Tex nº 762 – Il mistero del Monte Rainier; 6 de Abril de 2024 Argumento: Mauro Boselli; Roteiro: Mauro Boselli; Desenhos: Alessandro Bocci; Capa: Claudio Villa
Mortes violentas, pedras desconhecidas, gigantescos lobos negros… As florestas nas encostas da montanha sagrada escondem segredos misteriosos. Apesar disso, uma febre frenética do ouro eclodiu em Tacoma e uma expedição está sendo preparada para escalar o Rainier. Tex e Gros-Jean têm péssimas lembranças da sua experiência anterior lá em cima e questionam-se se ainda vivem entre as geleiras e rochas abaixo do cume os ferozes e deformados Ghundar… ou alguma criatura ainda mais terrível…
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OGruppo Tex Willer 2011 @ (cujo lema é “O ponto de partida para qualquer resultado na vida é a paixão e a paixão é o combustível para transformar um sonho em realidade. É isto que este grupo quer transmitir: paixão e sonho) no Facebook, criado por Enrico Tex Valcamonica, é um grupo para fãs de Tex Willer com quase 35 mil membros oriundos sobretudo de Itália, mas também de muitos outros países do mundo, com destaque para inúmeros autores do staff oficial de Tex, esteve presente, com um stand, neste fim de semana de 23 e 24 de Março, no evento Lucca Collezionando, stand esse onde estiveram presentes muitos dos seus membros, mas também inúmeros autores de Tex como poderemos ver nas diversas fotografias que apresentamos de seguida:
Lucca Collezionando contou com a presença do Gruppo Tex Willer 2011 @
Gruppo Tex Willer 2011 @ no evento Lucca Collezionando 2024
Gruppo Tex Willer 2011 @ no evento Lucca Collezionando 2024
Enrico Valcamonica, o mentor do Gruppo Tex Willer 2011 @
Enrico Tex Valcamonica e Fabio Civitelli
Stefano Andreucci, Enrico Tex Valcamonica e Alessandro Bocci
Alessandro Piccinelli (ao centro), Luca Corda (sentado à esquerda) e Fabio D’Agata (sentado à direita) no stand do Gruppo Tex Willer 2011 @
Enrico Tex Valcamonica e Fabio Civitelli no stand do Gruppo Tex Willer 2011 @
Fabio Civitelli e os autógrafos no stand do Gruppo Tex Willer 2011 @
Fabio Civitelli e a fila para os autógrafos no stand do Gruppo Tex Willer 2011 @
Roberto Roli no stand do Gruppo Tex Willer 2011 @
Membros do Gruppo Tex Willer 2011 @ com Roberto Roli no stand do Diabolik Club
Membros do Gruppo Tex Willer 2011 @ com Luca Corda e com Alessandro Bocci
Gruppo Tex Willer 2011 @ no stand dos Correios Italianos que homenagearam Tex Willer
Gruppo Tex Willer 2011 @ no stand dos Correios Italianos que homenagearam Tex Willer
Gruppo Tex Willer 2011 @ no stand dos Correios Italianos que homenagearam Tex Willer
Michele Rubini no stand do Gruppo Tex Willer 2011 @
Lucio Filippucci no stand do Gruppo Tex Willer 2011 @
Majo a desenhar no stand do Gruppo Tex Willer 2011 @
Laura Zuccheri e Roberto Diso no stand do Gruppo Tex Willer 2011 @
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Texto da secção Cultura de 20/03/2024
Edição 109 Adriana Vicente
Clube Tex Portugal está de regresso a Anadia .
A capa (texiana) do Jornal de Anadia de 20 de Março de 2024
O Clube Tex Portugal volta ao Museu do Vinho Bairrada em abril de 2024 para mais uma Mostra anual, contando com a presença de dois desenhadores do Tex, os italianos Fabio Civitelli e Sandro Scascitelli, e com conferências dedicadas aos autores.
José Carlos Francisco e Mário João Marques, do Clube Tex Portugal, destacam a importância do evento para “divulgar a personagem e cultivar o relacionamento entre todos os presentes, sejam sócios ou não do Clube Tex“.
A Mostra decorrerá mais uma vez no Museu do Vinho Bairrada e o Clube Tex Portugal enfatizou o papel do Museu e do Município de Anadia na realização dos encontros. “Desde o início, ambas as entidades demonstraram o quanto importante seria a organização deste evento“, afirmaram José Carlos Francisco e Mário João Marques, destacando a disponibilidade de Pedro Dias, diretor do Museu”.
“É de extrema importância a participação do poder público, o qual, combinado com a parceria do Museu, possibilitam a propagação da cultura e do lazer na sua melhor qualidade“, acrescentaram os representantes do Clube Tex.
Com quase 100 anos de existência, o Tex é um caso raro de longevidade no panorama da banda desenhada a nível mundial. José Carlos Francisco e Mário João Marques destacam a relação entre o herói Tex e o contexto italiano de 1948, ano da criação da banda desenhada. “Tex ao protagonizar aventuras sem fim, lutando pela justiça, enfrentando tudo e todos, veio encarnar a esperança e a crença num mundo novo, livre, justo e igual, a mesma esperança que os italianos ambicionavam, numa época de transição de um regime de governo totalitário para um democrático“, afirmaram.
“A força do personagem está sobretudo numa filosofia que sempre se adaptou à realidade e nunca defraudou as expectativas“, destacaram os representantes do Clube Tex Portugal, garantindo que “a longevidade de Tex fará sempre sentido enquanto o mundo necessitar de justiça”.
Sobre os planos para a Mostra do Clube Tex Portugal deste ano, José Carlos Francisco e Mário João Marques acrescentaram ainda que “não vai fugir muito do que tem sido apanágio nas edições anteriores“. Fabio Civitelli, um dos dos desenhadores da banda desenhada convidados, marcará pela sétima vez a sua presença em Portugal, assinalando assim em Anadia “um percurso único a nível mundial“. Sandro Scascitelli, desenhador também convidado, fará a sua estreia em Portugal.
O Clube Tex Portugal foi criado em 2013, por ocasião do 18º Salão Internacional de Banda Desenhada de Viseu. Já foram realizadas oito Mostras anuais do Clube, estando a de 2024 planeada para os dias 27 e 28 de abril no Museu do Vinho Bairrada.
‘Clube Tex Portugal está de regresso‘; Jornal de Anadia, edição 109, de 20 de Março de 2024
Os correios italianos terão um stand de filatelia onde estarão disponíveis os carimbos dedicados ao evento e onde será apresentado um novo folder dedicado a Tex Willer
Os correios italianos estarão presentes na edição 2024 de Lucca Collezionando, a feira de banda desenhada, dos videojogos e do mundo do coleccionismo marcada para este fim de semana, dias 23 e 24 de Março, no Centro de Feiras de Lucca. Também neste caso, como noutros eventos, os correios terão um stand dedicado à filatelia onde estarão disponíveis os carimbos dedicados ao evento e onde será apresentada um novo folder dedicado a Tex Willer em formato A5 contendo a folha dos selos emitida no dia 30 de Setembro de 2023 e um envelope do primeiro dia, além de outros produtos filatélicos criados e dedicados ao mundo da banda desenhada. Será, portanto, mais uma oportunidade para celebrar o 75º aniversário do histórico personagem italiano nascido em 1948 do lápis e da imaginação de Bonelli e Galep. Ao Ranger mais amado de Itália será dedicado também um espaço aprofundado durante o evento no sábado, dia 23, às 11h.
Maxi Tex nº 6: A grande conspiração Roteiro: Claudio Nizzi Arte: Giancarlo Alessandrini 276 páginas Editora: Mythos
Tramas políticas são uma das marcas da longa saga texiana. Exemplos não faltam: “Complô em Washington“, escrita por Gianluigi Bonelli e com lápis de Letteri, de 1979; “Os Homens que Mataram Lincoln“, da dupla Nizzi e Ortiz, publicada em 1998; e “Testemunha de Acusação“, com roteiro de Claudio Nizzi e arte de Victor De La Fuente, editada originalmente em 2000.
A história “A Grande Conspiração“, publicada em Maxi Tex nº 6 da Mythos Editora, segue essa tradição, inclusive explorando um pano de fundo recorrente nessa espécie de subgênero nas aventuras do ranger: a corrupção forjada pelo conluio entre políticos e empresários que, partindo da capital americana, alcança as áridas paisagens do Oeste americano. Geralmente, os planos envolvem imputar aos indígenas alguma prática dolosa, de forma a justificar sua expulsão dos territórios que são alvo de cobiça, ou forçar um embate com forças militares, para que, assim, possam explorar as reservas em nome do lucro e do progresso.
Tex Willer, como sabemos, é a ponte entre os dois mundos, qual sejam, o do branco colonizador e o nativo americano. E costuma agir como mediador, acomodando as forças em conflito, embora assuma, antes de tudo, seu papel de guardião dos navajos – e, por conseguinte, dos povos nativos em geral. Todos esses elementos são habilmente manipulados por Claudio Nizzi nessa trama, que talvez seja o seu melhor trabalho desde o celebrado retorno ao universo de Tex.
Aqui reencontramos Ely Parker, figura histórica recorrente nas histórias do ranger. Descobre-se, de início, sobre sua vinda para o Arizona, de modo a vistoriar algumas reservas. Mas a viagem é cercada de mistérios, como Tex e seus pards percebem pelo telegrama que recebem daquele que desempenha a função de comissário para assuntos indígenas. Nele avisa de sua presença e os convida para acompanhá-lo, uma vez que Parker suspeita de ameaças contra sua própria vida. Como Kit Carson observa após ler a mensagem, “o mundo político de Washington é uma selva mais perigosa do que aquela dos animais de quatro patas”.
E não está enganado, pois na sequência já somos apresentados ao numeroso grupo que promove antagonismo à atuação do comissário. Liderados pelo senador Wallace, que cobiça o cargo ocupado por Ely Parker, eles arquitetam não apenas o seu fim, como também manipulam os fatos para que os navajos sejam imputados pela morte dele, de modo a se livrarem de qualquer responsabilidade pelas ações em curso. De seu gabinete na capital americana, Wallace movimenta as peças no tabuleiro, que vão desde um rico empresário do setor ferroviário, passando pelos comparsas do plano em Flagstaff, local do ataque planejado contra Ely, e chegando até Corvo Vermelho, renegado navajo que, corrompido pelos fartos dólares do senador, aceita participar do atentado.
À frente do seu bando, Corvo Vermelho perpetra um violento ataque ao trem no qual Ely Parker viaja, na companhia de seu secretário e dois seguranças da agência Pinkerton, o sequestrando e levando para o cativeiro, num rancho próximo. Ao descobrir tal patifaria, Tex, na companhia de Carson, Jack Tigre e seu filho Kit Willer, partem no encalço do indígena, começando uma verdadeira caçada aos responsáveis antes que o pior aconteça. E o tempo, nesse caso, é extremamente valioso, uma vez que seus adversários ocultos agem sem perder um minuto sequer.
Wallace, ao confirmar o sucesso do atentado, mobiliza de imediato seus associados em Flagstaff, como o banqueiro Griffith, para que iniciem pela imprensa a campanha contra os navajos, manipulando a opinião pública em prol da intervenção do exército. Não tarda e o coronel Grossman entra em cena, buscando a glória ao vislumbrar o extermínio dos índios. Apenas duas coisas podem impedir o senador de alcançar êxito em seu plano sujo: o resgate de Ely Parker por Tex e a divulgação de um documento comprometedor, elaborado pelo comissário, elencando os negócios espúrios de seu adversário. A procura por esse papéis corre em paralelo, tendo Washington como palco, e gerando inesperadas reviravoltas na trama.
Ainda que o roteiro tenha um mote já conhecido pelos leitores, ele é desenvolvido de forma coesa e instigante. A trama se movimenta em várias frentes, trazendo a tensão necessária para nos prender até a última página. Embora partam juntos no rastro de Corvo Vermelho e seu bando, os pards logo se dividem, conforme o caso se complica. Enquanto Jack Tigre e Kit Willer farejam o paradeiro de Ely Parker pela região, Carson volta para Flagstaff em busca de pistas e suspeitos, cabendo a Tex acompanhar os passos do exército na reserva navajo, de modo a evitar que um eventual conflito ecloda.
Nesse ponto, é interessante observar que nosso herói passa quase toda a ação com sua indumentária de Águia da Noite. Uma declaração de liderança, mostrando que o chefe branco dos navajos está disposto a tudo para protegê-los.
O enredo de Nizzi é trabalhado na arte por Giancarlo Alessandrini, que tem sua carreira marcada pelo trabalho na série “Martin Mystère”. Seu traço característico talvez não agrade aos texianos mais tradicionalistas, mas a dinâmica imposta no seguimento dos quadros revela um mestre seguro em seus domínios. Esse sexto volume de “Maxi Tex” sacramenta a mudança para o formato italiano da série, que até o número 5 tinha sido publicado no famigerado formatinho, em papel jornal.
* Rafael Machado é professor, escritor e jornalista. Publica suas resenhas no perfil do instagram “Leituras do Exílio“, além de colaborar com o sítio “Quinta Capa”.
(Imagens disponibilizadas pela Mythos Editora; clicar nelas para as apreciar em toda a sua extensão)