O reencontro de Tex Willer com Zagor e agora com as presenças de Kit Carson e Chico… [Speciale Tex Willer nº 7] – Presagi di guerra

ZAGOR TINHA PREVISTO QUE ELE E TEX AINDA IRIAM CAVALGAR JUNTOS…

Speciale Tex Willer nº 7 – Presagi di guerra; 5 de Dezembro de 2023
Argumento: Mauro Boselli; Roteiro: Mauro Boselli; Desenhos: Alessandro Piccinelli; Capa: Maurizio Dotti

Às vésperas do grande ataque Comanche que ameaça o Texas, Tex e Zagor voltam a agir em uníssono para tentar frustrar a ameaça iminente e salvar a mãe de Quanah Parker dos assassinos do pérfido Coronel Baylor…
Desta vez ao lado de ambos estarão os pards de mil aventuras: Kit Carson e Chico…

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As Leituras do Pedro: Tex #638-#644 + Júlia #9 (Sem) regras (n)e(m) princípios

As Leituras do Pedro*

Júlia #9 (nova série)
Histórias originalmente publicada em Julia #208 (SBE, Itália, 2016)
Giancarlo Berardi e Maurizio Mantero (argumento)
Antonio Marinetti (desenho)
Mythos Editora
Brasil, Julho de 2022
160 x 210 mm, 128 p., pb, capa cartão
R$ 37,90

Tex #638/#3 O Manicómio
Tex #639/#4 Os Mistérios de São Francisco
Tex #640/#5 O Hospício dos Horrores
Histórias originalmente publicadas em Tex #738 a #740 (SBE, Itália, 2022)
Mauro Boselli (argumento)
Raul Cestaro e Gianluca Cestaro (desenho)

Tex #641/#6 Sierra Nevada
Tex #642/#7 O Retorno de Padma
Tex #643/#8 No Calor do Deserto
Tex #644/#9 O Triunfo de Mefisto
Histórias originalmente publicadas em Tex #741 a #744 (SBE, Itália, 2022)
Mauro Boselli (argumento)
Fabio Civitelli (desenho)

Mythos Editora
Brasil, Dezembro de 2022 a Junho de 2023
160 x 210 mm, 112 p. (cada) 128 p. (Tex #644), pb, capa cartão
R$ 29,90 (cada); R$ 31,90 (Tex #644)

Qualquer série de banda desenhada (o que me interessa no presente caso) obedece a um determinado número de regras e princípios. São eles definem o que a série é, que lhe dão consistência e continuidade e que permitem ao leitor saber o que deve esperar quando se abeira dela – é isso que faz dele leitor fiel (ou não).

Paradoxalmente, a quebra dessas regras ou os desvios a esses princípios não são necessariamente negativos e, nalguns casos, até podem (e)levar a sua leitura a um outro nível.

Esse tipo de regras e de princípios estão presentes – de forma muito vincada – na Disney, na Marvel, na DC Comics ou na Bonelli – empresas detentoras das personagens – ou, mesmo que de modo mais diáfano, em qualquer outra série que vos possa ocorrer.

Pego num primeiro exemplo: Júlia, a criminóloga de Garden City, belíssima criação de Giancarlo Berardi e presença regular nas minhas leituras e neste blog, é um exemplo. Sabemos que se move num mundo realista e que a sua acção surge fundamentalmente no estudo psicológico das motivações pessoais como base para encontrar as razões para o crime, mais do que na simples busca de culpados. Há uma galeria de personagens fixos, com características e comportamentos próprios e determinadas situações que balizam os relatos.

Por isso, quando a protagonista se transforma demasiadamente numa heroína de acção, perdendo o seu lado humano, a leitura torna-se algo incómoda e menos credível. E quando, como no caso desta edição, regressa “o carrinho esperto”, com vontade própria e capacidade de decisão para lá da sua condição de máquina, ela fica completamente destruída e leva o leitor a pensar se não se enganou na série…

[Curiosamente, a um outro nível, a presença recorrente de Myrna – arqui-inimiga jurada, para apropriar um conceito que não tem (grande) lugar num universo vincadamente de contornos realistas – consegue conferir um aliciante diferente às narrativas, pela relação de obsessão amorosa/ódio que a assassina em série expressa para com Júlia. Mas convém realçar que isto apenas funciona porque essas aparições são esparsas e contidas…]

Num mesmo paralelismo, curiosamente, as presenças de Mefisto em Tex têm o mesmo efeito, ao introduzirem uma nota de fantástico num western, também ele realista em termos narrativos, embora tradicionalista no sentido da quase “omnipotência” do ranger que o protagoniza.

No entanto, se tenho um carinho especial pelas histórias que efectivam os confrontos improváveis entre um representante da lei no Velho Oeste e um mago com (reais) poderes mágicos – até porque é de um desses embates que são feitas as memórias mais antigas que tenho de Tex – confesso que o seu mais recente regresso – ao longo de sete longas edições(!), artisticamente entregues aos irmãos Cestaro e a Fabio Civitelli – me deixou dividido.

Se por um lado o confronto com alguém com capacidades que ultrapassam a compreensão humana torna o protagonista menos invencível e, logo, mais humano, sabia de confrontos anteriores que, no final, ultrapassadas as situações limite em que tudo parecia perdido – e em que Mefisto literalmente não quis dar o golpe final – Tex, Carson, Kit e Tigre acabarão por vencer, mesmo que apenas temporariamente, esse inimigo e os seus aliados ocasionais.

Só que, desta vez – sinal dos tempos e de leitores mais exigentes? – Mauro Boselli optou por proporcionar amplas explicações para os poderes sobrenaturais de Mefisto e Yama – e também de Padma e Narbas. Se em termos narrativos isto até torna a história mais forte e consistente, reconheço, a verdade é que exponencia o desvio da mesma em relação às ‘regras e princípios’ que geralmente norteiam Tex.

O diabo em pessoa, ressurreição e apropriação de corpos, projecções mentais e outras situações semelhantes, lógicas no contexto específico desta narrativa, no entanto fazem dela um ‘não-Tex’ e afastam-no do western tradicional que os leitores esperam.

Suponho que, estarei quase sozinho nesta apreciação de uma história – que também por isso se estende mais do que o habitual e até do que o desejável – mas a minha impressão de leitura foi esta. Arriscando que alguns leiam nestas palavras uma contradição, senti que a não explicação – ou o deixar desta em zonas sombrias a que o leitor só se acerca se quiser – patente em anteriores confrontos de Tex e dos seus pards com Mefisto as tornavam mais passíveis de aceitação no âmbito de um universo forte e solidamente construído, baseado em regras e princípios que todos entendem.

* Pedro Cleto, Porto, Portugal, 1964; engenheiro químico de formação, leitor, crítico, divulgador (também no Jornal de Notícias), coleccionador (de figuras) de BD por vocação e também autor do blogue As Leituras do Pedro

(Imagens disponibilizadas pela Mythos Editora; clicar nelas para as apreciar em toda a sua extensão)

A revista nº 18 do Clube Tex Portugal nas mãos dos sócios brasileiros

A revista nº 18 do Clube Tex Portugal, publicação semestral dirigida por Mário João Marques, coordenada por José Carlos Francisco e diagramada por João Marin, realizada para sócios do Clube Português continuou chegar aos quatro cantos do mundo e a alegrar a vida de autores, fãs e coleccionadores do Ranger espalhados por quatro continentes (o clube tem sócios na Europa, América, África e Ásia) como podemos constatar pelas fotografias enviadas pelos fãs e coleccionadores brasileiros João Marin, Paulo Guanaes, Ricardo Elesbão, Jesus Nabor Ferreira, Antonio Carlos da Silva (Rouxinol do Rinaré), Fabio Galuppo, Antonio Moreira, Renato Alves da Silva e Marcílio Ferreira:

João Marin e as suas duas versões da revista nº 18 do Clube Português

Paulo Guanaes e a felicidade por possuir as revistas do Clube Tex Portugal

Ricardo Elesbão e Pedro Mauro, respectivamente, com a mais recente revista (Ricardo Elesbão) e exibindo o póster desenhado por si próprio (Pedro Mauro) para uma edição anterior

Jesus Nabor e o orgulho visível por já estar na posse da mais recente revista do Clube Tex Portugal

Antonio Carlos da Silva (Rouxinol do Rinaré) e a alegria visível pelo recebimento da revista número 18 do Clube Português dedicado a Tex Willer

Fabio Galuppo com as duas versões da revista nº 18 do Clube Tex Portugal

A revista portuguesa na posse do sócio Antonio Moreira

Renato Alves da Silva e a felicidade visível por já estar na posse da Revista nº 18 do Clube Tex Portugal

A revista portuguesa na posse do sócio Antonio Moreira

Quem ainda não é sócio e queira fazer parte do Clube Tex Portugal – cujos estatutos podem ser vistos aqui pode inscrever-se escrevendo via e-mail para José Carlos Francisco sendo necessário pagar uma jóia de inscrição de 5,00 € e uma quota mensal de 2,50 € (3,00 € se não for residente em Portugal).

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O Editorial (e o Sumário) da Revista nº 19 do Clube Tex Portugal

EDITORIAL

30 de setembro de 1948, talvez tenha sido a data mais escrita e falada este ano em Itália, devido aos 75 anos do nascimento do maior ícone dos fumetti e de uma das mais prestigiadas personagens da banda desenhada mundial. A revista do Clube Tex Portugal, de modo algum, poderia ignorar o acontecimento, dedicando as suas duas capas ao primeiro e icónico desenho de Tex, o mítico e original da autoria de Galep, mas também a homenagem feita por Villa, fazendo com que, pela primeira vez, a revista tenha capas desenhadas pelos dois capistas da personagem ao longo destes 75 anos. No fundo, a nossa humilde homenagem a dois mestres!

A abrir, este número apresenta um artigo de Mário João Marques que pretende ser (também) uma homenagem ao herói, à editora e a todos aqueles que deram início a tudo, sublinhando o quanto a espessura psicológica de Tex, o seu carisma e os seus valores, desde sempre se identificaram com os anseios de um país e da sua sociedade. Mas não faltam outros artigos de interesse, como o de Jesus Nabor Ferreira, que escreve sobre a aventura “Missão em Boston”; do Sandro Palmas, com um amplo texto sobre a história editorial dos álbuns de Tex; do Pedro Pereira, que aborda a paixão dos texianos pelo colecionismo; do João Marin, com uma interessante reportagem sobre um encontro texiano na Vila Texas; do Ricardo Leite, que nos apresenta no “Cantinho do Sócio” o sócio Zé Maria; assim como uma reportagem sobre a exposição de Tex, organizada pelo Clube Tex Portugal, que esteve presente no recente Festival Internacional de BD da Amadora (entretanto prolongada até 14 janeiro 2024), a cuja organização agradecemos o convite, a atenção e o carinho

Como sempre, os nossos agradecimentos a toda a Sergio Bonelli Editore, assim como a Alessandro Piccinelli e Andrea Venturi que nos enviaram pranchas dos seus recentes trabalhos, sem esquecer o nosso querido Dorival Vitor Lopes que, amavelmente, nos enviou a imagem de Claudio Villa que serviu de base à capa variante deste número da revista.

Longa vida ao Ranger!

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