Póster Tex Nuova Ristampa 29

Póster Tex Nuova Ristampa 29

Magnífico desenho de Claudio Villa, onde vemos Tex Willer, Jack Tigre e Kit Willer disparando freneticamente as suas winchesters contra um inacreditável animal pré-histórico, que vivia nas Terras do Abismo, local situado numa floresta existente no interior de um precipício, localizado na Mesa Vermelha .

Desenho usado no Brasil como capa de Tex Edição Histórica #28 e inspirado na história, “Il segno del serpente” de G. L. Bonelli e Galleppini (Tex italiano #47 e #48).
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Texto de José Carlos Francisco

CAPITÃO BARBA NEGRA

Capitão Barba NegraDe Ulisses a Jim Hawkins, de Sinbad ao capitão Nemo, de Ahab a Corto Maltese, os mais grandiosos protagonistas de histórias de Aventuras tiveram que enfrentar, mais cedo ou mais tarde, uma viagem nas imensas extensões Oceânicas, com tudo que isso envolve: tempestades, abordagens, naufrágios, batalhas navais, caça à baleia… Tex não podia ser a excepção.

A ocasião ofereceu-lhe o Capitão “Barba Negra” Drake, que rapta Kit Willer e o aprisiona num velho veleiro (o “Black Shark”), pensando em abandoná-lo num atol do Pacífico. Homem do mar de carácter duro, contrabandista habituado a bater-se e a desembainhar o punhal sem pensar duas vezes, Barba Negra tudo somado, é um simpático pirata, provido de um seu código de honra. Por isso, em seguida, passará a fazer parte dos aliados de Águia da Noite.
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QUEM É O CAPITÃO BARBA NEGRA

Capitão Barba Negra - HachetteTex abandona frequentemente terra firme, para zarpar, a bordo de veleiros, botes, pirogas e baleeiras em direcção a metas exóticas e remotas.
E é precisamente no coração do Oceano Pacífico que o ranger se aventura para encontrar o seu filho Kit, embarcado (à força) como marinheiro no barco de um simpático patife: Capitão Barba Negra!

“Onde está meu filho?”, pergunta Tex com olhar fogoso, agarrando pelos colarinhos o aterrorizado Diamond Jim. O homem, que tem vários locais de tráfico de São Francisco, mandou raptar Kit Willer para vingar o próprio irmão, vítima de Águia da Noite há alguns anos atrás. Mas depressa arrepende-se. De facto, rapidamente, com um lampejo de horror nos olhos, revela que Pequeno Falcão foi apanhado e embarcado pelos homens do “Black Shark”, o barco de um certo Capitão Drake, dito Barba Negra.

Capitão Barba-NegraEssa pessoa recebeu uma pilha de dólares e a ordem de desembarcar o prisioneiro no meio do Pacífico, num atol esquecido por Deus, durante a sua viagem para as Ilhas Salomão.
Para ir no encalço do “Black Shark”, que já tinha levantado âncora, Tex contrata, por sua vez, um capitão de longo curso, Billy Bart, velho rival de Barba Negra, convencendo-o a desdobrar as velas do seu três-mastros. Bart descreve Drake com estas palavras: “É um maldito filho de um cão, mas a seu modo é um homem de palavra!”

Capitão-Barba-NegraHomem duro, contrabandista habituado a bater-se e a desembainhar o punhal nas tabernas de portos de meio mundo, tem porém o seu código de honra. “Eu me comprometi em desembarcar-te o mais longe possível de “Frisco”, num lugar do qual tu tenhas escassas possibilidades de voltar.”, diz Barba Negra a Kit Willer, durante a navegação, “E que eu seja enforcado se não farei isso, embora eu te ache simpático. Eu mantenho sempre a minha palavra”. Pequeno Falcão refuta: “O que, neste caso, seguramente lhe vai custar a pele”. “Conversa!”, replica o Lobo do Mar. “Tu não tens a mínima ideia de quem seja o velho Drake!”. E Kit, de imediato: “E você não suspeita nem de longe quem seja o meu pai. Fará tudo para descobrir onde eu fui parar; se não conseguir não descansará enquanto não puser as mãos em todos os responsáveis pelo meu desaparecimento!”.
No final, travado por Tex, que o perseguiu por meio Pacífico, Barba Negra perde o “Blak Shark” mas salva a fatídica pele.

Capitão Barba Negra e TexQuando, anos depois, o ranger e o capitão se revêem, este último está há algum tempo enclausurado entre os muros de Alcatraz, e ainda chora pela sorte do seu barco, que foi fazer companhia aos peixes no fundo do Oceano. “Um fim justo para uma banheira que só servia para contrabando e assaltos”, comenta Águia da Noite.

Capitão Barba Negra e o AlbatrozHabituado aos horizontes do mar aberto, Drake sofre como uma raposa na armadilha agora que é forçado a viver fechado numa penitenciária. Porém há um trunfo para jogar: sabe onde está escondido Tom Devlin, o chefe da polícia de São Francisco, acabado de ser vítima de uma conspiração efectuada por alguns dos seus próprios colegas. Drake pede a Tex a promessa de tirá-lo da prisão em troca da sua ajuda. Willer e Carson, por isso, fazem evadir Barba Negra de Alcatraz, e Drake, de novo livre revela que o Capitão Devlin está aprisionado na estiva de um navio chamado “Albatroz” que ruma para Vancover.

Capitão Barba Negra e Tom DevlinÁguia da Noite compreende ter agora de precisar do barbudo pirata e lhe assegura que convencerá Devlin a perdoar-lhe o resto da pena, se colaborar com a Lei. Os dois homens se entreolham e compreendem em poucos instantes que precisam um do outro. Barba Negra ajuda Tex por conveniência. Mas o faz.

É ele mesmo a admirar-se, quando, no final, se encontra a jantar no restaurante com o policial que contribuiu para libertar.: “Pelo ventre de um tubarão, essa é boa! Um penduricalho de forca como eu sentado ao lado do chefe da polícia!”. Quase para salvar a face ou para não se desdizer a si mesmo, Drake não renuncia a apontar o dedo contra o ranger: “A nossa conta permanece em aberto, Willer! Um dia poderás me encontrar no teu caminho novamente!” E Tex: “Não te aconselho! Eu poderia arrancar essa barba e fazer uma vassoura com ela”. Mas, pouco depois, o encontro termina com um brinde: “À volta do Capitão Devlin e à regeneração de um velho pecador!”.

Texto de José Carlos Francisco, baseado no fascículo nº 28 de “Il Mondo di Tex”, editado pela Hachette Fascicoli sob autorização da Sergio Bonelli Editore, em 21 de Outubro de 2006.

Marco Bianchini e Marco Santucci: De Mister No a Tex

Marco BianchiniMarco SantucciPrecisamente nestes últimos dias, chegou às bancas italianas, a revista de Mister No, na qual o piloto Jerry Drake, se despede dos seus leitores, depois de trinta anos de vida editorial.
Numa redacção, o cancelamento de uma série comporta sempre uma série de repensamentos, de reajustamentos, de reposicionamentos, que afectam sobretudo os autores que em tal série estavam a colaborar.
Muitos aficionados “misternoianos“, assim como o blogue português do Tex, escreveram directamente a Sergio Bonelli, o editor e director geral da Sergio Bonelli Editore, perguntando qual seria o destino profissional dos ex-desenhadores de Mister No: “À parte Roberto Diso, que está ultimando a sua terceira aventura de Águia da Noite, posso antecipar-vos que também Marco Bianchini e Marco Santucci (respectivamente à esquerda e à direita nas imagens que encimam este texto, em auto-retratos de suas autorias) estão a desenhar uma história texiana.“
História de onde provem o desenho que mostramos de seguida:

Tex por Bianchini (lápis) e Santucci (arte-final)Nascido em Arezzo em 19 de junho de 1958, Bianchini – que se estreou nestas lides em 1980 com a editora Edifumetto – é o criador gráfico de “Kerry il trapper“, a personagem de Tiziano Sclavi publicada em apêndice na série Bonelliana “Il Comandante Mark” entre 1983 e 1984. Depois de ter realizado histórias de banda desenhada para as revistas italianas “Boy Music” e “Fox Trot” é requisitado para o staff de Mister No em 1985, e para aquela colecção ilustrou dezoito aventuras, cinco das quais em colaboração com outro aretino, Marco Santucci.
Uma “sociedade” formou-se entre eles, nascida quando, há quase dezassete anos, em 1990, Santucci conheceu Bianchini e Fabio Civitelli, que o ajudaram a transformar, como ele próprio diz: “…os meus primeiros, desenhos amadores em um trabalho digno de serem apresentados a um editor.”Tex de SantucciA sua estreia acontece em 1994 nas páginas de uma série de super-heróis, “Nembo”, editada pela Phoenix. Pouco tempo depois, Santucci entra na lista de desenhadores da Star Comics, que lhe confia dois episódios de “Samuel Sand”; em 1998 vem enfim envolver-se com Bianchini no seu trabalho para Mister No. Actualmente lecciona na “Scuola Internazionale dei Comics” de Florença, e sempre junto com Bianchini, criou e continua a escrever  uma série de ficção científica, “Termite Bianca”, entregue graficamente a Patrizio Evangelisti e publicada em França e na Itália pelo editor Vittorio Pavesio.
Tex, os vê de novo unidos como desenhadores. “Admito que, inicialmente, a passagem da Amazónia de Jerry Drake ao Arizona de Águia da Noite foi traumática, porque senti muito o peso da responsabilidade de confrontar-me com uma personagem assim tão importante… ” confessa Santucci. “Hoje, porém, começo a sentir-me mais à vontade também no género western, tendo sempre como ponto de referência os desenhos realistas de Mestres como Civitelli ou Claudio Villa”.

Tex de BianchiniDepois de exactos vinte anos passados ao serviço de Mister No, também Marco Bianchini conseguiu superar as dificuldades iniciais: “Nas histórias de Tex são frequentes muitas personagens em cena, e cada vinheta requer uma particular atenção aos mínimos detalhes, para descrever o mundo material do Oeste. Das armas às roupas, dos interiores dos “saloons” (lojas de bebidas e centros de jogo e perversão) às aldeias indígenas… A Fronteira tem ambientações “sujas”, empoeiradas, que requerem um sinal gráfico de modo a evocar eficazmente a especial força dramática. Os “westerns” que marcaram a minha imaginação são sobretudo os clássicos cinematográficos, que ainda hoje revejo com prazer. O meu género preferido, porém, sempre foi a ficção científica, e “Termite Bianca”, deu-me a possibilidade de derramar numa revista de banda desenhada, ecos e sugestões imaginadas lendo as obras-primas de Isaac Asimov, de Ray Bradbury e de tantos outros grandes autores”.

Texto de José Carlos Francisco, baseado na rubrica “Caro Tex…“, de Sergio Bonelli, inserida em Tex Nuova Ristampa nº 174 de 28 de Dezembro de 2006.

Nova colecção de Tex na Itália

Collzione Storica a Colori nº 1 - CapaOs periódicos italianos “La Repubblica” e “L’Espresso” apresentam numa iniciativa conjunta, quinta-feira, dia 1 de Fevereiro, em oferta, o primeiro volume – IL TOTEM MISTERIOSO

Para quem sempre sonhou a cores, o ranger mais famoso do Oeste, retorna como jamais o viu…

A nova colecção italiana de Tex, que o blogue português do Tex deu informações em primeira mão, com imagens exclusivas e inéditas (https://texwillerblog.com/?p=666) começará na 5ª feira, dia 1 de Fevereiro.

Teremos o volume nº 1, que será distribuído gratuitamente, aos compradores da edição do jornal “La Repubblica” desse mesmo dia. A periodicidade será semanal e terá a duração de aproximadamente um ano.

Trata-se de uma colecção totalmente colorida, formato gigante e com capas inéditas (sempre baseadas em uma cena da própria edição da respectiva capa), da autoria de Claudio Villa e pela primeira vez, estará disponível para os leitores e coleccionadores de Tex, uma histórica colecção de Tex, totalmente a cores desde o número 1.

É uma novidade absoluta, uma colecção que traz os números originais, a história de um dos maiores mitos da Banda Desenhada italiana, enriquecida de episódios históricos de Tex em 50 excepcionais volumes pela primeira vez a cores.
Para coleccionar e reviver, em modo único.

Desenho original para a capa nº 1 da Collezione Storica a ColoriDesenho original (colorido) para a capa nº 1 da Collezione Storica a ColoriCompare agora (olhando à esquerda e à direita) o desenho original de Claudio Villa, na versão a preto e branco e na versão colorida que serviu para a capa do volume 1 da Collezione Storica a Colori de Tex…

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Collzione Storica a Colori nº 1 - Propaganda

Collzione Storica a Colori nº 1 - Nova Propaganda
Texto de José Carlos Francisco