Fabio Civitelli: A Bibliografia

Fabio CivitelliApresentamos aqui no blogue do Tex, toda a extensa e completa Bibliografia de Fabio Civitelli, em mais um exclusivo na Internet mundial!

Bibliografia de Fabio Civitelli

1973
Fabio Civitelli inicia a sua carreira profissional colaborando com o Estúdio Origa de Milão.

1974
Le avventure di Lady Dust
Edições C. R. (Milão)
Nº 1 (Abril) Sesso calibro 69
(argumento de autor não referido)
Nº 2 (Maio) Per amore, lussuria e tritolo
(argumento de autor não referido)
Nº 3 (Junho) Sexy da morire
(argumento de autor não referido)
Nº 4 (Julho) Per morire in pieno orgasmo
(argumento de autor não referido)
Nota – Civitelli desenha ainda um quinto episódio, jamais publicado.

Arte de Civitelli1975
Lo Scheletro
Edições Edifumetto (Milão)
Nº 1 (Janeiro) Il professor Ameba
(argumento de autor não referido)

I sanguinari
Edições Edifumetto (Milão)
Nº 4 (Abril) Un gran bel cadavere
(argumento de autor não referido)
Nota – Civitelli desenha somente as primeiras 10 páginas deste álbum.

I notturni
Edições Edifumetto (Milão)
Nº 5 (Maio) Il signore dell’incubo
(argumento de autor não referido)
Nº 10 (Outubro) Una strega per l’arcivescovo
(argumento de autor não referido)

Zanna Bianca
Editado por Livia Benincasa (Roma)
Nº 1 (Maio) L’incontro
(argumento de Graziano Origa, Marcello Casco e Mario Carnevali)
Nº 2 (Maio) Rapimento!
(argumento de Marcello Casco e Mario Carnevali)
Nº 3 (Junho) L’algerino
(argumento de Marcello Casco)

Karatex
Edições Mira (Milão)
Nº 1 (Outubro) La morte nella mano
(argumento de Graziano Origa, Rocco Molinari e Attilio Mazzanti)
Nº 2 (Outubro) Gli spietati
(argumento de Attilio Mazzanti)
Nº 3 (Novembro) Un bivio una croce
(argumento de Attilio Mazzanti)
Nº 4 (Novembro) Oro e sangue
(argumento de Attilio Mazzanti)
Nº 5 (Dezembro) Avock l’implacabile
(argumento de Attilio Mazzanti)
Nº 6 (Dezembro) Morte di Karatex
(argumento de Attilio Mazzanti)

1976
Il vampiro
Edições Edifumetto (Milão)
Nº 16 (Abril) L’incubo vivente
(argumento de autor não referido)

I notturni
Edições Edifumetto (Milão)
Nº 6 (Dezembro) King Kong
(argumento de Pier Carpi)

Super Eroica
Edições Dardo (Milão)
Nº 248 (Fevereiro) Il prezzo dell’onore)
(argumento de autor não referido)

Terror
Edições Ediperiodici (Milão)
Nº 86 (Dezembro) Il segreto di King Kong
(argumento de autor não referido)

Fabio Civitelli desenhando1977
Furia
Edições Cenisio (Milão)
Nº 9 (Maio) Il tesoro dei karok!
(argumento do Staff da IF)

Zordon
Edições Ediperiodici (Milão)
Nº 43 (Janeiro) Globi di fuoco
(argumento de autor não referido)
Nº 44 (Janeiro) Echi dall’infinito
(argumento de autor não referido)
Nº 45 (Fevereiro) Il pianeta morto
(argumento de autor não referido)
Nº 46 (Fevereiro) Orbita perpetua
(argumento de autor não referido)
Nº 47 (Março) Contagio interplanetario
(argumento de autor não referido)
Nº 48 (Março) Straniero sulla terra
(argumento de autor não referido)
Nº 49 (Março) Punto zero
(argumento de autor não referido)
Nota – No número 49, Civitelli desenha somente a primeira página: o álbum foi ultimado pelo titular gráfico da série, Bruno Marraffa.

Corrier Boy
Edições Rizzoli (Milão)
Nº 24 (Junho) Dedicato a Hitchcock: L’amico dell’uomo
(argumento de autor não referido)
Nota – Na circunstância Civitelli adopta pela primeira vez o pseudónimo Pablo De Almaviva

Il Monello
Edições Universo (Milão)
Nº 39 (Setembro) Furto alla Chemical Inc.
(argumento de autor não referido)

1978
Corrier Boy
Edições Rizzoli (Milão)
Nº 3 (Janeiro) Dellito di stato
(argumento de Nicos)

Bliz
Edições Universo (Milão)
Nº 2 (Janeiro) Whisky & soda com cadavere.
(argumento de autor não referido)
Nº 5 (Fevereiro) Psyco storia: La conferma.
(argumento de autor não referido)
Nº 7 (Fevereiro) Afrika.
(argumento de autor não referido)
Nº 21 (Maio) Appuntamento com il delitto.
(argumento de autor não referido)
Nº 24 (Junho) Un miliardario per Ketty.
(argumento de autor não referido)
Nº 25 (Junho) Un killer non muore mai.
(argumento de autor não referido)
Nº 35 (Setembro) Bianche vele.
(argumento de autor não referido)

Intrepido
Edições Universo (Milão)
Nº 15 (Abril) Tutto per Eddie.
(argumento de autor não referido)
Nº 23 (Junho) La grande occasione.
(argumento de autor não referido)

Quarteto Fantástico por CivitelliSuperGulp!
Edições Mondadori (Milão)
Nº 10 (Julho) Faccia a faccia com il Dottor Destino
(argumento de autor não referido)
Nº 19 (Setembro) L’Uomo Ragno
(argumento de autor não referido)
Nº 20 (Outubro) L’Uomo Ragno
(argumento de autor não referido)
Nº 25 (Novembro) Il ritorno dell’Uomo Talpa
(argumento de autor não referido)
Nº 31 (Dezembro) Fantastici 4: La grande alleanza
(argumento de autor não referido)

1979
Civitelli deixa o Estúdio Origa e trabalha directamente para o semanário Bliz, desenhando a série intitulada Doctor Salomon, sua última produção antes da entrada na editora Bonelli (na época denominada Editora Cepim), acontecida neste mesmo ano de 1979.

Bliz
Edições Universo (Milão)
Nº 27 (Julho) Doctor Salomon
(argumento de Silverio Pisu)
Nº 29 (Julho) Doctor Salomon
(argumento de Silverio Pisu)
Nº 32 (Agosto) Doctor Salomon
(argumento de Silverio Pisu)
Nº 34 (Agosto) Doctor Salomon
(argumento de Silverio Pisu)
Nº 36 (Setembro) Doctor Salomon
(argumento de Silverio Pisu)
Nº 38 (Setembro) Doctor Salomon
(argumento de Silverio Pisu)
Nº 39 (Setembro) Doctor Salomon
(argumento de Silverio Pisu)
Nº 42 (Outubro) Doctor Salomon
(argumento de Silverio Pisu)
Nº 43 (Outubro) Doctor Salomon
(argumento de Silverio Pisu)
Nº 48 (Outubro) Doctor Salomon
(argumento de Silverio Pisu)

Mister No de Civitelli1980
Mister No
Edições Cepim (Milão)
Nº 65-67 (Outubro/Dezembro) I mercenari
(argumento de Alfredo Castelli)

1982
Mister No
Edições Cepim (Milão)
Nº 80-84 (Janeiro/Maio) Fuga impossibile
(argumento de Claudio Nizzi)
Nº 90-92 (Novembro/Janeiro 1983) Corsa verso la morte
(argumento de Tiziano Sclavi)

1983
Mister No
Edições Cepim (Milão)
Nº 93-94 (Fevereiro/Março) Incontri pericolosi
(argumento de Ennio Missaglia)
Nº 98-99 (Julho/Agosto) I resuscitati
(argumento de Alfredo Castelli)

Orient Express
Edições L’Isola Trovata (Bolonha)
Nº 15 (Outubro) Pomeriggio cubano
(argumento de Giuseppe Ferrandino)

Mister No por Fabio Civitelli1984
Mister No
Edições Cepim (Milão)
Nº 107-108 (Abril/Maio) UFO
(argumento de Tiziano Sclavi)

1985
Tex
Edições Daim Press (Milão)
Nº 293-295 (Março/Maio) I due killers
(argumento de Claudio Nizzi)

Giungla!
E
dições Nerbini (Florença)
Nº 2 (Junho) L’avana, serenata cubana
(argumento de Giuseppe Ferrandino)

1986
Tex
Edições Daim Press (Milão)
Nº 304-307 (Fevereiro/Maio) Omicidio a Corpus Christi
(argumento de Claudio Nizzi)

1987
Tex
Edições Daim Press (Milão)
Nº 319-321 (Maio/Julho) Pista di morte
(argumento de Gianluigi Bonelli)
Nº 323 (Setembro) La città corrotta
(argumento de Gianluigi Bonelli)

Civitelli e Tex1989
Tex
Sergio Bonelli Editore (Milão)
Nº 346-349 (Agosto/Novembro) Gli spiriti della notte
(argumento de Claudio Nizzi)

1991
Tex
Sergio Bonelli Editore (Milão)
Nº 367-369 (Maio/Julho) Agguato nella miniera
(argumento de Claudio Nizzi)

1993
Tex
Sergio Bonelli Editore (Milão)
Nº 393-395 (Julho/Setembro) Intrigo a Santa Fe
(argumento de Claudio Nizzi)

Mister No desenhado por Civitelli1994
Collana Almanacchi
Sergio Bonelli Editore (Milão)
Almanacco dell’Avventura 1994 Mister No: Capitan Vendetta
(argumento de Mauro Boselli)

1995
Tex
Sergio Bonelli Editore (Milão)
Nº 414-416 (Abril/Junho) Missione a Boston
(argumento de Claudio Nizzi)

1997
Tex
Sergio Bonelli Editore (Milão)
Nº 443-445 (Setembro/Novembro) Il ritorno della Tigre Nera
(argumento de Claudio Nizzi)

Tex de Civitelli1998
Specchio
Editora La Stampa (Milão)
Nº 119 (Maio) Tex: Il duello
(argumento de Fabio Civitelli e Claudio Nizzi)

2000
Tex
Sergio Bonelli Editore (Milão)
Nº 475-477 (Março/Maio) Il presagio
(argumento de Fabio Civitelli e Claudio Nizzi)

2001
Tex
Sergio Bonelli Editore (Milão)
Nº 493 (Novembro) La morte nera
(argumento de Claudio Nizzi)

2003
Tex
Sergio Bonelli Editore (Milão)
Nº 511-512 (Abril/Maio) Ritorno a Culver City
(argumento de Claudio Nizzi)

Tex e Carson2004
Il riposo del guerriero. Gli eroi bonelliani revisitati dai loro autori sotto il segno dell’ironia
Edições Hazard (Milão)
Tex: Segnali di fumo
(argumento de Claudio Nizzi)
Nota – Página auto conclusiva de carácter humorística.

2005
Collana Almanacchi
Sergio Bonelli Editore (Milão)
Almanacco dell West 2005 Tex: Il fuggitivo
(argumento de Claudio Nizzi)
Nota – Na circunstância Civitelli coadjuva nos desenhos de Rossano Rossi

Tex
Sergio Bonelli Editore (Milão)
Nº 536-537 (Junho/Julho) Tumak l’inesorabile
(argumento de Fabio Civitelli e Claudio Nizzi)

Il West secondo Civitelli Le tavole per Tex Willer2006
Tex
Sergio Bonelli Editore (Milão)
Nº 554-555 (Dezembro/Janeiro 2007) La banda dei tre
(argumento de Claudio Nizzi)

Pesquisa de José Carlos Francisco baseada no livro catálogo Il West secondo Civitelli Le tavole per Tex Willer.

Fabio Civitelli: A Biografia

Fabio CivitelliFabio Civitelli, desenhador italiano de banda desenhada, nasceu na província de Arezzo, mais propriamente em Lucignano, a 9 de Abril de 1955 e o seu nome está ligado há já muitos anos à personagem Tex Willer.
O seu estilo é caracterizado por um grande cuidado nos mínimos detalhes e por um hábil uso do preto e branco e do extremo asseio do seu traço.
A sua versão de Tex, uma das mais apreciadas pelos leitores da série Bonelli, respeita a tradição, mas é ao mesmo tempo moderna e cativante.
Entre as suas influências principais, como ele mesmo confessou, estão autores da editora americana Marvel e da italiana Bonelli e também Alex Raymond, grande desenhador norte-americano dos anos quarenta e cinquenta, criador de Flash Gordon entre outras personagens.
Uma outra característica de relevo do desenhador, é a habilidade de reproduzir rostos de actores e actrizes famosos, que insere com uma certa frequência nas suas pranchas para interpretar várias personagens secundárias.

Fabio Civitelli dialogando
Carreira

O primeiro trabalho de Civitelli no âmbito da banda desenhada ocorre em 1974, foi “Lady Dust” para o estúdio de Graziano Origa, publicado pela Edifumetto, que publicava predominantemente banda desenhada pornográfica. Num período particularmente activo para o mercado da banda desenhada italiana, dado o proliferar nos anos setenta, de publicações nos quiosques italianos, colabora também para a  Editoriale Dardo e para a Ediperiodici (também especializada predominantemente em banda desenhada de cariz pornográfica e que mais recentemente publicou alguns “mangás”).
Para a Editora Universo desenhou em 1977 para as revistas Il Monello e L’Intrepido. Nesse período utiliza o pseudónimo Pablo de Almaviva, à causa do qual Sergio Bonelli o inculpa de ter retardado o seu ingresso na sua editora porque não conseguia perceber quem era esse desenhador que tanto apreciava.
Em 1979 o seu desenho está nas páginas de Bliz, para a mesma editora Universo, com a personagem Doctor Salomon.

Homem-Aranha de Fabio CivitelliAinda em 1979 teve uma breve experiência com as personagens Marvel, desenhando histórias do Homem-Aranha e do Quarteto Fantástico, produzidas na Itália, para a revista SuperGulp!, da Arnoldo Mondadori Editore.
1979 é também o ano da viragem na sua carreira: em Outubro é efectivamente apresentado, embora quase casualmente a Sergio Bonelli, que o recruta imediatamente.
Inicialmente trabalha em “Mister No” para o qual realiza uma mão-cheia de histórias (publicadas entre Outubro de 1980 e Maio de 1984). À personagem retorna somente em 1994, desenhando uma história para a série “Almanacco dell’Avventura”.

Fabio Civitelli autografandoDesenha também a história “Pomeriggio cubano” com texto de Giuseppe Ferrandino em 1983, para a revista “Orient Express”, para a Isola Trovata, de Bolonha, um dos mais interessantes ensaios de revista de conteúdo que procurava conjugar a banda desenhada de autor com a popular.
A verdadeira afirmação acontece em 1984, quando é chamado a desenhar Tex, personagem na qual trabalha até hoje e em qual deixou o seu cunho. As suas primeiras páginas aparecem no ano seguinte, no número 293, intitulado “I due killer”, com argumento de Claudio Nizzi.

À sua obra em Tex, foi dedicada na Itália, uma exposição itinerante em 2005, com um rico livro catálogo editado pela editora Little Nemo.

Texto de José Carlos Francisco baseado no livro catálogo Il West secondo Civitelli Le tavole per Tex Willer

Sui sentieri Europei con Tex ed i suoi padri!

Europa, Ottobre 2006
Map 24 è un sito interessante per chi viaggia in auto. Descrive l’itinerario da seguire passo passo, da un qualunque indirizzo nel mondo sino a quello di destino. Giusto, basta che l’indirizzo finale non si trovi nel centro di Milano. Già, perché lì non c’è tecnologia che resista al traffico caotico della città Italiana, dove non esistono vigili urbani e il semaforo sembra una decorazione natalizia.

Dorival em frente ao Hotel WashingtonMa per tre pards abituati a cavalcare in innumerevoli praterie e con l’aiuto del quarto pard che inviava segnali di fumo attraverso il cellulare, l’arrivo all’Hotel Washington, nostro punto d’arrivo, non è stato un compito impossibile. Eravamo tutti molto ansiosi. Nessuno di noi era un marinaio al primo viaggio alla Sergio Bonelli Editore, ma una tra noi era mozzo, accompagnato da due nostromi già avvezzi.

Estacionado em MilãoParcheggiare l’auto davanti all’Hotel è stata un’altra avventura. Dopo esserci fermati in un posto sbagliato, abbiamo scoperto che tutto sommato non ci eravamo sbagliati: a Milano è normale parcheggiare (e perfino guidare !) sui marciapiedi. In Italia, così come gli Italiani, abbiamo lasciato l’auto ferma e abbiamo percorso a piedi (già, perché dopo tutta l’esperienza che abbiamo trascorso quell’auto si sarebbe mossa di lì solo il giorno della partenza) i pochi edifici che ci separavano dal mitico numero 38 della Via Michelangelo Buonarroti.

José Carlos Francisco chegando a AmesterdãoDurante il tragitto abbiamo ricordato il nostro percorso fino lì: ci eravamo incontrati quattro giorni prima in Olanda, dove risiede la texana Brasiliana, Fernanda Martins. Dal Portogallo è arrivato José Carlos Pereira Francisco, rappresentante della Mythos Editora in questo bel Paese affacciato sull’oceano e un giorno dopo, dal Brasile, è arrivato Dorival Vitor Lopes, editore di Tex, Zagor e degli altri titoli bonelliani.

Dorival Vitor Lopes chegando a Amesterdão

Questi ultimi due sono riusciti miracolosamente ad attraversare le tentazioni (Free-shops, bar ed altre ancora…) di uno dei maggiori aeroporti europei, lo Schiphol, e fare la loro via crucis sino ai bagagli, uscendo intatto dalle porte automatiche che danno accesso alla sala d’attesa dell’aeroporto.

La nostra avventura texana è cominciata proprio lì, nei Paesi Bassi, in una visita ad una fiera dei fumetti, dove case editrici, distributori e gente comune vendevano e scambiavano riviste in vari stand.

Erik, Fernanda, Dorival, José Carlos e Edward

Alla porta siamo stati ricevuti da Erik, grande collezionista di Tex nonché webmaster del sito olandese di Tex (www.texwiller.nl), e ci siamo recati con lui nel suo stand dove abbiamo incontrato anche Edward, un altro fan del nostro Ranger.

Dall’Olanda, dove abbiamo noleggiato i cavalli, ooops, un’auto, abbiamo proseguito verso l’Italia, attraversando la Germania ed accampandoci a Basilea, in Svizzera, per lasciar riposare gli animali…

Ed eccoci davanti alla SBE ! Parlare con il portiere della casa, entrare nell’ascensore e suonare il campanello del 1° piano è stato come pigiare sull’acceleratore dei nostri battiti cardiaci. Il nostro primo contatto è stato con Giulio Terzaghi, direttore amministrativo dell’editrice, già conosciuto da Dorival e José Carlos durante la visita di quattro anni fa (cfr. Tex brasiliani 396 e 397). Dopo lo scambio dei saluti, Giulio ci ha lasciati liberi di entrare nei locali e di parlare con le persone che stavano lavorando. In quel momento ci è stato riferito che Claudio Villa aveva telefonato confermando il suo arrivo il giorno dopo per onorarci con la sua presenza e poterlo così conoscere di persona.

Moreno Burattini e FernandaSiamo scesi al piano terreno: in un nascondiglio segreto, in mezzo alla foresta di Darkwood, abbiamo incontrato uno dei veri spiriti dietro la Scure: Moreno Burattini. Tanto felice della nostra visita quanto noi lo eravamo di essere lì, vicino a lui. Ci ha mostrato alcune stampe di una nuova storia di Zagor che si svolgerà nella Bahia, in Brasile, che racconterà di un viaggio di Zagor in America del Sud e che dovrebbe uscire in edicola in Italia nel 2008, integrata da un ciclo di una decina di episodi. “Rivolta a Bahia” è il titolo provvisorio dell’avventura in cui Zagor si trasferirà in Brasile, scritta da Mignacco e disegnata da Della Monica. Disegni meravigliosi, di cui abbiamo avuto il privilegio di vedere le pagine iniziali, dai dettagli minuziosi del Pelourinho e rituali di macuba ritratti con la perfezione di chi sembrava avere vissuto sempre nella Bahia.

Roberto Paravano e José CarlosSiamo saliti di nuovo al primo piano, dove abbiamo incontrato il nostro amico instancabile, Roberto Paravano, il guardiano fedele dei tesori texiani della casa Editrice. Tra una telefonata e l’altra, mangiando un panino mentre dava conto al personale interno, Roberto ci ha dedicato un’attenzione unica.

In assenza di Sergio Bonelli in quel primo giorno abbiamo avuto l’onore di essere ricevuti da Decio Canzio, che già avevamo conosciuto, Direttore Generale dell’editrice ed anche sceneggiatore di Tex l’anno scorso, Una persona gradevolissima, che, nonostante l’età, comandava ancora la SBE con polso di ferro. Oggi è andato in pensione.

Fernanda, Decio Canzio e José CarlosCom Corrado Roi
.

E come se non bastasse in questo primo giorno abbiamo avuto ancora il piacere di conoscere personalmente Corrado Roi, affermato disegnatore soprattutto di Dylan Dog, responsabile anche delle copertine di una nuova rivista bimestrale chiamata “Dylan Dog Grande Ristampa”, che ripropone, in ordine cronologico, i primi episodi della serie in volumi di oltre 300 pagine ciascuno.

Abbiamo ritrovato anche Ornella Castellini, segretaria amministrativa, Luca Crovi, responsabile del materiale negli Almanacchi, di cui è responsabile Maurizio Colombo, creatore, con Mauro Borselli del personaggio Dampyr, per il quale produce anche gli argomenti e le sceneggiature. José Carlos e Fernanda, nel ruolo di veri paparazzi, hanno registrato tutto per i posteri, utilizzando le loro macchine fotografiche fra un autografo e l’altro.

Com Ornella CastelliniMaurizio Colombo, José Carlos e Luca Crovi
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Dorival e Alfredo CastelliAnche il secondo giorno del nostro soggiorno a Milano è stato pieno di emozioni indimenticabili. Per cominciare abbiamo avuto il piacere di ricevere la compagnia del nostro quarto pard, l’italianissimo Gianni Petino, che non aveva potuto essere dei nostri il giorno prima a causa di una febbre. Tutti e quattro insieme siamo entrati una volta di più nella casa dei sogni di carta, accompagnati da Alfredo Castelli, creatore di Martin Mystère, che stava arrivando in quel momento alla editrice e che così abbiamo avuto il piacere di conoscere.

In attesa dell’arrivo di Sergio Bonelli abbiamo fatto un giro all’interno dell’editrice, e ne abbiamo approfittato per rivedere Mauro Marcheselli, argomentista di Dylan Dog ed autore di alcune delle migliori storie dell’investigatore dell’incubo (Il lungo addio, Johnny Freak, Finchè morte non vi separi); con l’occasione gli abbiamo fatto i nostri auguri per la recente promozione a capo redattore centrale. Marcheselli ci ha presentato Michele Masiero, uno degli attuali argomentisti del personaggio.

Mauro Marcheselli e José CarlosJosé Carlos e Michele Masiero
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Capas originais da autoria de Claudio VillaFinalmente abbiamo vissuto uno dei momenti più attesi in questo viaggio: conoscere personalmente il disegnatore Claudio Villa. Sempre con una simpatia incredibile, abbiamo avuto il piacere di poter apprezzare i disegni che aveva fatto per una copertina di un’edizione speciale di Tex, nonché quella dell’edizione di dicembre, intanto che ci spiegava i particolari sempre con attenzione e dolcezza: da un originale in formato 25×35 cm viene ricopiata una riproduzione in A4, che l’artista provvede a colorare integralmente a mano.

José Carlos, Tex e Claudio VillaMoreno Burattini, José Carlos, Claudio Villa, Dorival e Gianni Petino
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Abbiamo approfittato della sua presenza per fare qualche foto con una statua di Tex in formato gigante disegnata dallo stesso Villa, e dopo, utilizzando la scrivania vuota di Mauro Borselli, in pochi minuti sono usciti dalle sue mani magiche ben quattro disegni di Tex, sia come Ranger che come Aquila della Notte, che ha regalato a ciascuno di noi accompagnati da una dedica personalizzata.

Gianni e Claudio VillaClaudio Villa e Fernanda
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Con un sorriso impagabile, solamente un grande artista ed una grande persona come lui è capace della umiltà che ha dimostrato nel donarci dei momenti speciali così speciali ai suoi ammiratori.

José Carlos e Gianfranco ManfrediDopo di lui abbiamo conosciuto ancora il creatore di Magico Vento e adesso anche argomentista di Tex, Gianfranco Manfredi, che ha donato a ciascuno di noi foto ed edizioni di Magico Vento autografate.

E finalmente un po’ di tempo dopo, arriva Sergio Bonelli, appena rientrato dal una riunione a Rovereto. Dopo i saluti abbiamo conversato gradevolmente per quasi un’ora, tuffati in quell’ambiente pieno di fumetti, carte, disegni originali…un locale consacrato e di culto, per qualunque fan del mondo Bonelli e dove ancora una volta viene riconosciuto il valore del lavoro della Mythos Editora per come i personaggi Bonelli sono stati pubblicizzati.

Fernanda, Sergio Bonelli, Gianni e DorivalSergio Bonelli e o autógrafo
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Dorival, José Carlos, Fernanda, Roberto, Castelli, Burattini, Manfredi, Masiero e GianniL’ora del pranzo è arrivata in fretta e Sergio Bonelli ci ha portati tutti, compreso suo figlio Davide ed alcune persone dello staff, in un gradevolissimo ristorante italiano. Eravamo tredici a tavola e la conversazione è andata avanti perfettamente in una mistura di Inglese, Portoghese e Italiano, finchè è arrivato il momento di lasciare la compagnia con eccezione di Sergio Bonelli, che ci avrebbe dedicato gran parte di sabato, pranzando e cenando con noi.

Marco, Fernanda e José CarlosEd eccoci al sabato, che è iniziato molto presto, alle porte dell’editrice. Qui avevamo dato appuntamento a vari amici italiani del forum “Spirito con la scure”, per un incontro bonelliano approfittando del fatto di trovarci a Milano per conoscerci. Con nostra grande sorpresa sono arrivati amici anche da molto lontano, chi in aereo, chi in treno; qualcosa che dimostra la simpatia e l’interesse con cui eravamo attesi, a riprova che Tex spezza le barriere, costruisce ponti e crea forti legami d’amicizia.

Sergio Bonelli, a conoscenza di questo incontro bonelliano in onore dei viaggiatori di lingua portoghese, ha aperto in via eccezionale le porte della redazione (una cosa senza precedenti, sia detto en-passant) per riunirsi con noi per oltre due ore, in un dibattito sulla situazione e la storia dei fumetti lungo gli anni e rispondendo alle innumerevoli domande che gli venivano poste, per la felicità di tutti i presenti, mostrandoci che la sua memoria era in forma smagliante. E il grande Maestro continuava a risponderci, un po’ in italiano, un po’ in portoghese affinché tutti noi potessimo comprendere le domande e le relative risposte.

Com amigos italianos do fórum SpiritoconlascureSergio Bonelli
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Almoçando com Sergio BonelliSergio ci ha parlato anche un po’ dei suoi viaggi in Brasile, in particolare São Luís do Maranhão, luogo di nascita di Fernanda, dimostrando ancora una volta di essere una persona splendida e di una modestia e coerenza intellettuale veramente uniche, per non parlare della immensa disponibilità di tempo ed energia dedicata al nostro gruppo ed invitando tutti a pranzo in un ristorante lì vicino.

Fernanda em frente da livraria MondadoriNei momenti in cui eravamo fuori dalla SBE abbiamo approfittato per fare due passi per Milano: uno dei locali in cui siamo stati è stata la famosa libreria Mondadori.

In un edificio enorme (prima era un cinema) c’erano montagne di libri e fumetti dell’editrice omonima, con una sezione particolarmente importante per noi: quella dedicata a Bonelli, con i bellissimi cartonati di Tex che si stagliavano fra altri importanti e noti personaggi delle storie delle “nuvole parlanti”.

Nelle nostre passeggiate non abbiamo potuto tralasciare di visitare anche uno dei posti più famosi di Milano: il Cimitero Monumentale che, oltre ad essere un posto di sepolture, è anche un centro culturale dove sono raccolte opere d’arte famose. Costruito tra il 1863 ed il 1866, il “Monumentale” è famoso sia per i personaggi illustri che vi riposano che per le sculture che adornano ogni tomba.

Cemitério Monumental em MilãoAffascinati dall’esposizione delle opere d’arte che si aprivano ai nostri occhi, abbiamo scoperto, quasi per caso, tra le tombe niente di meno che di Verdi, Toscanini, Manzoni, la tomba della famiglia Bonelli. Con le ali spiegate, un angelo di marmo scuro si staglia sopra il mausoleo, quasi a proteggere il sonno eterno della moglie di Gianluigi Bonelli e della sua famiglia. Il “vecchio” Gianluigi Bonelli non è sepolto qui, come ci ha riferito il figlio Sergio, ma per noi, davanti a quella tomba, la cosa non era importante: davanti a noi, in un modo o nell’altro, c’erano le radici del nostro Tex e pertanto era doveroso il nostro omaggio silenzioso.

Era la nostra ultima sera nella città della moda e dei fumetti. Mentre ci preparavamo per la cena di saluto con Sergio Bonelli, abbiamo lottato per chiudere le valigie che non riuscivano a contenere i fumetti, la più gran parte autografati, che ci erano stati donati nella editrice. Il nostro anfitrione ci ha portato in un ristorante che già conosceva, ma che, a sorpresa, era stato completamente rammodernato ed era incredibilmente pieno di clienti; meno male che prudentemente aveva fatto riservare un tavolo. Non sono bastati il susseguirsi delle portate, né il rumore dei clienti ad impedirci di poter sfruttare ancora per qualche ora la sempre piacevole presenza del nostro idolo, che ha il pregio di farti sentire immediatamente a tuo agio, come se ti conoscesse da sempre.

Sergio Bonelli, José Carlos e Dorival LopesFernanda Martins, Sergio Bonelli e Dorival Lopes
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Siamo rientrati alle nostre case il giorno dopo. Abbiamo passato insieme solamente una settimana, attraversato quattro nazioni, conosciuto o rincontrato persone assolutamente speciali. Momenti indimenticabili che rimarranno per sempre scolpiti nella nostra memoria. Bè… anche nelle valigie piene di fumetti!!

Testo di Fernanda Martins e José Carlos Francisco
Fotografie di Fernanda Martins, José Carlos Francisco e Marco Andrea Corbetta
Traduzione di Gianni Petino, collezionista di Tex dal 1949
(Cliccare sulle foto per vederle a grandezza naturale)

Almanacco del West 2007: Polizia apache

Almanacco del West 2007 - Polizia apacheAlmanacco del West 2007- “Polizia apache”, de Janeiro de 2007.
Argumento de Mauro Boselli, desenhos de Ernesto Garcia Seijas e capa de Claudio Villa.
História inédita no Brasil e Portugal.

Os Apaches encontram-se confinados na reserva de Warm Springs, tutelada pelo agente índio Farrell. Quem zela pela segurança da reserva é o apache Salgado, que persegue o seu primo Klanay. Este nunca aceitou a autoridade de Farrell e agora é acusado de ter envenenado um dos riachos que abastece água à reserva, provocando a morte de parte da manada enviada pelo governo americano para alimentar os Apaches. Tex está na região e não acredita nesta versão dos acontecimentos.

Tex por Ernesto Garcia SeijasO argumento de Boselli baseia-se em factos reais, uma vez que em 1875 o agente índio John Clum teve a ideia de substituir o exército americano por uma companhia militar composta por elementos das várias tribos apache, para tutelar a ordem e a justiça na reserva de White Mountain. Com esta medida, pretendia-se que a lei fosse respeitada pelos próprios apaches mediante um sistema de tribunal composto pelos próprios, que processavam e puniam os transgressores.

Tex de Ernesto Garcia SeijasEm boa verdade, trata-se de um tema recorrente na saga texiana e que teve em G.L. Bonelli o seu firme defensor. A convivência entre o branco e o índio, a coexistência entre duas formas de civilização e de cultura, trouxe sempre mais disputa e confronto do que pacificação, nem sempre porque a esfera política o legitimou, mas sobretudo, como é agora o caso, porque agentes corruptos tentaram alterar os desígnios do poder central em proveito próprio. Não é preciso avançar muito na história para sabermos o que Farrell pretende e como age. O seu único objectivo passa por confinar os apaches à sua reserva, cerceando-os do seu próprio habitat e dos seus legítimos anseios.

Este tema recorrente serve também para Boselli construir uma história honesta, mas onde se nota alguma ausência de profundidade, a que não é alheio o reduzido número de páginas característico deste tipo de publicação. Boselli precisa de maior número de páginas para expressar na plenitude a sua capacidade em construir enredos densos e psicologicamente ricos e acaba por ter que optar por cânones clássicos e lineares, onde a influência bonelliana é evidente.

O argentino Seijas é muito bem vindo à equipa texiana, mas convém irmos por partes. Graficamente, o seu trabalho não merece reparos, pelo contrário ele é merecedor de rasgados elogios. Traço firme e seguro, realista, dinâmico e perfeitamente sintonizado com os ambientes e aura do western.

Prancha de Ernesto Garcia Seijas
Mais, os seus cenários são detalhados, os seus contrastes de rara beleza, com o leitor a sentir verdadeiramente os ambientes nocturnos na montanha ou mesmo em interiores como é exemplo a cena que decorre no saloon. No entanto, o seu Tex já não colhe a unanimidade do restante trabalho. O Tex de Seijas  não é um ranger duro, cínico ou mesmo altivo. O Tex de Seijas não patenteia aquela firmeza que se impõe por si só em qualquer ambiente. O Tex de Seijas surge sempre de sorriso estampado no rosto, mesmo em situações delicadas e por isso há aqui qualquer coisa que sai dos cânones. Longe de ser uma composição falhada, o que sobressai é que o autor estudou a personagem, tentou dar-lhe uma identidade sem fugir dos moldes tradicionais, mas acabou por cair no seu próprio estilo, no seu próprio cunho. No Tex de Seijas é bem evidente esse traço pessoal que se sobrepõe a modelos texianos, na esteira do que observamos, por exemplo, em autores como De La Fuente ou Sommer.

Prancha de Ernesto Garcia Seijas
Texto de Mário João Marques