Fanzine “A Conquista do Oeste” – Maio/Novembro 2001 – Páginas 41 a 45 – “Heróis” do Oeste: The Lone Ranger

“HERÓIS” DO OESTE

“THE LONE RANGER” – “HI-YO, SILVER!”

Outra bonita vinheta de Charles FlandersTodos nós gostamos de fantasia. É mais agradável. Ninguém gosta da realidade, quando ela nos oferece dissabores, intrigas, fome, miséria, morte e todas as coisas que a vida tem de mau. Assim, é muito natural que as histórias sobre o Oeste só nos oferecessem fantasia. Deste modo, a verdadeira História de um povo e de uma colonização pode ser camuflada pela lenda. E assim seria durante algumas décadas. E não foi só a Banda Desenhada que se serviria da fórmula, para conquistar público. O mesmo aconteceria com a Literatura, com o Cinema e com a TV.

Fanzine A Conquista do Oeste – Página 41“The Lone Ranger” foi criado para a Rádio, mas quer neste meio quer no da Banda Desenhada, a fantasia não faltou.
George W. Trendle, era o proprietário de uma estação de Rádio em Detroit e Fran Striker, um escritor de histórias que eram publicadas nos “pulps”. Ambos decidiram criar a figura de “The Lone Ranger”, que foi para o ar, pela primeira vez, em 30 de Janeiro de 1933, com episódios de meia hora de duração, três vezes por semana. E foi um grande êxito, tendo durado até 3 de Setembro de 1954.

Sabe, por acaso, dizer quem foi o primeiro intérprete de “The Lone Ranger”? Provavelmente não. Foi um desconhecido, um homem chamado Jack Dodds que, em 1933, iniciou as novelas radiofónicas do famoso “herói”. Mas ficou só por um mês. Foi substituído por George Seaton (que mais tarde se tornaria um conhecido realizador de Cinema). Este também trabalhou pouco, sendo substituído por Earle Graser. Quando este morreu em 1941, Brace Beemer começou a ser a voz de “The Lone Ranger”. Deixou de o seu unicamente em 1954, com o cancelamento do programa.

A SAGA

A saga do conhecido “herói” começou, quando seis “rangers” do Texas, comandados pelo Capitão “Dan Reid”, foram emboscados pela quadrilha de “Butch Cavendish”. Todos os “rangers” morreram, excepto o irmão mais novo do Capitão, que foi salvo pelo índio “Tonto”, a quem aquele, anos antes, salvara igualmente a vida.

A emboscada e a morte de The Lone Ranger

“Tonto” cavou seis sepulturas (uma ficou vazia) e “John Reid” passou a usar uma máscara para o não reconhecerem, e partiu na companhia do índio, na perseguição não só dos assassinos do seu irmão, como de outras quadrilhas. E assim nasceu a lenda do “The Lone Ranger”.

Fanzine A Conquista do Oeste – Página 42Esta é uma das poucas personagens da 9ª arte, cujo verdadeiro rosto nunca conhecemos ao longo dos anos, a que temos acesso às suas aventuras. A sua vida era uma vida de “herói” em pleno, disfarçava-se e circulava onde queria ou precisava, de modo a recolher informações preciosas sobre os bandidos que perseguia, não tinha casa para onde dirigir-se, mas estava sempre pronto a lançar-se numa cavalgada em direcção ao horizonte, com o seu grito de “Hi-Yo, Silver!”, quando qualquer aventura sua acabava.

Uma bala de prata identificava-o sempre, perante as autoridades locais, já que a sua máscara despertava algumas dúvidas da sua honestidade. “The Lone Ranger” com a sua máscara, representava a justiça cega. A sua missão era impor a lei, onde ela não existisse. As suas balas de prata, na crença popular, representavam o símbolo da aniquilação do mal pelo bem. O próprio “Tonto” era a união das duas raças, índios e brancos, no desejo de encontrarem justiça e igualdade para todos, até porque ele era tratado com dignidade.

A VISÃO COMERCIAL DE TRENDLE

Charles Flanders faz nesta prancha a reconstituição da morte de The Lone Ranger. Nota-se já uma certa decadência do autor.Trendle era um homem de negócios. Quando viu que a personagem poderia ser uma fonte de lucro, resolveu criar a firma “The Lone Ranger Inc.”. A partir daqui começaram a surgir todo o tipo de brinquedos, roupas, livros, etc., tudo com o nome de “The Lone Ranger”. Daqui ao Cinema, foi um passo e Trandle vendeu os direitos a Hollywood. O primeiro filme apareceu em 1938, um seriado de 15 episódios, com o título de “The Lone Ranger” e com os artistas Lee Powell no papel do “herói” e o Chief Thundercloud no papel de “Tonto”. No ano seguinte aparece “The Lone Ranger Rides Again”, desta vez com Robert Livingston. Ambos os filmes fogem ao texto original.

Entretanto Trendle resolve lançar a personagem na Banda Desenhada, a cores, em tira e página dominical, o que acontece em 1938. O primeiro desenhador será Ed Kressy, muito mau por sinal, seguido de outros tão maus como ele. Segue-se Jon Blummer, um dos poucos que se aproveitou. Uma das grandes dificuldades que surgiram no início, foram os desenhos de Kressy, que levaram a que muitos editores estrangeiros pensassem duas vezes, antes de se atreverem a publicar as histórias de “The Lone Ranger”. Face ao possível cancelamento da série, foi escolhido outro desenhador, desta vez com êxito. Charles Flanders irá dar conta do recado, a contento de todos os leitores, nos inícios de 1939. De tal modo, que a série irá manter-se até 1971, embora com altos e baixos.

Uma vinheta de Charles FlandersO aparecimento de Flanders, ajudou a que as editoras estrangeiras tomassem a decisão de publicar as respectivas histórias, ainda que o novo desenhador também não tivesse um grande currículo, no campo da Banda Desenhada, já que só tinha desenhado “Robin Hood” (menos mau) e participado em “Tim Tyler” e no “Agente Secreto X-9” e, em qualquer uma delas, não primou pela qualidade. A sua melhor produção sobre esta personagem encontra-se talvez, de 1944 a 1950, onde o artista, em toda a sua maturidade, conseguiria criar algumas vinhetas com algum impacto, embora nada de extraordinário.

Charles Flanders não era um artista completo, embora fosse bom nas figuras. No entanto, não era capaz de desenhar os cenários. As vinhetas ficavam pobres pela falta de vegetação, árvores e montanhas, que eram simplesmente delineadas. Com o passar dos anos as coisas foram piorando. A década de 40, mesmo assim, foi a melhor do artista, já que “The Lone Ranger” foi surgindo em várias aventuras, quer em tiras quer em páginas dominicais, com desenhos limpos e de alguma qualidade.

Mais uma tira da série com desenhos de Charles Flanders em boa forma.

E a Saga da nossa personagem foi continuando com sucesso. Em 15 de Setembro de 1949, “The Lone Ranger” foi adaptado para a TV, tendo sido realizados 182 filmes até 1956. Clayton Moore e Jay Silverheels, foram a escolha feliz, para os papéis das personagens principais, que souberam levar a bom termo as suas representações por oito anos. Em 1956 e 1958, houve dois novos filmes, que viriam a ter igualmente sucesso. Em 1971 foi adaptado à Animação pelos Hanna e Barbera.

O PANORAMA DOS “COMIC-BOOKS”

Fanzine A Conquista do Oeste – Página 43Em 1969 os postos de combustível da Shell no Brasil, resolveram distribuir gratuitamente revistas de Banda Desenhada, editadas pela Ebal e com números zero (0), todas elas onde figuravam as aventuras de “Thor”, “Capitão América”, “Homem de Ferro”, “Namor” e “Hulk”. As revistas eram três, “O Capitão Z”, “Superxis” e “Álbum Gigante” e apresentavam-se com o início das aventuras daqueles cinco “super-heróis”.

Evidentemente que a maior parte dos coleccionadores, incluindo nós, nunca mais tivemos acesso a esses exemplares que rapidamente se esgotaram e também, rapidamente desapareceram, na voragem dos anos e nas mãos dos jovens leitores (como provável oferta dos seus pais), que acabariam por lhes dar sumiço. Pois de milhares de exemplares, nunca vimos nenhum. A Ebal, face à reclamação dos novos leitores dessas personagens (que não tiveram acesso ao início das histórias) e que passaram a comprar essas revistas a partir do Nº 1, resolveria editar no mesmo ano um Almanaque, com esse mesmo material, embora não todo…

Duas capas de comic-book de The Lone RangerÉ claro que nada disto é novidade para ninguém e, todos nós sabemos, que muitas marcas de produtos, resolvem, de vez em quando, editar qualquer brochura em Banda Desenhada, fazendo promoção aos seus artigos ou à sua marca. Em Portugal tem acontecido isso, sistematicamente e há já, uma série de revistas ou álbuns, que apareceram editados quer por marcas quer por Câmaras, Freguesias ou entidades particulares, que nos deixam a cabeça em água viva para os detectar, muitas vezes sem sucesso.

Pois “The Lone Ranger” também teria um “comic-book” intitulado “The Lone Ranger Comics”, datado de 1938 (no interior a data é de 1939), tinha 64 páginas a cores e foi oferecido por uma marca de gelados. Escusado será dizer que encontrá-lo, é obra! Mas “The Lone Ranger” surge em “comic-book” editado pela Dell no Nº 3 da colecção “Large Features Comics” (1939). Possui um grande formato e foi publicado a preto e branco. Os desenhos eram de Robert Weisman. No Nº 7 (1939 também), dessa colecção, as aventuras desta personagem voltam de novo, desta vez com desenhos de Henry E. Vallely. De 1940 a 1950 “The Lone Ranger” vai aparecendo regularmente, mas desta vez com a adaptação das tiras e das pranchas de Ed Kressy e Charles Flanders. Primeiro e de 1940 a 1945, nas colecções “Future Comics”, “King Comics” e “Magic Comics” editados pela David McKay da Filadélfia, depois, a partir de Setembro de 1945 e até Outubro de 1947, pela Dell que consegue os direitos da personagem e será na sua “Four Color Comics” que aparecerão as aventuras de “The Lone Ranger”, em sete números. A partir de Jan-Fev. de 1948, passará a ter revista própria.

Este trabalho de 1967, marca já o declínio total de Charles Flanders.

Nos seus primeiros 37 números serão republicadas as tiras de Flanders, até que no seu Nº 38 (Agosto de 1951), serão criadas histórias novas, especialmente para a revista. Os textos eram de Gaylord Dubois (nascido em 1899) e os desenhos de Tom Gill (nascido em 1913), um desenhador que tinha no seu activo uma tira quotidiana intitulada “Flower Potts” (1946-1949).

Uma tira da autoria de Tom Gill (1960)Com Tom colaboraram outros desenhadores ao longo dos anos, tais como Keats Petree (nascido em 1919), que se ocupa da série “The Lone Ranger” em 1954, antes de realizar “Nick Halliday” (1954-1956), outra tira quotidiana, Ted Galindo (nascido em 1927), que desenhará também a série, ainda em 1954 e Jim Christiansen (nascido igualmente em 1927), que se ocupará de algumas histórias em 1955. Depois será ainda a vez de Bill Martin em 1954 e Herb Trimpe (1960-1962), este último um autor bastante conhecido, pela criação de várias séries de “super-heróis” a partir de 1966 para a Marvel. Tom Gill soube dar à série um aspecto gráfico muito razoável. Tom Gill já tinha sido ajudante (fantasma) de Charles Flanders, nos anos cinquenta, como colaborador da série, pelo que possuía já alguma prática.

Fanzine A Conquista do Oeste – Página 44Uma das grandes qualidades deste “comic-book” eram as capas, desde o Nº 32 (Fev. 1951) ao Nº 111 (1957), quando a partir daqui passará só a apresentar as fotos de Clayton Moore. Naqueles números as capas eram desenhadas por Hank Hartman e Ernest Nordli, dois grandes artistas de Animação.
Kellog Adams será igualmente o autor de algumas histórias de “The Lone Ranger”, de 1952/1957 e Paul S. Newman (nascido em 1924), quem escreverá igualmente alguns dos textos da série de 1958 a 1961, antes de se dedicar em pleno à mesma série, mas desta vez publicada nos jornais até 1971.

A Dell dedicou também a esta personagem três grandes títulos, “The Lone Ranger Golden West”, The Lone Ranger Movie Story” e “The Lone Ranger Western Treasury”, de 1953 a 1956, além de 10 álbuns da colecção “March of Comics” editados de 1957 a 1970.

Temos ainda mais: “The Lone Ranger’s Companion Tonto” com 33 números de 1951 a 1959, com desenhos de Tom Gill, Jon Small e Alberto Giolitti e “The Lone Ranger’s Famous Horse Hi-Yo Silver”, com 36 publicações de 1952 a 1960, escritos por Dubois e desenhados por Gill e Trimpe.

Uma tira de Alberto Giolitti (1959)Com o Nº 145 (Maio-Julho 62), a Dell suspende “The Lone Ranger”. Mas será a Gold Key a reiniciar a publicação da revista, a partir do seu Nº 1 (Setembro de 1964), de novo com Tom Gill e com a republicação de velhas histórias. A série prosseguirá com algumas pausas (em 1970-71 e 1973 não foram publicados quaisquer números), terminando em Março de 1977, com 28 números editados. Em 1972 Tom Gill deixa a série que será continuada por John Warner (textos) e Frank Boll e Don Heck (desenhos). José Delbo ainda tentou reanimar a personagem, com a criação de novas histórias, mas sem êxito.

Uma tira com desenhos de Tom GillSe Charles Flanders levou a série a um lugar cimeiro no panorama da Banda Desenhada, também arranjaria maneira de a deixar cair, pouco a pouco. Os anos 50 mostravam já a sua decadência. Teve ajudantes, devido a problemas com a bebida. Tom Gill, foi um dos melhores, mas, mesmo assim, a série foi perdendo qualidade. O argumentista foi mudado e seria igualmente Paul S. Newman a substituir Bob Green, nas páginas dos jornais. Nada conseguiria que a série sobrevivesse, depois de tanto sucesso.

Em 1981 surgiu outro filme, que seria um desastre total. Baseado nele, Cary Bates e Russ Heath (des.), resolveriam voltar a lançar a personagem em “comic-book”, mas sem resultados práticos.

Indicamos a seguir um resumo dos autores desta série, no que respeita às tiras e pranchas dominicais publicadas nos jornais:

ARGUMENTISTAS
Fran Striker supervisor de 1938 a 1944 e de 1948 a 1962.
Mrs. Kressy, mulher de Ed Kressy, de Setembro de 1938 ao fim de 1938.
John Wade Hampton em 1940.
Bob Green de 1944 a 1948 e de 1948 a 1962.
Paul S. Newman de 1962 a 1971.
Cary Bates de 1981 a 1984.

DESENHADORES
Ed Kressy de Setembro de 1938 até 23/1/39 para a prancha e 10/3/39 para a tira.
Dick Sprang para a cercadura, em 1938 para Ed Kressy.
Norman Fallon para a tinta-da-china de Ed Kressy de fins de 1938 a inícios de 1939.
Charles Flanders para a tinta-da-china de 30 de Janeiro de 1939 (prancha) e de 12 de Março de 1939 (tira) até Setembro de 1971.
John Wade Hampton para a tinta-da-china em 1940.
Tom Gill para a tinta-da-china em substituição de Flanders, nos anos cinquenta.
Russ Heath para a tinta-da-china de Setembro de 1981 a Abril de 1984.

O “ZORRO” NO BRASIL

A capa do nº 1 de uma das séries da revista brasileira ZorroO “ZORRO” (o nome que lhe seria dado no Brasil e em outros países), foi lançado no Brasil na revista “Gibi” Nº 2, datado de 16/4/39), na página central e a cores, da autoria de Ed Kressy. Em 1940, as suas aventuras passam a ser incluídas em “O Globo Juvenil” em página e continua no “Gibi” em tiras. Nos “Almanaques de O Globo Juvenil”, anos 1941 a 1950, as suas histórias tiveram sempre uma aparição constante.

De 1943 a 1945, exactamente como tinha acontecido inicialmente nos Estados Unidos da América, o “Zorro” surge na Rádio, com o nome de “O Vingador”. O patrocinador desse programa, a Palmolive, distribuía igualmente um distintivo e um jornal com as aventuras desta personagem. Em 1948, o “Biriba” surge com o “Zorro”, publicando-o a cores, reproduzindo as páginas dominicais. Em todas estas histórias, a personagem era apresentada com camisa vermelha, quando na verdade ela era azul. Só a partir de 1954, a Ebal passaria a restituir à camisa do “Zorro”, a sua cor original.

Fanzine A Conquista do Oeste – Página 45O “Guri”, a partir do seu Nº 255 (1951), passa a incluir nas suas páginas também, as aventuras de “The Lone Ranger”.
O “Novo Gibi” e o “Novo O Globo Juvenil”, passam também a publicar outras histórias do nosso “herói”, em 1953. no ano seguinte, a Ebal, toma conta da personagem, dando-lhe revista própria (Março 1954) a preto e branco e a cores (Fevereiro 1970). Nesta década e com a falta de histórias necessárias para preencherem as edições mensais, leva a que alguns autores brasileiros se ocupem de alguns dos episódios da série, tais como Wlamir Amaral.

A Ebal publicaria até 1984, três séries em formato A4 a preto e branco, outra em formato um pouco menor chamada “O Livro do Zorro”, outra em formatinho a cores que durou até ao Nº 75 (Março 84) e, finalmente, uma em A4 de novo, a cores (Outubro 84), que durou unicamente 4 números.

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Entrevista exclusiva: STEFANO ANDREUCCI

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco, com a colaboração de Carlo Monni e Enzo Pedroni na formulação das perguntas e de  Júlio  Schneider  (tradutor de Tex para o Brasil) e de Gianni Petino na tradução e revisão.

Stefano AndreucciStefano Andreucci, profissão desenhador de BD: como foi o seu início como desenhador e, em especial,  quando e como começou a trabalhar para a Bonelli?
Stefano Andreucci: Eu comecei com o estúdio de Dino Leonetti, em Roma. Depois, conheci Francesco Coniglio (Coniglio Editore), fiz algumas histórias eróticas e trabalhei para as revistas  Splatter e Mostri. No final de 1991 apresentei o meu material à Sergio Bonelli Editore. Da primeira vez não deu certo, mas apenas um mês depois tentei de novo e fui aceite (bondade deles!) Foi assim que comecei a desenhar Zagor.

Arte de Stefano AndreucciNa sua actividade de desenhador, quais são os seus mestres, se existem? Há desenhadores que você estima de modo particular? Em caso positivo, quais e porque?
Stefano Andreucci: São tantos desenhadores que eu gostaria de “imitar”. Muitos, para poder citar todos. Mas se devo dizer o nome de um, digo Giovanni Ticci. Eu gostava e gosto imenso. Mas também acrescento o meu professor do Secundário, Nino Giammarco, com seus traços quentes e pastosos. Por fim, o meu irmão Roberto, que eu via desenhar quando eu era pequeno.

Que lugar tiveram os quadradinhos, principalmente os Bonellis, na sua infância?
Stefano Andreucci: Eu lia todas as revistas que os meus irmãos compravam: Batman, Superman, O Fantasma e por aí fora, mas principalmente Zagor e Tex. Fantásticos!

Zagor por Stefano AndreucciQuando e como foram publicados os seus primeiros trabalhos?
Stefano Andreucci: Foi com o estúdio romano de Dino Leonetti,  ao desenhar para Tilt e Boy Comics por volta de 1986.

O seu primeiro personagem bonelliano foi Zagor, para quem você desenhou 4 histórias, três delas escritas por Boselli. Qual foi seu impacto com Zagor e o que você achou de Boselli como roteirista?
Stefano Andreucci: No início foi difícil dever adaptar-se ao estilo de outro – embora grande – desenhador. Mas havia muito a aprender e eu me dediquei com afinco. Mas com as histórias de Cain (que eu criei graficamente) eu me senti à vontade e me diverti bastante.  A colaboração com Boselli seguia bem e eu colocava algo de meu, apesar da nossa visão narrativa não ser exactamente a mesma.
Eu gosto muito de Mauro, com quem colaboro desde 1993.

Tex por Stefano AndreucciPassemos ao Ranger que dá nome a este blogue:  na sua opinião, quem ou o que é Tex? O que mais lhe agrada e o que menos lhe agrada no Ranger?
Stefano Andreucci: Tex vai bem como está, e os números confirmam isso. Porém eu gostaria de ver o  Tex  Gigante  (Texone) ser explorado de outra forma. Um trabalho de autor, é isso. Eu também chamaria argumentistas diferentes.

Em 2003 saiu o Almanaque do Oeste com a sua história “Herói por Acaso“. Depois disso você não desenhou mais Tex. Porque a sua colaboração com Ranger foi tão curta?
Stefano Andreucci: Creio que não agradei a Sergio (Bonelli). Eu me explico deste modo.

Página de Tex por Stefano AndreucciVocê gostaria de continuar a desenhar as aventuras do Ranger mais famoso da BD ou, como aconteceu com alguns de seus colegas, que recentemente começaram e tiveram que parar, a tarefa faz tremer os pulsos, como diria o próprio Tex?
Stefano Andreucci: Tremer os pulsos?  Que nada! Ao contrário, “raios me partam!”.  Eu  gostaria  de desenhar histórias de Tex de vez em  quando,  porque ele me é familiar. Mas eu gosto de variar e de não ligar-me demasiado a uma série, senão eu cairia na rotina.

Continuemos com Tex:  De que modo você foi escolhido para desenhar aquela única história do Almanaque 2003?
Stefano Andreucci: Sergio (Bonelli) pediu-me, é só o que sei.

Página de Tex de Stefano AndreucciAo trabalhar com Tex você espelhou-se em algum modelo preciso?
Stefano Andreucci: Não, apesar de que Ticci entra na minha cabeça de modo instintivo.

Na sua opinião, o que faz de Tex o ícone que ele é?
Stefano Andreucci: Sei lá! A sério, eu nunca pensei nisso. Talvez a sua falta de meios-tons…

Como  definiria  os quatro pards com um só adjectivo?
Stefano Andreucci: Granítico, paternal e livre,  respectivamente para Tex,  Kit Carson e Jack Tigre. Kit Willer seria… alinhado.

Em 2007 tivemos em Portugal uma antecipação mundial de quinze novos desenhadores de Tex. Como você vê essa entrada de tantos novos elementos na equipa texiana? Isso poderia ser um novo curso na vida da série?
Stefano Andreucci: Vejo com olhar positivo. São novos elementos que darão oxigénio extra à série. Quanto ao novo curso, não sei, veremos.

Tex em acção por Stefano AndreucciUltimamente também houve um reforço de roteiristas. Você acha que isso era algo inevitável? E, com tantos roteiristas, não acha que há o risco de Tex ser desnaturado?
Stefano Andreucci: Isso poderia acontecer, mas não acho provável. Tex é tão sólido que fez de todas as suas características um bloco único. Colocada a questão nesses termos, ele só pode enriquecer.

Você acha que Tex mudou nos últimos anos? Se sim, sob quais aspectos?
Stefano Andreucci: Eu sou um desenhador. Com uma opinião, mas um desenhador. Esta pergunta deve ser feita aos tantos críticos de povoam a rede.

Para concluir o tema, como vê o futuro do Ranger?
Stefano Andreucci: Extremamente sólido!

Página de Dampyr por Stefano AndreucciHá muitos anos que você é um dos desenhadores de ponta da série Dampyr, da qual recebeu a missão de desenhar o número 100, a sair agora em 2008. Uma responsabilidade, mas no fundo também  a  sua consagração como o desenhador mais importante da série depois de Majo. O que você pode dizer sobre isto?
Stefano Andreucci: Sou grato a Bonelli e a Boselli pela chance que me deram e agora, com o trabalho concluído, posso dizer que o resultado final desse número 100 foi muito bom. Eu não creio que seja o desenhador mais adequado para Dampyr. Mas talvez eu esteja enganado.

Fale alguma coisa da história e de como você se sente a desenhar Dampyr.
Stefano Andreucci: Dampyr é a coisa mais difícil que já desenhei, mas também é um desafio. A história é… reveladora e fantástica, e ainda tem o título “O Rei do Mundo“! Draka é o grande destaque, fascinante como nunca.

Página de Dampyr de Stefano AndreucciVocê trabalhou  com  Zagor,  Dampyr e uma única vez com Tex. Você achou alguma diferença em trabalhar com estas três personagens?
Stefano Andreucci: Quase todas são histórias de Boselli,  por  isso não acho muita diferença.  É  claro que cada série tem suas peculiaridades, mas de um modo geral é o autor diferente que traz uma diferença sensível, não tanto a série em si.

Em todas essas experiências você teve um relacionamento, digamos assim, privilegiado com um roteirista, qual seja, Mauro Boselli. Isso tornou mais fácil a passagem a personagens tão diferentes entre si?
Stefano Andreucci: Sem dúvida alguma!

Qual a importância de Tex, Zagor e Dampyr na sua vida?
Stefano Andreucci: Eu gosto de quadradinhos. Além de tudo, eles são o meu ganha-pão. É o máximo.

Conan por Stefano AndreucciHá alguma série bonelliana com a qual você não trabalhou e que gostaria de desenhar? Em caso positivo, qual seria e porque?
Stefano Andreucci: Não, eu gostaria de desenhar Tex novamente. Além dos trabalhos que já estou a escrever.

E quem sabe uma personagem não-bonelliana?
Stefano Andreucci: Batman.

Você já pensou em escrever e desenhar  um  personagem todo seu, texto e desenhos?
Stefano Andreucci: Estou a escrever, mas não é para uma série.  E não é para a Bonelli.  Eu gosto de escrever fábulas para todos, adultos e crianças.

E os seus projectos para o futuro? Pode nos antecipar alguma coisa?
Stefano Andreucci: Acabei de fazer isso: estou a escrever uma coisa que espero possa ser publicada. Trata-se de uma fábula meio de terror, mas não uma coisa splatter. Veremos.

Stefano Andreucci e filhaQuando desenha, você tem ambientações e/ou temáticas preferidas? Quais?
Stefano Andreucci: Sim. O mar ou as montanhas da América do Norte. Mas também condições particulares que deixam o que vai ser desenhado mais interessante, como vento ou chuva.

Você mora em Roma, como outros desenhadores bonellianos (Laurenti, Mastantuono e outros). Os contactos entre vocês são frequentes  ou  cada  um trabalha em total solidão?
Stefano Andreucci: Já há 14 anos que eu moro em Narni, uma pequena cidade a quase 100 km de Roma. Eu tenho um estúdio junto com um meu ex-aluno, Michele Rubini, desenhador de Zagor. Tenho contactos frequentes com Laurenti, mas  com  os  outros a gente encontra-se nas várias feiras de quadradinhos, nada além disso.

Stefano Andreucci e a filhaQuais BD’s você lê actualmente? Com quais você mais se identifica?

Stefano Andreucci: Eu não me identifico com nenhuma BD já há algum tempo, mas leio Tex, Zagor, Dampyr (obviamente) e muitos outros, inclusive estrangeiros, mas só ocasionalmente. Vou a uma loja de Banda Desenhada, procuro, folheio e, quando gosto, compro.

Além de BD, que tipo de livros você lê? E quais são as suas preferências no cinema e na música?
Stefano Andreucci: Eu não tenho preferências. Encontro coisas que me entusiasmam onde menos espero. Seja na leitura, no cinema ou na música. Eu gosto muito de ser surpreendido.

Caro Stefano,  em nome do blogue português de Tex,  agradecemos muitíssimo pela entrevista  que  tão  gentilmente nos concedeu.
Stefano Andreucci: Obrigado a vocês e um abraço a todos que lêem este bate-papo amigável.

Homem-Aranha por Stefano AndreucciTio Patinhas por Stefano Andreucci

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Intervista esclusiva: STEFANO ANDREUCCI

Intervista condotta da José Carlos Francisco, con la collaborazione di Carlo Monni e Enzo Pedroni per la formulazione delle domande e di Júlio Schneider (traduttore di Tex per il Brasile) e di Gianni Petino per le traduzioni e le revisioni.

Stefano AndreucciStefano Andreucci, professione disegnatore di Fumetti: puoi raccontarci i tuoi inizi come disegnatore, in particolare di quando e come hai cominciato a lavorare per Bonelli?
Stefano Andreucci: Ho cominciato con lo studio di Dino Leonetti, a Roma. Poi, conosciuto Francesco Coniglio (Coniglio Editore), ho realizzato qualche erotico e ho lavorato per le sue riviste Splatter e Mostri. Alla fine del 1991, poi, ho presentato le mie cose alla Sergio Bonelli Editore. Non è andata subito bene, ma solo un mese dopo ci ho riprovato e questa volta mi hanno accettato (bontà loro!). E’ così che ho cominciato a disegnare Zagor.

Arte de Stefano AndreucciNella tua attività di disegnatore, quali consideri, se vi sono, come tuoi maestri? Hai disegnatori che stimi particolarmente? In caso positivo, quali e perché?
Stefano Andreucci: Erano tanti i disegnatori che mi sarebbe piaciuto “imitare”. Troppi per citarli tutti. Però, se devo dirne uno su tutti dico Giovanni Ticci. Mi piaceva e mi piace da matti. Ma anche aggiungo un mio professore di liceo, Nino Giammarco, dal tratto caldo e pastoso. Infine mio fratello Roberto, che guardavo disegnare quando ero piccolo.

Che posto hanno avuto i fumetti, soprattutto i Bonelli nella tua infanzia?
Stefano Andreucci: Leggevo tutti i fumetti che i miei fratelli compravano, Batman, Superman, L’uomo mascherato e via dicendo, ma soprattutto Zagor e Tex. Fantastici!

Zagor por Stefano AndreucciQuando e come hai cominciato a pubblicare i tuoi primi lavori?
Stefano Andreucci: Ho cominciato con lo studio romano di Dino Leonetti, disegnando per Tilt e Boy Comics grosso modo nel 1986.

Il tuo primo personaggio bonelliano è stato Zagor, per il quale hai disegnato 4 storie, tre di queste scritte da Boselli; vuoi raccontarci del tuo impatto con Zagor e di come ti sei trovato con Boselli come sceneggiatore?
Stefano Andreucci: All’inizio è stata dura, doversi adattare al tratto di un altro, seppur grande, disegnatore. Però c’era molto da imparare e mi sono messo giù con impegno. Ma con le storie di Cain (che ho creato graficamente) mi sono sentito a mio agio e anche molto divertito. Con Boselli si collaborava bene e c’era partecipazione anche da parte mia anche se la nostra visione narrativa non è esattamente la stessa. Inoltre sono affezionato a Mauro con il quale collaboro dal 1993.

Tex por Stefano AndreucciPassiamo adesso al Ranger che dà nome a questo blog: chi o cosa è Tex secondo te? Cosa ti piace di più nel Ranger e cosa di meno?
Stefano Andreucci: Tex va bene così, d’altronde ci sono i numeri a confermarlo, solo che mi sarebbe piaciuto veder sfruttato diversamente il Texone. Una prova d’autore, ecco come lo vedrei.
Ingaggerei anche sceneggiatori diversi.

Nel 2003 è uscito l’Almanacco del West con la tua storia “Eroe per caso“. Non hai più disegnato per Tex; come mai la tua collaborazione per Tex è stata così breve?
Stefano Andreucci: Credo di non essere piaciuto a Sergio. Io me lo spiego in questo modo.

Página de Tex por Stefano AndreucciTi sarebbe piaciuto continuare a disegnare le avventure del Ranger più famoso del Fumetto, oppure, com’è accaduto ad alcuni dei tuoi colleghi, che di recente vi si sono cimentati per poi abbandonarla, l’impresa ti fa, come direbbe Tex stesso, tremare i polsi?
Stefano Andreucci: No, che tremare i polsi! E che sarà mai. Anzi, il contrario, “che il cielo mi fulmini!”. Mi piacerebbe disegnare qualche storia di Tex ogni tanto, perché mi riesce familiare. Però mi piace variare e non legarmi troppo a una serie, altrimenti cadrei nella routine.

Continuiamo con Tex: innanzitutto com’è che sei stato scelto per disegnare quell’unica storia apparsa sull’Almanacco 2003?
Stefano Andreucci: E’ Sergio che mi ha voluto, di più non so dire.

Página de Tex de Stefano AndreucciNel tuo accostarti al personaggio ti sei rifatto ad un modello preciso?
Stefano Andreucci: No, anche se Ticci è nella mia testa in modo istintivo.

Secondo te cos’è che rende Tex l’icona che è?
Stefano Andreucci: Boh! Sul serio, non ci ho mai pensato. Forse la sua mancanza di chiaro-scuro…

Come definiresti con un solo aggettivo i quattro pards?
Stefano Andreucci: Granitico, paterno e libero, in ordine per Tex, Kit Carson e Tiger Jack. Kit Willer direi… allineato.

Nel 2007 abbiamo avuto in Portogallo un’anticipazione mondiale di quindici nuovi disegnatori di Tex. Come vedi questa entrata di tanti nuovi elementi nello staff texiano? Questo potrebbe essere un nuovo corso nella vita della serie?
Stefano Andreucci: La vedo bene, sicuramente elementi nuovi che daranno ossigeno extra alla serie. Per il nuovo corso non lo so, vedremo.

Tex em acção por Stefano AndreucciUltimamente c’è stato un rinforzo anche a livello di sceneggiatori. Pensi che fosse qualcosa d’inevitabile? E con tanti sceneggiatori non pensi si possa correre il rischio di vedere Tex snaturato?
Stefano Andreucci: Potrebbe accadere ma non credo sia probabile. Tex è talmente solido che ha fatto di tutte le sue caratteristiche un unico blocco. Messa in questi termini si può solo arricchire.

Ritieni che Tex sia cambiato negli ultimi anni? Se sì, sotto quali aspetti?
Stefano Andreucci: Ma io sono un disegnatore. Con una sua idea, ma un disegnatore. Questa domanda dovresti farla ai tanti critici che popolano la rete.

Per concludere il tema, come vedi il futuro del Ranger?
Stefano Andreucci: Solidissimo!

Página de Dampyr por Stefano AndreucciDa molti anni sei uno dei disegnatori di punta della testata Dampyr, della quale hai avuto il compito d’illustrare il numero 100 in uscita nel 2008. Una responsabilità, ma in fondo anche forse la tua consacrazione come il disegnatore più importante della serie dopo Majo. Tu cos’hai da dire al riguardo?
Stefano Andreucci: Sono grato a Bonelli e a Boselli per la possibilità che mi hanno dato e ora, visto che l’ho finito, posso dire che è venuto molto bene, questo numero 100. Però non credo di essere il disegnatore più adatto per Dampyr. Ma, visto come vanno le cose, forse mi sbaglio.

Puoi dirci qualcosa della storia e di come ti trovi a disegnare Dampyr?
Stefano Andreucci: Dampyr è la cosa più difficile che io abbia mai disegnato, ma è anche una sfida. La storia è… rivelatrice e fantastica, daltronde si intitola “Il Re del Mondo”! Draka la fa da padrone, fascinoso più che mai.

Página de Dampyr de Stefano AndreucciHai lavorato dunque su Zagor, Dampyr ed un’unica volta su Tex. Che differenze hai trovato, se le hai trovate, nel lavorare su questi tre personaggi?
Stefano Andreucci: Sono quasi tutte storie di Boselli e quindi tanta differenza non la trovo. E’ chiaro che ogni serie ha la sua peculiarità, ma in definitiva è l’autore diverso che porta una differenza sensibile, non tanto la serie stessa.

In tutte queste esperienze hai avuto un rapporto, per così dire, privilegiato con uno sceneggiatore, ovvero Mauro Boselli. Credi che questo ti abbia reso più facile il passaggio a personaggi tanto diversi tra loro?
Stefano Andreucci: Senza alcun dubbio!

Quale è l’importanza di Tex, Zagor e Dampyr nella tua vita?
Stefano Andreucci: Mi piacciono i fumetti. Oltre tutto mi danno da vivere. E’ il massimo.

Conan por Stefano AndreucciC’è un’altra testata bonelliana per la quale non hai mai lavorato e che ti piacerebbe tantissimo disegnare? In caso positivo, puoi dirci quale sarebbe e perché?
Stefano Andreucci: No, mi piacerebbe ridisegnare Tex. Oltre che le cose che sto scrivendo.

E magari un personaggio non bonelliano?
Stefano Andreucci: Batman, assolutamente.

Hai mai pensato di scrivere e disegnare un personaggio tutto tuo, testi e disegni?
Stefano Andreucci: Sto scrivendo ma non per la serialità. E comunque non per Bonelli. Mi piace scrivere favole per tutti, adulti e bambini.

E i tuoi progetti per il futuro? Puoi anticiparci qualcosa?
Stefano Andreucci: L’ho già fatto, sto scrivendo una cosa che spero possa essere pubblicata. Si tratta di una favola un po’ orrorifica, ma non splatter. Vedremo.

Stefano Andreucci e filhaQuando disegni hai delle ambientazioni e/o tematiche preferite? Quali sono?
Stefano Andreucci: Si. Il mare o le montagne del Nord America. Ma anche condizioni particolari che rendono il soggetto più interessante, come vento o pioggia.

Vivi a Roma come altri disegnatori bonelliani (Laurenti, Mastantuono e altri): i contatti tra di voi sono frequenti oppure ognuno di voi lavora in assoluta solitudine?
Stefano Andreucci: Da 14 anni vivo a Narni, una cittadina umbra a quasi 100 km da Roma.
Qui ho uno studio insieme al mio ex allievo Michele Rubini, disegnatore di Zagor. Ho frequenti contatti con Laurenti, mentre con gli altri ci si incontra alle varie fiere del fumetto, ma niente di più.

Stefano Andreucci e a filhaQuali fumetti leggi attualmente ovvero con quali ti identifichi maggiormente?
Stefano Andreucci: Non mi identifico con nessun fumetto da un bel po’, però leggo Tex, Zagor, Dampyr (ovviamente) e molti altri, anche esteri, ma occasionalmente. Vado in fumetteria e cerco, sfoglio e, quando mi piace, compro.

Oltre ai fumetti, quale tipo di libri leggi? E quali sono le tue preferenze nel campo del cinema e della musica?
Stefano Andreucci: Non sono uno da preferenze. Trovo una cosa che mi entusiasma da matti la dove non me lo aspetto. Sia nella lettura che nel cinema o nella musica. Mi piace tanto essere sorpreso.

Caro Stefano, a nome del blog portoghese di Tex ti ringraziamo moltissimo per l’intervista che ci hai così gentilmente concesso.
Stefano Andreucci: Grazie a voi e un saluto anche a chiunque legga questa amichevole chiacchierata.

Homem-Aranha por Stefano AndreucciTio Patinhas por Stefano Andreucci

(Cliccare sulle immagini per vederle a grandezza naturale)

7 Dias com Tex na cidade de Loiano (Itália): O Vídeo

O blogue do Tex dá a conhecer um magnífico vídeo (de cerca de 10 minutos) da Mostra de Loiano, realizada na Itália de 7 a 14 de Junho passados e intitulada “7 giorni con Tex“,  um grande evento dedicado à maior personagem do fumetto (banda desenhada) italiano: Tex Willer.

A principal atracção do evento foi a Mostra de pranchas originais do Texone escrito pelo já falecido Gino D’Antonio e desenhado por Lucio Filippucci, que foi lançado recentemente na Itália. A Mostra, com o título “Seminoles”, esteve sediada na Sala Fantazzini e permaneceu aberta durante todos os dias da Fiesta Texiana na cidade.

Neste vídeo, dá-se a conhecer o início da saga do Ranger, mas sobretudo Lucio Filippucci e o seu Texone, mas também se mostra partes da exposição realizada em Loiano e ainda desfiles de cowboys e um concurso de desenho destinado a jovens amantes da banda desenhada, de idades compreendidas entre os 11 e os 14 anos baseado precisamente no Ranger Tex Willer.