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Vídeo-entrevista a Fabio Civitelli, desenhador da história do regresso de Mefisto
Entrevista de Gabriele Parenti (STAMP Toscana) a Fabio Civitelli célebre desenhador de banda desenhada e em particular histórico desenhador de Tex com o qual se estreou em 1985 com a aventura “I due killers” escrita por Claudio Nizzi.
Nesta conversa com o desenhador de Arezzo fala-se da sua carreira, assim como de algumas questões ligadas à banda desenhada, como a da eterna discussão também ligada aos vários tipos de BD, e se a mesma é preferível a preto e branco ou a cores.
Na vídeo-entrevista que damos então a conhecer de seguida, Fabio Civitelli, que está prestes a concluir, após 4 anos de intenso trabalho, a história do regresso de Mefisto, também nos fala do seu próximo, e muito prestigiante, trabalho com Tex…
OS DESENHOS ORIGINAIS (de Fabio Civitelli) para ‘ATÉ À ÚLTIMA BALA’: O jogo de tabuleiro para Tex Willer
Depois do lançamento do Monopólio de Tex (por ocasião do evento Lucca Comics & Games em Novembro de 2017), um dos jogos de tabuleiro mais populares do mundo, em que propriedades como ruas, casas, hotéis, empresas são compradas e vendidas, em que uns jogadores ficam “ricos” e outros vão à falência, a Sergio Bonelli Editore lançou em 2018, no mercado italiano, um novo jogo de Tex!
Um jogo que foi apresentado no stand da Cranio Creations na Feira de Nuremberga e cujo título é “Tex – Fino all’ultima pallottola” (“Tex – Até à última bala”).
As ruas ensolaradas de uma aldeia ocidental são o pano de fundo do desafio final. Mefisto voltou do mundo dos mortos e reuniu inimigos memoráveis para lançar um assalto terrível. Tex está pronto para lutar e os amigos históricos correm em sua ajuda.
Inspirado na mítica personagem da banda desenhada italiana, em colaboração com a Sergio Bonelli Editore e por ocasião do seu 70º aniversário, Tex – Até à última bala é um jogo licenciado com mecânica de jogos inteligentes fortemente conectada ao tema.
Quatro anos após o seu lançamento, Fabio Civitelli deu a conhecer as artes originais dos seis personagens do jogo (Tex, Jack Tigre e El Morisco de um lado, Mefisto, El Muerto e Lucero do outro), desenhos esses que nos apressamos a apresentar a todos os nossos leitores, numa cortesia do grande fã e coleccionador italiano Francesco Micoli, a quem Fabio Civitelli dedicou inclusive a ilustração da arte da caixa do jogo:

Mefisto e El Muerto na arte original de Fabio Civitelli para o jogo “Tex – Fino all’ultima pallottola”

Jack Tigre e El Morisco na arte original de Fabio Civitelli para o jogo “Tex – Fino all’ultima pallottola”
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Entrevista com o fã e colecionador: Lorenzo Sacchis
Entrevista conduzida por José Carlos Francisco.
Para começar, fale um pouco de si. Onde nasceu? O que faz profissionalmente?
Lorenzo Sacchis: Inicialmente gostaria de agradecer a oportunidade de contar um pouco sobre a aventura de ser um leitor de Tex, realmente muito obrigado. Me chamo Lorenzo Gottfried Sacchis, natural da cidade de Santa Maria, Rio Grande do Sul, Brasil. Sou filho de Maria de Fátima Gottfried Sacchis e José Luís Rocha Sacchis. Atualmente resido em Florianópolis, Santa Catarina. Sou professor de Educação Física atuando na rede estadual e municipal na cidade de Santo Amaro da Imperatriz, torcedor do Grêmio Foot-Ball Portoalegrense e pai do Kauã Maidana Sacchis.
Quando nasceu o seu interesse pela banda desenhada?
Lorenzo Sacchis: Desde cedo sempre gostei de HQ, ficava alucinado com os heróis e seus poderes, suas imagens, as cores, os uniformes. Existiam duas bancas de revistas próximas a minha casa e eu sempre estava por ali vendo as novidades e comprando chicletes e balas de goma. Também existia a biblioteca do Clube Caixeiral, onde se podia sentar e ler as histórias calmamente e de forma gratuita. As revistas e livros sempre me chamaram muito atenção e na época era uma das diversões que tínhamos, a leitura.
Quando descobriu Tex?
Lorenzo Sacchis: Meu pai colecionava Tex, então, as revistas sempre estavam à minha volta, desde muito pequeno, com capas incríveis e histórias fascinantes. Lembro que observava ele mexendo na coleção, aquelas capas me deixavam alucinado, louco para chegar minha hora de mexer também. A primeira edição que li foi ‘O Signo da Serpente’, que para mim tornou-se um marco, o que fez com que nunca mais deixasse de acompanhar Tex e seus pards.
Porquê esta paixão por Tex?
Lorenzo Sacchis: Acho que esta paixão por Tex vem também desse mundo mágico que ele vive, sempre com seu senso de justiça e vontade de resolver, ajudar as pessoas. Também os filmes de faroeste na época contribuíram para me interessar ainda mais pelos pards. Mas, creio que o maior motivo é que ele tornou-se um elo de ligação entre eu e meu pai, um assunto nosso que sempre nos aproximou. Conversar sobre as histórias, as coleções, os números que faltavam, as capas. Lembro que quando saiu o álbum de figurinhas do Tex e seus pards, andávamos por toda a cidade trocando as figurinhas até completarmos, foi uma sensação muito boa que tivemos juntos, aquela satisfação do objetivo concluído, de sucesso, de felicidade. Era incrível colar os cromos com cola tenaz, com todo o cuidado para ficarem perfeitos, precisava-se de um certo cuidado para não usar muita cola e borrar, técnicas primitivas… Tex nos unia.
O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos?
Lorenzo Sacchis: Creio que esse universo do Velho Oeste, um mundo mais rústico, os animais, os índios, as paisagens, os enredos das histórias, os vilões, enfim, são vários os aspectos. Logicamente que o seu caráter, seu estilo de vida, senso de justiça, sua coragem e inteligência também o tornam único. Os roteiros que ao mesmo tempo que trazem histórias entrelaçadas com factos reais da conquista do Oeste Americano, mostra monstros, misticismo, ameaças do espaço, dinossauros, lugares sinistros, criando enredos para todos os gostos e imaginações.
Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua coleção? E qual a mais importante para si?
Lorenzo Sacchis: Devemos ter em nossa coleção, mais de mil exemplares, eu creio. A mais importante para mim é o número 1, ‘O Signo da Serpente’, que foi a primeira que li, ainda sendo alfabetizado, e foi fundamental para seguir os passos de Tex e seus amigos.
Coleciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem italiana?
Lorenzo Sacchis: Em nossa coleção temos apenas livros e pôsteres de Tex, mas é um sonho ter outros itens como os bonecos dos pards, suvenirs tipo chaveiro e canecas. Em algumas fotos que vi, acho que da coleção do pard José Carlos Francisco, notei que os bonecos são realmente incríveis, peças que enchem os olhos de emoção. Aqui possuímos os gibis; Tex Mensal, Tex Ouro, Tex Edição Colorida, Tex Gigante, Almanaque do Tex, Tex Willer Jovem, Tex Anual, Tex Platinum, Minisséries Tex, Maxi Tex, Superalmanaque Tex, creio que são essas as coleções que temos. Nossa empreitada também é construir uma estante bem bonita para a coleção, mas tudo em seu tempo.
Qual o objeto Tex que mais gostaria de possuir?
Lorenzo Sacchis: Tem muitos itens que gostaria de ter, como as primeiras edições de Tex, as coleções de Tex que não possuímos, como Tex Coleção, Tex Edição Histórica, Tex edições da Panini, Clássicos do Tex, o famoso e lindo Tex Gold da Salvat, Tex Gigante Colorido Tex Graphic Novel, nossa muita coisa… Também possuir exemplares do Tex de vários países, mas algo que gostaria muito de possuir são os diversos bonecos dos pards, pois, também coleciono soldados de chumbo, outra paixão. Essa vontade de adquirir esbarra muito nas condições financeiras, a crise que se instala aqui no Brasil, então, isso nos impossibilita de complementar, mas aos pouquinhos dentro do possível vamos alimentando esse amor pelo mundo de Tex e tendo novas conquistas, adquirindo novos sonhos. Aproveito para agradecer aos vendedores e colecionadores como Carlos Ramalho, Luciano Alflen, Amarildo Reginatto, Sérgio Santos e Manoel Olavo que nos ajudam nessa incrível busca pelas edições, valeu mesmo.
Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista?
Lorenzo Sacchis: Citar uma história apenas é difícil, mas poderia ser ‘O Signo da Serpente’, que foi a primeira que li e determinante para seguir lendo Tex, mas desculpe, tenho que citar outras como ‘O bando dos irlandeses’, ‘A noite dos assassinos’, ‘A flor da morte’, ‘Caçada humana’, ‘Juramento de vingança’, as aventuras com o Tigre Negro, o clássico ‘El Muerto’, ‘O passado de Kit Carson’, ‘Selva cruel’, Mefisto, Yama, puxa vida, são muitas e incríveis aventuras que se torna uma missão impossível citar apenas uma e um pecado não citar outras, mas pela importância deixo ‘O Signo da Serpente’, ufa!!!!
O desenhista que mais gosto é o Fusco, mas claro que aprecio outros como o lendário Galep, suas capas são clássicas, o Villa, Civitelli, Venturi, Letteri, Ticci e o Ortiz. O roteirista sem dúvida, Gianluigi Bonelli, com uma imaginação incrível, histórias envolventes, lendárias, e outros que gosto muito também são Boselli e Nizzi, grandes mestres.
O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos?
Lorenzo Sacchis: O que mais me agrada sáo os roteiros ligados ás ilustrações magníficas. As capas de Galep também são um show à parte. O que não gosto são os preços altos e as muitas coleções lançadas ao mesmo tempo, o que dificulta a aquisição dos exemplares. Tenho uma lembrança forte também, que me entristece mas também me motiva, em um momento financeiro ruim da nossa família, meu pai teve que vender a coleção, juntamente com o álbum de figurinhas. Creio que tenha sido uma decisão muito difícil para ele, mas necessária no momento. O dinheiro da venda, nos proporcionou, ajudou-nos a abrir um negócio que até hoje sustenta nossa família, uma imobiliária, a Rio Branco Imóveis. Então, de uma decisão um pouco triste, mas corajosa de meu pai superamos as dificuldades e pudemos depois de algum tempo, colecionar novamente, graças a meu pai e Tex.
Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é?
Lorenzo Sacchis: Acho que é por ser um personagem de personalidade forte, incorruptível, justo e altruísta que vem de uma época saudosa cheia de romantismos e sonhos. Não que isso não exista nos dias de hoje, mas era diferente, talvez algo mais inocente, difícil explicar. Além de Tex, ainda tem todo seu círculo de amigos e vilões que completa esse fantástico mundo.
Costuma encontrar-se com outros colecionadores?
Lorenzo Sacchis: Não. Devido a vida atribulada, não consigo participar de encontros, talvez por não me organizar direito, mas, também desejo vivenciar esses momentos, conhecer pessoalmente outros fãs e ter acesso aos grandes conhecedores, ver as revistas, materiais e objetos ligados a Tex Willer e seus pards. Nos grupos de Internet é que tenho conhecido outros colecionadores e aprendido mais sobre a história de Tex, as curiosidades e coleções, raridades, roteiristas, desenhistas, novidades. Este contato, está sendo muito bom para mim. Costumo postar quase que diariamente algo para as pessoas expressarem seus sentimentos, suas lembranças, suas ideias, suas alegrias e tristezas junto a Tex.
Outro ponto importante é conhecer vendedores que podem suprir as faltas nas coleções. Sem dúvida é muito importante essa interação com outros colecionadores, pois, surgem muitas discussões que esclarecem dúvidas, podemos dar opiniões, dividir as angústias, enfim, é algo muito bom e saudável.
Para concluir, como vê o futuro do Ranger?
Lorenzo Sacchis: Então, o futuro de nosso Ranger e seus companheiros, é algo preocupante. Cada vez mais o digital invade nossas vidas e as impressões parecem estar com os dias contados. Aqui em Florianópolis o jornal impresso só sai aos finais de semana, as bancas de revistas estão acabando assustadoramente, as bibliotecas públicas vazias. É clara essa nova forma de leitura, os PDF’s, os arquivos digitais, é o mundo em transformação e essas mudanças vieram para ficar, esses novos costumes (pelo menos por um tempo até novos chegarem…) e termos de nos adaptar a essas formas de leitura. Esse ciclo económico com fome de consumismo também é um grande atenuante para a diminuição de leitores, com muitas publicações, preço alto, diminuição das bancas de revistas, má distribuição, como havia citado anteriormente, as pessoas acabam não comprando as edições, por terem outras prioridades, necessidades para viver e lá se vai mais um leitor. Essa gratuidade de material digital, a pirataria, acaba sendo uma forma dos leitores sem condições financeiras lerem seus heróis. Eu vivo isso, a coleção está em Santa Maria com meu pai, aqui em Floripa fico com algumas revistas que vou adquirindo para nossa coleção e material em PDF, o qual acho estranho utilizar, acho pior ler no PC as histórias, mas como dizem por aqui, é o que tem hoje.
Existem também as questões ambientais, fabricação do papel, derrubada de árvores, é algo ruim para se conseguir matéria-prima das revistas, serem confeccionadas a partir da destruição das árvores.
Sem dúvida o cheirinho das revistas está ameaçado. Espero poder ter sempre as edições nas mãos, poder folhear as páginas, guardar a coleção na estante. Como disse anteriormente é algo romântico, clássico colecionar gibis, o colecionismo em geral é apaixonante. Por fim, Tex para sempre, é isso que espero, passar esse gosto pelo Ranger para meu filho seguir a saga. Abraço a todos os pards espalhados pelas pradarias mundão de Manitu, felicidades.
Prezado pard Lorenzo Sacchis, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.
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Brett #2 – Faroeste da Editora Saicã, no Catarse (contendo uma entrevista exclusiva com Carlo Ambrosini)
* Depois do estrondoso sucesso da edição de estreia, a Editora Saicã, responsável pela publicação dos personagens Adam Wild e Bella & Bronco da Bonelli no Brasil, lançou no Catarse o segundo número da HQ de faroeste Brett, totalmente produzida no Brasil.
A campanha vai até o dia 7 de Agosto de 2022.
https://www.catarse.me/brett02
Capa cartão com Soft Touch
72 páginas – Miolo papel Off Set
HQ 60 páginas de Rodinério da Rosa e Moacir Martins
HQ curta de Alisson Affonso
Entrevista exclusiva com o artista italiano Carlo Ambrosini por Lu Vieira
A jovem Simone Jules gerencia um Saloon em São Francisco onde Brett e Chako vão parar por indicação de uma amiga. Simone sofre um atentado e tem todas suas economias roubadas colocando em risco a continuidade de seu negócio. Busca auxilio de Brett e Chako que saem em socorro da jovem em perseguição ao ladrão. Tiroteios, segredos e muita aventura na segunda edição do Brett.
Rodinério da Rosa nasceu em Santa Maria/RS em 1962. Cineasta, desenhista e roteirista, produziu e desenhou junto com Law Tissot e Marco Muller, na cidade de Rio Grande o fanzine Mutação em 1984, que foi o marco das produções de HQ na cidade. No ano seguinte mudou para Porto Alegre, onde tornou-se um dos membros fundadores da GRAFAR, associação que engloba cartunistas, desenhistas de HQ, artistas gráficos do RS.
Editou 4 números da revista independente Made in Brasil Quadrinhos, junto com Drégus e Jerri Dias. Esta revista contou com nomes de peso da Nona Arte brazuca, como Shimamoto, Edgar Vasques, Santiago, Elmano, Bier, Rodrigo Rosa (hoje editor da Figura), Law Tissot, entre outros.
@Rodinério da Rosa
Moacir Martins nasceu em 1970 em Triunfo/RS. Na adolescência fez parceria com Vinícius da Silva em várias publicações independentes. Ilustrou diversas publicações da imprensa sindical gaúcha como: Versão dos jornalistas (Sindicato dos Jornalistas) Vox Médica (Simers – Sindicato médico do Rio Grande do Sul) entre outros.
Ilustrou na série televisiva O Continente de São Pedro (RBS TV/ GLOBO), na revista Super Interessante – Aventuras na História” . Roteirista e desenhista na revista Picabu. Co-criador e editor, no Projeto Esqueleto de Revistas em quadrinhos.
@moamartins70
Alisson Affonso nasceu em 1979 em Rio Grande/RS, cidade onde reside. É Bacharel em Artes Visuais pela FURG, e desenvolve pesquisas junto ao Coletivo Mancha Negra, além de Oficinas de Desenho da Figura Humana.
Foi editor do Jornal Peixe Frito, da Revista IDEIA e Revista em Quadrinhos PLATAFORMA HQ, premiada no 30º Prêmio Ângelo Agostini como melhor quadrinho independente.
Outras premiações em quadrinhos e tiras de humor.
Salão de Humor de Paraguaçu Paulista, Salão Internacional de Desenho para Imprensa, Concurso de Tiras Humorísticas GAG, Prêmio histórias de Trabalho SMC, Salão de Humor de Cerquilho, Salão de humor de Mogi Guaçu, Salão Internacional de humor de Limeira e Piauí cartoon.
@Alisson Affonso
Carlo Ambrosini é um artista e roteirista italiano de histórias em quadrinhos. Nascido em Azzano Mella, perto de Brescia, começou a desenhar quadrinhos em 1976 para a editora Dardo com algumas histórias de guerra. Posteriormente, colaborou com Editoriale Corno, Ediperiodici e Mondadori e atualmente para Bonelli Editore.
Entre seus trabalhos como ilustrador para a Bonelli consta Ken Parker, Tex e Dylan Dog entre outros. Também criou dois personagens Bonelli: Napoleone e Jan Dix ainda desconhecidos no Brasil.
@Carlo Ambrosini
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