Giuliano Gemma para além de Tex Willer também interpretou… Ben Willer

Anos antes de personificar Tex Willer no filme Tex e o Senhor dos Abismos, Giuliano Gemma fez o papel de outro Willer. Ele foi Bill Willer no filme O Preço do Poder, de 1969, dirigido por Tonino Valerii.

O Presidente James Garfield chega em seu trem ao estado do Texas onde irá debater suas reformas políticas. Sua posição anti-escravatura é extremamente impopular com os locais, particularmente a Jefferson, o xerife corrupto e Pinkerton o banqueiro. Secretamente eles planeiam matar o presidente, pois sabem que o seu sucessor poderá ser comprado. Ben Willer descobre que o seu pai foi assassinado pelo xerife, pois sabia dos planos contra o presidente. Mas, apesar de seus esforços o assassinato tem sucesso, e um negro leal à causa do presidente é acusado e aprisionado. Agora, ajudado por Arthur McDonald o assistente do presidente, cabe a Willer fazer justiça, custe o que custar.

Há quem diz que é a trama do assassinato do presidente Kennedy numa versão western. Mas para poder assistir ao filme na íntegra e descobrir por si mesmo, deixamos de seguida o próprio filme, legendado em português:

THIAGO GARDINALI – Consagrado jornalista, repórter, apresentador e director de televisão no Brasil vem a Anadia (assim como os seus conterrâneos Ricardo Elesbão, Leonardo Campos, Luiz Carlos, Adão Ávila e Fernanda Martins) cobrir a 9ª Mostra do Clube Tex Portugal

Thiago Gardinali

O Clube Tex Portugal vai levar a efeito, como já foi amplamente divulgado aqui mesmo no blogue do Tex, nos dias 27 e 28 de Abril, no Museu do Vinho Bairrada, em Anadia, a sua 9ª Mostra que contará com as presenças dos consagrados desenhadores italianos Fabio Civitelli e Sandro Scascitelli.

As presenças de Fabio Civitelli e Sandro Scascitelli vêm enriquecer sobremaneira o evento bairradino, já que todos os presentes ao evento terão a fantástica oportunidade de conviver durante dois dias e conversar com dois dos mais emblemáticos autores da banda desenhada italiana, para além de poderem enriquecer a sua colecção com um desenho exclusivo feito na hora, já que teremos sessões de desenho ao vivo no programa desta Mostra.

Dante Spada e Thiago Gardinali; 8ª Mostra do Clube Tex Portugal, 2023

Rossano Rossi e Thiago Gardinali; 8ª Mostra do Clube Tex Portugal, 2023

E com este 9º evento, vai-se consolidando cada vez mais até a internacionalização das Mostras do Clube Tex Portugal, como provam os diversos visitantes oriundos do estrangeiro, desde o Brasil até Itália passando por Espanha, França, Holanda, Angola e até Moçambique nestes 8 eventos anteriores em que tivemos as presenças de Pasquale Del Vecchio, Pasquale Frisenda, Stefano Biglia, Massimo Rotundo,  Maurizio Dotti, Andrea Venturi, Leomacs, Alessandro Bocci, Alessandro Nespolino, Bruno Brindisi, Roberto De Angelis, Laura Zuccheri, Dante Spada e Rossano Rossi, inclusive com bastante divulgação na imprensa estrangeira e este ano temos novamente uma grande comitiva vinda do Brasil, comitiva essa que integra, uma vez mais, inclusive um CONCEITUADO (vejam o quanto no vídeo que se segue, onde mostra toda a sua qualidade e fibra) jornalista, repórter, apresentador e director de televisão (para além de um grande conhecedor, tradutor e crítico de banda desenhada): THIAGO GARDINALI que tem grande experiência em rádio e televisão, na frente e por trás das câmaras. Apresentação e direcção de programas, reportagens especiais e coberturas internacionais.

Thiago Gardinali apresentou programas na Rede Vida, foi repórter na RedeTV e CNT. Durante dez anos, foi âncora jornalístico na Rádio Jovem Pan, sendo premiado pela APCA por seu programa em rede nacional. Realizou diversas coberturas nacionais e internacionais, entre elas a Guerra do Iraque, os Jogos Olímpicos na China, o Campeonato do Mundo de Futebol na África do Sul, o Papa no Vaticano e uma erupção de vulcão no Chile. Nos últimos anos, apresentou o jornalístico diário Em Cima do Fato e dirigiu a programação da TV Mix. Como empresário, Gardinali comanda sua própria produtora de TV, fornecendo conteúdo para emissoras no Brasil e em outros países e actualmente podemos vê-lo diariamente em Portugal na Record TV Europa com as suas espectaculares reportagens sobretudo nocturnas na rubrica ‘Repórter da madrugada‘.

Rossano Rossi, Thiago Gardinali, Dante Spada, Júlio Schneider e José Carlos Francisco, 8ª Mostra do Clube Tex Portugal; Anadia 2023

Paulo Guanaes, Thiago Gardinali e Júlio Schneider o trio de tradutores da Mythos Editora presente na 8ª Mostra do Clube Tex Portugal; Anadia 2023

Thiago Gardinali em Anadia com a brilhante desenhadora italiana Laura Zuccheri

Thiago Gardinali (que também é fã de Tex) vem novamente a Anadia, cobrir a 9ª Mostra do Clube Tex Portugal para divulgar o evento português nas televisões do Brasil, mostrando assim a cada vez maior internacionalização dos eventos Texianos portugueses. Um ilustre visitante que muito nos prestigia e honra e que esperemos leve uma vez mais do nosso país e do nosso evento as melhores impressões possíveis até para o podermos ter por cá novamente no futuro. Obrigado Thiago Gardinali por prestigiar, mais uma vez, o Clube Tex Portugal e os fãs e coleccionadores portugueses de Tex!

José Carlos e Thiago Gardinali; 8ª Mostra do Clube Tex Portugal, 2023

Um brinde especial de Thiago Gardinali com vinho do Porto, na cidade do Porto, com a bela Bruna Ribeiro

Thiago Gardinali e Davide Bonelli

A aumentar a delegação brasileira (já tínhamos dado a conhecer as vindas de Dorival Vitor Lopes, de Paulo Guanaes, de Marcos Maldonado e de Dolores Maldonado) teremos uma vez mais a ilustre presença da tradutora de Tex na Holanda, Fernanda Martins, assim como de Ricardo Elesbão (e da sua simpática esposa Semíramis), ilustre sócio do Clube Tex Portugal e um dos gestores da Confraria Bonelli e recente editor da brasileira Lorobuono. Outro editor Bonelli no Brasil, que visitará pela primeira vez uma Mostra do Clube Tex Portugal será o Leonardo Campos, responsável pela Editora 85). Quem também estará presente pela primeira vez num evento do Clube Tex Portugal será um dos maiores fãs de Tex no Brasil, Adão Ávila, fundador do prestigiado Tex Moto Grupo. Pelo contrário, Luiz Carlos Dias Machado, sócio (nº 81) do Clube Tex Portugal voltará uma vez mais a Anadia, na companhia da sua linda família, para participar em mais uma Mostra portuguesa dedicada a Tex!

Fernanda Martins vem expressamente da Holanda para participar na 9ª Mostra do Clube Tex Portugal onde reverá Fabio Civitelli

Ricardo Elesbão e sua esposa Semíramis regressam a Anadia este ano para mais uma Mostra do Clube Tex Portugal

A alegria de Luiz Carlos pela companhia de Tex e Carson, voltará a ocorrer este ano em Anadia

Leonardo Campos, nesta foto (à esquerda) na companhia de Ricardo Elesbão, visitará pela primeira vez a Mostra do Clube Tex Portugal

Adão Ávila que no ano passado realizou o sonho de visitar a Sergio Bonelli Editore, onde foi recebido por Davide Bonelli, este ano virá a Anadia prestigiar o evento do Clube Português

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Estatísticas Bonellianas – Tex, entre aniversários e recordes, é cada vez mais… ‘VILLANO’

Por Saverio Ceri

TEX, ENTRE ANIVERSÁRIOS E RECORDES, É CADA VEZ MAIS… ‘VILLANO’

Caro leitor, não entenda mal o título: Tex não está a tornar-se cada vez mais rude e indelicado; na realidade, com este texto gostaríamos de sublinhar como a imagem institucional do mítico personagem criado em 1948 por G. L. Bonelli é cada vez mais aquela delineada por Claudio Villa, em detrimento da clássica Galleppiniana.
Em primeiro lugar, gostaríamos de salientar que com a edição 761 de Tex, que chegará às bancas italianas dentro de alguns dias, Villa celebrará seu trigésimo aniversário como capista do Ranger; a sua primeira contribuição como ilustrador de capas de Tex remonta a Março de 1994.

As cores originais de Claudio Villa para a capa de Tex #761

A mudança histórica entre o criador gráfico do personagem e o seu herdeiro designado pela editora como capista, como os leitores de Tex um pouco mais velhos se lembrarão, ocorreu no final da edição 400. Uma decisão já tomada há meses, de modo a fazer coincidir a despedida de Galep com Tex com a edição colorida, contendo a última história, e com a sua última capa. E assim aconteceu. Quis o destino que no mês seguinte a primeira capa de Villa fosse lançada nas bancas poucos dias antes da morte de Galep, ocorrida em 10 de Março de 1994; O trigésimo aniversário de Villa como autor das capas do Tex coincide inevitavelmente com o trigésimo aniversário da morte de Galleppini.

Tex 401 e 761 – exactamente trinta anos após a estreia da Villa Tex continua a cavalo na neve

Refira-se que por acaso, acreditamos, a capa actual, a do “villano” de trinta anos de capas, tem em comum com a capa de L’Oro di Klaatu, a da estreia de Março de 1994, a ambientação invernal, com Tex, vestido com a casaca sobre a clássica camisa amarela, a cavalo, nas montanhas cobertas de neve do grande norte americano.
A capa de Tex 761, que sai dentro de poucos dias, também reserva um segundo motivo de interesse, neste caso histórico-estatístico: com esta capa Claudio Villa supera Aurelio Galleppini em número de capas inéditas criadas para a série principal de Tex. Esta é de facto a 361ª capa do desenhador de Lomazzo para a histórica revista mensal dedicada às aventuras do Ranger. Galep parou na 360ª porque pelo menos quarenta das ilustrações, das que apareceram nas 400 capas que assinou, não são capas que possam ser consideradas verdadeiramente inéditas, uma vez que foram criadas editorialmente através do recorte de capas de edições anteriores.

A famosa capa de ‘La mano rossa’ nasceu do recorte da ilustração da capa do quarto Albo d’Oro de Tex

Os fãs do ilustrador nascido em Casale di Pari não devem temer: Galleppini, com as suas 1565 capas oficiais do Tex, graças às quase mil strisce (álbuns de tiras), continua sendo de longe o artista de capas mais prolífico do Ranger. Por sua vez, Claudio Villa, se considerarmos também as 256 capas da Collezione Storica a Colori di Repubblica e os 428 mini-pósters que saíram inseridos em Tex Nuova Ristampa, na verdade ilustrações para capas, já utilizadas para esse fim em meio mundo, e recentemente também na Itália, chega a 1133 capas com esta ilustração. Nada mal em trinta anos como capista texiano.

Na editora Bonelli, entre os dois capistas do Tex, agora ambos “históricos”, ultimamente parecem preferir este último, a ponto de implementar uma verdadeira “substituição gráfica”. Um exemplo desta prática são certamente os volumes de livraria no clássico formato “oscar”. Desde a estreia da divisão de livros da editora, treze foram publicados entre Outubro de 2015 e Janeiro de 2022, praticamente dois por ano, todos com capas de Galleppini. Bem, nos últimos dois anos foram lançados tantos, não novos, mas reedições de volumes anteriores e todos com capas de Claudio Villa; além dos cinco volumes dedicados aos confrontos com Mefisto, já lançados sob a marca Mondadori, antes da Bonelli começar a imprimir material para livrarias por conta própria, que de qualquer forma já contava com capa do desenhador de Como, foram repropostos em livrarias, ao ritmo acelerado de um volume aproximadamente a cada dois meses e meio, oito dos treze volumes já publicados entre 2015 e 2022.

De seguida mostramos o paralelo entre as duas versões dos oito volumes que viram a mudança Galep-Villa na capa.

‘Vendetta Indiana’ na primeira edição (Outubro de 2015) com capa de Galep e na segunda edição (Julho de 2023) com capa de Villa

‘L’idolo di smeraldo’ com capa de Galep (Maio de 2016) retornou às livrarias com capa de Villa (Outubro de 2023)

‘Trapper! ‘ nas duas versões com capa de Galep (Novembro de 2016) e Villa (Julho de 2022), a presenta o protagonista na mesma posição

‘Montales’ publicado com capa de Galep em Abril de 2017, retornou com capa de Claudio Villa em Novembro de 2022

‘Quartiere Cinese’ na arte de Aurelio Galleppini (Novembro de 2017) e na arte de Claudio Villa (Novembro de 2023)

‘El Carnicero’ passa da capa de Galep (Maio de 2018) para a de Villa (Fevereiro de 2023)

‘La cella della morte’ na versão Galep (Maio de 2019) e na de Villa (Fevereiro de 2024)

‘Proteus’ com capa de Galep (Dezembro de 2019) e de Villa (Abril de 2023)

Ainda restam cinco volumes publicados pela Bonelli com capas de Galep, que acreditamos serão substituídos por volumes com capas de Villa nos próximos doze meses, e supomos que só então a editora de Tex provavelmente começará a produzir “novos” volumes directamente com capas de Claudio Vila.

Outro exemplo de “substituição gráfica” vem da série Tex Classic, uma publicação que nós acompanhamos de perto por meio da rubrica Secret Origins. A revista quinzenal a cores era a única colecção de republicações de Tex que usava capas de Galleppini até muito recentemente. A meio de 2023 também nesta colecção foi decidido utilizar capas de Claudio Villa retiradas dos mini-pósters. Ilustrações já utilizadas no exterior como capas, mas não em Itália. Isso apesar de dentro das revistas ainda serem publicados episódios que datam do período das strisce, portanto em pleno período Galleppiniano.

Entre os números 167 e 168 houve troca entre Galep e Villa também no Tex Classic

Não sabemos exactamente o motivo desta escolha da redacção. Acreditamos que as capas de Claudio Villa são provavelmente preferidas porque estão mais próximas do gosto dos leitores de hoje, mas sobretudo porque em comparação com as de Galep são menos vistas, tendo em conta que, como dizíamos, mais de 400 apareceram em Itália apenas como mini-pósters anexados em Tex Nova Ristampa. Ao usar essas ilustrações como capa, certamente se confere aos livros e às revistas aquela aura de novidade que nunca é demais.

Em suma, em trinta anos desde que entrou ao serviço como desenhador de capas do Ranger, o criador gráfico de Dylan Dog percorreu um longo caminho, tanto que Tex hoje, para a redacção, e talvez também no imaginário dos leitores, é mais… villano, que galeppiniano.

Saverio Ceri

Material apresentado no blogue Dime Web em 03/03/2024; Tradução e adaptação (com a devida autorização): José Carlos Francisco.
Copyright: © 2024, Saverio Ceri

A prova gráfica, a capa e três páginas de Tex #761 “Il gelo e la furia” (a segunda e última parte da história desenhada por Alfonso Font)

Tex nº 761 – Il gelo e la furia; 7 de Março de 2024
Argumento: Pasquale Ruju; Roteiro: Pasquale Ruju; Desenhos: Alfonso Font; Capa: Claudio Villa

À frente de uma patrulha exploratória, o coronel dos casacas-vermelhas Jim Brandon aventura-se no gelo das Montanhas Rochosas canadianas para procurar os homens desaparecidos do tenente Lagarde e ajudar Tex e Carson na caça aos sanguinários contrabandistas liderados pelo implacável Pierre Boucher… Mas a tribo de Alce Amarelo foi massacrada e os filhos do sábio líder, juntamente com todos os guerreiros sobreviventes, embarcaram  na furiosa trilha da vingança!

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As Resenhas de Rafael: Tex Edição Histórica nº 120 – A marca de Satã

As Resenhas de Rafael*

Tex Edição Histórica nº 120: A marca de Satã
Roteiro: Guianluigi Bonelli
Arte: Fernando Fusco
268 páginas
Editora: Mythos

Índias da tribo zuni vêm desaparecendo de forma misteriosa, e o chefe Lança Pequena recorre a Tex e seu pard Kit Carson para ajudar na resolução do caso. As investigações da dupla acaba os levando ao povoado de Quemado, ao sul do Novo México, onde se deparam com uma seita satânica que pode estar por trás de tudo. Mas conseguirão o ranger e Carson comprovar suas terríveis suspeitas, que envolvem sacrifício humano, e enfrentar uma comunidade inteira?

“A marca de Satã” é uma aventura escrita por G.L. Bonelli e brilhantemente desenhada por Fernando Fusco, com o auxílio de Vincenzo Monti. Bonelli pai se mostra muito à vontade na ambientação do enredo, construído de forma lenta mas exemplar. Os habitantes de Quemado, odiosos e virulentos, são introduzidos aos poucos, e não escondem a antipatia que sentem pela presença da dupla de rangers.

A sombra da morte paira no ar de forma quase palpável, e as tempestades torrenciais que varrem a região parecem trazer o mau agouro para os visitantes. Nesse sentido, nada mais emblemático que a figura do padre Candrall: o sacerdote da seita Os Filhos do Apocalipse é a síntese tenebrosa do espírito maligno que emana das casas e vielas de Quemado, um lugar predestinado às chamas do Inferno.

Fusco é vigoroso e preciso em seu traço. Tex ganha um porte hercúleo em seus quadros, com um rosto quadrado e vincado pela aspereza inabalável de alguém testado inúmeras vezes pela aridez da vida no Oeste. Chama atenção a riqueza de ornamentos e entalhos nos templos da seita diabólica, numa construção visual que complementa os diálogos.

Este volume, de número 120, do título “Tex Edição Histórica” chama atenção por alguns motivos. Além da excelente trama que traz da saga texiana, é também o último, encerrando uma publicação iniciada em 1993. Ademais, integra a última leva dos famigerados formatinhos publicados pela editora Mythos – agora todos os títulos do personagem são editados no formato original italiano.

* Rafael Machado é professor, escritor e jornalista. Publica suas resenhas no perfil do instagram “Leituras do Exílio“, além de colaborar com o sítio “Quinta Capa”.

(Imagens disponibilizadas pela Mythos Editora; clicar nelas para as apreciar em toda a sua extensão)