Fanzine “A Conquista do Oeste” – Maio/Novembro 2001 – Páginas 23 a 26 – Dell e Gold Key, os dois gigantes dos “Comic-books”

DELL E GOLD KEY, OS DOIS GIGANTES DOS “COMIC-BOOKS“

Fanzine “A Conquista do Oeste” - Página 23Na década de 30 os “comic-books” estavam ainda a dar os primeiros passos nos Estados Unidos da América. O início não foi fácil. Já que não havia histórias inéditas para as revistas e estas começaram a publicar o material que tinha aparecido nos jornais, não só em pranchas como em tiras, embora muitas vezes, como aliás aconteceria em Portugal, de uma forma nem sempre muito cuidada, obrigando sempre essas edições a alguns cortes de vinhetas ou supressão destas. O primeiro caso seria a revista “Popular Comics“, que se apresentava mais como uma antologia de aventuras publicadas em jornais, ainda que com melhores cores e melhor impressão. Na verdade uma das grandes maravilhas de todas estas revistas antigas é de hoje olharmos para elas e ficarmos deslumbrados com a qualidade de papel e cores, se considerarmos a altura em que as mesmas seriam impressas. O responsável por esta revista foi George Delacorte e a editora chamava-se Dell Publishing Company. Estávamos em 1936. Seguiram-se depois as revistas “The Funnies” nesse mesmo ano e “The Comics” no ano seguinte. O mercado encontrava-se aberto a novas iniciativas e a aceitação que as revistas começaram a ter, levou a que George fizesse um contrato com a Western Printing and Lithographing Co., para que esta empresa preparasse material original para as suas revistas.

Roy RogersUma das divisões da Western, em Poughkeepsie, em Nova Iorque, sob a direcção da Oskar Lebek, encarregou-se de imprimir as revistas. Iniciou-se assim, o longo relacionamento da Dell com a Western. Em pouco tempo, todo o material novo publicado pela Dell, era feito pela Western. Quando as revistas “Super Comics” e “Crackajack” apareceram em 1938, já apresentavam não só material inédito como novas personagens.

O mercado entretanto prosperava e já em 1940 íamos encontrar alguns “super-heróis” de sucesso: “Superman“, “Batman“, “Captains Marvel“, “The Flash“, “Hawkman“, etc.. Todas as revistas começavam a apresentar aventuras, na sua maior parte, de “super-heróis“. A Dell percebeu então que havia outro mercado a explorar, mais importante que este e destinado a um público infantil. Em vez dos “super-heróis” que eram já editados também por outras editoras, o que obrigaria a Dell a entrar em confronto com aquelas, nada benéfico para ninguém, era muito mais importante editar material cómico e infantil, incluindo os animais, campo ainda inexplorado. Surgem assim os “Funny Animal Comics“. Com um contrato com a Walt Disney, para que pudesse publicar as aventuras de “Pato Donald“, “Mickey” e outras personagens, estava o caminho aberto para o sucesso.

RawhideEm Outubro de 1940 aparece então a revista “Walt Disney’s Comics & Stories“. Foi o começo de uma longa e próspera carreira de todas as personagens de Walt Disney em Histórias aos Quadradinhos, publicadas em revista, o que até aí não tinha acontecido. Mas os primeiros números publicavam material dos jornais, só na revista “Four Color” e a partir do seu número 9, é que surgirão pela primeira vez aventuras inéditas. O escolhido será o “Pato Donald” com uma história da autoria de Carl Barks, genial desenhador. Chamava-se “Donald Duck Finds Pirate Gold“.

George Delacorte, numa procura constante de outras alternativas, para fugir ao género de “super-heróis“, tenta também conseguir os direitos para publicar as aventuras de “Bugs Bunny“, “Porky Pig“, etc. da Warner e “Tom & Jerry” da MGM, além das personagens de Walter Lantz, “Andy Panda” e “Woody Woodpecker“, figuras que tinham atingido grande sucesso no campo da Animação. Conseguiria todas elas, vindo a transformá-las em grandes sucessos com os “comic-books” com as suas aventuras. Não ficou por aí, continuou na sua busca contínua. Seguem-se “Felix, The Cat“, “Popeye” “Littíe Lulu“, “Henry“,etc..

Fanzine “A Conquista do Oeste” - Página 24Em Dezembro de 1941 é a vez da revista “Animal Comics“, onde aparecerá pela primeira vez “Pogo” de Walt Kelly. Aqui dá-se o inverso, só mais tarde esta personagem passaria a ser apresentado nas páginas dos jornais, atingindo um grande êxito, não só junto dos seus leitores, como inclusive dos próprios intelectuais, pela sua qualidade didáctica. Embora evitasse publicar aventuras de “super-heróis“, a Dell não os esqueceu e também resolveria publicar algum material do género, ainda que sem sucesso. As personagens foram: “Phantasmo“, “Martan“, “Professor Supermind and Son” e poucos mais.

Evidentemente que a publicação de histórias já aparecidas em jornais, num formato de “comic-book“, obrigava sempre não só à supressão de vinhetas como a cortes de algumas, de modo a encaixarem naquele formato… Muitas barbaridades foram cometidas, não só nos Estados Unidos da América, como em muitos outros países, incluindo Portugal, ao destruírem material muito bom e que na maior parte das vezes, ficaria perdido para sempre, pois os jornais eram deitados fora, na maior parte das vezes, enquanto as revistas, sempre há um ou outro coleccionador que as conserva.

The Lone RangerNos anos 40, ainda que já existissem muitos filmes de “cow-boys“, mesmo mudos, o tema era quase desconhecido na 9ª. Arte, pelo menos em formato de “comic-books“. Em Setembro de 1940, uma outra editora resolve lançar a revista “Red Ryder Comics“. Não era a primeira vez que ele surgia numa edição do género, pois a própria Dell já tinha publicado as suas aventuras na revista “Crackajack Funnies“. O modo como ele seria retomado pela outra editora seria, ao princípio, muito discreta e quase sem que os leitores se apercebessem disso. A Dell resolve então fazer um novo lançamento, a partir do seu Nº. 6 (Abril de 1942) e a aposta foi ganha com 151 números publicados (1957). Dos N°s. l ao 46, “Red Ryder Comics” publicaria unicamente material dos jornais. Só a partir do Nº. 47 o material seria inédito, embora o seu autor, Fred Harman, tenha sempre desenhado as capas das revistas, pelo menos até ao Nº. 98.

Outra revista de “Western” que seria retomada pela Dell, foi a de “Gene Autry“, baseada na figura do famoso cantor “cow-boy” do cinema. Foi a Fawcett que o lançou nas Histórias aos Quadradinhos, em 1941. A partir do Nº. 11 (1943), a revista passou para a Dell, que unicamente publicaria mais um número com o seu título. Posteriormente, as suas aventuras seriam publicadas na revista “Four Color“, que acabaria em 1946. Mas nesse mesmo ano, o “cow-boy” voltou com a sua própria revista, recomeçando a partir do Nº. 1 e terminando 121 números depois, em 1959. A revista de maior sucesso da Dell seria “Four Color“, pois nela apareceriam sempre variadas personagens, que dariam os seus primeiros passos neste título, alcançando mais tarde ou não, título próprio, se o seu êxito se tivesse mantido até então. Mas nada mais fácil do que contar a história desta revista:
Em Setembro de 1939, a Dell lança uma revista sem nome e sem número, com aventuras de “Dick Tracy“, numa adaptação de tiras de jornais. No mesmo ano sairá outra com trabalhos de “Don Winslow“. Depois será a vez de “Myra North“. O quarto título, já com o número visível, apresentaria “Donald Duck” de Al Taliaferro, também material de jornais. Sempre sem título e até ao Nº. 19, a revista ia surgindo sempre com novas personagens, até que passa a indicar como seu título “Four Color“. Duraria até ao Nº. 25 (1942). Depois disso voltaria com o Nº. 1 e continuaria a sua trajectória até ao Nº. 102, desaparecendo de novo.
Voltaria pouco depois e continuaria de novo até ao N°. 1354 (1962), facto quase inédito no campo dos “comic-books“. Nas suas páginas apareceriam as mais variadas e fantásticas personagens, servindo à Dell como que um barómetro, para detectar se as personagens apresentadas teriam ou não sucesso. O número de revistas editadas por mês, muitas vezes aproximavam-se das seis.

Fanzine “A Conquista do Oeste” - Página 25De 1942 a 1948 a revista publicou as aventuras de “Bugs Bunny“, “Porky Pig“, “Donald Duck“, “Mickey Mouse“, “Popeye“, “Andy Panda“, “Roy Rogers“, “Felix, the Cat“, “Gene Autry“, “Little Lulu“, “The Lone Ranger“, “Woody Woodpecker“, “Tarzan” e muitos mais. Em Janeiro de 1948, a Dell lançou revistas próprias para as suas personagens, “Roy Rogers“, “Tarzan” e “The Lone Ranger“. Em Fevereiro é a vez de “Popeye” e “Little Lulu” . No período áureo das suas publicações, surgem ainda, com revistas próprias “Porky Pig“, “Uncle Scrooge“, “Donald Duck“, “Mickey Mouse“, “Bugs Bunny“, “Henry“, “Felix, the Cat“, “Woody Woodpecker“, etc.. Mas a revista continuaria a apresentar as personagens antigas, ainda que estas já possuíssem títulos próprios, ao mesmo tempo que publicava as aventuras de outras persona­gens, num nunca mais acabar de novas emoções para os seus leitores. É então que aparecem nos inícios dos anos 50, a maior variedade de “heróis” do Oeste:
“Buck Jones“, “Rex Allen“, “Johnny Mack Brown“, “Wild Bill Elliott“, “The Cisco Kid“, “Dale Evans“, “Tonto“, “Ben Bowie” e “Zane Grey’s Stories of The West“. E muitos títulos infantis, tais como, “Lassie“, “Rin Tin Tin“, “Goofy“, “Chip ‘N’ Dale“, “Tubby“, “Oswald The Rabbit“, etc.. Aventuras ainda com “Steve Canyon“, “Sergeant Preston“, “Turok“, “Son of Stone“, “Prince Valiant“, “Rusty Riley” e “Tom Corbett“.

Gene AutryDepois foi a vez de personagens baseadas em séries da TV: “Cheyenne“, “Gunsmoke“, “Zorro“, “Davy Crokett“, “Maverick“, “Annie Oakley“, “Fury“, “I Love Lucy“, “Sea Hunt“, “Buffalo Bill“, “Wyatt Earp“, etc., muitas delas personagens ligadas ao tema de “cow-boys“. Muitos filmes seriam adaptados para a Banda Desenhada pela Dell: “Ben-Hur”, “The Searchers“, “Moby Dick“, “Spartacus“, “The Horse Soldiers“, “The Comancheros“, “The Vikings“, “The Big Country“, “Helen of Troy”, “Drum Beat”, etc.. Ninguém parava a Dell e o sucesso era tal, que o número de vendas anual aproximava-se dos trezentos milhões de exemplares. Na altura em que seria publicado o livro do Dr. Wertham, “The Seduction of  The Innocent“, a Dell nem se aperceberia disso, já que nunca qualquer das suas revistas seria obrigada a ter o selo do “Comics Code” ou sujeitar-se a qualquer censura, quer do editor, quer dos autores quer da Comissão de Censura.

Cisco KidO código de ética adoptada pela editora internamente, considerava já qualquer remota possibilidade de tal vir a acontecer. A sua reputação, integridade e respeitabilidade assim o permitia. A partir dos anos 60, a Dell resolveria aumentar as suas revistas de 10 para 15 cêntimos, enquanto as outras editoras mantiveram o preço, ainda durante alguns meses e depois subiram-no para 12 cêntimos. Foi um rude golpe para a Dell, já que a partir de 1962 as suas vendas começariam a baixar para metade. Face a tal situação e mais uma vez, erradamente, a Dell resolveria cortar alguns títulos e criar outros internamente, ignorando o acordo que havia com a Western. Esta, descontente com tal situação, resolveu pura e simplesmente lançar os seus títulos no mercado, rescindindo o contrato existente com a Dell. Esta continua então a sua política anterior, ainda que com muito menor êxito. “Dr. Kildare“, “Ben Casey“, “Get Smart“, “Gentle Ben” e outras personagens, começam a dar os seus primeiros passos. Seguem-se “Nukla“, “Melvin Monster“, “Brain Boy“, “Toka“, “Kona“, “Naza“, etc.. O fim aproximava-se lentamente.

Bill Elliott

Moribunda, acabaria em fins de 1973. A editora manter-se-ia, quem acabaria seria a parte dedicada aos “comic-books“, depois de 37 anos de actividade e mais de 800 títulos publicados. Mas se a Dell desapareceu, o mesmo já não aconteceria com a Western, já que ao dedicar-se à publicação dos seus títulos no mercado, uma nova perspectiva se aproximava desta. Com o selo da Gold Key, a Western resolveu continuar a publicar o material que até então tinha fornecido à Dell, mantendo muitos títulos e numerações canceladas por aquela e lançando outros com nova numeração: “Tom & Jerry“, “Bugs Bunny“, “Porky Pig“, “Popeye“, “Little Lulu” e outros, além de “Tarzan“, “The Lone Ranger“, “Turok, Son of Stone“, etc..

Entretanto vão surgindo outras séries de televisão, que acabarão igualmente adaptadas às Histórias aos Quadradinhos. Embora pagassem os direitos aos Estúdios de Animação e outros, a publicidade era gratuita, pois a própria série ao aparecer na TV, era já um veiculo comercial de grande impacto junto dos telespectadores, que por sua vez se iriam transformar em leitores. Aparecem então as revistas: “Pink Panther“, “Bonanza“, “Gunsmoke“, “Dark Shadows“, “The Munsters“, “Lost In Space“, “The Man From U.N.C.L.E.“, “The Twilight Zone“, “Daniel Boone“, “Star Trek” e outras adaptações de filmes. Em Outubro de 1962 a Western resolve lançar o seu primeiro “herói“, da autoria de Bob Fujitani. Chamava-se “Doctor Solar“. Ao mesmo tempo as capas das revistas modernizam-se, apresentam-se com melhor papel e uma nova linguagem narrativa, adaptando novos formatos de balões, modificando as vinhetas, que poderiam ou não ser quadradas, rectangulares, redondas ou com outro formato.

Fanzine “A Conquista do Oeste” - Página 26A segunda criação da Gold Key seria “Magnus Robot Fighter” de Russ Manning, em 1963. Depois é a vez de “Korak, Son of Tarzan” também de Russ Manning e “Migty Samson” de Frank Thorne, um ano depois. Em fins de 1965 a Gold Key resolve adaptar os livros de “Tarzan“, primeiro por Russ Manning e depois por Doug Wildey. Em 1967 “The Man From U.N.C.L.E.” vendiam mais exemplares que o “Spider-Man” da Marvel. Encontramos ainda novos títulos da Gold Key, como “Dagar The Invincible“, “Dr. Spektor“, “The Jungle Twins“, “Brothers of The Spear“, “Tragg” e outros. Seguem-se ainda “Mod Wheels“, “The Inspector“, “Daisy and Donald“, “Grimn’s Ghost Stories“, “WackyWitch“, “Yosemite Sam“, etc..

A década de 70 já não seria tão boa para a Gold Key, já que a concorrência da Marvel e da DC, a estava a afectar. Voltava a era dos “super-heróis” e as suas personagens já se vendiam pouco. A própria distribuição já se fazia com grandes dificuldades Pelo que a editora resolveria colocar em sacos, duas a três revistas, e pô-las à venda em grandes espaços comerciais. Em 1981, a Gold Key mudou o nome para Whitman, mas os problemas mantíveram-se. Em 1984 tudo acabaria.
Uma das grandes apostas da Dell/Gold Key seria, em relação às outras revistas, as suas capas, sempre fabulosas e de difícil imitação. Foram vários os artistas que as criaram: Hank Hartman e Ernest Nordli eram especialistas no género do western.
Morris Gollub executou muitas capas para as séries “Tarzan“, “Lassie“, “Champion” e outras. George Wilson ilustrou as capas de “Magnus“, “Turok“, “Doctor Solar” e outras.
Foram vários os desenhadores que criaram as histórias para estas editoras: Russ Manning, Jesse Marsh, Alex Toth, Warren Tufts, Carl Barks, Doug Wilder, John Buscema, Frank Bolle, Bob Fujitani, Alberto Giolitti, Tom Gill, Dan Spigle, Alden McWilliams, Albert Micale, José Delbo, Frank Thorne, Nat Edson e muitos outros.
Hoje, muitos destes nome estão já quase esquecidos, in­clusive o das duas editoras.

Zane Grey's

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Portugal – Edições dos meses de Março

Relação das revistas da Mythos Editora, distribuídas pela LOGISTA PUBLICAÇÕES, no mês de Março:

Semana de 14/03 a 28/03

TEX 429TEX  429
OS LOBOS VERMELHOS
Texto: Mauro Boselli – Desenhos: Alfonso Font

Tex e Jack Tigre participam de uma conferência de paz onde antigas rivalidades entre os líderes pawnees e cheyennes se fazem presentes. Rivalidades que podem provocar uma guerra indígena sem limites.
2,90€
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TEX COLEÇÃO 221TEX  COLEÇÃO 221
O ATAQUE DOS NAVAJOS

Texto: G. L. Bonelli – Desenhos: Fernando Fusco/Erio Nicolò

Cercado na Montanha Sagrada com as jovens índias, Tex usa de todos os recursos para debelar as investidas dos diabólicos hualpais. Mas a sorte de Águia da Noite poderá mudar drasticamente se ele não obtiver uma ajuda o mais rápido possível. Numa nova aventura, Tex e Carson aceitam ajudar um agente da Pinkerton a encontrar um rapaz desaparecido, Tom Foster, que há muito foi raptado por índios. 2,90€.

TEX OURO 24TEX  OURO 24
EMBOSCADA NO RED RIVER

Texto: Claudio Nizzi – Desenhos: Fernando Fusco

O projecto da construção de uma ferrovia transcontinental no Canadá, que ligará as províncias do leste com o oceano Pacífico é lançado, mas inescrupulosos empresários mobilizam-se para ganhar a qualquer custo a concorrência para os trabalhos.
O rapto de Gros-Jean, que acompanhava um engenheiro que fazia os levantamentos topográficos, acciona o coronel Jim Brandon, da Polícia Montada canadense, e este convoca Tex e seus parceiros, que viverão uma perigosa aventura na tentativa de salvar o amigo e levar os patifes à Justiça!
Edição especialíssima com 356 páginas!
8,00€

ALMANAQUE TEX 30ALMANAQUE TEX 30
O PREÇO DA HONRA

Texto: Claudio Nizzi – Desenhos: Andrea Venturi

O jovem apache Santos, alistado como batedor do exército, comete um crime de uma forma inacreditável. Para tentar descobrir o que o levou a tal gesto, Tex busca nas brumas da memória a resposta para esta inquietante indagação, contando a seu filho e a Kit Carson a história do pai de Santos, o terrível guerreiro conhecido como Lobo Raivoso…
Fantástica história inédita e completa, magistralmente desenhada por Andrea Venturi, com texto de Claudio Nizzi.
6,00€

MÁGICO VENTO 64MÁGICO VENTO 64
OS LOBOS AZUIS
Texto: Gianfranco Manfredi – Desenhos: Perovic

O governo americano está patrocinando um programa de reeducação dos índios pawnees, separando os índios por famílias e dando a cada uma um pedaço de terra para cultivar e escola para seus filhos desde pequenos! Se os pawnees querem um futuro, o único caminho é o da integração com os brancos! Porém, os índios skidis, os mais sanguinários entre os pawnees, agora são batedores do Exército, mas não querem abrir mão de antigos rituais: sacrificar jovens mulheres à estrela da manhã! Apenas Mágico Vento e Poe podem evitar que o Exército tenha um motivo para massacrar toda uma nação indígena.
2,90€

ZAGOR EXTRA 43ZAGOR EXTRA 43
OS MISTÉRIOS DE REDSTONE

Texto: Casanova – Desenhos: Cassaro

Na pequena cidade de Redstone, diversos e sinistros personagens se reúnem numa pousada: o pistoleiro Gunny Malone, o índio huron Urso Selvagem, o caçador de peles Rover e ainda o gigantesco Ox e o assustador Chandler. Sob a liderança de um personagem que usa uma sinistra máscara que lhe cobre toda a cabeça, a reunião tem início e logo o leitor descobre o que esses homens têm em comum: é o ódio por Zagor. Todos, de uma forma ou de outra, foram prejudicados ou mandados para a prisão pelo herói de Darkwood. E o que eles pretendem é bem evidente: vingança e morte. Para atrair Zagor, os facínoras ameaçam uma jovem que já apareceu no passado de nosso herói de uma forma bastante triste. Com todos esses ingredientes é claro que o leitor não vai perder essa emocionante história, certo?
2,90€

AS AVENTURAS DE UMA CRIMINÓLOGA 35AS AVENTURAS DE UMA CRIMINÓLOGA 35
ROTA DE COLISÃO

Texto: Giancarlo Berardi e Lorenzo Calza * Desenhos: Valerio Piccioni e Enio

O criminoso Orrin Blake foge da penitenciária de Garden City e leva Júlia como refém. Algum tempo depois o trailer onde estariam o bandido e sua refém sofre um acidente morrendo todos no veículo. Para os amigos de Júlia o impensável aconteceu, com a morte prematura da criminóloga. Mas o exame dos corpos mostra que tudo não passou de uma armação do criminoso para enganar a polícia. Júlia está viva e a caçada continua.
3,50€

AS AVENTURAS DE UMA CRIMINÓLOGA - ESPECIAL 3AS AVENTURAS DE UMA CRIMINÓLOGA – ESPECIAL 3
UM CASO REAL

Texto: Giancarlo Berardi e Maurizio Mantero * Desenhos: Laura Zuccheri

A vida dos príncipes não é sempre maravilhosa como se vê nas fábulas. Mas também é verdade que, para quem está acostumado a levar uma vida privilegiada, o impacto com o mundo normal pode ser traumático, como descobre o protagonista da história desta edição, Alex, jovem herdeiro do trono do reino da Curlândia que inicia uma relação sentimental com a colega de universidade Júlia, até que um bando de criminosos o sequestra para pedir resgate. Como fará a jovem e arguta estudante de criminologia para salvar o seu namorado?
E mais: matérias sobre a trilogia O Poderoso Chefão, comentários sobre os últimos filmes policiais lançados no cinema e sobre a famosíssima série de televisão CSI – Crime Scene Investigation.
3,90€

CONAN, O BÁRBARO 57CONAN, O BÁRBARO 57
Reviva neste número a espectacular adaptação em quadradinhos de Além do Rio Negro, uma história original de Robert E. Howard. Roteiro de Roy Thomas, fabulosamente ilustrado por John Buscema e Tony DeZuniga.
Capa exclusiva pintada por João Silveira, a partir da página de abertura de John Buscema.
E nas inéditas tiras de jornal, o Cimério tenta a todo custo escapar dos escravistas pelos quais foi capturado, na última parte de O Cálice. Roy Thomas e Ernie Chan assinam os créditos. E ainda: o início da nova aventura Yamato, com arte de Alfredo Alcala.
3,50€

Tex Série Normal (Itália): Dieci anni dopo

Tex Série Normal (Itália) - Dieci anni dopoTex 567 – “Dieci anni dopo” de Janeiro de 2008 e Tex 568 – “Sangue in Paradiso” de Fevereiro de 2008.
Argumento de Claudio Nizzi, desenhos de Rossano Rossi e capas de Claudio Villa. História inédita no Brasil e Portugal.

Tex e Carson regressam a Paradise, dez anos mais tarde, chamados por Marcus Glendon, uma vez que a cidade está a ser ameaçada por Rhonda Carpenter, uma ambiciosa criadora de gado que pretende controlar todas as terras da região.

Depois de “Terra Prometida”, um épico escrito por G. L. Bonelli, Nizzi leva Tex e Carson de regresso a Paradise, trazendo ao leitor o perfume dos grandes clássicos da série. Numa época onde as grandes empresas absorvem pequenas cooperativas e pequenos proprietários, almejando apenas o lucro, Nizzi traz-nos a história da luta pacífica de homens cujos valores já não cabem nos novos tempos, homens que amam a terra, homens que acreditam nos seus valores e na honra dos mesmos, homens que crêem na harmonia como objectivo da vivência humana.

Tex Série Normal (Itália) - Sangue in ParadisoRhonda representa os novos tempos da expansão sem regras em detrimento de tudo e todos, apenas com o fito do lucro e do poder, surgindo em contraposição ao seu pai que desconhece a prática da filha em razão da sua já avançada idade que apenas lhe permite ir vivendo um dia atrás do outro.

Uma dualidade entre diferentes formas de estar que Nizzi explora de quando em vez nos seus argumentos, permitindo deixar expresso o seu olhar sobre um tempo actual que o Velho Oeste já vinha desenvolvendo. Mas o aproveitamento desta situação acaba sempre por ser algo superficial, porque a história de Nizzi é simples, roçando mesmo o banal, tal é a linearidade imposta no desenvolvimento do argumento, na aproximação do autor às personagens principais, por fim e sobretudo no modo como o autor vê o papel da religião, contrapondo Elia Glendon um paladino da justiça divina (fundamentalismo que se deve ao seu estado mental!) ao seu irmão Marcus, mais flexível nos seus dogmas, mais dialogante, de espírito mais aberto, realçando um maniqueísmo evidente entre os dois.

Arte de Rossano RossiCuriosamente, desta vez, Nizzi escreve uma história correcta, no sentido em que não apresenta erros, mas voltamos à questão da simplicidade do argumento, incapaz de levantar o interesse do leitor, feito de um ritmo quase sempre constante e sem grandes oscilações. Estancando as ingenuidades que vinha cometendo nos seus últimos argumentos, mesmo assim Nizzi não consegue transmitir ao leitor a sensação ou o sentimento de trazer um novo fôlego ou alguma inovação capaz de desenvolver a série.

Arte de Rossano RossiRossano Rossi já se havia estreado em Tex com a aventura “O Fugitivo”, onde na altura tínhamos notado um estilo muito influenciado por Civitelli, apesar de não atingir a qualidade e a firmeza do traço deste. Desta vez, cremos que este trabalho afirma um Rossi mais desenvolto, mais pessoal, mais seguro e afirmativo das suas capacidades. Um Rossi que, sem renegar as suas influências (o seu Tex é todo civitelliano), consegue encontrar o seu caminho, afirmando uma notória evolução no seu traço. Realce para as cenas nocturnas, onde o autor consegue excelentes jogos de contrastes e também para a composição da personagem de Rhonda, uma mulher tão bela como calculista.

Texto de Mário João Marques