhada, durante vários anos por Giovanni Freghieri, história essa cujo título será “I due fuggitivi”: Billy é um bandido de meia-tigela que decidiu abandonar a sua carreira criminal em troca de uma fuga de amor com a sua bela Josephine… No entanto os dois levam consigo o saque do bando de Wade Gorman, que lhes faz uma  caçada implacável… O saque e as recompensas pelos bandidos são tentadores até mesmo para um impiedoso grupo de caçadores de recompensas… Mas na pista também estão um misterioso mago da chuva e os Colts de Tex Willer e Kit Carson!

Speciale Tex #38 – ‘I due fuggitivi’

Falando dos autores deste Tex Gigante, temos então na escrita Gianfranco Manfredi, que terá uma das suas últimas aparições na saga de Tex, porque já há algum tempo que deixou de fazer parte do staff de escritores do Ranger, mas não será ainda a despedida final porque Manfredi ainda verá mais uma história sua ser publicada, já que está a ser desenhado, por Giacomo Danubio, um Color Tex de 160 páginas, com textos seus.

Já quanto a Freghieri, à quarta foi de vez, isto porque no passado Giovanni Freghieri, conceituado desenhador italiano, começou por três vezes a desenhar histórias de Tex e também por três vezes ele acabou por abandonar os projectos. Freghieri à época, aquando da sua terceira tentativa, essa para um Color Tex, confessou ser muito mais lento a desenhar uma história destinada a ser publicada a cores do que a desenhar um álbum normal a preto e branco. E disse que o motivo era a ausência das sombras. Ter que fazer um trabalho “liso” não lhe saía como gostaria, o que o levou a desenhar com muita lentidão para além de não ser do seu agrado. E como tinha prazos a cumprir com relação a Dylan Dog, a série bonelliana em que trabalha regularmente acabou por ter que abandonar uma vez mais o projecto “Tex”, tal como aconteceu anos antes, por exemplo com o Maxi Tex “Lo squadrone infernale“, de Outubro de 2008, que acabou por ser desenhado por Ugolino Cossu. Mas felizmente, para nosso deleite, Freghieri desta vez levou a bom porto as 220 páginas deste Tex Gigante, como se pode ver nas páginas que apresentamos de seguida em ante-estreia:

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Conversa com Laura Zuccheri no Auditório do Museu Vinho da Bairrada

Por José Carlos Francisco (texto) e Orlando Santos Silva (fotos e vídeo)

Conversa com Laura Zuccheri no auditório do Museu do Vinho Bairrada

Um dos pontos mais altos da 7ª Mostra do Clube Tex Portugal foi uma aprazível e interessante Conversa, em pleno Auditório do Museu do Vinho Bairrada, com Laura Zuccheri e que teve as participações de Mário João Marques, do jornalista brasileiro Thiago Gardinali e de Júlio Schneider, este último também no papel de intérprete.

Laura Zuccheri no uso da palavra

Conversa essa onde a Laura Zuccheri fez a retrospectiva da sua carreira e onde nos contou relatos deliciosos, como por exemplo explicando como entrou para o staff de Ken Parker e porque, a determinada altura, se teve de disfarçar de homem para poder executar a sua carreira profissional, abordando também a sua paixão pela pintura, mas melhor que ler é ouvir as palavras da boca da própria Laura nos vídeos que se seguem:

A contracapa da revista nº 16 do Clube Tex Portugal terá uma ilustração de Orestes Suárez Lemus dedicada aos amigos do Clube Português

A revista do Clube Tex Portugal, devidamente autorizada pela Sergio Bonelli Editore, neste seu próximo DÉCIMO SEXTO número, a publicar no próximo mês de Junho, terá, uma vez mais, DUAS versões para a sua capa, embora pela primeira vez teremos dois nomes diferentes num mesmo número: Gianluca Cestaro e Raul Cestaro, mas os irmãos Cestaro não serão os únicos autores do staff de Tex a contribuir e valorizar este 16º número de uma revista já fadada ao sucesso e que ficará cada vez mais na história de Tex em Portugal (e não só), pois também Orestes Suárez Lemus, Giampiero Casertano, Michele Benevento e Pasquale Ruju, todos eles dos mais apreciados autores de Tex Willer vêm enriquecer este projecto editorial, mas hoje o destaque vai para o Mestre cubano Orestes Suárez Lemus que desenhou para a contracapa da revista uma DESLUMBRANTE ilustração de Tex devidamente dedicada aos amigos do Clube Tex Portugal como se pode ver de seguida:

Ilustração de Tex Willer disparando os seus revólveres, da autoria de Orestes Suárez Lemus e dedicada aos amigos do Clube Tex Portugal e que será publicada na contracapa da revista nº 16 do Clube

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Vídeos: Brindes ao Tex (e não só), em Anadia, na 7ª Mostra do Clube Tex Portugal

Por José Carlos Francisco (texto) e Orlando Santos Silva (foto e vídeos)

O brinde a Tex feito pelas mais altas personalidades de Anadia e pela desenhadora Laura Zuccheri

Um brinde a Tex no feminino

Uma das tradições das Mostras do Clube Tex Portugal, evento anual realizado no Museu do Vinho Bairrada, em Anadia, é o famoso Espumante de Honra aquando da abertura anual de cada evento, fazendo jus ao facto de se estar na Capital Portuguesa do Espumante.

E neste ano de 2022, em que tivemos a participação da consagrada desenhadora italiana Laura Zuccheri, não foi excepção e assim tivemos o privilégio de ter o  Excelentíssimo Senhor Vereador Dr. Lino Pintado em Representação da Câmara Municipal de Anadia a comandar o brinde ao nosso Tex, acompanhado do Presidente da União das Freguesias de Arcos e Mogofores, Sr. Fernando Adelino Pina Fernandes e do Dr. Pedro Dias, Director do Museu do Vinho Bairrada assim como de toda a direcção do Clube Tex Portugal, acompanhados de algumas outras ilustres personalidades nacionais e internacionais, como por exemplo o Sr. Dr. Ricardo Manão de Portugal, Júlio Schneider, Dorival Vitor Lopes, Thiago Gardinali e Ricardo Elesbão do Brasil, perante uma vasta plateia que também brindou ao Ranger, como se pode constatar nos vídeos que apresentamos de seguida: