A ‘cavalgada’ de quatro grandes pards italianos do Gruppo Tex Willer 2011 a Portugal para participar na 11ª Mostra do Clube Tex Portugal

Por Enrico Valcamonica

Finalmente, passada mais de uma semana, posso prestar a justa homenagem à nossa visita a Portugal, ao Clube Tex Portugal. Viemos quatro: eu, Francesco Micoli, Mauro Vannini e Aldo Giancarlo Valdambrini. Desde o primeiro momento fomos recebidos com um calor e um carinho que é verdadeiramente difícil de descrever em palavras.

Tivemos a honra de participar num esplêndido evento organizado todos os anos por José Carlos Francisco, Mário João Marques e Carlos Moreira, com o patrocínio da Câmara Municipal de Anadia, no evocativo cenário do Museu do Vinho. Este ano também esteve presente o presidente da Câmara da cidade, demonstrando a importância e a paixão que esta realidade representa.
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Foi uma experiência linda, intensa e autêntica. Uma viagem que nos fez ver em primeira mão o quão forte é também em Portugal o amor pelo Tex e pelos valores que sempre representou: amizade, respeito, lealdade e fraternidade.
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Durante esses dias também oficializámos a geminação entre o Clube Tex Portugal e o Gruppo Tex Willer 2011. Algo que me entusiasma particularmente ao pensar que, já em 2011, assim que nasceu a nossa ‘página’, eles foram dos primeiros a inscrever-se e a apoiar-nos. Anos depois, encontrar-me pessoalmente, apertar as mãos e sentir-me parte de uma mesma família texiana teve um significado especial que levarei no coração.
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Um sincero e afetuoso obrigado aos três presidentes do Clube – José, Mário e Carlos – que estendo a todas as pessoas que conheci durante esta esplêndida estadia. Porque no final das contas Tex não é apenas uma banda desenhada. É um fio invisível que une pessoas distantes, criando laços verdadeiros, sinceros e profundamente humanos.
E esta experiência em Portugal foi uma demonstração maravilhosa disso mesmo.
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As lembranças da Banca do Pedro e os tempos mágicos das revistas em quadrinhos do Tex

Isaac Carmo Cardozo

Por Isaac Carmo*

Hoje reviveu em mim um profundo sentimento de nostalgia. Enquanto organizava os livros da minha biblioteca particular, reservei um canto especial para guardar minhas antigas revistas em quadrinhos de Tex Willer. Ao folhear aquelas páginas amareladas pelo tempo, vieram à memória lembranças de uma época simples e mágica, marcada pela ansiedade das leituras e pela expectativa de esperar a próxima edição chegar às bancas.

Recordo, com enorme saudosismo, dos dias em que aguardava a semana passar para ir até a famosa Banca do Pedro, localizada na esquina das ruas Cândido Falcão e Aparício Mariense. Ao lado havia uma pequena lancheria, parada quase obrigatória de muitos frequentadores. A banca era um verdadeiro universo de revistas, jornais e histórias fascinantes. Quem entrava ali jamais esquecia o cheiro característico do papel impresso, perfume que até hoje desperta boas recordações.

Era um tempo diferente, quando não existiam séries disponíveis a qualquer momento. As histórias em quadrinhos vinham incompletas, divididas em capítulos, sempre deixando aquele suspense que fazia o leitor voltar na semana seguinte para comprar a continuação.

Aquela espera aguçava a imaginação e tornava cada nova edição um pequeno acontecimento.
Folheando minhas antigas revistas, lembro das incontáveis leituras e releituras de personagens clássicos, aventureiros que, de certa forma, muito se aproximavam da cultura gaúcha. Se fizermos um paralelo, veremos que o gaúcho antigo e os cowboys americanos possuem inúmeras semelhanças: homens da fronteira, acostumados às distâncias, à defesa do território, às lidas campeiras, à sobrevivência e às aventuras de um cotidiano duro, mas cheio de identidade.

As histórias em quadrinhos despertavam exatamente esse espírito aventureiro. Faziam imaginar como viviam os homens antigos, como se deslocavam, trabalhavam, se alimentavam e enfrentavam os desafios das regiões de fronteira. Talvez por isso essas leituras tenham marcado tanto minha geração.

Hoje, ao revirar minhas velhas edições, percebo que certas lembranças não voltam mais. São memórias de um tempo que dificilmente as novas gerações conhecerão da mesma forma. Ficou a saudade da época das histórias em quadrinhos, das tardes de leitura e da inesquecível Banca do Pedro, sempre movimentada por leitores assíduos em busca de revistas, jornais e novidades.

Permanece viva a lembrança daquele tempo especial que ajudava a dar vida ao centro de São Borja e que hoje segue guardado na memória daqueles que tiveram o privilégio de vivê-lo.

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[*] Texto de Isaac Carmo apresentado na ‘Coluna de Isaac Carmo‘, em 20 de Maio de 2026.
Copyright: © 2026, Isaac Carmo
Isaac Carmo Cardozo é Tenente da Brigada Militar, Bacharel em Direito pela Unilassale/Canoas, Especialista em Gestão Pública pela UFSM/Santa Maria e Mestre em Políticas Públicas pela Unipampa/São Borja. Escreveu o livro: Monitoramento de Políticas Públicas de Segurança – O Programa de Resistência às drogas e a violência (Proerd) no Município de São Borja. Tradicionalista, é Coordenador da Invernada Especial do Centro Nativista Boitatá. Historiador e pesquisador e apaixonado pela cultura do Rio Grande do Sul.

Sítio Internet da Sergio Bonelli Editore DESTACOU a 11ª Mostra do Clube Tex Portugal

O Sitio Internet da Sergio Bonelli Editore, destacou no passado dia 15 de Maio, a 11ª Mostra do Clube Tex Portugal, evento realizado nos dias 9 e 10 de Maio, no mui nobre Museu do Vinho Bairrada, num texto da autoria de Alberto Cassani intitulado “Décima primeira Mostra de Tex em Portugal“, texto esse que damos a conhecer em seguida e que mostra assim que a editora italiana continua atenta a tudo que diga respeito a Tex em Portugal e sobretudo ao blogue português do Tex, indicando inclusive o nosso blogue para os leitores italianos que queiram saber mais sobre este inolvidável acontecimento do Ranger em Portugal.

[1] Artigo publicado no sítio Internet Sergio Bonelli Editore em 15 de Maio  de 2026, por Alberto Cassani:

Décima primeira Mostra de Tex em Portugal [1]

Frederic Volante e Ugolino Cossu foram os convidados da 11ª edição da Mostra do Clube Tex Portugal, a mais importante comunidade de leitores texianos da Península Ibérica, que decorreu no fim de semana de 9 e 10 de Maio.

No fim de semana de 9 e 10 de Maio, realizou-se no Museu do Vinho Bairrada, em Anadia, Portugal, a décima primeira edição da Mostra del Clube Tex Portugal, a mais importante comunidade de leitores texianos da Península Ibérica.

Os evocativos espaços do Museu – que desde 2017 acolhem uma mostra permanente dedicada a Tex – testemunharam também a chegada dos dois convidados desta edição, Frederic Volante e Ugolino Cossu. Os dois desenhadores viram expostas algumas das suas páginas e ilustrações, e no sábado também acompanharam os visitantes numa visita guiada à Mostra. Antes, naturalmente, de se dedicarem a uma sessão de autógrafos e a um encontro com o público.

Nos dois dias riquíssimos da MostraClube Tex Portugal, realizaram-se também um workshop para crianças e adolescentes e uma conferência com o editor brasileiro do Tex, Dorival Vitor Lopes.

Para mais informações sobre o evento, podem visitar o Tex Willer Blog de Portugal.

Sítio Internet da Sergio Bonelli Editore DESTACOU a 11ª Mostra do Clube Tex Portugal

[1] (Artigo publicado originalmente no Sítio Internet Sergio Bonelli Editore, em 15 de Maio de 2026) – Copyright: © 2026 Sergio Bonelli Editore & Alberto Cassani.

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Vídeo: A 11ª Mostra (que ainda se encontra em exposição no Museu do Vinho Bairrada) do Clube Tex Portugal em 38 segundos

Por Jornal de Anadia

Os traços do Tex continuam bem vivos em Anadia

A 11.ª Mostra do Clube Tex Portugal já passou, mas os desenhos que marcaram o evento permanecem expostos e integrados na exposição permanente do Museu do Vinho Bairrada pelo menos até ao final do mês.

Uma oportunidade para visitar (ou revisitar) de perto o trabalho de artistas internacionais e mergulhar no universo de uma das mais icónicas personagens da banda desenhada.

Se não conseguiu ir na inauguração, ainda vai a tempo.