A mesma cena de Tex Willer, com 76 anos de intervalo, nos pincéis de Aurelio Galleppini e de Marco Ghion

Para a realização da história “Le cinque dita della Mano Rossa” (Tex Willer nº 64, de Fevereiro de 2024), Marco Ghion, o desenhador da aventura, decidiu não se deixar influenciar pelas vinhetas de Aurelio Galleppini (desenhadas em 1948), seguindo apenas as indicações do editor Mauro Boselli, o escritor da trama, que acabou de ser publicada em Itália.

Compare-se então as duas vinhetas distanciadas entre elas por 76 anos, onde Tex Willer ouve as últimas palavras do seu amigo Joe Scott, scout do exército prestes a falecer!

Tex Willer ouve as últimas palavras do seu amigo Joe Scott, scout do exército prestes a falecer! – Aurelio Galleppini; Outubro de 1948

Tex Willer ouve as últimas palavras do seu amigo Joe Scott, scout do exército prestes a falecer! – Marco Ghion; Fevereiro de 2024

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Vídeo Tex: Boselli apresenta ‘Le cinque dita della Mano Rossa’ (Os cinco dedos da Mão Vermelha)

Editor e argumentista de Tex, Mauro Boselli apresenta com este vídeo o número 64 de Tex Willer, o primeiro de uma trilogia de edições em que as aventuras do jovem fora-da-lei se reconectam às da série histórica escrita por Gianluigi Bonelli.

A carreira do jovem fora-da-lei Tex Willer está a chegar a um ponto de viragem decisivo… Recolhendo as últimas palavras de seu amigo Joe Scott, um batedor do exército às portas da morte, Tex decide vingá-lo e pôr fim às actividades criminosas da Mão Vermelha, um grupo de cinco implacáveis bandidos que aterrorizam o Sudoeste, fazendo-o com o beneplácito de soldados e xerifes. Mas primeiro ele deve encontrar os assassinos, um por um e descobrir seus nomes…

Nas bancas italianas desde este último sábado, 17 de Fevereiro, “Le cinque dita della Mano Rossa” abre um novo ciclo de histórias com as quais Mauro Boselli reconecta as aventuras modernas do jovem Tex com as históricas contadas há 75 anos por Gianluigi Bonelli e Aurelio Galleppini.

Desenhada por Marco Ghion, a primeira aventura divide-se em três edições e é baseada na história original de Gianluigi Bonelli. No vídeo que publicamos abaixo e no canale YouTube da Sergio Bonelli Editore, Mauro Boselli explica a operação e desvenda o conteúdo desta edição e das próximas duas.

E agora, boa visualização!

Foto/vídeo-reportagem da Inauguração da Exposição “TEX – Mais que um Herói”, inaugurada hoje nos Serviços Sociais do Banco Montepio

Por Orlando Santos Silva e Lurdes Aragão (fotografias e vídeos)

Os Serviços Sociais do Montepio inauguraram este sábado, 17 de Fevereiro, pelas 15h00, na Sala Convívio da Sede dos Serviços Sociais, na Rua Garrett, 47 – 2 º, em Lisboa, a exposição “TEX – Mais que um Herói”, de Mário Marques.

O Mário Marques é um dos maiores conhecedores do “Tex Willer” a nível mundial. É também o co-fundador do Clube Tex de Portugal e diretor da revista do Clube (a única revista que atualmente se edita no nosso país sobre um herói de Banda Desenhada).

Trata-se de uma exposição, onde através de um conjunto de textos e pranchas, para além de vários objectos da colecção pessoal do Mário Marques, se conta a história e a evolução do Tex desde 1948 até aos nossos dias. Dividida por décadas, a exposição pretende assim realçar o caráter humanista e justiceiro de uma personagem que desde 1948 vem acompanhando gerações em todo o mundo.

Esta exposição surge, assim, como mais um marco de Tex em Portugal e estará patente até ao próximo Verão. Se não teve oportunidade de estar presente hoje na inauguração, não deixe de dar um saltinho até à Baixa Lisboeta nas próximas semanas.

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Entrevista com o fã e colecionador: Mário Moraes

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco.

Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente?
Mário Moraes: Me chamo Mário Moraes e nasci no ano de 1980. No momento estou desempregado mas trabalhei durante 14 anos numa madeireira. Atualmente cuido de um sítio com minha esposa.

Quando nasceu o seu interesse pela banda desenhada?
Mário Moraes: Faz um tempo já que gosto de desenhos ou gibis com desenhos. No meu caso surgiu na década de oitenta com meu irmão mais velho ao trazer em casa um gibi do Tex.

Quando descobriu Tex?
Mário Moraes: Foi com meu irmão e meu primo. Ambos começaram suas coleções e eu ainda criança já passei a me interessar pelos desenhos, pois ler ainda não me dava vontade.

Porquê esta paixão por Tex?
Mário Moraes: Minha paixão por Tex sem dúvida se dá pelo fato do mesmo ter ideias que batem em cheio com as minhas. Senso de justiça e amor pelas pessoas me atraíram também a esse universo.

O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos?
Mário Moraes: Tex se diferencia dos demais por ser humano e não dispor de super poderes para combater seus asseclas. Tex como pessoa normal e com sentimentos.

Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção? E qual a mais importante para si?
Mário Moraes: Minha coleção parou em número 350 pois parei de comprar. E uma das minhas preferidas com certeza é El Muerto. Me limitei a ler scans, não que isso ajude as editoras.

Colecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem italiana?
Mário Moraes: Coleciono muitos livros mas dou destaque a Tex. Já tive Zagor também, mas hoje não tenho mais.

Qual o objecto Tex que mais gostaria de possuir?
Mário Moraes: O objeto de desejo acho que de todos os fãs de Tex seria com certeza o Colt 45, original da época.

Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista?
Mário Moraes: Minha estória favorita é El Muerto, mas posso citar também “Caçadores de escalpos”, “Caçada humana” e “Caçador de homens”. Essa última se não me engano desenhada por Jesus Blasco. Meu desenhista favorito sempre foi Galep (Aurelio Galleppini) mas posso destacar os trabalhos magníficos de Ticci e Jesus Blasco. Meu argumentista preferido sempre foi o Gianluigi Bonelli mas na atualidade sem dúvida é o Nizzi.

O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos?
Mário Moraes: O que mais me agrada em Tex é sem dúvida seu senso de justiça e o que me desagrada é saber que Tex é apenas um personagem fictício.

Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é?
Mário Moraes: Tex se torna ícone pelo fato de ser um ser humano comum, mas com senso de justiça enorme. Tex é capaz de socar um oficial do exército pra defender um índio ou um negro, e isso é fantástico.

Costuma encontrar-se com outros coleccionadores?
Mário Moraes: Seria uma honra poder me encontrar com outros colegas colecionadores, mas infelizmente não aconteceu ainda.

Para concluir, como vê o futuro do Ranger?
Mário Moraes: O futuro do nosso querido herói é incerto. Mas continuamos firmes na esperança de que por muitos anos ainda sejam publicados suas belas estórias. Desejo que nossos filhos e netos possam também conhecer tão grande herói, mas não como uma lembrança que passou.

Prezado pard Mário Moraes, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.

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As Resenhas de Rafael: Tex nº 641/6 (BIS) – A Herança do Bandido

As Resenhas de Rafael*

Tex nº 641/6 (BIS) – A Herança do Bandido
Roteiro: Pasquale Ruju
Arte: Giovanni Freghieri
116 páginas
Editora: Mythos
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Vincent Lamar é mais um canalha que o ranger Tex Willer despacha para o inferno. Após árdua caçada pelo Arizona, nosso herói mete um balaço no facínora e encerra sua passagem por esse vale de lágrimas.
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Mas o rastro de maldades e violência não se encerra com sua morte. Um caçador de recompensas e os antigos membros de sua quadrilha decidem se apossar do dinheiro escondido por Lamar, fruto de seus crimes, e sobre o qual muito se fala. Uma fortuna em moedas de ouro, dizem os boatos, e que, com sua morte, estaria na posse da viúva, Gillian. Cabe a Tex protegê-la, ao mesmo tempo em que deve liquidar essa fatura de uma vez por todas.
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“A Herança do Bandido“, escrita por Pasquale Ruju e com arte de Giovanni Freghieri saiu em 2022 na Itália como uma espécie de edição extra do título mensal do ranger. Enredo enxuto e dinâmico, tem na figura de Gillian a verdadeira protagonista da história. Mulher marcada pelos desmandos de Lamar, ela encerra no silêncio de um semblante opaco e triste, toda uma trajetória de violência doméstica que pretende deixar para trás, mas que teima em continuar com a procura pela herança do morto.

Ainda que conte com a ajuda de Tex, Gillian se mostra uma mulher forte e decidida, que busca acima de tudo proteger sua filha Wendy dos bandidos que as cercam nessa “caça ao tesouro”. Uma figura que contempla as marcas de traumas passados e as preocupações de um presente incerto, ainda sob o julgo de memórias infelizes.
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É justamente pela leitura de seu olhar marcante que Tex se põe decidido a encerrar o caso o quanto antes, para que essas mulheres possam viver em paz. Uma abordagem diferenciada nos enredos da longa saga texiana, e por isso mesmo uma aventura que merece atenção.

* Rafael Machado é professor, escritor e jornalista. Publica suas resenhas no perfil do instagram “Leituras do Exílio“, além de colaborar com o sítio “Quinta Capa”.

(Imagens disponibilizadas pela Mythos Editora; clicar nelas para as apreciar em toda a sua extensão)